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Susana Pinto

Casamento intimista na Quinta da Quintã: Joana + Vasco

Hoje celebramos um maravilhoso casamento intimista na Quinta da Quintã: é a festa da Joana + Vasco.

Parece feita às avessas, umas coisas primeiro que as outras, numa ordem que desafia o cenário habitual, mas vistas bem as coisas, que importância isso terá?

Uma festa de casamento celebra o amor. A forma como damos corpo a isso, é um detalhe à medida de cada casal. Mais elaborada e sofisticada, mais singela e intimista, mais divertida, mais emocional ou mais protocolar, são visões singulares dos noivos. No caso da Joana + Vasco, tudo é amor: dos pequeninos aos mais velhos, o fio condutor que liga e une todos é um imenso amor partilhado, feito de felicidade, abraços, sorrisos e algumas lágrimas.

Tudo lindo e tão doce, e a ajudá-los a pôr de pé este épico dia, estiveram a Quinta da Quintã e todo o seu staff impecável, a dupla de fotógrafos Menino conhece Menina, os Pixel ao comando do vídeo e se virem com atenção, vão descobrir um dos bonitos bastidores para as alianças, bordados com andorinhas, da Jubela.

Bom fim-de-semana!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

O “sim” foi quase “imposto” por mim, porque um dia decidi ir ver vestidos de noiva e, sem estar à espera, apaixonei me por um vestido, que comprei. Logo a seguir ligo ao Vasco a dizer “Vamos casar para o ano, já comprei o vestido!”.

Depois disto, e o Vasco já recuperado do susto, imaginámos que teria de ser mais do que uma celebração da nossa união, mas sim uma celebração da família que construímos com os nossos filhos e um dia que marcasse todos os nossos convidados!

“O melhor casamento de sempre”, “o mais emocionante”, “um dia marcante para a vida de todos”, foram algumas das mensagens que fomos recebendo nos dias seguintes à nossa festa. E nós sentimos o mesmo.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Sim, preparados! Começámos a namorar em 99, fizemos um intervalo longo e voltámos a namorar em 2012. Já tínhamos vivido juntos na primeira fase do nosso namoro, em Coimbra, onde estudámos os dois e novamente desde 2012. Agora, os nossos filhos foram os nossos convidados super especiais. Há sempre nervos na preparação de um evento tão grande e num dia tão importante como este, mas sentimos que se não tivéssemos filhos e tivéssemos mais tempo teria sido mesmo muito tranquilo todo o processo.

E claro, a gestão do orçamento também traz algum stress, porque há coisas das quais não queríamos mesmo abdicar. Assim, fomos gerindo o processo melhor que soubemos e no fim conseguimos ter tudo o que queríamos, como os nossos fotógrafos e videógrafos preferidos: os Menino conhece Menina e os Pixel. E ainda bem que não abdicámos da sua presença, porque o trabalho de ambos ficou incrível!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Todas as partes do processo foram importantes, mas nas reuniões com a Joana, o João e a Tânia, sentimos muita segurança e uma cumplicidade muito grande com eles, que sempre nos tranquilizaram garantindo que tudo iria ser como queríamos. Aliás queríamos casar de novo, pelo processo das reuniões, estar na Quinta com eles e rirmos com todas as ideias “inovadoras” do Vasco. Divertimo-nos bastante em todo o processo, mas principalmente com eles!

A semana anterior ao casamento também se revelou espectacular. Foi como um ensaio para o grande dia. Conversávamos os dois e dizíamos “ainda bem que decidimos casar, porque receber tanto carinho e amor está a ser delicioso”!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

Sim, muito fiel. O pessoal da Quinta da Quintã alinhou em tudo o que íamos planeando e ajudaram-nos imenso! Alinharam na nossa ideia de casarmos num laranjal da Quinta que não costuma ser usado para este efeito, alinharam na nossa entrada da sala de jantar pela cozinha com os nossos amigos a carregarem-nos em ombros, no flash mob que os nossos amigos preparam e que foi incrível e em muitos outros detalhes que fizeram da nossa festa um dia muito nosso! Confiei plenamente neles, mas no dia lembro-me de ter pensado que estava a ser muito melhor do que eu tinha imaginado!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

Fundamental era personalizar, emocionar e eternizar determinados momentos na memória de todos e não ser “mais um casamento”. Também tentámos que todos os nossos convidados percebessem porque estavam ali e que se sentissem especiais por partilharem aquele momento connosco, em especial os nossos pais e filhos, avós, irmãos, cunhada, mas também todos os amigos e restante família.

Sem importância era obedecer a “regras”, como oferecer uma lembrança. Isto, para nós, era um gasto desnecessário, que preferimos investir num filme feito pelos Pixel que passou no dia do casamento e que vai ser uma das mais belas recordações que guardaremos para a vida e para deixar aos nossos filhos. Ainda hoje nos falam desse vídeo.

A banda sonora de toda a cerimónia e o corte de bolo dos noivos também foram fundamentais para tudo se encaixar. Nos dias seguintes muitos amigos nos diziam que não conseguiam parar de ouvir as músicas e que com elas iam revivendo aquele dia tão especial.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

Eu sempre gostei de espreitar blogs e páginas como o Simplesmente Branco e já tinha na minha cabeça que se um dia casasse, queria que fosse na Quinta da Quintã, cos Pixel e os Menino conhece Menina, tornando tudo muito fácil. Numa semana tínhamos tudo definido, inclusive o vestido de noiva. Tivemos sorte por estarem todos disponíveis, e, a partir daqui, só tivemos de nos preocupar com os pormenores. O mais difícil foi o Vasco encontrar o fato que queria. Foi uma longa procura mas que também acabou por correr bem! Contou com a ajuda do alfaiate Ayres Bspoke Tailor e o processo da escolha do tecido, forro e provas também foi muito giro.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Toda a cerimónia foi muito bonita, pela simplicidade e emoção à flor da pele, mas no final da festa ambos concordámos que o melhor momento foi o corte de bolo! Foi muito emocionante e bonito pelos discursos que dirigimos a todos os presentes num momento muito envolvente e tranquilo em que todos nos rodeavam no laranjal. Um dia, um amigo disse-nos que tinha sonhado que íamos todos viver um momento incrível num laranjal e este foi mesmo!! Muitos abraços, beijos, palavras de afecto e amor, lágrimas… Foi mesmo o pico sentimental do dia.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

E o pico de diversão?

Diversão à séria foi a coreografia inesperada, preparada pelos nossos melhores amigos e irmãos e que envolveu todos os convidados. Foi incrível, porque víamos os nossos amigos a dançarem com os nossos pais, os nossos tios mais velhos e os colegas de trabalho, tudo misturado, e não conseguíamos perceber como é que pessoas que não se conheciam tinham conseguido pôr 200 e muitas pessoas a dançar. Mal começou, a energia deles invadiu-nos e dançámos muitoooo!

Sentimo-nos duas crianças genuinamente felizes!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Um pormenor especial…

Durante a cerimónia quisemos homenagear os nossos avós, que já sabem o que é viver um Amor para a Vida Toda, com a ajuda da música da Carolina Deslandes. Abraçámos os avós em primeiro lugar e pedimos que todos abraçassem os seus amores naquele momento.

Este momento foi inspirado por uma missa Gospel a que assistimos em Nova York. Queríamos que as pessoas se movimentassem durante a cerimónia e não estivessem só a assitir, mas sim a participar e a reflectir sobre as suas próprias vidas.

