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Susana Pinto

Dicas para casar: como escolher um anel de noivado, com a Romantis

Hoje, com a ajuda do nosso fornecedor seleccionado Romantis, falamos sobre como escolher o anel de noivado.

O Natal e a passagem de ano são duas das ocasiões preferidas pelos românticos incorrigíveis para um pedido de casamento comme il faut! E como diz uma das nossas frases favoritas, knowledge is power, para esta ocasião, cuja decisão é um investimento emocional e financeiro em partes iguais, pedimos ajuda à simpática Marlene Pereira para nos guiar por este assunto.

 

A Romantis é uma das marcas da Fernando Rocha Joalheiros, uma empresa portuguesa com meio século de história. Esta linha de jóias que apresenta colecções particularmente românticas, destaca-se pelas alianças de casamento e anéis de noivado. A alta qualidade, o desenho moderno, a cravação perfeita, as formas volumosas e o acabamento cuidado são os argumentos principais para a distinção da marca.

Aneis de noivado com pérola e diamantes, da Romantis Anel de noivado com diamantes e ouro branco, da Romantis.

Feita a apresentação, passamos ao processo:

«O primeiro passo para procurar o anel de noivado perfeito passa por compreender o gosto de quem o vai receber: se sonha com um anel de noivado tradicional e clássico, como um solitário, se adora anéis mais complexos e com mais detalhe ou o seu oposto, singelo e discreto.»

 

Façam o vosso trabalho de casa, a solo ou com a ajuda de um cúmplice – uma amiga, um familiar, alguém bem próximo que possa observar e perguntar, de forma desinteressada, como se o assunto não fosse, de todo, o assunto!

Com uma ideia em mente, procurem uma ourivesaria com tradição, uma loja que vos transmita confiança e que tenha bastante variedade em anéis de noivado, para que possam ver e experimentar vários tipos e perceber as diferenças. Como em todas as etapas da organização do casamento, é importante definir o orçamento final, para nivelar as expectativas e procurar em conformidade.

 

Uma dica particularmente relevante: invistam no anel, mas também no momento da pergunta mágica.

Como diz a Marlene e muito bem, um anel poderá ser trocado, mas o momento não. A magia do pedido, o cenário, o contexto, o momento, emprestarão um brilho adicional ao anel que escolherem.

Para acertar no tamanho correcto do anel e no gosto de quem o vai receber, voltem a recrutar um ajudante e confiem na vossa intuição. Como base, levem um dos seus anéis (que use com frequência e no dedo certo) à ourivesaria e assim confirmam que compram o anel de noivado com a medida correcta.

 

Ultrapassada a logística, vamos aprofundar os detalhes específicos; material, modelo, corte, etc. – aquilo que define um anel de noivado.

Começamos pelo metal que podem escolher, platina ou ouro, e de que cor – branco, amarelo, rosa ou bicolor.

A seguir, o modelo. Os principais modelos de anel de noivado são o anel solitário clássico, com um diamante no centro; o anel com diamantes no aro (que podem ocupar metade ou a totalidade da peça); o anel com um diamante no centro e diamantes à volta do diamante central e com a opção de diamantes no aro; o anel em que o centro é formado por diversos diamantes parecendo um único diamante e que pode ou não ter diamantes no aro; e o anel com um diamante central com a opção de diamantes no aro. Há ainda outras variantes, que podem ser uma bonita pérola (super clássico!) ou uma fila de diamantes de corte baguette (um formato inesperado e de momento, o meu favorito!)

Aliança de noivado com diamantes e ouro branco, da Romantis. Anel de brilhantes e ouro branco, da Romantis.

Vamos a valores. Os factores de variação de preço são, essencialmente, as pedras e o metal.
O tamanho do diamante, a quantidade de diamantes que a peça tem e os seus quilates podem variar bastante. O peso do ouro também faz oscilar o preço das jóias e aqui temos de incluir a variante cotação de mercado, já que o preço do ouro também sofre solavancos.

Ao fazer um investimento numa peça valiosa com tantas características particulares, como um anel de noivado, é fundamental saber em concreto quais as características da jóia que vão comprar. Jóias deste calibre devem vir sempre acompanhadas de um certificado de autenticidade, que permita atestar o seu valor, controlando dados importantes como o metal, gemas e peso da jóia. A Romantis disponibiliza um certificado assim, com garantia das gemas e metais incrustados em todas as peças de diamantes comercializadas.

 

Com a caixinha mágica no bolso, está na hora de começar a planear o momento do pedido. O nosso melhor conselho é estar alinhado com a natureza de quem vai partilhar o momento convosco. Noiva tímida e reservada? Nada de surpresas em público, sob o olhar de amigos e família. Menina festiva e expansiva? Façam-na sentir-se a estrela do momento, com palmas, fotografias, tudo e tudo.

 

Pensem neste momento com o mesmo cuidado com que escolheram o anel certo – esta será a primeira memória da vossa vida como família e isso é muito especial!

Deixamos umas sugestões rápidas, só para vos por a pensar (que os melhores masterminds deste assunto serão sempre vocês): que tal uma viagem a dois, com um momento super romântico e surpreendente pelo meio? A I Go Travel pode ser a parter in crime perfeita para um pedido inesquecível.

Ou o registo fotográfico do momento, para rever depois das grandes emoções? Ou se há uma ideia mais eleborada que precisa de uma mãozinha profissional para tomar forma (como foi o pedido de casamento do Ricardo à Catarina, do qual fomos cúmplices, juntamente com a Romã Eventos e a Jardin d’Epoque, que já mostrámos aqui), falem com um organizador de eventos.

 

Sobram dúvidas como escolher o anel de noivado? Falem connosco ou passem pela página de perguntas frequentes da Romantis. E não deixem de acompanhar as nossas dicas para casar, sempre à segunda-feira.

