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Marta Ramos

Wise words: casamentos eco-friendly, uma tendência que veio para ficar

No ano passado, já vos trouxemos algumas sugestões para tornarem o vosso casamento mais sustentável e amigo do ambiente: cinco ideias fáceis de colocar em prática e ainda a visão de um dos nossos fornecedores seleccionados, Silva Carvalho Catering, sobre como gerir a cozinha e o serviço em festas de modo a evitar o desperdício. Soubemos, há pouco, que o International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Nas nossas wise words de hoje, mostramos-vos como a postura consciente já é transversal às várias áreas que compõe a organização do casamento.

A preocupação com o meio ambiente tem vindo a aumentar e começa também a chegar aos casamentos, pelo que cada vez mais temos pedidos de noivos que estão genuinamente interessados em diminuir o desperdício. – Marta Lourenço, TALES

Começámos por pedir à TALES uma visão geral de como se pode abordar a organização do casamento tendo em vista a sustentabilidade do evento: «Para noivos que procuram uma decoração mais eco-friendly, a primeira sugestão que fazemos é sempre a das flores, sendo que o ideal seria substituir os elementos florais por decoração adicional. No entanto, para os casais que gostam de florar, é possível reduzir na quantidade ou contratar fornecedores que possam reutilizar os arranjos que foram feitos. Caso não queiram reutilizar, podem oferecer os arranjos a alguma associação solidária, porque dar não custa nada! Outra ajuda passa por alugar plantas em vasos, para que as mesmas possam ser depois devolvidas ao fornecedor quando o casamento tiver terminado. Se preferirem comprar, é sempre uma boa ideia trazerem para casa (um vaso de plantas fica bem em qualquer cantinho!)»

 

 

 

Falando de flores, chamámos à conversa Ema Mota Ramos, do Jardin d’Époque: «Pensar em questões de sustentabilidade e no conceito eco-friendly no mercado de casamentos não é fácil. Lidamos com expectativas muito elevadas, concentradas no resultado de um único dia em que nada pode falhar e que, por isso, nada menos do que a perfeição é esperado.
No que toca às flores, a pegada ecológica é enorme. Na generalidade dos casos, enquanto fornecedores, não nos é possível utilizar apenas espécies autóctones e locais. Ou porque a dimensão do projecto requer grandes quantidades que a produção nacional não consegue garantir, ou porque as espécies que os noivos ambicionam nem sequer são produzidas no nosso país. Compramos nos grandes leilões da Holanda e esperamos que os camiões cheguem até nós depois de fazerem milhares de quilómetros. Para não falar do cultivo intensivo e na manipulação das espécies.
O desafio está em encontrar estratégias para contrabalançar este impacto. O conselho imediato a dar aos noivos é que escolham sempre espécies da época e que estejam disponíveis e abertos às sugestões dos fornecedores que seleccionam.

Muitas vezes pergunto aos meus clientes se têm alguma memória de infância do jardim dos avós, dos pais, de uma tia… E se esse jardim ainda existe! Porque não usar uma selecção espécies provenientes desses espaços? Porque não aproveitar os desperdícios da poda de um jardim ou de um quintal?

Substituir flores de corte por plantas que depois possam ser replantadas é uma outra opção. Curiosamente em 2019 teremos um casamento em que a noiva se recusa a ter ‘flores mortas’ no seu casamento! O desafio é gigante mas o gozo que nos está a dar pensar todo um projecto de design floral com ‘flores vivas’ é incrível.
Mas a sugestão que acredito que possa ser aplicada mais facilmente é que percebam, verdadeiramente, o método e o processo de trabalho dos vossos fornecedores. E nós fornecedores, estarmos disponíveis para trabalhar na redução da pegada ecológica do nosso negócio. Cá pelo estúdio começamos por fazer a separação das embalagens em que as flores vêm envolvidas. Quando processamos as espécies, recolhemos todas as folhas, caules, pétalas, pés partidos, etc.; e posteriormente encaminhamos estes desperdícios para a compostagem. Reutilizamos a água dos baldes e jarras para regar o jardim. Evitamos usar esponjas florais. E sempre que nos é pedido para recolher as flores no final de um evento, tentamos perceber se existem lares, centros de dia, hospitais ou outras instituições para os quais possamos encaminhar os arranjos e provocar ainda mais sorrisos.Há coisas que não conseguimos mesmo controlar, mas aquelas que dependem apenas de nós… É apenas uma questão de disciplina e de gestão do tempo.»