Este momento terminou com um copo de champanhe e um brinde colectivo entre todos. Foi maravilhoso!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

O que não correu tão bem como tínhamos planeado foi o baile, mas já estávamos tão felizes que não alterou o nosso estado de espírito e o sentimento de que tudo estava como queríamos.

A Joana, da Quinta da Quintã, mais experiente, alertou-nos para isso, e devíamos ter seguido os conselhos dela.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Viverem o dia! Não sentimos que o dia passou a correr como muitos noivos dizem. Conseguimos saborear todos os momentos ao máximo, primeiro porque sabíamos que o nosso dia estava nas melhores mãos do mundo, a Joana, o João e a Tânia, e em nenhum momento do dia nos preocupámos com nada. Só vivemos intensamente o nosso dia de celebração.

Por isso, o melhor conselho, é investirem no mais importante e descomplicarem ao máximo!

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Casamento rústico na Quinta da Quintã, com fotografia Menino conhece Menina.

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: Filipa Viana, ilustradora + Joana Coelho (Quinta da Quintã);

espaço, decoração, catering e bolo dos noivos: Quinta da Quintã;

fato do noivo e acessórios: Ayres Bspoke Tailor, sapatos Camper;

vestido de noiva e sapatos: Rembo Styling (Borsini Noivas) Sapatos: Juliana Bicudo, Vila Madalena São Paulo, Brasil;

maquilhagem: Maria José, Secret Garden (Praia da Granja);

cabelos: Cabeleireiro Pente Novo (Praia da Granja);

bouquet: Célia (Quinta da Quintã);

fotografia: Menino Conhece Menina;

vídeo: Pixel;

luzes, som e Dj: Bizarros do Costume, Telmo Oliveira.

 

Susana Pinto

À conversa com: Menino conhece Menina, fotografia de casamento

Hoje conversamos com a Raquel e o Daniel, a dupla de fotógrafos de casamento que assina como Menino conhece Menina.

Lembro-me da primeira vez que falámos: havia ali qualquer coisa a germinar, mas ainda um pouco indefinida. Adiámos o assunto. Quando voltámos a conversar, possivelmente um ano ou mais depois, era claríssimo: um ponto de vista distinto, curioso, inesperado. Havia reflexos, havia simetrias, havia enquadramentos, primeiro esquisitos, depois certeiros.

Estamos juntos há mais de 5 anos e ver a sua linguagem crescer, ganhar forma, ocupar o seu espaço e ter o seu próprio léxico, é, genuínamente, um prazer.

Os casamentos fotografados pelos Meninos nunca são feitos dos detalhes habituais: nunca são sobre os sapatos, bouquet ou decoração. E nunca são iguais, nunca têm uma fórmula aplicada que os mistura num só bolo. São o oposto disso, são específicos sobre aquele casal, as suas pessoas, a sua festa, o seu momento. Os seus gestos, os seus sorrisos e lágrimas, a sua energia, o seu amor. E nunca deixam de ser doces e gentis, porque registando momentos muito singulares que só eles os viram, fica de fora tudo o que não interessa, tudo o que, acontecendo, não acrescenta nada de valioso à narrativa que constroem.

 

Mas o melhor mesmo é saber que o mundo vai continuar na sua órbita em torno do sol, que a vida não vai parar e os anos passarão sobre estas pessoas. O melhor é saber que quando as rugas se instalarem e a saudade de si próprios e dos seus os levar a olhar para trás, vão poder tirar o álbum da estante, viajar até esse outro tempo, derramar uma lágrima enquanto se lhes aquece o coração e, entretanto, esperar mais um pouco até que a próxima ruga surja para recomeçar tudo mais uma vez: tirar o álbum da estante…

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Apresentamo-nos: somos a Raquel e o Daniel, os meninos de ‘Menino conhece Menina’. Somos um casal, companheiros na vida e na fotografia. Somos ambos arquitectos e foi a trabalhar num escritório de arquitectura que nos conhecemos, embora provavelmente nos tenhamos cruzado – ainda sem saber das voltas do futuro – durante as férias da infância, nos mergulhos no rio que corre aos pés das aldeias dos avós de ambos, pertinho uma da outra, no mesmo concelho transmontano.

A nossa chegada à fotografia de casamento foi pouco programada; aliás, foi ela que chegou a nós e não o inverso.

O Daniel começou a fotografar há muitos anos, ainda estudante. Começou pela fotografia de rua, primeira arrebatada paixão. A passagem à fotografia de arquitectura foi um passo fácil e natural: o olhar à espacialidade e a compreensão do pensamento arquitectónico estavam adquiridos e aliavam-se aos conhecimentos fotográficos entretanto explorados e desenvolvidos.

Foi nessa altura que uma amiga de uma amiga que não encontrava fotógrafo para o seu casamento com o qual se identificasse lançou o desafio: fotografar o seu casamento. Essa foi a primeira experiência, assim, quase casual. E não foi logo que a ideia vingou e se fez projecto de vida. A arquitectura ainda era protagonista, com o Daniel a fotografá-la e a Raquel a trabalhar em projecto. Pouco a pouco a Raquel foi sendo contagiada pela paixão pela fotografia que o Daniel expirava, e quando deu por si estava irremediavelmente corrompida.

Então, num soalheiro dia de Primavera surgiu a hipótese “e se fotografássemos casamentos?…”

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

O dia do “e se…” aconteceu na Primavera de 2012. “Menino conhece Menina” nasceu no dia 1 de Maio desse ano com o lançamento do nosso primeiro site, totalmente homemade, muito naif e, acreditamos nós, simultaneamente muito doce. Reunia a fotografia de rua do Daniel e aquele único casamento que tínhamos para mostrar.

A partir daí esta hipótese transformou-se em sonho e o sonho transformou-se em projecto. Pouco a pouco o projecto foi-se sedimentando e tornando cada vez mais concreto.

Não existe um porquê muito explícito, até porque, mesmo fotografando casamentos, continuamos a fotografar para nós no nosso dia-a-dia, de uma forma amadora, pode dizer-se. Contudo sentimos que o que nos atraiu nos casamentos, foi termos encontrado o espaço para fazer a nossa “fotografia de rua”, a fotografia documental de que tanto gostamos e, simultâneamente, poder viver disso.

 

O vosso trabalho é a duas mãos e tem um estilo muito singular, muito próprio. Como o definem e como construíram essa vossa assinatura?

A nossa entrada inesperada e algo leiga no mundo dos casamentos acabou por ser fundamental na definição da nossa personalidade enquanto fotógrafos nesta área. O nosso conhecimento do meio era reduzido mas, por isso mesmo, estava livre de preconceitos e estereótipos. Não procurámos conhecer a tendência e a vanguarda do momento, apenas acreditámos que haveria espaço para esta abordagem documental e espontânea que tanto prazer nos dava. E havia!

Foi um processo absolutamente intuitivo e agora, em retrospectiva, agrada-nos muito o caminho percorrido. Essa assinatura não foi algo ponderado ou construído. É natural e resulta desta forma sincera de observar e registar os acontecimentos do dia. Um casamento é um momento tão rico e preenchido, repleto de situações emotivas, divertidas, inusitadas… Está tudo lá. Basta deixar que flua.

