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Susana Pinto

Rita + Bruno, na hora do recreio!

Hoje temos um casamento delicioso! É da Rita + Bruno, no pomar e em casa de família em Ponte de Lima, e cheio, a rebentar, de coisas bonitas, detalhes doces e gente feliz. As fotografias são da Beija-me (e da bela equipa que substituíu a Marta Marinho, que tinha acabado de ser mãe da fofa Olívia), e a Rita, que assina com o nome de Rita Costumista e esteve na nossa companhia no showcase do Ritz, fez o seu giríssimo vestido, que incluia um espacinho para o Bruno colocar uma cruz no sim, durante a cerimónia!

 

 

 

 

Como foi o teu pedido de casamento?

Rita: O pedido de casamento foi feito em Julho, quando fizemos um ano de namoro e fomos celebrar passando um fim-de-semana na Aldeia da Mata Pequena.

Bruno: Foi ela quem fez o pedido.

Rita: Sim, quis surpreendê-lo e antecipei-me. Antes que ele me pedisse a mim, pedi eu. Até porque todos os amigos me andavam a dizer que isso podia acontecer a qualquer momento.

Bruno: E era verdade. Eu já andava a pensar no assunto mas estava a esperar pelo concerto do António Zambujo no Coliseu dos Recreios, porque algumas das músicas dele fazem parte da nossa história. Assim já fomos ao concerto noivos.

Rita: Como os homens não usam anel de noivado, optei pelo relógio. Para criar mais impacto, coloquei-o dentro de uma panela de Sopa da Pedra, porque o Bruno é cozinheiro. Assim, quando ele abrisse a prenda, ía achar que era uma brincadeira simbólica até se aperceber mesmo da realidade. Ficou espantado ao ver o relógio, mas só olhou para o mostrador e nunca viu a parte de trás, onde eu tinha mandado gravar a pergunta “Queres casar comigo… para sempre?” Tive de ser eu a dizer-lhe para ver do outro lado (para ver se era à prova de água). Quando ele viu…

Bruno: Fiquei sem palavras! Literalmente sem reacção, de tão boa que tinha sido a surpresa. Claro que disse que sim! Aaah, e depois dissemos “E agora…?

 

 

 

 

 

Como se organizaram? Por onde começaram, com que antecedência?

Começámos por escolher o tema. Logo no dia do pedido falámos do assunto. Tanto um como outro somos adultos com memórias incríveis da infância e chegar à “Hora do Recreio” foi muito fácil. O nosso objectivo era que o tema do nosso casamento fosse transversal a todos os convidados. Que fosse um tema alegre, que suscitasse recordações boas, felizes, do tempo em que brincávamos no recreio da escola, em que comíamos gomas, em que jogávamos à macaca, etc. O tema tinha de nos permitir ter um casamento completamente descontraído e informal, confortável.

 

Que ambiente quiseram criar? Como o fizeram?

Quisemos recriar um espaço confortável e familiar. Alegre, cheio de cor, com objectos que as pessoas reconhecessem, independentemente da década em que tinham sido crianças. Afinal tínhamos como convidada uma avó de 104 anos. Ser criança em 1910 (sim, o ano em que se implantou a República) foi certamente muito diferente do que sê-lo nos eighties. Mas era exactamente esse o desafio. Ser divertido para todos. Por isso usámos os barcos e os aviões de papel, as ardósias, os moinhos de vento, o cubo mágico, a caderneta de cromos, os brinquedos de madeira…

Pensámos no nosso casamento como uma festa. E esta festa estava a ser dada por nós às pessoas de quem gostamos. Sem nunca nos esquecermos que era o “nosso dia”, era muito importante que todos estivessem bem e felizes.

 

 

 

 

 

A opção “feito por ti” surgiu porquê?

Porque de outra maneira não tinha sido o nosso casamento. Esta foi a principal razão. Tínhamos uma ideia tão concreta do que queríamos, um cenário tão bem desenhado na nossa mente, que seria muito difícil alguém, para além de nós, torná-lo realidade. A isto também ajudou muito o facto de a Rita, que é cenógrafa e figurinista, trabalhar nesta área dos casamentos e vestidos de noiva. Em segundo lugar, muito honestamente, não vimos até hoje nenhuma Quinta ou Espaço organizador de casamentos que fizesse algo que preenchesse as nossas expectativas, sem que parecesse semelhante ao casamento de outro casal, ou tirado de um catálogo de “produtos” standard.  Para além disto, havia a questão do dinheiro. Queríamos ser nós a oferecer a festa, dentro das nossas possibilidades, e isso fez com que tivessemos de ser altamente criativos, procurar alternativas e pedir ajuda aos amigos e familiares, que foram incansáveis.

 

 

 

 

Tiveste ajuda?

