A Cátia e João casaram num dia absolutamente gelado, escuro e chuvoso, em Guimarães, em Novembro. Mas quando começarem a ver as imagens que vos trago, nem conseguem acreditar, tenho a certeza, de tão luminosas e delicadas que são.
O casamento de hoje é muito especial, porque, entre outros detalhes, reúne a crème de la crème dos fornecedores Simplesmente Branco (na verdade, todos os nossos fornecedores, sem excepção, estão nesta categoria!): Design com Texto, Pinga Amor, Videort e arc | fotografia.
E como se não bastasse, também o João (que é operador turístico) se tornou nosso fornecedor esta semana, com a 100 Rumos (o novíssimo membro da família SB), que desenha viagens de lua de mel, à medida.
Deliciem-se e batam palmas a este trabalho de equipa, eles merecem!




Como foi o teu pedido de casamento?
Mágico, um verdadeiro conto de fadas que em duas linhas não é fácil descrever até porque é uma história que me leva sempre algum tempo a contar pelas boas sensações que me traz.
O João tem a capacidade de criar momentos únicos e o meu pedido de casamento não foi excepção, nenhum pormenor foi esquecido. Sem conhecer o meu pai e aproveitando uma ausência minha pediu-lhe a minha mão em casamento, bem à moda antiga e que quase provocou uma paragem cardíaca ao meu querido pai. Uma semana após este episódio, fui informada pelo meu pai que o iria substituir numa reunião profissional de protocolo, com uma figura pública conhecida, nada que me fosse estranho apesar do nervosismo miudinho que estas reuniões me provocam. Era uma quarta-feira fria e solarenga, 17:00 da tarde, quando à hora combinada me esperava à porta da empresa onde trabalho um motorista com um carro topo de gama para me transportar até ao hotel “The Yeatman” em Vila Nova de Gaia, onde seria a reunião. Todo aquele aparato provocou-me algum desconforto e como a viagem ainda era longa iniciei uma divertida troca de mensagens com o João falando do motorista e da minha reunião.
Mal sabia eu….! Tinha chegado a hora de falar com o motorista sobre algumas questões de protocolo e a certa altura desconfiei que alguma coisa não estava certa, mas até este estava combinado com o João. Sorte a minha!!! Estávamos a chegar ao hotel e o motorista deu-me um envelope em branco. O meu coração palpitou numa mistura de medo, risos e choro. Ai percebi que aquele envelope branco era o próximo passo que selaria o amor que eu e o João tínhamos um pelo outro e ao abrir o envelope tive uma explosão de emoções. Ainda hoje me lembro que só consegui ler a última frase da carta, “João”. Quando levantei a cabeça já estávamos no hotel, o motorista já tinha aberto a porta do carro e esperava que eu saísse com um ramo de rosas na mão, ai já o pessoal do hotel, também estes envolvidos por toda a História esperavam-me e encaminhavam-me para a varanda do quarto que tinha uma vista esplêndida para o nosso rio Douro… Seguiu-se o jantar cheio de sabores e texturas e o pedido de casamento no final com o Douro a testemunhar aquele momento. Foi lindo!
Como te organizaste? Por onde começaste, com que antecedência?
Inicialmente estávamos perdidos. Começámos por escolher a Igreja mas depois os espaços que víamos para o copo-de-água para além de não reunirem todas as condições que desejávamos eram longe da igreja. O nosso lema sempre foi simplicidade e conforto para os nossos convidados.
Parámos para nos organizar e começámos tudo de novo e foi aí que felizmente descobrimos o Simplesmente Branco. Tudo se tornou Simplesmente Fácil e divertido. Escolhemos o espaço, a igreja e os fornecedores com cerca de 6 meses de antecedência.



Que ambiente quiseste criar? Como o fizeste?
Quisemos criar um ambiente romântico e descontraído, como dissemos várias vezes, queríamos um ambiente “casa da avó”, louças e móveis antigos, os padrões e texturas vintage. Tudo começou a partir do convite feito pela Elisa, que desde logo entendeu o que pretendíamos. Estava lançado o primeiro dado.
A opção “feito por ti” surgiu porquê?
Perguntámos um ao outro em quê que pensávamos quando nos lembrávamos das nossas avós. Claro que são os cheiros das compotas e as comidas deliciosas que elas faziam. Esse foi o nosso ponto de partida e depois constatámos que até estava na moda oferecer compotas.
Tiveste ajuda?
Tivemos ajuda nas compotas, tudo o resto foi feito pelos nossos fornecedores, muito bem escolhidos e competentes.




O que era o mais importante para ti?
Que o nosso casamento ficasse na memória de toda a gente e que todos se sentissem felizes assim como nós estávamos.
E secundário?
Num dia tão especial como aquele, não considerámos nada secundário, nada ficou ao acaso. Tudo foi escolhido ao pormenor. Só tivemos o percalço do bolo mas estávamos a uma semana do casamento e optámos por não correr riscos.
Onde gastaste mais dinheiro?
Em tudo! Os sapatos, o cabelo a maquilhagem, os músicos, a decoração… Numa altura em que o assunto do dia é a contenção económica esquecemo-nos por completo deste assunto. O catering também foi caro mas valeu todos os cêntimos que gastámos, voltaríamos a escolhê-los. Aliás, voltaríamos a escolher tudo e todos da mesma forma!