Há uma outra característica muito marcada no nosso trabalho e que nos é muitas vezes sublinhada por quem o observa: a espacialidade. Acreditamos que é algo que trazemos da nossa formação em arquitectura e que nos é inata. O pensamento espacial e o enquadramento arquitectónico envolvem as nossas fotografias sem que nos seja necessário nenhum esforço ou atenção particular. Não o fazemos conscientemente… aliás nem saberíamos fazê-lo de outra forma.

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Têm um nome muito poético e as vossas galerias têm títulos igualmente bonitos. Palavra e imagem são dois assuntos favoritos?

O porquê do nosso nome deve ser a pergunta que mais vezes nos foi feita desde que nascemos… Nasceu connosco, tão espontâneo e intuitivo quanto tudo o resto. Surgiu logo ali no momento do “e se…” e vinha do genérico de um filme que viramos uns dias antes e que começava com a frase “This is a story of boy meets girl”. Truncámos o final do filme do nosso imaginário porque nessa história o amor se perdia durante o percurso e adaptámos à nossa: era uma história de Menino conhece Menina e era uma história de amor!

E o nome vingou, provavelmente por haver nele tanto de autobiográfico. Descobrimos entretanto que é motivo de empatia com muitos casais; afinal tem também algo de universal… não é assim que começam as histórias de amor?

Em relação à palavra, sim, é uma outra paixão. À pergunta “o que queres ser?”, a Raquel costumava gostar de responder “leitora profissional”. Quem dera!…

Mas é uma paixão agridoce. O drama da página em branco é coisa real por aqui e, até as primeiras palavras começarem a cristalizar e a criar amarras entre o papel e a ideia voadora e fugidia que está na cabeça, o processo chega a ser doloroso. Vencida a inércia e cravadas as primeiras linhas, a escrita é um prazer.

Na fotografia, apesar de tudo, o arranque é mais fácil. É claro que há também um aquecimento inicial mas a vida está a acontecer à nossa frente pelo que não há espaço para muitas hesitações. O olho, o coração e o dedo estão em batimento simultâneo logo desde o início.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Daniel faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Claramente.  O nosso trabalho é um canto a duas vozes e, embora em sintonia quanto a princípios e objectivos, trilhamos muitas vezes caminhos distintos. A dualidade masculino/femino é óbvia, mas não é única. A Raquel é mais tímida e mais sensível ao detalhe, o Daniel é mais ousado e destemido. Temos, por exemplo, predileções distintas no que toca a lentes: a Raquel sente-se em casa com a 50mm nas mãos, o Daniel não vive sem a 24mm. E consequência disso mas não só, acabamos por ter enfoques diferentes: a Raquel é mais atenta ao pormenor e ao retrato, o Daniel adora a cena ampla e complexa. As diferenças vêm até de questões de estatura! Há 30cm de altura de diferença entre os dois que possibilitam ao Daniel pontos de vista de outra forma impossíveis; mas ver o mundo à altura das crianças é muito mais fácil para a Raquel.

São pontos de vista distintos, mas complementares. Sentimos que a reportagem resulta mais interessante e enriquecida por esta dualidade. Aliás, acontece muitas vezes virmos a descobrir, já em casa no momento da seleção, fotos simultâneas, captadas por casualidade em dois ângulos distintos e que transparecem esse diferente perspectivar da cena.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Interpretando “inspiração” num sentido literal, de quem vai tomar ar algures para depois expirar no seu trabalho, gostamos de pensar que o melhor é trabalhar “desinspirado”. Como diziamos acima, há tanto ar a ser-nos oferecido no dia do casamento que é essa a melhor inspiração possível.

Neste momento, naturalmente, já não ignoramos o meio e as tendências da vanguarda. Conhecemo-las mas tentamos que influenciem pouco a nossa atitude. O nosso olhar é menos ingénuo agora do que quando começámos, mas é fundamental que continue a ser genuíno. Queremos aquelas duas pessoas nas nossas fotografias, queremo-las a elas, às suas famílias e aos momentos que viveram, e queremo-los com o mínimo de filtros possível. Não queremos figurantes a reproduzir imagens vistas algures, por muito que resultassem espetaculares e impactantes.  Para isto precisamos de partir para cada reportagem fazendo uma espécie de tábua rasa, esquecendo todas as fotografias extraordinárias que populam a internet e que admiramos mas das quais sentimos ser saudável alguma distância.

É claro que depois há uma cultura visual que vamos construindo e que vai influenciando o nosso olhar. Mas essa vem das áreas mais diversas, do cinema à ilustração, à arquitectura ou até mesmo ao mundo imaginário da literatura.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Há aquela frase célebre “encontra um trabalho de que gostes e nunca mais terás de trabalhar!” Parece-nos que encontrámos!

Não sentimos muitas vezes necessidade de reset porque este trabalho é, na verdade, um prazer. Aliás, é na época baixa, quando as reportagens param e o ritmo abranda, quando temos mais tempo e calma, que o Daniel sofre. Falta-lhe o ar!

De qualquer modo, o reset é fácil: temos um mini-Menino (em breve dois) e uma gargalhada sua é suficiente para que se pressione o botão e realinhem todas as agulhas eventualmente desafinadas.

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Estão instalados no Porto: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?

Nenhum de nós é do Porto mas já nos sentimos adoptados por esta cidade incrível.

O nosso trabalho está a fazer o percurso inverso. Nasceu no Porto mas vive neste momento por todo o lado. As nossas reportagens acontecem agora de norte a sul do país, com passagens pelas ilhas e pelo estrangeiro.

Não pretendemos deixar o Porto – que isto é amor para a vida toda! – mas esta itinerância agrada-nos muito. A emoção ligada à viagem, à partida e ao destino, ao desconhecido e à aventura, é um aliciante extra neste trabalho.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Todas as imagens são captadas pelos dois e podemos dizer com orgulho que, em todos os casamentos que fotografámos, Menino e Menina estiveram sempre em conjunto – dois dedos no gatilho, um só coração.

Depois disso, passam por um processo composto de vários passos – seleção, edição, revisão, impressão – que vão sendo intercalados entre Menino e Menina.

No entanto cada trabalho começa muito antes disso, no momento em que o casal nos procura. Passados os contactos iniciais, procuramos que tenha lugar um encontro, pessoalmente ou por skype, no qual a empatia connosco e com o porfolio é aferida. Esse é um momento fundamental em que começa a construir-se a ligação aos noivos, em que começamos a conhecê-los um pouco e em que se abrem portas para que no dia, quando a câmara se erguer ao nosso olho, eles nos acolham confortáveis.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Casamentos pequenos, de 20 pessoas numa mesa corrida, onde chegamos ao fim da noite a conhecer pelo nome todos os convidados, e casamentos grandes onde podemos ser invisíveis e, misturados na multidão, apanhar aquele momento; cerimónias emotivas, de lágrima solta e abraço apertado, e festas de arromba com dança enlouquecida e noivos lançados ao espaço. Cada um tem especificidades incríveis, pelo que não conseguiríamos escolher um tipo. Muito pelo contrário, esperamos que o nosso caminho não afunile apenas num desses sentidos, é a diversidade que torna este trabalho aliciante e promove um olhar fresco e renovado a cada reportagem.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Há muitas coisas boas em fotografar casamentos. O dia do sim é, por norma, um dia feliz que os noivos escolhem partilhar com os seus mais próximos e connosco. Se fotografar já era para nós um prazer, fotografar pessoas felizes, de coração e sorriso aberto é prazer ainda maior.