Susana Pinto

Dicas para casar: criar um signature cocktail para o vosso casamento

Continuamos a apostar no conceito dos casamentos intimistas e, nas dicas para casar de hoje, falamos de uma personalização muito especial: um signature cocktail, uma bebida alcooólica (ou não), criada exclusivamente para o vosso momento, pelo vosso serviço de catering ou bar.

 

Ora uma das grandes vantagens deste formato de casamento é a sua escala mais pequena, que, como já falámos aqui, permite todo um outro nível de personalização de serviço e objectos. Esta personalização espalha-se a praticamente tudo o que poderão contratar no vosso acsamento e uma uma bebida bonita e saborosa que passa a ser também uma coisa só vossa, a repetir em aniversários de casamento ou em outras ocasiões especiais, e que conta, de alguma forma, a vossa história, é uma ideia fantástica!

 

Cocktail para casamento intimista

O processo de criação pode parecer-vos demasiado complexo, não percebem nada do assunto, e têm muitas incertezas sobre a ideia. Nada a temer, falem com o vosso fornecedor de catering que terá profissionais à altura para vos ajudar nessa tarefa. Nesse caso, só terão que definir alguns pormenores e (a parte melhor) ir provar as propostas para decidirem: a cor do cocktail (harmonizem com a decoração do casamento); um elemento distintivo que vos agrade particularmente (pode ser uma fruta que associem a uma viagem, ou uma bebida de um filme de que ambos gostem muito, um determinada forma de copo que prefiram; bebidas-base preferidas e aquelas que não querem de todo, que façam parte da mistura; e o nome, uma parte essencial!

 

Cocktail para casamento intimista

Chegou, então, a altura de fazer experiências! Normalmente a vodka é considerada a bebida-base mais neutra, mas é evidente que o rum e a tequilha, são amplamente apreciados, e o gin já tem inúmeros produtores nacionais, e premiados!

 

Não vale a pena complicar: apostem em ingredientes de qualidade em vez de se focarem na quantidade. Boas bebidas espirituosas, sumos naturais, frutas e/ou legumes frescos são imprescindíveis. Depois, é tudo uma questão de equilíbrio. Pensem no sabor, nos vossos gostos, mas não descurem a apresentação – afinal, é um dia especialíssimo e os brindes estarão em grande destaque.

 

Se ficam indecisos entre os gostos de um e os gostos de outro, peçam dois signature cocktails, em nome de cada um de vocês, mas disponibilizem-nos generosamente pois muitos dos convidados quererão, certamente, provar ambos. Juntem também uma terceira opção, igualmente vistosa, pensada e saborosa, sem álcool – os miúdos e os graúdos ficarão deliciados e todos poderão brindar em simultâneo, com muito estilo!

 

Cocktail para casamento intimista

Nada de palhinhas, uns copos de arrasar e detalhes de encher o olho farão a festa! Gostamos tanto desta ideia que temos uma pastinha reservada para o assunto no Pinterest: espreitem o nosso Tchim tchim! São precisamente de lá estes cocktails de aspecto delicioso!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!

Susana Pinto

Dicas para casar: decoração do casamento DIY

Hoje  quero deixar-vos algumas sugestões para um casamento DIY, no que toca à decoração.

 

Agora que temos em mãos um conceito de casamento muito mais intimista no que toca à sua dimensão, é natural que vejamos alguns serviços a ganharem um caractér mais qualitativo, o que é óptimo: com um orçamento que encolhe na sua escala total, as parcelas nominais, que dizem respeito às flores, ao catering e aos detalhes de estacionário, por exemplo, podem aumentar e oferecer aos convidados uma experiência mais rica e sofisticada.

 

Este é um caminho possível, mas se tivermos em mente manter aquela festaça com que sonhámos, adiando-a para quando fôr recomendável, neste momento organizamos uma celebração pequenina e muito personalizada.  Uma opção para manter este carácter “muito lá de casa” é arregaçar as mangas e dar asas ao talento DIY.

Com tanta informação disponível hoje em dia, com tanta inspiração fantástica e tanta gente competente a partilhar o seu conhecimento, é natural que já tenham ideias muito precisas acerca do ambiente que pretendem para o vosso casamento e se sintam com vontade de criar o cenário desejado pelas vossas próprias mãos.

 

Para um projecto DIY  com sucesso, comecemos pelos custos: calculem detalhadamente o dinheiro e o tempo (vosso e dos vossos ajudantes) que irão dispender (atenção às parcelas invisíveis, como gasolina, deslocações, compras avulso, etc.), pois a decisão de assumir a decoração do vosso casamento pode não resultar na poupança que aparenta. Se, à parte disso, querem mesmo fazê-lo por questões de personalidade e gosto, estas são algumas das sugestões que achamos importante partilhar.

 

Inspiração para decoração de casamento DIY em tons coral Inspiração para decoração de casamento DIY em tons coral Inspiração para decoração de casamento DIY em tons coral

Considerem bem os timmings e as tarefas necessárias. Para além do vosso tempo livre, a maior parte delas terá de acontecer na véspera e no próprio dia (montagem e desmontagem), que são os dias mais intensos e ocupados. Certifiquem-se de que os vossos ajudantes estão disponíveis e devidamente informados, e deleguem e confiem. A falta de experiência será um factor, mas os imprevistos e solavancos resultareão em histórias para contar nos dias de sol.

 

Se estão a pensar em comprar jarras, jarrinhas, copos, velas, molduras, têxteis e outros acessórios e miudezas, pensem antecipadamente no que irão fazer a todo o material a seguir. Podem oferecê-lo aos vossos convidados (jarras e jarrinhas com flores, molduras com uma foto vossa, por exemplo), mas podem considerar outra solução mais interessante e sustentável – o aluguer de material para decoração de casamento! A norte podem contar com os serviços da Inspirarte e mais cá para baixo, com  a Design Events Rentals. Se vos faltam sofás, cadeiras ou mesas, na logística mais pesada, ou apenas pequenos detalhes como umas almofadas coloridas, tealights, jarras ou candelabros para compor uma mesa mais especial,alugar pode ser a melhor das ideias!