Onde gastaste menos?
Gastámos menos nas lembranças. Comprámos frasquinhos, a mãe do João fez as compotas e decorámos com o material feito pela Elisa e pela Ana.
O que foi mais fácil?
Tudo foi fácil! O que estava a cargo dos fornecedores foi só transmitir o que queríamos e eles fizeram o resto. O vestido foi amor à primeira vista, o João teve mais dificuldades com o fato dele. Fizemos a distribuição das mesas em 5 minutos, este sim era o ponto que mais nos preocupava, mas como tudo o resto foi simples.
O que foi mais difícil?
Não tivemos nada difícil. Tivemos um pequeno problema com o bolo, das provas que fizemos nada nos satisfez e por fim, nem o design ficou como o que escolhemos. Mas enfim, tudo o resto estava esplêndido e o bolo foi um pormenor sem importância.









O que te deu mais prazer criar?
A única coisa que fizemos foi colocar a decoração nos frasquinhos das compotas. Lembro-me que eu e o João ficamos algo “irritados” com os paninhos, as fitinhas e os elásticos mas agora que olhamos para trás, fartámo-nos de rir.
O casamento que planeaste, é a vossa cara, ou foste fazendo cedências pelo caminho?
O casamento que planeámos foi a nossa cara sem dúvida. Estava tudo personalizado e os convidados estavam satisfeitos. Adorámos o photobooth mas estávamos tão descontraídos que nos esquecemos dele! Entre muitos outros pormenores, a Elisa e a Ana colocaram fotografias nossas e da nossa família no photobooth. Muito dos convidados viajaram no tempo com aquelas fotografias que estavam expostas.
O André e o Telmo (fotografia), o Carlos e o Vítor (vídeo) foram quatro agradáveis surpresas. Todos os convidados sem excepção divertiram-se imenso com eles. Rapidamente perderam o estatuto de “o fotógrafo” e o “camera man” para serem o André, o Telmo, o Carlos e o Vítor. Eu e o João ficámos muito felizes por tê-los entre nós. Foram tão importantes que os “queremos” no nosso álbum de fotografias!
Os Bruce Brothers dispensam apresentações, são presenças assíduas nos nossos eventos, gostamos muito deles.
O Tiago Pereira, Francisco Gomes e Rui Silva foram uma presença arrepiante na igreja. Parabéns a todos os profissionais competentes que tornaram este dia ainda mais especial.




Um pormenor especial?
Não posso deixar de falar na surpresa que tivemos na igreja e que muito nos emocionou, em especial a mim. Para além do padre que nos casou, que ainda é meu familiar, estava lá um padre amigo da família. Quando o vi no altar fiquei emocionada, mas mais emocionada fiquei quando, no final da homilia, o padre Tavarez nos ofereceu uma bênção do Papa “para a Cátia e João”, trazida da última viagem dele a Roma. Foi aqui o auge das nossas emoções.
Foi um momento lindo em que senti um amor inexplicável pelo João.
Agora que já aconteceu, mudavas alguma coisa?
Sim! Levámos tão a sério a questão de não tornar o casamento monótono e maçador que pusemos de parte as fotografias tradicionais com o amigo, a tia e o tio, o cão… aquelas sessões fotográficas que deixam os noivos com cara de “já chega, tirem-nos daqui!”. No dia seguinte a segunda coisa que disse ao João, depois de um “bom dia meu amor” foi “não temos fotografias com os nossos pais!!!!!”
É certo que todos estão nas fotografias e no vídeo mas sei que daqui a uns anos a minha mãe e a mãe do João vão querer colocar na mesinha de cabeceira a fotografia deles com os noivos e não vão ter.
Também teríamos sido mais rígidos no que diz respeito ao bolo.






Algumas words of advice para as próximas noivas?
Não vamos dizer nada de novo mas realmente é muito importante escolher profissionais competentes para tratar do vosso casamento e relaxar. No fim tudo corre bem quando estamos com as pessoas que amamos.
Os nossos fornecedores:
convites e materiais gráficos: Design com Texto
local e catering: Parque da Penha, Guimarães
fato do noivo e acessórios: Wesley
vestido de noiva e sapatos: Vestido Pronovias e sapatos feitos à medida por Elsar (Designer Patrícia Correia)
anel de noivado, alianças e brincos: alianças David Rosas, brincos antigos da avó
maquilhagem e cabelos: Paula Lage
adereços: almofada das alianças, Pinga Amor, saquinhos de arroz e almofadas, Design com Texto
flores: bouquet e decoração floral, Pinga Amor
styling e decoração: Pinga Amor e Design com Texto
lembranças para os convidados: feitas pelos noivos e decoradas por Design com Texto
fotografia: arc | fotografia
vídeo: Vídeoart – Storytellers
luzes, som e Dj: Bruce Brothers
música na Igreja: Tiago Pereira (Violino), Francisco Gomes (Orgão), Rui Silva (Barítono)