Para além disso, uma das coisas mais saborosas é, depois do dia passado, quando os noivos começam já a ter de ir procurá-lo às suas memórias, poder sentir a sua emoção ao ver as imagens, transportados novamente lá atrás, àquele abraço, ao primeiro toque da aliança fria no dedo ou ao rodopio da primeira dança. É uma delícia ser os seus olhos extra e fazê-los mais tarde descobrir momentos que não haviam visto e que os vão fazer soltar gargalhadas ou arrepios.

Mas o melhor mesmo é saber que o mundo vai continuar na sua órbita em torno do sol, que a vida não vai parar e os anos passarão sobre estas pessoas. O melhor é saber que quando as rugas se instalarem e a saudade de si próprios e dos seus os levar a olhar para trás, vão poder tirar o álbum da estante, viajar até esse outro tempo, derramar uma lágrima enquanto se lhes aquece o coração e, entretanto, esperar mais um pouco até que a próxima ruga surja para recomeçar tudo mais uma vez: tirar o álbum da estante…

Nós temos nas mãos a máquina do tempo! E o melhor é saber que são as nossas fotos a ignição que vai soltar essa lágrima saborosa de quem pensa “Tão bom que foi!”

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Raquel:

Escolher uma só imagem em tantos milhares é tarefa difícil, quase cruel, mas vamos lá… Escolho uma imagem de 2013, da literal subida da noiva ao altar pelo braço do seu pai. É uma imagem do Daniel que, como dizia acima, ousado e destemido, se afastou do centro da acção no momento-chave e foi para o outro lado da praça, única forma de poder ter esta visão planificada da escada. Escolho-a porque o admiro e à sua coragem e porque vejo nela a tal genuína espontaneidade da fotografia de rua que está tão na nossa génese, com a passeante curiosa a espreitar a noiva e o carro a encerrar o enquadramento.

Escolher esta fotografia é entrar na tal máquina do tempo! Escolho-a, mais que tudo, porque eu também já tenho rugas, o mundo também rodou para nós, e sabe tão bem largar a lágrima e pensar “Tão bom que continua a ser!”

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Daniel:

Pedir a um fotógrafo que escolha a sua fotografia favorita é algo muito semelhante a pedir a uma mãe de sete filhos que escolha aquele de quem gosta mais, é difícil, senão impossível fazê-lo de uma forma real ou convincente. De qualquer modo, se tivesse que escolher uma só, uma imagem que, embora não seja exactamente a minha favorita é uma das que mais me marcou ao longo da minha breve história de fotógrafo, seria a da entrada da Ana na Igreja ao som de “Nothing Else Matters – Metallica”, em 2012. Era o nosso terceiro casamento e nessa altura as nossas pernas tremiam definitivamente mais que as dos noivos, quando a entrada da noiva na igreja se aproximava! Assim que entrei na igreja vi diante da porta um corta vento formado por vidros espelhados em tramos rectos que, vistos de determinado ângulo forneciam múltiplas imagens da porta de entrada. Depois de ver aquilo foi óbvio para mim que essa seria a fotografia a tomar quando a noiva entrasse pela porta da igreja.

Aquilo de que tanto gosto nessa fotografia não é tanto o resultado em si, uma vez que, embora seja boa, considero-a somente uma entre outras fotografias de portfólio, mas sim a coragem que agora percebo ter sido necessária para nesse momento virar costas ao que seria expectável e, literalmente, à noiva e seu pai no momento que se preparavam para dar o seu primeiro passo através do arco da porta da igreja, momento que muitos consideram o auge de um casamento. Hoje sinto que essa coragem só me foi possível pela ingenuidade de quem nada sabe sobre o que está a fazer e que está, portanto, aberto a todo o tipo de possibilidade e desfecho. Sei que só me foi possível olhar daquela forma para este momento porque a minha cabeça se encontrava livre da poluição dos modelos e das modas a que esta área (tal como muitos outras áreas de mercado) se expõe.

Hoje olho para essa imagem e vejo-a tirada pelos olhos de uma “criança” que procuro alimentar diariamente com abundantes doses de sonho e valentia, na esperança levar essa frescura para cada reportagem que abraçamos.

 

nota: até aqui as respostas foram dadas em conjunto; esta última foi escrita em separado e sem saber o que ia pela cabeça do outro. Descobrimos depois de ler que as motivações da escolha são parecidas e parece-nos que isso acaba por dizer bastante da sintonia que procuramos.

 

Os contactos detalhados da dupla Menino conhece Menina, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas e singulares, e contactem o Daniel e a Raquel directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva: Angela + Laurentiu

Fechamos a semana com dias de verão: é o casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, da Angela + Laurentiu.

Esta foi uma festaça, acreditem! Um dos meus luxos de editora é poder navegar pelas galerias completas e viver a festa como se fosse uma das convidadas. E este foi um casamento muito especial, cheio de gente feliz, descontraída, muito bem vestida e cool, miudagem feliz e à solta, e um sentido de estilo absoluto!

A pista de dança foi o ponto alto da festa, e a animação esteve a cargoa da Rituais. O estacionário e detalhes bonitos, é da In Love Unique Weddings, e o registo fotográfico, electrizante e peculiar como sempre, é da conta da dupla Menino conhece Menina, em grande forma.

 

Bom fim-de-semana!

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

When the answer was “yes!”, how did you imagine your day?

Well, assuming that there was a yes, is a bit of a jump! It would mean a question was asked…

When Laurentiu popped the ring, there were some very sweet and incoherent sentences in the mumbling that was going on, but definitely not a question, at least that we can remember. Not that is was needed, thought. It was clear we were the one for each other.

We started planning our day on that same evening, in Lanzarote, walking back to our rented flat. It was clear what we wanted: spend a good time with all our best friends and family without the hush rush that usually comes with wedding days.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Did you feel prepared or was it a nerve-racking path?

Can’t say we were prepared, as being married had never been on our life plans, so we had no preconceived ideas to go with.

However, by end of day one, we already had the “masterplan” in our heads. We knew what we wanted, and, most importantly, what we did not want. From that moment on, everything went as planned, even though we felt running a little out of time, when two weeks left for the big day we were still looking for some parts of the outfits we had in mind for the day. No stress.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

At what point in the wedding planning did you feel, “this is for real”?

Never. Even today, 6 months later, it still feels like: Is this for real? Are we really husband and wife? Oh yes!

 

Is the result true to the initial ideas or is it very different? Did you have any help?

100% as we wanted it to be: simple, fun and relaxed. No great conventions or protocol, just us with family and friends. Enjoying a fantastic weekend in the Algarve countryside, not too far from the coast, so we could go for a swim in the ocean.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

What was fundamental to you? And unimportant?

Fundamental: we wanted to keep it simple and spend time with our family and friends. We wanted everyone to feel comfortable and at home. If they wanted to be on flip flops, be it; if they wanted to be on tuxedo and fancy gown, be it as well. We wanted everyone to be as they felt like, to fully enjoy their time off with us.

Unimportant: the formality and etiquette.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

What was easier? And what was more difficult?

Easy: choosing the location. The day after the ring showed up, we had already decided to marry in Portugal in Pedralva. We found it by pure chance while browsing the internet. It was perfect. Unpretentious, with its rustic stone white walls and beautiful little cottages. We loved it. It was just us. A village where we were the locals, and where we could have everyone together, while still enjoying some privacy, with no TV, no internet and poor mobile reception. A place to “be in” and relax. Luckily, the weekend of September 23rd was the last one available, perfect. Booked!!!