 

Escolhido o material de decoração, vamos aos complementos: as flores e o estacionário. Como sempre, recomendamos flores da época e nacionais, mais acessíveis e resistentes, e a entrega da tarefa a quem tiver mais jeito de mãos, contabilizando ensaios feitos com tempo. Se colocar flores numa jarra parece ser uma coisa simples, desenganem-se, que é preciso talento! Posso vos garantir que compro flores frescas quase todas as semanas e jeito para as compor na jarra é coisa que me continua a faltar, mesmo vindo de uma área criativa e muito visual Não tenho dificuldades na escolha das cores e texturas, mas a composição estrutural de um arranjo é todo um outro assunto!

Fazer um arranjo bonito requer mais talento e paciência do que parece, multiplicá-lo, transportá-lo e montá-lo (se fôr o caso) no dia seguinte é só para quem tem nervos de aço, capacidade de organização e gestão de tempo!

 

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Podem comprar as vossas flores nos grandes distribuidores e produtores, por grosso, reservando um dia para as limpar e preparar, acomodando-as sempre em local fresco e escuro: se casam num sábado, encomendem-nas numa terça-feira e vão buscá-las na quinta-feira. A probabilidade de haver surpresas é grande quando são encomendas de espécies que vêm de fora; por isso, joguem pelo seguro, sem grandes invenções, e apostem no que é nacional e robusto.

Depois de feitos os arranjos, não se esqueçam de acomodar devidamente o seu transporte: pouca água – preenchem com mais já no local -, tudo colocado em caixas, bem travado, e uma condução delicada. Em alternativa, podem levar a matéria-prima para o local e contar com o tempo para os fazer. Atenção, será sempre o dobro do que imaginam!

 

Quando temos menos convidados, podemos dedicar uma atenção mais personalizada a cada um. Isto é algo simples de transmitir através do estacionário adicional: cartões nominais para marcação de lugar, mensagens doces aqui e ali, cartões de agradecimento personalizados, ementas detalhadas e tudo o mais que vos possa ocorrer para tornar a celebração mais acolhedora e especial.

É provável que por estes dias estejamos a falar de uma escala mais pequena para tudo e a opção DIY tenha mais a ver com gosto e talento do que factores financeiros. Neste caso, a vossa florista local pode ser uma opção e a logística um pouco mais simplificada – mas o tempo será sempre necessário e nestes dias parece ser mais curto!

 

Agora que já estão a par deste lado mais operacional, vamos abraçar o processo criativo. Ferramentas: Pinterest, caderno de notas (ou ferramenta digital equivalente) e folha de orçamento (sempre!).

A inspiração é muita, há milhares de imagens disponíveis com cenários lindos de morrer, mesas fantásticas, bouquets de perder a cabeça, e é natural que passem por uma fase de indecisão, mesmo que já tenham alinhavado generosamente as vossas pastas do Pinterest. Não se preocupem: haverá um fio condutor a emergir naturalmente. Um conjunto de cores que é constante nas imagens seleccionadas, ideias e elementos decorativos que se repetem, flores e formas que estão sempre presentes. Escolher uma paleta de cores como base é um óptimo ponto de partida; definir um estilo que funcione com o espaço é outra parcela importante da equação.

 

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A decoração tem o dom mágico de transformar um espaço sem interesse em particular num local acolhedor e bonito, preparando-o para ser o cenário perfeito do vosso casamento, presente em todas as imagens registadas ao longo do dia. Às vezes é preciso um grande investimento, mas muitas vezes nem por isso, apenas olho clínico para definir os pontos que farão a diferença.

 

Peguem nas vossas notas e revejam os pontos fortes e fracos do espaço escolhido. Com isto em mente, acertem um estilo e definam o ambiente que querem ter, a tal paleta de cores, o tipo de iluminação e os detalhes, incluindo o design floral. Se há uma regra a respeitar, é esta: espaço e ambiente devem estar em sintonia. Se escolheram um sítio com cariz histórico, dificilmente funcionará com uma decoração contemporânea ou demasiado descontraída: façam escolhas simples e elegantes, tirem partido da grandiosidade do local. Para amaciar o ambiente austero, a solução é uma decoração floral à séria, elegante, sofisticada: brancos e pastéis, ou apenas uma cor, e, para um toque romântico,  muitas e muitas velas (nada de luzes frias e gerais).

 

Se optaram por um espaço sem características que saltem à vista, direccionem a atenção para as mesas. Cor e um ambiente caloroso são as palavras de ordem, com flores de cores fortes e detalhes bonitos. Para tornar a sala mais interessante, trabalhem a entrada com arranjos florais, escolham um ou dois recantos, adicionem uns sofás, flores de dimensões generosas e velas de tamanho XL. A transformação será enorme!

Se houver espaço no orçamento, peçam copos coloridos (para dar um ar da sua graça à loiça básica que compõe o serviço). Aqui a regra é tornar o ambiente caloroso através da cor e limar as arestas com cantinhos simpáticos.

 

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Vão casar ao ar livre? Que bom e que desafio! Terão certamente espaço com fartura e muitas dúvidas acerca de por onde começar. Uma regra básica é orientar as mesas para uma zona pouco ventosa e com sombra. Para o catering, é importante que estejam perto do edifício principal; e, com isto em mente, é só desenhar o resto do plano. Se possível e se têm arvoredo em quantidade razoável, dispensem a tenda e apostem em toldos ou velas penduradas entre as árvores, é suficiente para criar zonas de sombra. Se optaram por jantar, troquem as mesas redondas por quadradas ou rectangulares, corridas (ou ambas), e toalhas simples de algodão – se os tampos estiverem em condições e forem bonitinhos, um runner de linho ou papel será suficiente. Juntem loiça branca ou desemparelhada, idem para os copos, somem arranjos florais com uma bonita mistura, descomplicada e harmoniosa, e terão um resultado boémio e chique.