Ainda no que diz respeito à decoração, uma das soluções mais importantes apontada pela TALES é a procura de fornecedores locais e a utilização de materiais orgânicos e amigos do ambiente: «Nestes fornecedores locais existem muitas vezes opções mais características, e que dão a vertente autêntica de que podemos estar à procura. Para além disto, há itens que podem ser transformados em 2 em 1 – por exemplo, um seating plan que se transforme em lembranças para os convidados. Já na iluminação, o ideal será sempre procurarmos um espaço com luz natural. No entanto, é importante certificarmo-nos que os fornecedores com quem trabalhamos utilizam iluminação LED. Bem, na realidade, é importante que todo o equipamento esteja actualizado, por causa da eficiência energética.»

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

E o que fazer em relação a todo o material produzido em papel, como convites, ementas, etc? A TALES sugere optar por versões digitais em vez de impressões em certos formatos, ou eliminar algumas peças (como os programas) que acabam por se traduzir em desperdício). E para os ‘obrigatórios’, o papel reciclado será sempre uma boa ideia.

Falar em papel é falar n’A Pajarita – não podíamos deixar de contar com o contributo de Alexandra Barbosa para este capítulo:

Eu tenho alguns problemas com o desperdício, evito-o tanto a nível pessoal como profissional, por isso, tenho sempre especial atenção à gestão dos materiais e à qualidade dos mesmos. No estacionário, só usamos papeis livres de ácidos e gerimos a produção de modo a minimizar ao máximo o desperdício de papel, aconselhando sempre medidas que optimizam a área de impressão.

«A quantidade de papel necessária também pode ser optimizada se os noivos solicitarem um orçamento de todos os elementos do estacionário que vão pretender. Desta forma, o que pode ser desperdício, bem gerido, transformam-se em dois ou três menus. Os noivos até podem não considerar algo relevante mas o ambiente agradece.

Mas há mais para além do papel. Sempre que fazemos a decoração floral de um evento, para evitar o desperdício, gostamos de dar uma segunda vida às bonitas flores que tanto alegraram aquele dia. Fazer raminhos no final da festa e oferecer aos convidados é um bom continuar da festa e levar aquela alegria vivida para outros ambientes. Já nos outros detalhes também podemos ter este pensamento em conta: porque não um porta-alianças que se transforme em elemento decorativo?»
Porque não, de facto? E temos uma sugestão perfeita para isto mesmo, da Molde Design Weddings – ora espreitem o link!

No que toca à animação dos pequenotes, e porque quando pensamos nisso nos vêm logo à ideia balões e confettis, perguntámos à Andreia Fernandes, da FUNtoche, como fazem para que o cantinho dos miúdos também contribua para o equilíbrio ambiental dos casamentos: «Recomendamos logo retirar os balões de modelar que, apesar de serem biodegradáveis, são de látex. Depois há actividades que realizamos com as crianças que são em torno da responsabilização perante a atitude de reciclar e reutilizar: o jogo da reciclagem e o ateliê de  reutilização de vários materiais de desperdício. Só não poupamos na diversão!»

À mesa é, normalmente, onde mais se registam desperdícios em grandes celebrações, como nos casamentos. Sobre o catering, já sabem: leiam as nossas wise words escritas com a Silva Carvalho Catering. E sobre o bolo? Perguntámos à Susana Pinto e à Maria Silva, da Sweet Stylist: «No topo da preocupação de cada vez mais casais, a ecologia… Mas fazer escolhas eco-friendly não significa de modo algum comprometer a beleza, ou sabor, de um bolo de casamento. Afinal de contas, o bolo de casamento continua a ser um dos principais elementos desta festa. Vários são os aspectos a ter em consideração. Um dos principais, na nossa opinião, prende-se com o sabor. A melhor decisão: optar por produtores locais, de preferência com produção orgânica. Beneficiarão de produtos muito mais frescos, mais duráveis e com muito mais sabor! Estarão a contribuir para um movimento crescente em direccão a uma alimentação mais consciente, mais preocupada com a saúde e o com o meio ambiente. Paralelamente, estarão a reduzir o impacto dos combustíveis no ambiente, uma vez que comprando localmente os produtos não necessitam de ser transportados por longas distâncias. E reduzem ainda as embalagens… produtos locais são transportados em maravilhosas cestas! Para os produtos sem produção local (o chocolate e café serão dois bons exemplos) a escolha deverá sempre recair sobre produtos de comercio justo.»