Living abroad meant that we couldn’t do a lot ourselves, so we had wedding planners with whom was not always easy to get our message across: a simple wedding. But by far, the biggest challenge was to go through all the bureaucracy. For us to get all necessary papers to have a civil wedding was a huge task. After long queues on embassies and notaries, translations and flights to Portugal, we succeed. We got our moment of joy and celebration when we finally got the right papers in our hands.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

What was the sentimental peak of your day?

We had our song playing out a few times over the day: “I Follow River” by Triggerfinger, but it was only when the party was in full swing and the song came on again, that it hit me. For Laurentiu, when he saw me coming out of our little cottage holding hands with my father, at the sound of our song.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

And the peak of fun?

We had attempted to rehearse a few months before the wedding an electric swing dance, very unsuccessfully. So the time we wanted to show some skills, we totally forgot the steps and quickly had to improvise. I must say, we did it quite well and almost could be mistaken for professional dancers!

Or, if you prefer, the moment at the end of the ceremony, when we realized I had forgotten the bouquet in our cottage.

 

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

A special detail …

Everyone wrote us a letter that was posted to us at the end of the party, and, as we speak, we still receive postcards from our family and friends.

 

Now that it has happened, would you change anything?

On our way back home, impossible to avoid the thoughts: would have been better if we had done this, or that, but you know what? It was beautifully chaotic and genuinely full of laughs. Looking back, it could have not been better.

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Some words of advice for upcoming brides …

Plan the day for yourselves and not for what you believe others would want or expect. This is not easy, and we almost fell on that trap as well. At the end, we had to stop and think: it’s our day and we should enjoy it the most.

So be yourselves, all way through. Own your party, and have it as you dream it!

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento descontraído na Aldeia da Pedralva, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: In Love Unique Weddings;

espaço e catering: Aldeia da Pedralva;

cabelo e makeup: Jordana & Dorota;

boquet de noiva e decoração: Teresa Beja, Aldeia da Pedralva;

fotografia: Menino conhece Menina;

luzes e DJ: Rituais Eventos.

 

Susana Pinto

Casamento rústico na Quinta de Sant’Ana: Ana + Bennie

Fechamos esta semana com um casamento rústico na Quinta de Sant’ana, fotografado de forma delicada e intimista pela dupla Menino conhece Menina: sempre tão bonito…

É a festa da Ana + Bennie, portuguesa e holandês, com todos os amigos e família internacionais. As escolhas destes noivos são especiais do princípio ao fim, como vão poder ler, e entre os fornecedores escolhidos, para além dos seleccionados pelo Simplesmente Branco, estão dois projecos de que sou muito fã. Pela qualidade que têm, pela frescura de ideias, pelo humor e pela singularidade neste mundo tão global: os cadernos da Beija-Flor, da Susana Gomes, que já passou por aqui, precisamente numa sexta-feira, e a Oupas! Design, que cria peças em volume em papel e cartolina.

Fiquem com estas imagens singulares e cheias de intimidade, e deliciem-se com o caminho até ao mais bonito dos dias, contado pela Ana.

Fechar a semana assim é um luxo!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Quisemos que fosse um dia passado com a família e amigos mais chegados. Um casamento pequeno, muito descontraído, sem protocolos (salvo os procedimentos legais), sem tradicionalismos e com bastante “espaço” para que todos pudessem interagir uns com os outros. Tínhamos também a particularidade do Bennie e a família serem holandeses, muitos dos nossos amigos serem eles próprios também estrangeiros, outros a viverem fora de Portugal, e de nós próprios morarmos na Suécia. Ia ser à partida, um dia de diferentes costumes, línguas e sotaques! Era importante para nós que todos se entendessem, e que houvesse pequenos pormenores que falassem dessa mesma mistura. Nesse sentido, e sendo outra coisa que queríamos desde inicio, tentámos envolver os nossos familiares e amigos ao máximo, para que, ao recordarmos o dia, tivéssemos essa sensação de termos feito parte de algo que juntou e envolveu o trabalho de gente tão diferente. Pode ser tolice, mas é das melhores recordações que tenho do nosso dia. Só alguns exemplos, o meu bouquet e as flores do noivo e dos nossos pais foram feitos pelo irmão do Bennie que é florista, e os confettis da cerimónia, que eram na verdade folhas de oliveira, foram “colhidos” pelos nossos sobrinhos. As nossas alianças foram feitas pela nossa querida amiga Filipa Oliveira que é joalheira, e os botões de punho do Bennie foram feitos pelo companheiro da Filipa, o Nuno Borges, também ele joalheiro.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

(ler com alguma ironia!) Estávamos perfeitamente preparados claro, desde o sim em Roma até ao segundo sim em Portugal íamos ter mais de um ano, tempo mais do que suficiente para preparar tudo mesmo estando fora do país, não é?

Só que não, houve alturas em que os nervos realmente vieram um pouco ao de cima, mas tivemos muita sorte em termos uma “equipa” fantástica de amigos e fornecedores que ajudaram a fazer com que ficasse tudo à nossa maneira.

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Podíamos dizer que houve dois momentos «é mesmo isto». Um em relação à logística: local da cerimónia, transportes/alojamento da família no local, etc. Assim que isso ficou resolvido soubemos, «é mesmo aqui». O outro seria em relação à parte visual, e esse demorou um pouco mais, visto que durante um ano houve imenso tempo para escolher, repensar, duvidar de tudo, desde o vestido às cores dos convites, tipo de letra, tipo de flores, etc… Mas assim que vimos tudo junto a ganhar forma as dúvidas passaram!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

As ideias iniciais acabaram por se ir alterando ligeiramente com o tempo, evoluindo, para algo que fosse mais prático, mais fazível. Mas tentámos ao máximo mantermo-nos fieis à nossa ideia inicial de que não queríamos nada que não fosse realmente necessário, é fácil perdermo-nos em detalhes e acessórios, há sempre aquela tendência de “isto também era capaz de la ficar bem”, e para além disso tentámos também desde início manter uma certa coesão em tudo o que envolvesse a parte gráfica. Portanto, nesse sentido, o resultado foi exatamente o que tínhamos antecipado. Mas sim tivemos ajuda, claro. Contámos com a infinita paciência da Susana Gomes,  da Beija-Flor para as ofertas aos convidados, da Paula da Quinta de Sant’Ana, que organizou tudo no dia, e do Bennie que, coitado, teve de ver, ler, rever os menus e outros materiais que eu ia refazendo de cada vez que tinha uma ideia nova!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

A questão principal sempre foi como fazer com que um grupo tão diferente estivesse junto durante umas horas e no final do dia se fossem embora a sentir-se como família. Pelas reacções, acho que conseguimos, no mínimo, por toda gente à vontade! Sem importância era ir ao encontro de tradições e da expectativa do que normalmente é o dia do casamento.

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

Mais fácil foi decidir acerca do local e dos fotógrafos. Fazer uma seleção de quem queríamos ter connosco foi, sem dúvida, o mais difícil em todo o processo.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Os discursos durante o jantar. Não estávamos a contar que tanto os meus pais, que são bastante reservados, como a família do Bennie fizessem algo, mas foi sem dúvida muito especial. O Bennie tinha levado com ele um livro tipo “pop-up” feito pelo Oupas! design, que eu lhe tinha oferecido como presente de casamento, e que usou no discurso dele para contar a nossa “história” e agradecer aos convidados.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

E o pico de diversão?

