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Marta Ramos

Wise words: A lua-de-mel

Quando começam a organizar o casamento, a lua-de-mel parece uma coisa muito longínqua – e podem cair na tentação de adiar esse assunto, com tanta coisa para resolver entre mãos. O nosso conselho é que não o façam. As nossas wise words de hoje são dedicadas a ajudar-vos nessa tarefa, e contamos com a ajuda de uma especialista na matéria: a Andreia Augusto, da I Go Travel.

Poupem sabiamente na lua-de-mel! Muitas vezes, assoberbados com todas as decisões que têm que tomar para o grande dia, os casais escolhem o destino de viagem quase de véspera. Se decidirem isso logo no início do processo e fizerem as vossas reservas atempadamente, isso é dinheiro em caixa! – Queres casar comigo?

Com que antecedência se deve reservar uma viagem de lua-de-mel? Segundo a Andreia, o ideal para aproveitar as tarifas especiais que as companhias aéreas, os operadores turísticos e os hotéis oferecem especialmente aos recém-casados é entre 9 a 6 meses da data de partida. Ou seja, quando fecharem a data do casamento podem começar a tratar do assunto. Reparem, até vos saberá bem intercalar a azáfama dos preparativos com umas idas à agência de viagens para ver imagens do destino paradisíaco que vos aguarda.
Há também outra forma de poupar (não só na lua-de-mel, mas em todas as rubricas do orçamento): casar fora de época. Um mês a mais ou a menos pode fazer uma diferença muito assinalável – é fazer as contas!
Há uns tempos publicámos um real wedding que trazia de bónus um conselho muito útil por parte da noiva: «Não marcar a viagem de lua-de-mel no dia a seguir ao casamento! Um dia (pelo menos!) para recuperar, é fundamental!» Tomem nota, que esta é uma óptima sugestão: porquê fazer uma longa viagem com o peso extra do cansaço da festa? Reservem um intervalinho na agenda para recuperar energias e aproveitar ao máximo a emoção da partida.

Depois de resolvido o quando, chega a hora de responder à million dollar question: onde?

Provavelmente já fizeram algumas viagens juntos e já conhecem bem os vossos gostos e as vossas preferências. Talvez tenham um destino de sonho guardado para esta ocasião especial. Se assim for, missão cumprida! Mas se estão completamente em branco, podem sempre contar com a opinião fundamentada da agência de viagens. Expliquem ao vosso agente de que é que mais gostam e, não menos importante, de que é que não gostam mesmo nada; descrevam aquilo que imaginam que seriam os vossos dias perfeitos – descanso à beira-mar ou aventura na natureza? Museus e compras ou contemplação zen? Gostam de sentir-se acompanhados ou preferem caminhos menos percorridos?

Estamos a falar no plural, mas vocês são duas pessoas diferentes, e aqui como em todos os outros aspectos da organização do casamento têm que fazer com que isso jogue a vosso favor e não que seja um obstáculo ao entendimento. Façam listas de prós e contras, escolham dois ou três aspectos de que nenhum dos dois quer abdicar, e reservem espaço mental para se deixarem influenciar um pouco também um pelo outro. O importante é que a vossa escolha recaia sobre um destino no qual os dois, juntos, se sintam completamente bem – e viajar é descobrir, não é verdade?

Se estiverem sem ideias, que tal encontrarem um ponto de referência – por exemplo, um livro ou um filme de que ambos tenham gostado e que vos tenha transportado para um lugar bom? Podem agora ser transportados para lá, de facto!

 

Alex Tome - fotografia de casamento

Alex Tome - fotografia de casamento

Segundo a I Go Travel, entre os destinos mais escolhidos pelos portugueses para a lua-de-mel encontram-se Vietname, Maldivas, Seychelles, Polinésia Francesa, Maurícias, Tailândia e os tradicionais México e República Dominicana. Também são muitos os casais que optam por combinações de destinos, sendo o top 3 ocupado por Japão + Maldivas, Vietname + Cambodja + Tailândia, e EUA + Polinésia Francesa.