 

 

 

«Uma escolha consciente é ainda a opção por um bolo vegan. Todos sabemos dos malefícios do consumo de produtos de origem animal quer a nível de saúde, quer a nível de impacto ambiental. Em qualquer uma destas escolhas estamos, sem sombra de dúvida, a impulsionar a economia local, a nacional por acréscimo, e a global! Já pensaram nisto?
Importante será não abdicarem do design, nunca. Com cobertura em creme de manteiga, optem por uma decoração com plantas herbáceas como a oliveira, hortelã, alecrim, alfazema. As frutas da época, ou mesmo flores naturais comestíveis de produção biológica, são outras opções. Deixem fluir a criatividade.
Se pretendem algo mais elaborado, não desanimem. A pasta de açúcar, bem como a pasta de flores, pode ser sempre produzida no próprio local. Minimiza o efeito do embalamento, neste caso não necessário, bem como assim do transporte deste tipo de bens. Na decoração do bolo, optem por flores não aramadas, nem feitas com recurso a esferovite. Existem tantas alternativas na decoração de um bolo, que provavelmente nem imaginam…
Os cake toppers também podem ser um elemento elegante e divertido. Opte por cake toppers de madeira reciclada, por exemplo.

Em Portugal, existe ainda muito esta tendência para servir de forma abastada, gerando sempre desperdício. O bolo de casamento não foge à regra, e é na maioria das vezes desajustado. Questões como o momento do corte do bolo e o número de crianças presentes na festa podem ajudar na determinação da quantidade de bolo ideal, não gerando sobras.

Na grande maioria das vezes temos bolos em altura, sendo a sua estrutura interior em plástico. Os bolos podem sempre ser estruturados com madeira reciclada, devidamente protegida, ou em material de longa duração, reutilizável e que no final de vida seja aptos a ser reciclado e gerar novo valor na economia. O mesmo acontece com o transporte dos bolos. Optem por caixas reutilizáveis e recicláveis, em detrimento das tradicionais caixas de cartão, ou mesmo das de plástico.»

E que tal planear o momento do corte do bolo ao ar livre e durante o dia? Estarão a poupar energia!

Já têm muito material para trabalhar. Ainda assim, acrescentamos duas pequenas sugestões que ajudarão a resolver dois problemas frequentes. Perguntámos à Uniplanet o que poderemos usar para substituir os tão adorados confettis, e a resposta não poderia ser mais adorável: fazê-los com folhas caídas de árvores. Podem usar um furador tradicional de papel ou então escolher um com formas bonitas, à venda em qualquer boa papelaria. E como garantir que os convidados fumadores não irão ‘perder’ beatas pelo chão? Ah, muito simples: distribuindo eco-cinzeiros de bolso! Para mais boas ideias, leiam a última edição da revista digital Raízes, publicada pela Uniplanet e pela Âncora Verde.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

Fotos: 1 e 2, Jardin d’Époque; 3 e 4, A Pajarita; 5 e 6, Sweet Stylist.

Marta Ramos

Wise words: convites e agradecimentos

As nossas wise words de hoje falam de pequenas regras de cortesia que fazem uma grande diferença na forma como as coisas correm. Chamamos-lhes protocolo, mas a verdade é que podíamos chamar-lhes simplesmente boas maneiras.

Comecemos, então, pelo princípio. O pedido foi feito, o sim foi dado, e agora é preciso dar as boas notícias às famílias e dar início à viagem que aí vem: o ideal é um delicioso almoço ou jantar com os pais de ambos.
Passados os brindes, abraços e congratulações, é um bom momento para apresentar à família o plano que têm em mente, o tipo de festa que querem, o orçamento disponível – e também para aferir da disponibilidade familiar para vos dar suporte financeiro (e não só). Será sempre um assunto com as suas tensões e exigências, mas, se abordado com carinho e gentileza, poderá abrir caminho para uma jornada mais tranquila e serena até ao grande dia.
A seguir, os padrinhos: outro belo almoço ou jantar, já com datas alinhavadas, para alinhar agendas. A partir daqui, já podem contar a novidade a toda a gente!