Sim, muita e valiosa ajuda. Houve pessoas que tiraram férias dos seus trabalhos para poderem ajudar-nos em tudo o que tínhamos para fazer.

Lançámos desafios aos nossos amigos, ao longo do tempo que levou a organizar o casamento. Tínhamos muitas tarefas para realizar e fomo-las distribuindo por quem estivesse disponível para ajudar. Por exemplo, queríamos muitos aviões e barcos de papel pendurados por todo o espaço do copo-de-água. Talvez fossem mesmo milhares de aviões e barcos. Sem a paciente ajuda dos exímios dobradores de papel teria sido impossível. Já para não falar nas surpresas que nós quisemos preparar a todos e que envolveram impressões, fotografias, filmagens… Uma lista sem fim de coisas, que acabou por se completar, e que faz com que a gratidão que temos a quem nos ajudou seja para infinita.

Achamos que com isto também conseguimos outra coisa. Para quem ajudou, aquela festa passou a ser um pouco deles também. Ficaram mais envolvidos e havia aquele sentimento de orgulho por fazer bem, ajudar a tornar aquele dia especial ainda mais memorável. E foi muito bom ter todos por perto. Como o casamento foi perto de Ponte de Lima, quem nos foi ajudar uns dias antes acabou por dormir lá em casa, e isto significou muitos almoços e jantares juntos, convívio, que nos dão hoje a ideia de que o nosso casamento durou muito mais do que só o dia 29 de Junho.

 

 

 

 

O que era o mais importante para vocês?

As pessoas estarem felizes connosco. Nós desfrutarmos de tudo, sem pressões, timings, protocolos. Era o que queríamos sentir e que os convidados também sentissem.

 

E secundário?

Com o nível de detalhe e pormenor que pensámos para tudo, não sabemos se havia alguma coisa secundária. Talvez as “fotos da praxe”. Mas aqui tivemos a ajuda da Beija-me. Foram super discretos e fizeram um óptimo trabalho, à medida das nossas expectativas.

 

 

 

 

Onde gastaste mais dinheiro?

No catering, embora tenha sido “preço de amigo”.

 

Onde gastaste menos? 

Decorações porque foi tudo feito por nós

 

 

 

 

O que foi mais fácil?

Tomar a decisão de casarmos.

 

O que foi mais difícil? 

A festa ter de acabar.

 

 

 

 

O que te deu mais prazer criar?

Boas memórias em quem esteve presente.

 

O casamento que planearam, é a vossa cara, ou foram fazendo cedências pelo caminho?

Sim e sim. É inevitável. Mas às vezes percebemos que com as cedências até ficamos mais perto do que queríamos do que se calhar achávamos.

 

 

 

Um pormenor especial?

A ida para o pomar onde foi a cerimónia. Ambos fizemos o caminho a pé, rodeados dos padrinhos, pais e amigos.

A volta do pomar até casa, que fizemos de bicicleta, com campaínha.

Ah, claro, o Chico Esperto (o nosso cão), ter sido o “menino” das alianças, com laçarote e tudo.

Eh pá, há tantos…

O António Zambujo ter-nos feito uma dedicatória a partir do Brasil

Os vídeos-surpresa todos que nos prepararam

O concerto-surpresa

Um banho de aviões de papel cheios de mensagens

Uma música da Rita para mim que me fez chorar

Um colar dado pelo Bruno igual aos meus brincos

Um discurso que fez toda a gente chorar

Uff…

 

 

 

 

Agora que já aconteceu, mudavas alguma coisa?

Começávamos às 8h da manhã!

 

Algumas words of advice para as próximas noivas? 

Façam tudo em conjunto. E divirtam-se durante o processo. A festa será tanto mais especial quanto mais de vocês investirem na preparação. O casamento começa no dia do pedido.

 

 

Os nossos fornecedores:

 

convites e materiais gráficos: Sara Paz e Grafe

local: casa de família em Estorãos, Ponte de Lima

catering: Casa de São Sebastião

bolo: Pastelaria Luisinha

fato do noivo e acessórios: camisa e calças, Carolina Herrera; suspensórios, Hackett; sapatos e chapéu, Zara; alfinete de peito, Rita Costumista e lenço no chapéu, prenda da Rita

vestido de noiva e sapatos: vestido, Rita Costumista; sapatos, Atelier Fátima Alves (desenhados por Rita Costumista); brincos, Joalharia Dama d’Ouro, coroa, Joalharia Dama d’Ouro e Rita Costumista, primeiro colar, presente da mãe e segundo colar, presente do noivo

maquilhagem: Patrícia Raposo

cabelos: Elisabete Vilas Boas

ofertas aos convidados: Grafe

fotografia e video: Beija-me

luzes, som e Dj: amigos e Jim Dungo

 

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