 

Preparem uma sala de estar ao ar livre, para que os vossos convidados desfrutem verdadeiramente do campo e do ambiente romântico que se instala ao pôr-do-sol: sofás confortáveis, movéis de rattan ou colchões com pés (ou sobre paletes), com tecidos bonitos; não se esqueçam de mesinhas de apoio, uns leques para o calor, chapéus para quem veio desprevenido (e protector solar disponível na casa de banho), cinzeiros e mantinhas leves para a noite, assim como alguns repelentes de mosquitos, orgânicos e de cheiro aceitável. Para rematar, luzinhas de feira ou de natal e uma pista de dança feita com mosaico de madeira, comprado, em peças de 1m2, nas lojas de bricolage: evita a poeira, o desgaste do relvado e o desalinho do terreno.

 

Não cobrimos aqui todas as variantes possíveis de uma decoração DIY – mas partam deste esquema e acrescentem-lhe a vossa personalidade.  E acima de tudo, tenham em conta o tempo que as coisas demoram a concretizar e a imensa quantidade de solicitaçãoes no dia.

Mesmo com uma celebração intimista com apenas duas mãos cheias de convidados, não queremos mesmo nada que se sintam assoberbados com as tarefas que decidiram abraçar. A única fórmula de sucesso é planear com clareza e contabilizar o dobro do tempo estimado!

 

Espreitem algumas das ideias de decoração DIY para casamentos que fomos partilhando por aqui.

Imagens do dia bonito de Megan + Aaron, via Junebug Weddings.

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!

Susana Pinto

Dicas para casar: Açores, um destino magnífico e eco-friendly

As dicas para casar de hoje deixam uma sugestão imperdível, que junta dois assuntos muito apetecíveis: Açores e sustentabilidade.

 

Nas últimas semanas falámos sobre casamentos eco-friendly, de forma genérica e transversal: como reduzir o desperdício nas escolhas que fazemos, quando estamos a pensar neste dia bonito. Os dois vectores principais e mais óbvios são a decoração floral e o catering, mas os pequenos gestos também somam um impacto valioso.

 

O International Wedding Trend Report de 2019 já apontava a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos, o que claramente veio para ficar, ainda mais alavancada pelo contexto que estamos a atravessar. É óptimo perceber que existem cada vez mais opções, entre serviços, produtos e ideias, e que o que já vamos implementando no nosso quotidiano comum também encontra espelho nos grandes eventos e dias especiais, sem termos que abdicar do que queremos como resultado final. Fazemos concessões, mas temos moeda de troca, todos ganham.

 

Então se já falámos da decoração e do catering como assuntos onde a abordagem sustentável pode ser aplicada com impacto e sucesso, hoje falamos do destino para casar.  Tantas vezes os noivos têm origem em zonas geográficas distintas e precisam de encontrar um destino consensual, bonito e hospitaleiro para recebê-los e aos seus familiares e amigos nesse dia tão especial. Palpita-me que as origens da noiva tenham predominância na escolha, mas hoje abrimos as asas e pormos uma nova opção sobre a mesa!

 

 

Os Açores, as nossas ilhas-maravilha, estão cada vez mais próximos do continente, graças à abundância de voos e também de informação; são, indubitavelmente, um dos nossos recantos mais espantosos, o que deixa a fotogenia das imagens totalmente resolvida; são muito hospitaleiros, com uma oferta hoteleira fantástica, sem ser massiva; e, retomando a temática das preocupações com o ambiente e com a sustentabilidade em geral, são “A” bandeira eco-friendly de Portugal. Unidas por laços fraternais, as ilhas açorianas são, no entanto, distintas entre si naquilo que lhes é essencial, logo, “invisível aos olhos”, como nos disse Saint-Exupéry.

Desde Dezembro, os Açores são o primeiro arquipélago do mundo a possuir certificação de turismo sustentável pelo Global Sustainable Tourism Council (GSTC), que tem a chancela das Nações Unidas. Para um destino obter esta certificação tem de cumprir mais de 40 critérios, que são avaliados periodicamente e existem apenas oito países em todo o planeta com este selo de turismo sustentável.

 

Para além disso, o arquipélago dos Açores é uma das duas únicas regiões do mundo (sim, leram bem) que possui todas as classificações atribuídas pela UNESCO (Património Mundial, Reservas da Biosfera, Sítios Ramsar e Geoparques). Poderão saber mais sobre este carácter absolutamente excepcional das nossas ilhas mais ocidentais na edição nº 4 da Revista Raízes, dedicada ao Turismo Sustentável, ou no site Visit Azores.

E se estão preocupados com a pegada de poluição que voar provoca, quando falamos de distâncias superiores a mil quilómetros, o avião continua a ser o meio de transporte mais razoável.

 

Se há uns anos os Açores eram um destino ainda muito pouco explorado no seu potencial quando falamos de casamentos e da infraestrutura necessária, hoje em dia há uma oferta generosa com qualidade equivalente, no que toca à hotelaria, profissionais das várias áreas (fotografia, vídeo, wedding planning, decoração, etc.), animação, entretenimento e actividades paralelas, gastronomia e até logística, com uma oferta variada de voos a partir de Lisboa e Porto.

 

À procura de inspiração?