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

Vejamos agora os convites, que é o passo protocolar que se segue. Dizem as regras que deverão ser feitos e enviados com uma antecedência de 6 a 3 meses, mas outros intervalos serão ainda bastante aceitáveis. O importante é que tenham em conta a logística (o espaço e o catering), e os números finais, em tempo útil: quanto mais convidados tiverem, maior deverá ser o prazo que separa a confirmação da resposta em relação à data do evento, para que tudo se organize da melhor forma.
Aqui repetimos a nossa fórmula, consultem a oferta, escolham 5 fornecedores e contactem 3. Poderão escolher convites pertencentes a uma colecção, prontos a serem entregues, ou encomendar um estacionário feito à vossa medida, sendo que esta opção será sempre mais cara que a anterior. Aproveitem para orçamentar todo o material de que irão precisar (e incluímos aqui as ementas, marcadores de mesa, missais, cartões de agradecimento, legendas e sinaléticas variadas, etiquetas e packaging, cartões ou livrinhos de distribuição de lugares, etc.) e decidam, juntamente com o vosso designer, as melhores soluções e serviços – uma festa pequena permite um tipo de trabalho e de peças, uma festa com muita gente precisa de muita eficácia na comunicação. No que toca a quantidades, a encomenda de convites deverá ser de, aproximadamente, metade do número de convidados que têm na vossa lista (façam as contas a um convite por família, por casal sem filhos e por cada solteiro, com direito a acompanhante). Juntem mais uma boa dezena para imprevistos e não se esqueçam de guardar o vosso próprio exemplar!
O texto deve incluir, de forma clara, data, hora e local, a sequência dos eventos e indicações para lá chegar. Nos dias de hoje, os mapas têm vindo a ser substituídos por coordenadas GPS (mas podem prever os dois, para chegarem a toda a gente). A data e contactos para confirmação da presença do convidado também devem vir bem legíveis. Posto isto, preparem-se para uma tarefa cansativa (e que talvez seja simpático delegar), que é a de obter uma resposta definitiva ao vosso convite, para que possam fechar a vossa lista de convidados.

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

E depois da festa? É tempo de relembrar a todos, convidados e fornecedores, o quanto foi importante para vocês a sua presença e serviço. O modo mais bonito de o fazer é por escrito.
Ao preparem os vossos matérias gráficos, contemplem a execução de simpáticos cartões de agradecimento, escolham uma bonita foto do vosso lote e preparem umas palavras singelas – não precisa de ser nada de complicado, o facto de ser pessoal e atencioso será doce o suficiente.
Enviem um cartão por cada casal ou família e um a cada solteiro (como fizeram com os convites) aos vossos convidados; os vossos pais deverão fazer o mesmo aos seus convidados; e todos os cartões deverão ser assinados pelo casal. Este envio deve ser feito num prazo de 30 dias, máximo, após a festa.
Para os padrinhos e madrinhas, caprichem numa edição mais especial. E para os pais que vibraram, se empenharam e até contribuíram em espécie, um agradecimento especialíssimo e bem doce.
Não deixem de fora a vossa equipa. Podem fazê-lo por email, é claro, mas os vossos fornecedores empenhados merecem também 5 minutos de atenção e palavras justas e calorosas. Foram parte activa e substancial na vossa festa memorável e, com este pequeno gesto terão, certamente, amigos para a vida.

Lembram-se da nossa sugestão de enviarem alguns postais de agradecimento do vosso destino de lua-de-mel? Afinal, toda a gente gosta de receber um postal na caixa do correio, com selos de um destino longínquo e imagens de uma paisagem inspiradora – e ainda mais com as palavras felizes de quem o enviou. Esta é uma simpática maneira de tratarem de alguns dos agradecimentos – por exemplo, aos vossos amigos mais chegados, a alguns dos vossos fornecedores, àquelas pessoas com quem têm uma relação mais informal e que imaginam com um sorriso no rosto ao receber notícias vossas via postal.