Escolher (e pagar!) é convosco; o resto é com a vossa agência de viagens. Para que possam viajar descansados, a I Go Travel pesquisa as melhores ofertas para o itinerário que pretendem, proporciona-vos um serviço personalizado (e até privado, nalguns destinos e para determinadas experiências), dá-vos um número de contacto disponível 24 horas por dia durante toda a vossa viagem e põe-vos em linha com agentes locais que vos prestarão prestam apoio. E no que toca a contas? Bem, quando tiverem decidido o quando e o onde, fazem a reserva e são imediatamente emitidos os bilhetes, mediante o pagamento de 25% do valor total. Os restantes 75% deverão ser liquidados a 3 semanas da data da partida – o que quer dizer, a 3 semanas, mais dia menos dia, da data do casamento, pelo que convém marcarem este assunto a fluorescente na agenda!

É natural que escolham um destino mais ou menos exótico para a vossa lua-de-mel. Se assim for (e mesmo que não vos pareça que seja), é sempre aconselhável fazer algum trabalho de casa. Consultem publicações da especialidade, como a revista Volta ao Mundo, e escolham um bom guia de referência para terem sempre à mão, seja em papel ou em versão digital – como os da Lonely Planet. Isto serve não só para conhecerem um pouco melhor os tesouros, mesmo os mais escondidos, do lugar que irão visitar, mas também – e isto não é de todo menos importante – os hábitos, as tradições e as regras básicas de etiqueta que deverão respeitar. Uma viagem maravilhosa pode ser arruinada por um gesto mal interpretado e isso hoje em dia é tão fácil de evitar que não faz sentido correr riscos. Informem-se e ajam como visitantes, tal como o fazem quando são recebidos na casa de alguém. Serão tão bem recebidos quanto respeitadores se mostrarem por quem vos recebe – e provavelmente ainda farão amizades para a vida.

 

Alex Tome - fotografia de casamento

Alex Tome - fotografia de casamento

Agora que está tudo tratado, é tempo de relaxar: depois da grande festa (e, preferencialmente, após dia ou dois de descanso), pegam nas malas e rumam até ao vosso destino de sonho. Inevitavelmente, irão cheios de recordações boas e terão oportunidade de relembrar a dois os episódios mais marcantes, mais divertidos, mais emocionantes do vosso casamento.

As pessoas que partilharam convosco o vosso dia feliz estarão, claro, presentes nessas recordações. Que tal aproveitar a oportunidade para enviarem alguns postais simpáticos? Afinal, toda a gente gosta de receber um postal na caixa do correio, com selos de um destino longínquo e imagens de uma paisagem inspiradora – e ainda mais com as palavras felizes de quem o enviou. Esta é uma simpática maneira de tratarem de alguns dos agradecimentos. Podem fazer circular um address book bonito durante a festa (peçam ao vosso fornecedor de convites que vos crie um com a imagem gráfica do vosso casamento) e assim ficam com as moradas de toda a gente – para enviarem os postais mas também para futuras ocasiões, como, por exemplo, o anúncio da chegada de um novo membro à família!

 

As imagens que ilustram este artigo são do nosso fornecedor seleccionado Alex Tome.

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Hoje, o nosso trio de bolo dos noivos, sapatos de noiva e bouquet de noiva é feito de tons nude e creme, quase dourado.

Há sempre uma sofusticação inerente a esta paleta de cores, discreta e sumptuosa. Valem bem a pena a sua consideração para um casamento que seja mais clássico e tradicional, mas nunca aborrecido ou expectável.

Escolhi um bolo dos noivos igualmente clássico, apenas dois andares, coberto de fondant, com uma camada de textura geométrica e delicada. A rematar, é decorado com hortências a florir, em tons blusn, nude, creme e dourado… Não é tão delicado?