Sigam as dicas óptimas da I Go Travel para casar nos Açores (viagens, sítios bonitos para dormir e actividades de encher a alma é mesmo a especialidade deles). Espreitem este bonito editorial fotografado na ilha Terceira, ou este destination wedding em São Miguel. Ou o dia da Verónica + Luís, na ilha do Pico e o dia da Laura + David, em São Miguel.

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!

Susana Pinto

Dicas para casar: decoração floral eco-friendly é possível?

Nas dicas para casar de hoje, e continuando o assunto casamento sustentável de que falámos na semana passada, vamos falar de decoração floral eco-friendly.

As flores deixam uma pegada ecológica bastante acentuada — isto é um facto que bem sabemos. Do cultivo intensivo e fora dos ciclos naturais, passando pelo uso de adubos e pesticidas agressivos, consumo de água e aquecimento para as estufas no inverno e o longo transporte para a sua circulação e disponibilidade em qualquer parte do mundo, isto é tudo menos friendly!

 

Pensar nas questões de sustentabilidade e no conceito eco-friendly no mercado de casamentos não é fácil, uma vez que os fornecedores estão a lidar com expectativas muito elevadas, concentradas no resultado de um único dia em que nada pode falhar e a perfeição é esperada. E isso tem impacto nas escolhas que são feitas.

 

Na generalidade dos casos, não é possível utilizar apenas espécies autóctones e locais. Ou porque a dimensão do projecto requer grandes quantidades que a produção nacional não consegue garantir, ou porque as espécies que os noivos ambicionam nem sequer são produzidas no nosso país. A decisão acaba por cair na compra nos grandes leilões da Holanda, esperando pelos camiões que fazem milhares de quilómetros para a sua entrega.

Perante esta realidade, o desafio está em encontrar estratégias para contrabalançar este impacto e deixamos esta recomendação: estejam abertos e disponíveis para as sugestões de decoração floral eco-friendly que os vossos fornecedores vos irão propôr.

 

A Susana Abreu, da Inspirarte, fala-nos um pouco sobre a sua abordagem para uma decoração floral mais eco-friendly e sustentável:

 

“Aconselhar os noivos para que façamos uma decoração floral com flores da época é um ponto de partida extremamente importante – procuram-se produtores nacionais, com menos custos para os transportes, menos combustível utilizado, e viagens locais, com redução parcial da poluição.

 

“Menos é mais” é sem dúvida outra máxima a utilizar. Para terem um casamento lindo de morrer, não é preciso gastar toneladas de flores, a elegância de um casamento não se vê pelas quantidades, mas sim pela qualidade – utilizar menos flores corresponde a menos lixo produzido, menos desperdício.

Quando os noivos não querem levar as flores no fim da festa, sugiro sempre que ofereçam as flores aos seus convidados – quem não gosta de levar para casa um lindo arranjo de flores?

 

Reforço esta ideia com um argumento simples: na desmontagem do serviço, não consigo distribuir aquelas quantidades de flores lindas e ainda frescas (porque são de qualidade), por todos os colaboradores do casamento e pessoal do espaço. Para mim é uma dor de alma deitar para o lixo estes arranjos arranjos florais tão maravilhosos, pensados e executados com tanto cuidado e que causaram tanta alegria, ainda no seu pico máximo de beleza.”

 

Decoração floral eco-friendly

Quando escolhemos flores de época e de produção nacional, salvaguardamos outro pequeno grande detalhe, mais comum do que possam imaginar, mas que os verdadeiros profissionais não deixam transparecer: as encomendas que não chegam ou vêm diferentes do pedido inicial.

É sempre boa ideia preverem uma segunda opção a conselho do vosso designer floral. O mercado floral é cheio de imprevistos (pragas, intempéries, greves de transportadores, aumentos nos combustíveis, flutuações de preço…), que se reflectem na disponibilidade e preço final do produto. O orçamento é pedido com meses de antecedência, mas encomenda é feita uma ou duas semanas antes do casamento, logo, as surpresas não são tão improváveis quanto isso.

 

Outro assunto muito importante na decoração floral eco-freindly e que facilmente tem sido substituído, são as espumas florais. As espumas são altamente poluentes e de utilização única, mas essenciais na estruturação dos arranjos, mantendo as flores frescas.

Felizmente, em muitos casos pode, ser substituída por rede de galinheiro, que permite a estrutura e a reutilização. Criar centros de mesa em formato quase de bouquet, com uma base destas, permite que fiquem lindos e altos, e que sejam recolhidos facilmente pelos convidados para as suas casas.

 

A utilização de plantas naturais para uma decoração de um evento é uma bela ideia de que temos falado muitas vezes. Sejam oliveiras de pequeno porte para um estilo mediterrânico, suculentas variadas que tomam a vez de ofertas dos noivos ou outras plantas vistosas, como hortências, funcionam lindamente, podem ser replantadas e não há limites para a criatividade!

Estas plantas, versão média ou mini, podem ser as lembrança para convidados e passar a mensagem de apelo para que se ajude o planeta.

 

Há vários anos, quando uma amiga se casou, com cerimónia civil e jantar intimista num charmoso restaurante em Colares, ajudei a decorar o espaço da cerimónia e da mesa de jantar para dez pessoas. Escolhemos várias plantas de vaso pequeninas, num viveiro ao pé de casa, em tons de rosa e verde, e heras compridas, que transplantámos para copos de vidro e espalhámos pela mesa, misturadas com outros copos de vidro que tinham mini geribérias, cravos e vivaz, em tons de rosa e branco. Ficou um mimo e tudo foi distribuído por todos, sem desperdício.