A “discoteca” no final do dia.

 

Um pormenor especial…

Difícil escolher só um… Já fui dando alguns exemplos, mas talvez um que gostei particularmente de fazer foram os “postais” que deixámos aos convidados como “last minute words” e que viriam a ser o “guest book”. Fiz para que parecessem postais, completos com a nossa morada e um selo antigo Sueco, que comprei ao peso numa feira. No final carimbei com um carimbo feito pela Beija-flor com a data e o local, o mesmo que tínhamos previamente usado nas lembranças para os convidados e nos pacotes de confettis.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Acho que não mudava nada. As decisões que tomámos foram as melhores/possíveis na altura, mas em retrospetiva tentaríamos relaxar mais durante o dia!

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

É difícil aconselhar, cada pessoa reage de modo diferente. Há quem seja muito bom a delegar e nesse sentido talvez tenha um pouco mais flexibilidade em planear. Se esse for o caso, aconselho, porque se não, requer bastante tempo e paciência a contactar os fornecedores, etc.. Talvez o conselho que deixo para quem esteja fora e queira casar no civil em Portugal com um cidadão estrangeiro, é que se informe atempadamente dos documentos/traduções/carimbos que ele(a) precisa, porque a burocracia envolvida no processo e a falta de clareza podem ser muito frustrantes em certas alturas.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: convites pela Tankerville Press; materiais gráficos: Beija-flor, Oupas! Design e os noivos;

espaço, decoração, catering e bolo: Quinta de Sant’Ana;
fato do noivo e acessórios: Oscar Jacobsson, Tiger of Sweden, Fillipa K, botões de punho feitos pelo amigo dos noivos;
vestido de noiva e sapatos: Laure de Sagazan, SwedishHasbeens. Gancho de cabelo da Maison Guillemette;
maquilhagem: Sara Kruss da Make U Over Makeup;
cabelos: amigas da noiva;
bouquet: feito pelo irmão do noivo;
ofertas aos convidados: cadernos com agradecimento a cada convidado, feitos por Beija-flor;
fotografia: Menino conhece Menina;
luzes, som e Dj: som e luzes Bully (Quinta Sant’Ana) e Dj amigo dos noivos.

 

Susana Pinto

Um casamento rústico e uma festa maravilhosa: Rubina + Filipe

Um casamento rústico e muito descontraído era o desejo da Rubina + Filipe, e foi exactamente essa a festa que tiveram.

Tudo muito bonito, relaxado e uma festa épica que terminou com o sol já a espreitar. A acompanhá-los nesta aventura, uma mão cheia de óptimos fornecedores, muito profissionais e disponíveis, e, nas palavras dos noivos, como vão poder ler, peças fundamentais para que o seu dia fosse tão bonito e perfeito.

As fotografias são da dupla Menino conhece Menina, o vídeo, que publicámos aqui há umas semanas, e que é tão bonito que merece ser revisto, é dos Pixel, o bouquet da noiva é da Isabel Castro  Freitas e o acessório do cabelo que a Rubina usou é da Cata Vassalo. Os sapatos maravilhosos são Guava.

Não digo mais nada, que as palavras da Rubina + Filipe descrevem na perfeição o mais bonito dos dias, o deles!

Bom fim-de-semana!

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

O “sim” aconteceu em pleno deserto da Namíbia, num sítio lindíssimo chamado Dead Vlei, e estávamos no início de uma viagem por África que incluiu dormirmos com um elefante encostado à nossa tenda no Botswana, pelo que a “ficha” só caiu quando voltámos. Penso que para ambos o “sonho” começou a ganhar forma no momento em que conhecemos a Quinta da Torre e a amorosa Rocío (a dona do espaço, que foi sempre incansável), e decidimos nesse momento que queríamos uma festa ao ar livre, bem rústica e descontraída (não porque pudesse estar na moda, mas porque o espaço assim o exige).

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Gostávamos de ser uns noivos muito cool e dizer que não foi um processo de nervos e estivemos sempre muito tranquilos, mas estaríamos claramente a mentir! Sobretudo quando se organiza um casamento à distância de 5000 Km (ambos trabalhamos e residimos em Angola). Estamos naquela idade em que vários amigos nossos casaram recentemente e então chovem conselhos e dicas, o que tem aspectos positivos e negativos – de cada vez que nos perguntavam “Então, já têm isto ou aquilo?” e a resposta é “Isso é necessário?” ou “Nem tínhamos pensado nisso”, o nível de ansiedade disparava!! Sobretudo para a Rubina (que não é nada control freak). Valeram-nos os fornecedores maravilhosos que escolhemos e a nossa família e amigos que nos ajudaram tanto!

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Difícil escolher, porque apesar de ser um processo de nervos, foi um percurso que nos deu bastante prazer, ver o nosso dia a ganhar forma. Há dois que nos marcaram por terem sido totalmente espontâneos e não planeados:

o momento em que conhecemos a Quinta da Torre que não conhecíamos até então. A escolha foi instantânea – a Rubina visualizou no momento o lugar onde seria a cerimónia com o seu corredor de oliveiras e ambiente etéreo; e o clique instantâneo que sentimos com a Isabel (da Crachá Wedding Agency) e o seu bom gosto que captou tão bem aquilo que pretendíamos e que nos ajudou muito para além do “contrato”. A cada reunião (ainda que por Skype e com todas as dificuldades de rede inerentes a África) conseguia sempre surpreender-nos e deixar os nossos corações mais descansados. Como esquecer a escolha da decoração das mesas que foi feita por Facetime, nas escadas do escritório com o telemóvel apontado para o teto para conseguir melhor rede.

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

O resultado final não foi fiel à nossa ideia inicial… foi 1000 vezes melhor! Contámos com muita ajuda, não apenas da nossa família e amigos, mas também dos nossos fornecedores que foram absolutamente maravilhosos e incansáveis – escolhemos uma equipa de profissionais que se preocupa verdadeiramente com proporcionar um dia inesquecível aos noivos, e colocam “mãos à obra” para que isso aconteça. Um episódio (agora) engraçado que ilustra perfeitamente o que acabámos de referir – o local e cenário que tínhamos planeado para o corte do bolo teve que ser alterado inesperadamente uns minutos antes, e sem nos apercebermos os Pixel, os Menino Conhece Menina e os VW Pão de Forma para alugar fizeram o impossível e montaram o cenário (lindo!) que podem ver nas fotos para esse momento. E como esquecer o Rúben dos Musicbox que mesmo tendo que trabalhar no dia seguinte (se calhar não devíamos dizer isto…) nos deu as “nossas” músicas até ao último momento, enquanto esperávamos pela última pão de forma e só restávamos nós, os padrinhos e o sol já a brilhar lá no alto.

E claro, fundamental a ajuda da Crachá Wedding Agency, a quem nunca teremos palavras suficientes para agradecer. Foram todos tão brutais que até nos custa usar a palavra “fornecedores”, pois foram muito mais do que isso, foram verdadeiros companheiros. Podíamos ficar aqui horas a agradecer a todos que não seria suficiente.