Para combinar na perfeição, umas sandálias de tacão são a minha proposta de sapatos de noiva. A cor nude (que linda que é…!) é mesmo bonita, pede este verniz ou este nos dedinhos dos pés. O tacão largo ajuda à estabilidade (e umas palmilhas de gel tornarão o dia mais leve), e o look final é cheio de classe!

Fechamos com um belo bouquet de noiva, feito de rosas no seu pico de maturação e alguns ramos mais outonais. O remate com fita de seda ou uma versão rica como veludo largo, é só perfeito.

Estas escolhas podem ser totalmente apropriadas para um casamento mais outonal, em Outubro, em que ainda há temperaturas amenas, mas já estamos a antecipar o aconchego dos dias mais curtos e dos tons mais dourados.

 

Bolo dos noivos com decoração de outono Sapatos de noiva nude. Bouquet de noiva em tons de creme e dourado

Imaginem esta combinação de tons e ideias num salão de tactos dourados: é perfeita para um casamento dentro de portas e uma ode ao outono, feita com muito estilo. Parece-vos bem?

 

De cima para baixo, bolo dos noivos com duaas camadas, textura geométrica e decoração com flores naturais, de Nine Cakes; sapatos de noiva com tacão alto, na Mango, por 39,99 euros; bouquet de noiva orgânico com rosas e ramagens de outono, de Plenty of Petals, via Style me Pretty.

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

Susana Pinto

Casamento na Casa do Ribeirinho: Mariana + Miguel

Hoje trazemos um doce casamento na Casa do Ribeirinho: é o mais bonito dos dias da Mariana + Miguel, captado de forma talentosa pelo César Sousa, da We Love Film, nosso fornecedor seleccionado desde 2015!

Sintam-se contagiados pelo enorme e permanente sorrido da Mariana, e pela felicidade e alegria palpáveis nestes 3.16 minutos de imagens em movimento.

Festejemos o amor, a chegada da primavera e o Dia Mundial da Poesia: uma semana em cheio!

 

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Como ainda não vivíamos juntos na altura em que o “sim” foi dito, ansiávamos pela vida após o casamento do que propriamente a celebração do dia. À medida que íamos planeando a festa, sabíamos que queríamos a nossa família e amigos juntos, com muita música, risos, emoções fortes. Queríamos também que o ambiente fosse descontraído, informal e primaveril.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Mais do que preparados! Nunca mais chegava o dia, mas sim, as duas últimas semanas, principalmente os dois dias anteriores, sentimos muito stress. Não pelo compromisso que íamos fazer um com o outro, mas pelos elementos que faltavam terminar e outros tantos pormenores, alguns deles que só davam mesmo para tratar alguns dias antes. Como não tivemos wedding planer, tínhamos que ser nós a pensar em tudo. E chegou a um ponto que já não bastava que o dia fosse giro, queríamos que fosse perfeito.

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Quando escolhemos o local da boda. Vimos vários (muitos!) locais e embora conseguíssemos adaptar as nossas ideias aos espaços, apenas na Casa do Ribeirinho é que houve um encaixe perfeito. Era mesmo aquilo que queríamos, como se tivessem conseguido tornar realidade o que estava só na nossa imaginação.

Ao tomarmos algumas decisões simples, como: o plano das mesas e como as decorar, que pratos e talheres preferíamos, a prova da comida, do bolo… coisas simples, mas foi aí que “caiu a ficha” e o entusiasmo crescia. This is it!

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

Em retrospetiva, consideramos que as nossas ideias iniciais se mantiveram. Usamos muito o Pinterest e Instagram como inspiração. Ao passarmos as ideias à prática, procurámos ter em conta os nossos interesses pessoais, para tentar manter a nossa essência.

Tivemos imensa ajuda do responsável pela Casa do Ribeirinho, o Sr. João, que nunca nos disse “não” a nada! Mesmo quando achávamos que alguma ideia iria ser impossível de realizar, ele estava sempre pronto a dar alternativas e teve imensa paciência connosco. Eternamente ocupado, mas sempre disponível.