 

Inspirarte - decoração de casamento Inspirarte - decoração de casamento Decoração floral eco-friendly

Fechamos estas sugestões de decoração floral eco-friendly com a tendência das últimas estações: as flores secas ou desidratadas.
Os arranjos integralmente feitos com flores secas ou desidratadas ou misturadas com flores naturais, funcionam muito bem, com a vantagem de poderem ser reciclados – qualquer pessoa os pode levar para casa e decorar uma jarra por um longo prazo. Mas atenção – a pegada das flores desidratadas é maior do que parece, já que os processos de desidratação e conservação são pouco simpáticos. Tenham isso em consideração e, sempre que possível, procurem opções que sejam mais naturais e orgânicas.

 

A sustentabilidade assenta em três R’s: reduzir, reutilizar, reciclar, mas acima de tudo, no nosso esforço colectivo e consciente. Sejamos criativos!

 

Se estão de casamento marcado e este assunto da sustentabilidade é importante, falem com a Susana Abreu, entrando em contacto através da sua ficha de fornecedor. Espreitem também esta decoração maravilhosa, que, inesperadamente, passou de fora de portas para o interior por causa do mau tempo. Só mesmo quem é muito profissional é capaz de uma reviravolta desta qualidade!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!

Susana Pinto

Dicas para casar: algumas ideias para um casamento sustentável

Nas dicas para casar de hoje vamos falar um bocadinho sobre a aplicação do conceito eco-friendly à vossa festa, para um casamento sustentável, já que todos sabemos que o volume de desperdício neste dia tão especial é imenso.

 

Sustentabilidade é a palavra de ordem e se já incluímos uma série de hábitos no nosso quotidiano que se alinham com este modo de vida, porque não aplicá-los também a este este dia tão especial? Não é necessário perder beleza e sofisticação da festa, afinal, este é um dia que é muito diferente de todos os outros e é assim mesmo que deve ser.

Para um casamento sustentável, há dois grandes vectores mais óbvios nesta questão do desperdício: a decoração floral e a comida. E se por parte dos serviços de catering já há soluções próprias, temos ainda espaço para mais algumas ideias.

 

Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais

Decoração para um casamento sustentável

Comecemos pela decoração floral (de que falaremos mais detalhadamente para a próxima semana): a grande regra da sustentabilidade é o consumo local – tem menos pegada e investe na economia interna e da comunidade. Assim, as recomendações para uma decoração eco-friendly passam por usar flores de cultivo local e da estação.

Outra sugestão interessante é usar plantas de vaso, que podem ser compradas (e depois oferecidas) ou alugadas, mas também investir em decoração complementar que complemente visualmente cada conjunto: velas e candelabros, molduras com fotografias e/ou mensagens, objectos interessantes.

 

A segunda vida destes arranjos faz parte desta ideia de sustentabilidade: se na maior parte dos casamentos, na desmontagem tudo segue para o lixo, apesar de ainda estar fresco e bonito (por muitas razões, entre elas a logística), vamos lá encontrar uma forma de os passar ao próximo. Abordem este assunto com o vosso espaço, talvez haja uma Junta de Freguesia que possa recolher as flores e distribuí-las pelo centro de dia mais próximo (se estiverem numa pequena localidade) ou com o vosso designer floral, que poderá também ter algumas ideias e contactos interessantes e o próprio set up da decoração possa ser pensado de origem para esta passagem de testemunho.

 

Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais

E falamos de comida

Para combater o desperdício alimentar, há que começar pelo início, isto é, produzir menos. É certo que, em dias de festa, e num casamento, sobretudo, gostamos de ver mesas bonitas e recheadas – a abundância está muito enraizada na nossa mentalidade como sendo condição sine qua non para que os convidados se sintam bem recebidos. «Há ainda alguns noivos que ficam receosos quanto à quantidade de comida», diz-nos a Cristina Barros, da Palace Catering. «Este receio prende-se, sobretudo, com a ideia de que os bons anfitriões põem mesas fartas. Mas fará sentido aumentar as quantidades para lá do que se sabe que será, efectivamente, consumido, sabendo de antemão que grande parte do que esteve exposto irá para o lixo? Valerá a pena?»

 

Temos a  certeza que não e, tendo em conta que no serviço de catering está a maior fatia do vosso orçamento para o casamento, algum rigor e bom senso terão impacto a dobrar: a poupança financeira e o desperdício alimentar.

 

Como é que a Palace Catering vos pode ajudar a fazer boas escolhas?

«Começamos por apresentar um aperitivo (volante e buffet) em que apostamos na variedade e na quantidade calculadas em função do número de pessoas esperado. Fazemos os cálculos internos com base num rácio de cerca de 12 peças (unidades ou gramas) por pessoa. Uma vez que apostamos num bom aperitivo, sugerimos um menu com uma entrada de peixe, um prato principal e o bolo dos noivos como sobremesa. Não nos parece necessário mais, temos buffets de frutas, queijos e doces de seguida e uma ceia para os mais resistentes! Não pode faltar bebida… et voilá: um casamento sem sobras!»

 

Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais Espaço para casamentos em Ponte de Lima - Lugar Eventos e Coisas Mais

Se este planeamento e bons conselhos iniciais vos escaparam inicialmente, ainda há mais opções para lidar com o desperdício na recta final. Quando há comida a sobrar e ninguém para a levar, muitos serviços de catering trabalham já em proximidade com instituições locais que fazem a recolha dos alimentos em boas condições e distribuem-nas junto das populações mais carenciadas. A logística bem articulada, que é a parte mais difícil deste ciclo de combate ao desperdício, é um factor ganhador desta relação – não basta a boa vontade, são precisos os meios e a disponibilidade para recolher, acomodar e distribuir, formando toda uma cadeia de recursos.

 

Colectivamente, conseguimos que tudo esteja bem quando acaba bem! A nossa sugestão para quem está agora a planear o casamento neste momento, e, sobretudo com este cenário contínuo de incertezas, é que abordem este assunto junto das empresas de catering que contactarem, acrescentando a preocupação com o desperdício à vossa lista de requisitos.