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

Para nós era fundamental que fosse um dia cheio de alegria, boa música e amor e mais do que isso, que todos os convidados se divertissem e sentissem quão importante era a sua presença para nós – para isso apostámos em pormenores que acreditávamos os fariam sentir bem recebidos como ter as duas carrinhas pão de forma a fazer o transporte dos convidados de e para a quinta, tínhamos protetores de saltos e chinelos para as senhoras descansarem os pés e dançarem à vontade, leques e welcome drink para ajudar a suportar o calor (estava um calor incrível naquele dia), escolhemos com muito cuidado a playlist, que o Rúben da Musicbox interpretou tão bem, etc.. Tivemos muitos convidados que viajaram grandes distâncias para estar connosco neste dia tão especial, alguns de Angola inclusive, e, portanto, quisemos retribuir essa demonstração de carinho.

Era também para nós fundamental fugir da tradicional cerimónia civil, com a leitura entediante e fria da celebração de contrato, e por essa razão queríamos imprimir um cunho pessoal e especial à mesma, e então cada um dos padrinhos e madrinhas teve espaço para dizer algumas palavras, e escolhemos com muito carinho as músicas para acompanhar as várias fases da cerimónia. No final o Filipe fez uma bonita declaração à Rubina que pôs todos os convidados em lágrimas (nem a senhora da conservatória resistiu).

O que demos menos importância foi ao cumprimento de tradições protocolares só porque sim – seguimos aquilo que para nós fazia sentido e deixámos de lado o que achámos que não acrescenta nada à festa e à experiência das pessoas.

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

Boa pergunta… Diríamos que o mais fácil, e que decidimos sem necessidade de pensar muito, foi a escolha dos padrinhos e madrinhas (o Filipe teve 3 padrinhos e 1 madrinha e a Rubina, 5 madrinhas). São pessoas muito importantes para nós, que nos acompanham há tantos anos e, portanto, não faria sentido que fosse de outra forma.

Houve ainda vários outros aspetos que foram para nós fáceis de decidir – a escolha da dupla vídeo e fotografia, neste caso os Pixel e os Menino Conhece Menina foi instantânea, unânime (importante, pois toda a gente sabe que em caso de dúvida, quem tem razão é a noiva!) e a primeira que fizemos, ainda antes de saber o local e data. Sabíamos que era esta dupla que queríamos que registasse o nosso dia. Inclusive, aconteceu um episódio caricato, porque a data que tínhamos marcado inicialmente (24 de Junho) teve que ser alterada para o dia 17 de Junho. Antes de sabermos se estariam disponíveis chegamos a ponderar – bom, se eles não estiverem disponíveis no dia 17, mudamos de videógrafos e/ou fotógrafos, ou mudamos o sítio? Acho que nem eles sabem isso, portanto será uma surpresa para eles. A escolha da cabeleireira também foi muito fácil para a Rubina, pois a Carla e a Paula do Ixia Salon, são a quem confia o cabelo há vários anos e como sempre, acertaram em cheio. Aliás, nem se tratou de escolha, porque na verdade nem sequer colocou outra hipótese.

O mais difícil e tal como esperávamos, pois foi unanimemente referido nos inúmeros conselhos e dicas dados pelos amigos recém-casados referidos anteriormente – o temível plano de mesas!!! Temos que admitir, fazer isto na semana que antecede o casamento, com os nervos em franja foi a pior experiência na organização do casamento.

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Ufa… difícil de decidir! Toda a cerimónia civil foi muito emotiva (a generalidade das senhoras queixou-se imenso porque ficou logo com a maquilhagem arruinada) – os discursos dos padrinhos e madrinhas, o discurso do Filipe, o momento do “sim”. No entanto, não podemos deixar de referir o discurso (mais um) que o Filipe fez para “as mulheres da vida dele”, em especial a avó, durante o jantar. Foi um momento muito especial e que toda a gente presente leva também na memória, de certeza.

Foi o que nos deixou de coração cheio no final do dia e sempre que o recordamos – sentir que todas as pessoas presentes estavam genuinamente contentes por nós e elas próprias de coração cheio também. Foi de facto um dia de muito amor partilhado com as pessoas que mais significam para nós.

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

E o pico de diversão?

Acho que não conseguimos escolher um pico. Foram tantas as surpresas boas que os nossos amigos nos preparam –  a Rubina teve direito a um mini concerto de originais preparados pelas madrinhas (recordando o hobby de adolescência que partilharam, de pegar em músicas conhecidas e alterar-lhes as letras), os nossos amigos da faculdade preparam um vídeo à lá “How I Met Your Mother” a caricaturar a nossa história, a nossa entrada no jantar com os padrinhos e madrinhas, a dançar ao som de “Kids” dos MGMT… Acho que é impossível escolher só um momento… isso é bom, não é?

 

Um pormenor especial…

Como lembrança aos convidados, decidimos oferecer uma peça de artesanato feita por crianças de uma favela do Quénia, que estão inseridas num projeto fundado por uma jovem de Amarante (a terra natal do Filipe) e que se chama Há Ir e Voltar. Pela nossa ligação evidente a África (estamos cá há 5 anos), sempre soubemos que queríamos ajudar uma instituição de cá – ainda tentamos procurar em Angola, mas como não tínhamos garantia que o donativo chegasse a quem devia, decidimos pelo Há Ir e Voltar, pois o Filipe conhece a Diana (fundadora do projeto) e sabemos a paixão que ela emprega à causa. Não podíamos pedir melhor garantia do que essa. A melhor parte – tivemos vários convidados que após o casamento nos contactaram a pedir os dados do projeto para poderem efetuar donativos individuais!

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Esta é a pergunta mais fácil de responder – não mudávamos nada!

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Planeamento, planeamento, planeamento… Acho que esta é a chave para gerir nervos. Aceitem toda a ajuda que vos oferecerem e a que possam recorrer. O conselho mais importante de todos – no dia esqueçam tudo o que pode correr mal e desfrutem muito! É um dia tão inesquecível e cheio de amor, rodeado pelas pessoas de que mais gostam, que não o devem desperdiçar a tentar controlar todos os pormenores. Acreditem nos profissionais que escolheram, que corre tudo bem!

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na QUinta da Torre, com fotografia de Menino conhece Menina

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: Anita Geraz;

local: Quinta da Torre – Lanhelas;

catering: Maria José Pinho Catering;

bolo: Ameadella Pastelarias;

fato do noivo e acessórios: Prassa;

vestido de noiva, sapatos e acessórios: vestido Rosa Clara, sapatos Guava, tocado Cata Vassalo;

maquilhagem: Marlene Vinha, Pretty Exquisite Image Consulting;

cabelos: Ixia Salon;

bouquet: Isabel Castro Freitas Arte Floral;

decoração: Cracha Wedding Agency;

ofertas aos convidados: peças de artesanato do projeto Há ir e Voltar;

fotografia: Menino conhece Menina;

vídeo: Pixel;

luzes, som e Dj: Musicbox Porto e Quarteto Pop;

babysitting: SoAnimarte;

transporte convidados: VW Pão de Forma para alugar.

Save

Susana Pinto

20 convidados e um casamento: Valérie + Vincent, na Quinta de Sant’Ana

Valérie + Vincent casaram em pleno Agosto na Quinta de Sant’Ana e foram fotografados com muito carinho e foco pela dupla Menino conhece Menina.

Este casamento rústico foi totalmente singular: um grupo mínimo e muito especial de 20 pessoas, e a filhota do noivos a fazer parte da sessão fotográfica do casal, num registo intimista, atento e cheio de doçura – características possíveis nesta escala tão personalizada, um luxo muito bem aproveitado por esta dupla de talentosos fotógrafos.