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

O mais importante para nós era que os nossos convidados se divertissem e que passassem um bom dia. O que tinha menos importância era seguir os protocolos tradicionais, o que queríamos era que tudo fluísse naturalmente.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

A preparação da celebração na igreja foi o mais fácil. O Miguel já participou e dinamizou várias celebrações de casamentos, o que facilitou quando se tratou do nosso. O mais difícil foi a seleção das músicas para alguns momentos da festa! Gostamos de tantas e de estilos tão diferentes… escolher apenas uma foi complicado.

A escolha do vestido também foi uma aventura, dava um livro!

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Foi a celebração na igreja. As palavras ditas, os textos escritos por nós, as músicas escolhidas e cantadas, e o envolvimento dos convidados connosco. Sentimos tudo!

 

E o pico de diversão?

Gargalhámos muito com as surpresas que nos fizeram (o jogo do sapato e o vídeo do Dr. do Amor – o labrador retriever do Miguel). Mas o momento de dançar é sempre sinónimo de diversão!

 

Um pormenor especial…

Um pormenor especial que nos deu prazer ao fazer… um “jogo” que criámos baseado no nosso convite. Em vez do típico “vamos casar” quisemos usar uma expressão caraterística portuguesa que servisse de sinónimo. Vamos dar o nó? Vamos juntar os trapinhos? Acabámos por escolher o último, com uma imagem alusiva à frase. Para o jogo voltámos a usá-la, ao desafiar os convidados a encontrar “os trapinhos”, espalhados pela casa do Ribeirinho.

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Nada!

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Saboreiem o dia, sintam o momento, vivam a VOSSA história. Parece tão genérico, mas é tão isto.

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites, materiais gráficos e ofertas aos convidados: Abílio Vieira – publicidade, design e fotografia;

espaço para casamento, catering e decoração: Casa do Ribeirinho;

bolo: Physalis Cake;

fato do noivo e acessórios: fato e botões de punho Encanto; suspensórios Cortefiel, laço Blue River;

vestido de noiva e sapatos: vestido Bianco Evento, sapatos Aldo;

maquilhagem: Pretty Exquisite Consultoria de Imagem;

cabelos: Marisa Rocha Cabeleireiros;

bouquet de noiva e boutonnière: Isabel Castro Freitas Arte Floral;

fotografia: José Crispim Photography;

vídeo: We love Film – Wedding and Lifestyle Filmmakers;

luzes, som e Dj: Party & Sound – Produção e Animação de Eventos.

 

Marta Ramos

Um passeio primaveril pelo Monte do Ramalho

O Monte do Ramalho é uma herdade em pleno Alentejo, junto a Avis. Com diferentes espaços amplos dentro e fora de portas, permite a criação de vários ambientes, com total privacidade e conforto e em perfeita harmonia com a tradição e arquitectura local – uma combinação óptima para a realização de uma bela festa. Entre os espaços reservados à produção de eventos, dispõe de três pavilhões cobertos com diferentes capacidades, uma bela eira tradicional alentejana, uma capela com mais de 100 anos que permite a realização de eventos religiosos, uma piscina biológica, um olival a perder de vista e muitos espaços verdes em seu redor.
Conta-nos a Manuela Estevinha: «Éramos apenas uma quinta de turismo rural, quando em 2013 fomos descobertos por um casal, ela de Lisboa e ele de Itália. Adoraram o espaço e principalmente o facto de nunca termos tido nenhum casamento, foram os nossos primeiros noivos. O evento ocorreu em Junho de 2014, totalmente ao ar livre, com a nossa iluminação de arraial e mesas corridas, tudo no exterior. Não tínhamos espaço para plano B e felizmente o bom tempo ajudou. Ainda no mesmo ano, recebemos outro casamento no início de Setembro, e para que se pudesse realizar, fizemos obras numa das nossas salas, porque a existência de um plano B era condição para que o nosso espaço fosse escolhido. Foi também nesta data que o colocámos em prática, choveu torrencialmente no dia do casamento. Em 2015 voltámos a fazer obras no espaço para podermos receber os casamentos com melhores condições, e desde aí até agora temos vindo em crescendo.»
Hoje, na continuação das nossas celebrações pela chegada da Primavera, convido-vos a um demorado passeio por este espaço fabuloso. Mergulhem nas bonitas fotografias de Madalena Tavares, que nos contam em detalhe como foi o dia feliz da Patrícia e do Sérgio. Com calma, com tempo, a contemplar – como pede o Alentejo.