Estão assim, cumpridas as formalidades. Não é nada de extremamente complicado, toda a gente fica satisfeita e sobra-vos mais tempo e atenção para o cerne da questão: celebrar a vossa felicidade!

 

As imagens bonitas deste artigo são trabalhos recentes d’ A Pajarita.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Boas-vindas ao Outono, por A Pajarita

A Cláudia e o Miguel sonharam com um casamento descontraído e intimista e escolheram A Pajarita para cuidar dos detalhes gráficos e florais. Uma das primeiras informações que a Cláudia deu à Alexandra Barbosa foi que não queria um ramo de noiva tradicional: «Em conversa surgiu a possibilidade de levar um aro em vime com flores desidratadas e, no seguimento dessa escolha, o Miguel e todos os cavalheiros convidados levaram uma flor de lapela com flores igualmente desidratadas. O porta-alianças seguiu a mesma forma e materiais do ramo da noiva e o topo de bolo foi feito igualmente em flores desidratadas.»

Este casamento, para mim, representa como que as boas-vindas ao Outono. – Alexandra Barbosa

Para o convite, o casal optou por um papel bege 100% de algodão, com um desenho orgânico que depois se funde com manchas de aguarela que variam em o lilás e o roxo. A Pajarita concebeu também, nos mesmos moldes, o documento que foi assinado por noivos e padrinhos, oficializando a união civil, para que pudessem guardá-lo como uma recordação desse momento tão bonito e tão emotivo.

Vamos ver as fotos, assinadas por Node Studio – Wedding Photography.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falem com a Alexandra Barbosa sobre o tipo de casamento que imaginam: a equipa d’ A Pajarita terá muito gosto em tornar os vossos sonhos realidade. E não deixem de ler todos os artigos que já publicámos sobre o trabalho d’A Pajarita.

Marta Ramos

Gold and blue – estacionário de casamento por A Pajarita

Faltava menos de uma semana para o casamento, quando a Alexandra Barbosa, d’A Pajarita, foi contactada por uma empresa de organização de eventos com um problema: a sua fornecedora habitual de estacionário não conseguiria entregar a encomenda a tempo, por motivos pessoais.

«Aquilo que me foi pedido: duas cartas com os votos de casamento, 78 menus individuais, 78 marcadores de lugar, 78 cartões individuais + 8 números para o seating plan e os 8 marcadores de mesa», conta-nos a Alexandra.
«Segundo me informaram, os noivos gostavam de manchas de pintura, papéis diferentes e caligrafia, e as cores-base deveria ser o azul noite e o dourado. A partir dai, estive à vontade para fazer a minha interpretação – faltavam uns dias para o evento e não havia tempo para fazer provas.
Usei dois papéis com algodão e caligrafia manipulada digitalmente com manchas de aguarela de três azuis para o azul ter mais expressão, com sobreposição de tinta de cor ouro. Só os números dos marcadores de mesa é que foram pintados à mão.

Foi-me dito que a minha proposta superou as expectativas e que os noivos adoraram, simplesmente, que estavam muito felizes. Não foi um processo normal, faltou a habitual cumplicidade, mas gostei muito do resultado e de ter contribuído de forma anónima para o dia de Tonia & Mario.»

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Falem com a Alexandra Barbosa sobre o tipo de estacionário que imaginam para o vosso casamento: a equipa d’ A Pajarita terá muito gosto em torná-lo realidade. Como vêem, os milagres acontecem – mas será sempre muito melhor tratar de todo o processo com a devida antecedência.

Não deixem de ler todos os artigos que já publicámos sobre o trabalho d’A Pajarita – um sonho.

Susana Pinto

Casamento na Quinta d’Arrochada: Joana + Diogo

Hoje temos para vos mostrar o dia bonito da Joana + Diogo, na Quinta d’Arrochada, e que bonito que é.

Há um sorriso doce na cara da Joana e uma cumplicidade táctil no olhar dos dois que nos deixa de coração quentinho – não é preciso uma festa épica para que o dia do vosso casamento seja memorável.

O que faz isso, verdadeiramente, são todas as emoções partilhadas, o amor nos olhos e junto à boca, a cada palavra, a cada abraço, a cada olhar.