 

Os tempos de CoVid-19 estão a fazer-nos dar vários passos atrás, no que toca ao uso de materiais de utilização individual e única, por isso, resta-nos empenharmo-nos vivamente no consumo local e, sempre que possível e de forma muito consciente, no que pode ter utilização múltipla: um pratinho de alianças que serve para guardar os anéis na mesa de cabeceira, ofertas dos noivos aos seus convidados que são donativos para instituições ou algo guloso para comer, feito por um pequeno negócio local, um bonito marcador de mesa que também se desdobra em ementa, uns sapatos e um fato que se voltam a vestir em ocasiões mais especiais, etc., etc.. E, também, claro, todas as nossas sugestões smart saver!

 

A nossa recomendação maior para um casamento sustentável é esta: não vale a pena querermos ser mais papistas que o papa e levar tudo ao extremo, passando para o desperdício zero – isso chocará de frente com a ideia que se quer da celebração e da festa, leve, feliz, descontraída.

Há, de facto, espaço para intervirmos de forma consciente no consumo que fazemos, se nos informarmos. De onde vem o que consumimos (das flores à comida, passando pelos próprios fornecedores, produtos e serviços), para onde vai depois de terminarmos e onde podemos intervir e escolher, com impacto no processo mas não no resultado.

 

 

Se procuram um espaço para casar muito especial e com um serviço atencioso, sabedor e delicado para por em prática a vossa ideia de casamento sustentável, façam uma visita ao Lugar – Eventos e coisas mais, em Ponte de Lima, e falem com a simpática Rita Novo. Espreitem este lugar mágico, aqui.

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de inspirar no nosso Pinterest e de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!

Susana Pinto

Dicas para casar: perguntas frequentes sobre a organização do casamento

Prontos para começar com a organização do casamento?

 

Na semana passada, nas dicas para casar, falámos sobre o conjunto largo de recursos que temos disponíveis para vos ajudar nesta bonita viagem. Entre os inúmeros artigos publicados, fontes de inspiração, entrevistas aos nossos fornecedores seleccionados e conversas com os noivos, temos resposta para quase tudo!

 

Para quem vai agora começar, isto pode parecer tudo muito. Tantas escolhas para fazer, tantas decisões para tomar, tantas contas para fazer… Mas na verdade, como diz e muito bem um querido amigo, “para comer um elefante é preciso parti-lo às fatias”,  e com calma e organização, tudo se resolve.  E para balizar um bocadinho a vossa lista, deixamos aqui 15 perguntas pertinentes para quem vai casar.

 

Gustavo Simões Photography: fotografia de casamento em Lisboa Gustavo Simões Photography: fotografia de casamento em Lisboa

1. Como escolher a data?

A resposta a esta pergunta será das mais fáceis, porque naturalmente haverá datas que são muito especiais na vossa história. Mas, com todos os imprevistos deste ano, com adiamentos e remarcações, esta questão deixa de ser tão natural. Deixamos então algumas sugestões menos habituais: se o dia em que se conheceram vai calhar, para o ano, a meio da semana, ou se é num mês dos mais frios, não se atrapalhem. Há muitas vantagens em casar fora de época, só terão que avaliar e decidir.

 

Outra sugestão ajustada ao momento, é casarem pelo civil, mantendo o dia gravado nas alianças, e festejarem quando fôr possível, num dia bonito, mas já sem o constrangimento da agenda. Alguns feriados podem ter graça adicional, como os santos populares, mas atenção aos fins-de-semana prolongados, que poderão oferecer a concorrência de uma escapadinha!

 

2. A quem o devemos anunciar primeiro?

Como dissemos já aqui, repetindo o sábio conselho da querida Filipa, guardem os primeiros dias para desfrutar este segredo só vosso. De seguida, é à família que devem comunicar as novidades primeiro. Organizem um jantar com o núcleo mais próximo de cada um – pais, avós e irmãos, e a partir daqui poderão alargar o leque de contactos. Aproveitem para espreitar o artigo que fizemos com A Pajarita, onde falamos sobre como entregar os convites de casamento.

 

3. Quais são os procedimentos burocráticos necessários?

Para casamentos civis, tudo começa na Conservatória do Registo Civil da zona onde pretendem casar. Marcam a data e definem o local.

 

Se também pretendem uma cerimónia católica, escolham a paróquia, marquem reunião com o padre e combinem data e hora. Habitualmente é a igreja que trata das burocracias com a Conservatória. Se não for esse o caso, logo vos informarão de que documentos terão que trazer da Conservatória para a Igreja. O importante é que o casamento civil é celebrado no mesmo dia do matrimónio, mediante umas assinaturas posteriores à cerimónia.

 

Esta ligação entre casamento civil e religioso (chama-se casamento civil sob a forma religiosa) estende-se também, desde 2007, a outros grupos religiosos radicados em Portugal: Comunidade Judaica de Lisboa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Bahá”í, União Adventista, Centro Cristão Vida Abundante e Assembleia de Deus de Viseu. Podem consultar o nosso artigo sobre os procedimentos legais para casar e, havendo ainda algumas dúvidas, o Portal do Cidadão esclarece com clareza.

 

4. Qual o papel dos padrinhos (na Igreja) e das testemunhas (no Registo Civil)?

É literal: testemunham a união. Em ambos os casos, apenas têm que estar presentes no dia marcado, com os respectivos documentos de identificação; não se esqueçam dos vossos cartões de cidadão!

 

Gustavo Simões Photography: fotografia de casamento em Lisboa Gustavo Simões Photography: fotografia de casamento em Lisboa

5. Podemos casar onde quisermos?

No caso do casamento pelo Registo Civil, sim. Basta informar o Conservador da morada onde irá decorrer a cerimónia (e aqui incluímos a vossa própria casa, se for esse o plano). Não se esqueçam que as despesas de deslocação decorrem por vossa conta. Se quiserem casar numa Igreja fora da vossa zona de residência, terão que solicitar autorização ao padre da paróquia onde querem casar.