 

 

Tão bom, não é? Espreitem ainda a galeria do Monte do Ramalho, feita de imagens maravilhosas, e contactem a Manuela Estevinha directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Marta Ramos

As flores da Primavera, por KCKliKO

Têm nome de papoila (do francês, coquelicot), o que sugere de imediato um misto de delicadeza e força, de natureza selvagem com sofisticação. É uma boa forma de descrever o trabalho da Albane e do Luís, o casal KCKliKO. Inspirados pelas estações do ano, concebem ramos de flores espontâneos e bravios, com ênfase em espécies singulares, valorizando os recursos naturais e locais. Respeitam sempre a sazonalidade das plantas. Gostam de misturar flores grandes com outras mais pequenas, flores de cultivo e silvestres, tanto abertas como em botão e por vezes carregadas das suas sementes, permitindo ao ramo continuar a evoluir. As sementes e algumas das plantas que usam podem ser semeadas ou plantadas mais tarde.
Agora que damos as boas-vindas à Primavera, fomos saber quais são as flores desta primeira estação do ano:
«A Primavera, com a sua exuberância de flores, traz cores e perfumes que nos enchem de alegria. A papoila, de aparência frágil que perde rapidamente as suas pétalas se a colhermos, regala os olhos salpicando do seu carmim os campos!As ervilhas-de-cheiro violáceas, as papoilas-da-califórnia laranjas, o jasmim e os trevos, tal como as anémonas, as frésias e os ranúnculos multicores misturam-se com os milhares de pequenos detalhes verdes das gramíneas. A dramática e fascinante nigella também faz parte da paisagem desta estação. As esplêndidas peónias despertam só durante um mês debaixo de uma chuva de pétalas de rosas cor-de-rosa.»
Inspirem-se nas bonitas fotografias de arranjos KCKliKO.

 

Não deixem de consultar a ficha de fornecedor seleccionado da KCKliKO para ficarem a conhecer melhor a Albane, o Luís e o seu trabalho. E falem com eles, aconselhem-se acerca das melhores flores para usar na época do vosso casamento.
Acompanhem também os artigos que vamos publicando acerca do trabalho magnífico da KCKliKO.

Susana Pinto

À conversa com: Alice Vicente Weddings – fotografia de casamento

Hoje a conversa é com a Alice Vicente, que assina como Alice Vicente Weddings, e faz fotografia de casamento.

O seu trabalho é etéreo, delicado e intemporal, um trio de adjectivos muito luxuoso e especialmente bonito.

Acompanho o trabalho da Alice desde o seu início e o caminho que tem feito é fantástico: consistente, focado, objectivo. Do ponto A ao ponto B, com muito trabalho pelo meio, e o resultado está à vista: é perfeito!

Venham conhecê-la melhor!

Defino-me como uma fotógrafa especializada em casamentos luxuosos e de grande requinte. Crio imagens delicadas e mágicas que refletem não só o meu lado mais artístico e criativo, mas também o quão vulnerável e perfeitamente imperfeita ambiciono ser. Congelo os momentos e trago ao de cima o melhor de cada um deles, transformando até o mais simples instante em arte. Sou conhecida pela forma natural e entusiástica de fazer as pessoas apaixonarem-se pelas suas próprias imperfeições, fazendo-as perceber que podem e devem ser quem realmente são.