Fechamos desta forma muito especial a nossa saison de real weddings. Vamos a banhos e retomamos a agenda, fresquíssimas, dia 1 de Setembro.

Até já!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

When the answer was “yes!”, how did you imagine your day?

We both imagined a day with closest friends and family. A tiny, intimate yet beautiful wedding. We absolutely wanted to make this day, our day. Since we really wanted to travel to Portugal, we decided to have a destination wedding.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Did you feel prepared or was it a nerve-racking path?

The organization from Canada was somewhat a complicated path at moments, especially at the beginning because it was difficult to find local contacts, venue, addresses… We were close to simply cancel the wedding.

After months of looking at blogs, Pinterest and admiring Quinta de Sant’Ana weddings we finally decided to communicate with them and from there everything went smoothly. We trusted them with our day. Everything was organized within a few weeks.

We felt prepared thanks to all the staff from Quinta de Sant’Ana. They were simply wonderful from the start and made our special, perfect. After being in contact with the team, I then found the great make-up artist Joana Moreira and then Raquel and Daniel from Menino Conhece Menina. Everyone helped us to finalize our wedding day without stress and a lot of professionalism. Everyone was simply lovely.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

At what point in the marriage organization did you feel, “this is for real”?

When we started planning with the team of Quinta de Sant’Ana, our dream to make our wedding on Portugal became real. The arrival at the Quinta was a moment we will never forget, it was picturesque.

 

Is the result true to the initial ideas or is it very different? Did you have any help?

It was more than we anticipated, it was a dream come true!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

What was fundamental to you? And unimportant?

Vincent: For me, it was essential to have my best friends at the weeding. Valerie and myself are only-child, our friends are family.

Valérie: I simply wanted a beautiful and intimate wedding surrounded by loved ones. Sadly my mother was unable to travel to Portugal due to her health but the Quinta de Sant’Ana team and Nelson dos Santos made sure the internet connection worked throughout the day, so that my mother and other family members from Canada could be part of this day.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

What was easier? And what was more difficult?

It was difficult to have everyone coming to Portugal. Our guests were traveling from several locations in Canada and France, so it was a lot of coordination for us.

We arrived first in the Quinta with some family members, then everything became much easier!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

What was the sentimental peak of your day?

Saying yes in the vineyard.

At the beautiful heartwarming speeches from family and friends filled with sentimental moments.

The video our friends and family that Virginie, a good friend of ours, edited to surprise us during the reception.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

And the peak of fun?

Our friend Mick mixing with DJ Bully was great!

Vincent: I had a nice time before I got dressed. We had a lunch in a small restaurant in Gradil, then we went to the swimming pool. It was relaxing.

Valérie: Well, the preparation was not as fun and stress free as the boys but still filled with beautiful moments. I had so many peaks of fun. From walking the aisle with my father and daughter, to seeing so many people we love sharing this day with us in Portugal, to the cocktails after the ceremony, to dancing the night away.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

A special detail …

There are so many of them…

 

Now that it has happened, would you have changed anything?

We would change absolutely nothing! It was an amazing day and week for us and our guests. From the venue, the housing, the friendly team and wonderful Ann Frost to the delicious food that every guest still talks about, to the cake and midnight lunch, to the fun and friendly DJ Nelson. And let’s not forget the dog, chickens and doves that also participated in our special day.

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Some words of advice for upcoming brides …

Remember to soak in the moment. This is your day but also the day of your significant other. Make it yours!

Surround yourself with love and people that will remind you to eat and laugh. Really look around at everyone and think how much they mean to you and tell them. Whether it’s a personalized letter or simply a hug. Feel every moment and eat!

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Casamento rústico na Quinta de Sant'Ana, fotografado por Menino conhece Menina

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites: Virginie Laumaillier;

local, catering, bolo, decoração, bouquet e materiais gráficos: Quinta de Sant’Ana;

fato do noivo e acessórios: fato Tiger of Sweden; sapatos FilipaK;

vestido de noiva e sapatos: vestido Cassie Wedding Dress, sapatos Floral Nine West;

maquilhagem: Joana Moreira;

cabelo: Daniel Neron, o pai do noivo, que é hairstylist;

lembranças para os noivos: biscoitos  em forma de azulejo, T Bakes;

fotografia: Menino conhece Menina;

video: filmado por Virginie Laumaillier e editado pela noiva, Valérie Néron;

luzes, som e DJ: DJ Bully, Nelson Dos Santos.

 

Marta Ramos

Mais belos um no outro, por Menino conhece Menina

O Daniel e a Raquel são Menino conhece Menina (porque a história deles é uma história-de-menino-conhece-menina). Para além da fotografia, une-os o amor e o mini-Menino que entretanto se juntou à história. Fotografam juntos, sempre: «dois olhos esquerdos, dois dedos no gatilho, um só coração!» E juntos, como sempre, acabam de adicionar ao seu site um blog, para que possam ter mais espaço para contar histórias – a Raquel, sobretudo, está super entusiasmada com este novo projecto, porque adora escrever.
Para inaugurar o blog, escolheram partilhar convosco uma sessão fotográfica com uma linda história por detrás. Vamos deixar que seja o Daniel a contá-la:
«Entre os vários casais que as nossas lentes viram, este é claramente especial. Com este senhor e esta senhora não vemos o amor no seu início, exuberante e energético, mas vemo-lo com a serenidade e a placidez de quem caminha de mão dada há 35 anos.
Mas não é só. Sem eles, Menino conhece Menina seria impossível, porque não existiria Menino. Seríamos algo como ‘Menina espera que o Menino a venha conhecer’.
Fazia neste dia 35 anos que, em rescaldo de Natal, o Daniel (sim, o Menino herda o nome do pai) e a Isabel casaram. Tal como há 35 anos, o céu estava carregado de um nevoeiro frio e espesso. Na pequena aldeia transmontana, percorremos com eles os sítios onde namoravam, a primeira casa onde viveram e até o castanheiro onde o fotógrafo os levou para a sua sessão de casamento. Ouvimos as histórias desse outro tempo em que os beijos eram escondidos e os encontros de fugida mas o amor, esse era o mesmo vendaval de borboletas sobre a pele.
É com este confirmado amor que queremos inaugurar o blog Menino conhece Menina. Será mais um instrumento a acompanhar-nos nesta caminhada que, embora já longa, acreditamos ainda estará muito longe de atingir o seu cume. Ainda há muito amor para ver, muito para mostrar, tanto para aprender e crescer.»
Resta-me apenas acrescentar umas palavras que não são minhas mas que me vieram à memória assim que recebi estas imagens. São do poeta Juan Gelman, aqui traduzidas por Vasco Gato no seu livro LACRE:

Uma mulher e um homem levados pela vida,
uma mulher e um homem cara a cara
habitam na noite, extravasam pelas mãos,
são ouvidos a subirem livres na sombra,
as suas cabeças descansam numa bela infância
que criaram juntos, plena de sol, de luz,
uma mulher e um homem presos pelos lábios
enchem a noite lenta com toda a sua memória,
uma mulher e um homem mais belos um no outro
ocupam o seu lugar na terra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Que a todos vocês, que agora preparam o vosso casamento, vos esperem imagens assim tão enternecedoras daqui a 35 anos. É o melhor que vos posso desejar.

Não deixem de ver aqui mais trabalhos do Daniel e da Raquel, que são sempre carregadinhos de boas vibrações!