 

6. E a organização da festa, por onde devemos começar?

O primeiro passo deverá ser a definição do vosso orçamento. Estabeleçam o valor máximo a gastar e distribuam-no pelas diversas rubricas. E mantenham esse documento actualizado ao cêntimo!

São as opções que têm de adaptar-se ao orçamento e não o orçamento que se vai vergar às propostas! Leiam as palavras sábias da Design Events e da Wedwings sobre este assunto.

 

7. Como podemos ter a certeza de que não nos falta nada?

Estabelecer um orçamento e um cronograma é o método mais eficaz para estar em cima dos pormenores. Também podem optar por contratar um wedding planner. Na dúvida, peçam alguns orçamentos e recolham todas as informações que puderem acerca do seu trabalho. Se encontrarem um profissional que venha bem recomendado, com experiência, bom nome na praça e com quem tenham sentido sintonia, então estarão a um passo de poupar muita dor de cabeça, tempo e, muito provavelmente, dinheiro.

 

Em última instância, não se prendam à ideia de que devem ter o mesmo que os vossos amigos que casaram no verão passado. Só vos faz falta o que tem a ver convosco!

 

8. Gostávamos de convidar todos os nosso amigos e colegas, mas o orçamento não o permite. O que podemos fazer?

Descarrilar nas contas é que nem pensar, até porque esta é a parcela maior do vosso orçamento. Convidem os mais próximos e para os restantes enviem uma participação casamento e convidem-nos para um almoço ou jantar em vossa casa. A Pajarita conta-nos tudo sobre este assunto!

 

9. E se não nos conseguirmos decidir acerca do espaço, por exemplo?

São duas cabeças, pelo menos, e tudo se decide com uma boa lista de prós e contras. Respirem fundo, durmam sobre o assunto, ouçam o vosso instinto. Peçam ajuda a alguém experiente e da vossa confiança. Deixamos aqui uma lista de ideias para encontrar o espaço perfeito!

 

Gustavo Simões Photography: fotografia de casamento em Lisboa Gustavo Simões Photography: fotografia de casamento em Lisboa

10. É obrigatório haver entretenimento na festa?

Depende da festa que planearam, da faixa etária dos vossos convidados, do horário alinhavado, etc. Se houver crianças na lista, não descurem o apoio de um serviço próprio: ficam os miúdos mais felizes e os pais deles também! Pensem nos vossos convidados, na duração prevista da festa, no encadeamento dos acontecimentos (cocktail, fotografias, refeição, corte do bolo, discursos e brindes, etc.). Este exercício dir-vos-á se precisam de completar os intervalos com algo mais especial e atractivo.

 

11. Os nossos pais é que pagam. Temos mesmo que deixá-los decidir tudo?

As palavras-chave aqui são as do título do clássico de Jane Austen: sensibilidade e bom-senso. Se encontrarem resistência, mostrem alguns exemplos do que será o resultado final, nada como umas belas imagens para explicar uma ideia.

 

Percebam o que é acessório e o que é fundamental: este equilíbrio será o vosso melhor amigo e pequenas cedências poderão fazer alguém muito feliz.

E podem inclusivamente poupar – sempre de modo inteligente, como tanto gostamos. Sigam as nossas dicas aqui.

 

12. Não percebo nada de flores. Há algumas que sejam erradas para casamentos? De que tamanho deve ser o bouquet?

Flores são flores e serão sempre bonitas, podem no entanto ser mais ou menos adequadas, tendo em conta a sazonalidade, robustez e outras características pertinentes.

Na dúvida (esta ou outras), trabalhem sempre com profissionais e confiem no seu serviço Aqui deixamos algumas sugestões, muito bem acompanhadas por quem sabe, para escolherem o vosso bouquet de noiva. Estas preocupações não vos fazem falta!

 

13. É de mau tom se os noivos deixarem a festa antes do fim?

Se organizaram a vossa festa de sonho, não vão querer sair antes do fim! Mas se tiverem hora marcada para apanhar um avião ou, simplesmente, se estiverem felizes mas esgotados, é totalmente aceitável que se retirem. Façam-no em grande, despeçam-se com simpatia dos vossos convivas e peçam aos vossos pais e padrinhos que façam as honras da casa para os mais noctívagos. Em caso de dúvida, explicamos tudo aqui.

 

14. Precisamos mesmo de oferecer alguma coisa aos convidados?

Não, já lhes estão a proporcionar uma festa e pêras, refeição e baile incluídos. No entanto, agradecer a gentileza da presença é sempre simpático e há maneiras bonitas e simples de o fazer: a mais directa ao coração, é escolherem uma instituição e fazerem um donativo em nome dos convidados.

Podem mencioná-lo num pequeno cartão que acompanha um bombom, ou na altura do brinde. Conheçam as instituições parceiras do Simplesmente Branco aqui.

 

15. Ainda se usa o envio de cartões de agradecimento?

A boa educação e a gentileza usam-se sempre. Têm tempo, mas quando regressarem da lua-de-mel ficar-vos-á bem agradecer os presente, a presença dos convidados e a belíssima prestação dos vossos fornecedores, todos em sintonia no vosso dia.

Juntem uma bonita fotografia, relembrem-se de alguns momentos especiais e inspirem-se para umas palavras bonitas.

 

Mais esclarecidos e prontos para tratar da organização do vosso casamento? Espero que sim!

 

As imagens bonitas são do Gustavo Simões Photography, que captou a mágica sessão de namoro de Anaisa + Matherus, na Praia da Ursa, em Sintra.

Não deixem de passar pela sua ficha de fornecedor para ver o portefólio actualizado e entrar em contacto com o Gustavo Simões.

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!