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Desde muito nova que demonstrei uma paixão genuína pelas artes. Não só pela fotografia, mas também pintura, artes manuais e, mais recentemente, cerâmica. Sou uma criativa que necessita de se expressar e sinto que a fotografia me dá aquilo que mais preciso no dia-a-dia. Sempre fui muito indecisa sobre o que iria fazer, mas acabei por seguir fotografia na faculdade. Foi-me ensinado a fotografar em formato analógico, e foi aí que o meu gosto pela fotografia se intensificou. Comecei a ver uma tendência no tipo de imagens que me atraíam (eram todas fotografadas com máquina analógica) e foi aí que decidi dar o salto e comprar a minha primeira máquina analógica em médio-formato.

Sempre gostei muito de casamentos e decidi contactar alguns fotógrafos (muitos!) para me ajudarem e darem uma oportunidade para os ajudar nos seus casamentos. Acabei por trabalhar como segunda fotógrafa para uma fotógrafa nesse ano, e, no ano seguinte, já trabalhava sózinha.

Desde então que tenho vindo a aperfeiçoar esta arte, não só fotografando casamentos, mas também frequentando workshops de grandes fotógrafos de casamentos, quer portugueses, quer internacionais, desde San José na Califórnia a Paris, que foi o que me fez evoluir mais até chegar ao que cheguei hoje. Tenciono continuar a investir em educação e a evoluir para oferecer sempre um trabalho de excelência e de grande qualidade aos noivos que me contratam. Hoje em dia estou a finalizar a construção do meu atelier, que é o concretizar de um sonho desde há muitos anos!

 

Fotografia de casamento fine art, por Alice Vicente Weddings Fotografia de casamento fine art, por Alice Vicente Weddings Fotografia de casamento fine art, por Alice Vicente Weddings

Há quanto tempo fotografa? E porquê casamentos?

Fotografo casamentos desde 2015 porque sempre adorei casamentos. É um dia que mais parece uma montanha russa de emoções e de sensações, e esses altos e baixos deixam-me de coração cheio! Posso ser criativa e ao mesmo tempo documentar o que se passa à minha volta. Tenho a liberdade de direcionar os momentos que acontecem à minha frente, que, pelas emoções envolvidas por si só já são bonitos, mas que através da minha direcção e olho consigo obter o melhor deles e criar imagens ainda mais bonitas para os meus clientes ficaram para o resto das suas vidas.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?

Normalmente o meu primeiro recurso é o Pinterest. Sempre que tenho uma ideia guardo o máximo de imagens possíveis que possam ampliar essa ideia numa pasta para mais tarde lá voltar. Mas, no entanto, a minha inspiração pode vir de qualquer lugar. Ultimamente tenho-me inspirado muito na decoração de interiores, mais especificamente em camas desarrumadas com lençóis de linho de cores neutras e em quartos brancos e luminosos. O minimalismo e o conceito japonês “Wabi-Sabi” também me inspiram bastante. Peças de cerâmica tortas ou notoriamente feitas à mão deixam-me nas nuvens! Fico muito inspirada também quando sinto a essência de um lugar. Por exemplo, em Lisboa especificamente, inspiro-me só por viver no centro da cidade. Gosto de ouvir o movimento das pessoas na rua e de estar em casa no meu cantinho, dando espaço à minha mente para vaguear e criar da forma que me apetecer naquele momento. A inspiração atinge-me em especial quando já é de noite e estão todos a dormir. Suponho que seja algo típico nos artistas?

 

Como construiu a sua assinatura, como se define?

A minha assinatura foi construída através de uma reflexão de dois anos sobre o que é a minha marca e onde me quero posicionar.