Os convites, detalhes bonitos e decoração floral ficaram a cargo de A Pajarita, fornecedora seleccionada do Simplesmente Branco, sempre com um olhar muito feminino e delicado sobre todos os detalhes.

Ora espreitem (e tenham um óptimo fim-de-semana!):

 

 

 

 

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Quando a resposta foi sim, só conseguimos imaginar que nos aguarda uma vida repleta de momentos mágicos e inesquecíveis. O nosso dia foi apenas um deles. Cheio de amor, felicidade, família e amigos e a chuva do São Pedro para abençoar!

 

 

 

 

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Não podíamos estar mais calmos. Fizemos tudo com tempo e pensámos bem naquilo que queríamos. Organizámos tudo e vivemos a nossa contagem decrescente sem grandes preocupações, ansiosos por vivermos o nosso dia.

 

Em que momento da organização do casamento é que sentiram, «é mesmo isto»?

Quando escolhemos o vestido e o fato foi quando tivemos mesmo aquele clique do “isto vai mesmo acontecer!”.

 

 

 

 

 

 

O resultado é fiel às ideias iniciais ou muito diferente? Contaram com alguma ajuda?

Acho que teria sido impossível termos vivido e aproveitado tão em pleno o nosso dia sem ajuda. As nossas famílias e amigos ajudaram-nos e apoiaram-nos muito. Mas, a Alexandra Barbosa, d’A Pajarita foi a ajuda principal! Toda a decoração e estacionário foram feitos por ela e não podia ter sido mais perfeito. Ela conseguiu transpor no seu trabalho, os nossos gostos e a nossa forma de estar na vida. Por outro lado, a Goreti e o Júlio, donos da Quinta d’Arrochada, foram incivelmente prestáveis e impecáveis do início ao fim, fazendo de tudo para realizar todos os nossos desejos.

 

 

 

 

 

 

 

 

O que era fundamental para vocês? E sem importância?

O fundamental era aproveitarmos o dia e vivê-lo da melhor forma possível. Claro que também era fundamental que os nossos convidados também o fizessem. A ideia, dado que estariam lá reunidas todas as pessoas de quem mais gostamos, era que todos nos sentíssemos em casa, num grande encontro familiar.

 

 

 

 

 

 

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

O mais fácil foi a escolha d’A Pajarita e do fotógrafo André Tavares. Tivemos a certeza assim que falámos com eles! O difícil foi aguentar a ansiedade pelo dia!

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Sem dúvida que o discurso feito pelo Diogo. Não é todos os dias que podemos reconhecer a todas as pessoas que nos são mais especiais tudo aquilo que fizeram por nós… Foi o pico sentimental tanto para nós, como para os convidados.

 

 

 

 

 

 

E o pico de diversão?

Quando os convidados dançaram e rodaram com o vestido da Joana.

 

Um pormenor especial…

As montagens que fizemos em paletes de madeira com fotografias nossas. O objetivo era contar uma história, a nossa história. E a nossa história começou não apenas quando nos conhecemos, mas desde que nascemos e crescemos, ao lado das pessoas de quem mais gostamos e que não só fazem parte da nossa felicidade, como também contribuíram para que ela acontecesse. Por isso, montámos fotos que ilustram os nossos caminhos, primeiro até nos conhecermos, desde bebés, ao lado da família e amigos que fizeram de nós quem somos hoje, e, depois, a partir do momento em que nos encontrámos e começámos a caminhar juntos.

 

 

 

 

 

 

Agora que já aconteceu, mudavam alguma coisa?

Não alterávamos nada no nosso dia. O dia foi perfeito do jeito que foi! Mesmo com toda a chuva…!

 

 

 

 

 

 

 

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Aproveitem todos os bocadinhos do dia ao máximo e sem nervosismos. Vão ficar com a sensação de que não o podiam ter vivido de melhor forma! Ah, e confiem na escolha do fato por parte do noivo e deixem que ele vos surpreenda…!!

 

 

 

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites, materiais gráficos, bouquet de noiva e decoração: A Pajarita;

espaço e catering: Quinta d’Arrochada;

bolo dos noivos: Alpha 5, decorado por A Pajarita;

fato do noivo e acessórios: Prassa;

vestido de noiva e sapatos: Pronovias e Sopel

maquilhagem: Delminda Silva

fotografia e vídeo: André Tavares Wedding Photographer;

luzes, som e Dj: Rui Melo.