Defino-me como uma fotógrafa especializada em casamentos luxuosos e de grande requinte. Crio imagens delicadas e mágicas que refletem não só o meu lado mais artístico e criativo, mas também o quão vulnerável e perfeitamente imperfeita ambiciono ser. Congelo os momentos e trago ao de cima o melhor de cada um deles, transformando até o mais simples instante em arte. Sou conhecida pela forma natural e entusiástica de fazer as pessoas apaixonarem-se pelas suas próprias imperfeições, fazendo-as perceber que podem e devem ser quem realmente são.

Não procuro a perfeição, apenas a beleza do natural e imperfeito.

 

Fotografia de casamento fine art em Lisboa, por Alice Vicente Weddings Fotografia de casamento fine art em Lisboa, por Alice Vicente Weddings Fotografia de casamento fine art em Lisboa, por Alice Vicente Weddings

Acha que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhe fotografar e como o faz, a narrativa que constrói, é diferente das escolhas que vê num trabalho de um profissional masculino?

Penso que é tudo uma questão de quem somos, o que nos atrai e a nossa experiência. Não acredito que tenha tanto a ver com ser mulher ou homem.

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

Primeiramente guardo o telefone e, ou pinto sem um resultado em mente, ou simplesmente saio com amigos para desanuviar a cabeça. Quando me sinto cansada mentalmente tento desligar das tarefas do dia-a-dia para dar uma pausa à minha cabeça.

 

O mundo em Lisboa ou Portugal de lés-a-lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Todos os casamentos são diferentes e especiais. Cada casal tem a sua história e ligação. No entanto uma diferença inegável é o jantar antes das 20 horas, o que leva a que a própria organização e planeamento do dia seja totalmente diferente e a que o casamento acabe com uma maior antecedência que o dos portugueses.

 

Fotografia de casamento fine art em Lisboa, por Alice Vicente Weddings Fotografia de casamento fine art em Lisboa, por Alice Vicente Weddings Fotografia de casamento fine art em Lisboa, por Alice Vicente Weddings

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação com os seus clientes?

Normalmente o primeiro contacto acontece através de e-mail. Acabamos por marcar uma reunião onde nos conhecemos e partilhamos um pouco sobre cada um e por fim sobre os planos do dia, onde dou uma pequena ajuda com o planeamento e horário. Não só gosto de partilhar conselhos para ajudar na organização do dia, como também gosto de sentir uma ligação com os clientes, o que por fim resulta numa química natural durante o dia do casamento.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de fotografar?

Gosto de todos os tipos de casamentos. Dos casamentos um pouco mais pequenos porque acabam por ser mais calmos e relaxantes. No entanto adoro as festas de arromba dos casamentos maiores que me deixam sempre com um sorriso nos lábios de tão divertidos que são! Mas penso que o mais importante é a ligação entre o casal e o fotógrafo.  Claro que se estiver visualmente decorado com gosto, é a cereja no topo do bolo!

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

Para mim o mais gratificante é poder criar arte, sabendo que os noivos terão aquelas fotografias tiradas com tanto carinho e atenção para mostrar aos seus filhos, netos e bisnetos. É a adrenalina e felicidade quando capto um momento emocionante e acaba por resultar numa imagem intemporal.

O mais desafiante é tudo aquilo que envolve gerir uma empresa sozinhos. No fundo passo apenas 10% do meu tempo a fotografar. O restante é passado à frente de um computador ou telemóvel a gerir todo o negócio, que acaba por passar por despercebido para quem não sabe o que envolve ser um fotógrafo de casamentos. Mas não mudava nem uma vírgula! Adoro o desafio de ultrapassar as dificuldades e de encontrar soluções para os problemas e quando alcançamos os nossos objetivos é quando sentimos que todo o esforço vale a pena.

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

Fotografo de casamento fine art em lisboa: Alice Vicente Weddings

Escolho esta fotografia porque representa muito bem aquilo que quero transmitir no trabalho que faço.

Imagens delicadas, bonitas e mágicas.

 

Contactem a Alice Vicente Weddings através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Alice Vicente directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!