 

Marta Ramos

O meu quadro preferido de Monet, por A Pajarita

O Passeio, Mulher com Sombrinha (1875), também conhecido como Madame Monet e o Filho, ou ainda como Camille e Jean na Colina, está entre os quadros mais famosos do pintor impressionista Claude Monet. A obra inclui-se nos trabalhos pintados por Monet durante os verões 1875 e 1876, que retratam o jardim da sua casa em Argenteuil e campos cobertos de papoilas perto de Colombes e Gennevilliers. A luz e a brisa parecem sair da tela e contagiar-nos com frescura.

Doze anos após este quadro, e já viúvo, Monet regressa ao tema, criando duas composições que também são muito famosas: Ensaio de Figura ao Ar Livre, Voltada à Direita e Ensaio de Figura ao Ar Livre, Voltada à Esquerda. Esta última encontra-se exposta no Museu d’Orsay, em Paris, e serviu de inspiração para a sessão fotográfica que Alexandra Barbosa e a A Pajarita arquitectaram com o fotógrafo Bruno Ribeiro, combinando estacionário e flores com muita classe.

Este projecto, (para mim) tão sensorial, concilia a textura do papel com uma pincelada expressiva em tinta acrílica, com a subtileza da aguarela e impressão. – Alexandra Barbosa

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Não deixem de falar com a Alexandra Barbosa sobre o tipo de cenário que imaginam para o vosso casamento: a equipa d’ A Pajarita terá muito gosto em torná-lo realidade. Pode mesmo partir do vosso quadro preferido, já tinham pensado nisso?

 

Créditos:

estacionário e styling floral: A Pajarita
fotografia: Bruno Ribeiro

Susana Pinto

Like in a dream: inspiração para um casamento de Inverno

Na semana passada recebi um email simpático da Liliana de Sousa, organizadora de casamentos e dias bonitos, que vive em França.
A Liliana apresentou-se e enviou-nos uma bonita sessão fotográfica feita no Inverno. Por cá estamos doidos por sol e calor, mas estas imagens transpiram uma intimidade e conforto tão românticos, que nos põem a suspirar pelo lusco-fusco, vinhos doces e encorpados, e mantinhas de caxemira

Conta-nos a Liliana, sobre o seu trabalho:

“Hoje sou wedding planner em França e acompanho os noivos durante a fase de preparativos e faço o meu melhor para ver os olhos dos casais a brilhar de amor e felicidade, neste dia que é o deles. Sou uma apaixonada por histórias de amor e uma eterna romântica. Adoro entrar na cabeça dos noivos e perceber aquilo que desejam para o seu casamento e, sobretudo, adoro a relação que construo e vivo com eles neste processo.”

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Inspiração para casamento de Inverno.

 

Sobre este editorial, que inclui estacionário delicado de A Pajarita:
“Queria mostrar que podemos casar no Inverno, mesmo em França! Escolhi noivos com uma identidade forte para mostrar que não é forçoso seguir estereótipos para casar, podemos e devemos assumir quem somos realmente.
Imaginei este editorial como sendo um sonho, porque gosto que os meus editoriais contem uma história, daí o título “Like In A Dream”.
A noiva chama-se Julia. Uma manhã, cruza-se com um desconhecido no Jardin des Tuileries, em Paris, a caminho do seu emprego. Nessa noite, quando adormece, sonha que se casa com ele. Até que um barulho a acorda, esse mesmo desconhecido entra no quarto dela. Foi tudo um sonho ou é realidade?”

 

Planeamento, produção e coordenação:  Analil Ma Wedding Planner;

fotografia: guillauem Blanchon;

vídeo: Julien Zolli Filmaker;

estacionário: A Pajarita;

espaço: Les Bonnes Joies;

florista: Girls & Roses;

alianças e joalharia: Alice magnin;

makeup e hairstyle: Amarylis Green Beauty;

fato: L’Apieceur;

acessórios noivo: The French Game;

laço: Jicqy;

lanterna e grinaldas luminosas: Skylantern;

sinal luminoso “bar”: Just a Spark;

Bolos: Studio 53

vestido: L’Amoureuse by Ingrid Fey;

modelos: Manon & Kevin.