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Susana Pinto

À conversa com: Sublime Films – filmes de casamento

Hoje conversamos com a Marta e Rui, a dupla que assina como Sublime Films – filmes de casamento.

Falamos sobre desafios, o que é importante e fundamental e como se cria empatia com o casal que se senta à nossa frente.

Venham conhecê-los!

 

Cada casamento é um casamento e, apesar de muita gente achar que “são todos iguais”, a verdade é que as coisas não são bem assim. Todos os casais têm expectativas, famílias e formas de expressão diferentes. Tudo isso é um desafio! A isto temos de somar o facto de ser tudo momentâneo e irrepetível, o que faz com que o foco e sensibilidade tenham de funcionar em conjunto.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, ao vídeo de casamento.

O nosso percurso é muito pouco linear e apesar de já trabalharmos com marca própria desde 2014, muitas coisas mudaram e se alteraram ao longo dos últimos anos.

Ambos tirámos o curso de Ciências da Comunicação. No segundo ano de licenciatura propuseram-nos escrever, realizar, filmar e editar um programa de televisão e nós aceitamos o desafio. A Marta era uma das apresentadoras do programa e o Rui, além de apresentador, também editava e filmava. Podemos dizer que foi aí que começou o gosto pela edição e captação de imagem.

Depois de editar vários vídeos para o curso e para alguma empresas, o Rui recebeu uma proposta para filmar um casamento e aí percebeu que este era um mercado cheio de potencial e resolveu começar a pensar na própria marca.

Algum tempo depois convidou a Marta para embarcar no projeto e ela aceitou! A Marta sempre adorou casamentos e edição de vídeo (que fazia na altura como jornalista), e como não se sentia realizada profissionalmente, resolveu arriscar!

 

Há quanto tempo filmam? E porquê casamentos?

O Rui filma desde 2012 e a Marta desde 2014. Na verdade nem sabemos bem explicar o porquê. Os casamentos entraram na nossa vida por acaso e, quando reparámos, já estávamos envolvidos neste mundo e apaixonados por filmar alguns dos momentos mais felizes da vida das pessoas. Além disso, é um desafio constante, e o facto de lidarmos com tantas pessoas diferentes fez-nos crescer muito, não só a nível profissional como pessoal!

 

Como construíram a vossa assinatura, o vosso ponto de vista? Como é que o definem?

Acreditamos que ainda estamos a construir a nossa assinatura e achamos que assim vamos continuar (pelo menos nos próximos anos). Estamos constantemente a evoluir e sentimos esse crescimento de ano para ano. Conforme vamos fazendo casamentos, vamos tentando evoluir e melhorar sempre. No entanto, nós costumamos dizer que não trabalhamos com “fórmulas”. Achamos que cada casamento é um casamento, as pessoas e a forma como lidam umas com as outras também é o que cria a energia do vídeo e nos inspira!

 

 

Num casamento, para onde olham, o que vos prende a atenção? O que procuram?

Costumamos dizer que os noivos são importantes mas que não são  a única coisa a que devemos dar importância. Ou seja, achamos fundamental captar aquilo que vêem todos os dias mas a que não prestam atenção: desde objetos antigos e com história, até ao andar descalço pela casa por exemplo… Todos esses pormenores nos prendem atenção. Quando escolhemos filmar certas coisas, costumamos pensar se daqui a dez anos aqueles pormenores vão fazer a diferença naquilo que irão sentir, ao relembrar o casamento.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Sabemos que é um pouco cliché, mas o que nos inspira são desde os momentos felizes que temos, aos mais dolorosos, a uma comida nova que experimentamos ou filme que vimos. Às vezes a inspiração surge do nada, enquanto conduzimos ou antes de dormir, e às vezes queremos que ela apareça mas achamos que anda perdida por aí!

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Quando queremos mesmo desligar, gostamos de estar com pessoas que em nada estão ligadas a este mundo dos casamentos.  As nossas famílias e alguns amigos ajudam-nos a desligar e a perceber que há outras coisas interessantes para falar. Também gostamos de viajar ou ver séries no sofá e experimentar comidas de países diferentes. O Rui também costuma jogar PS4 e a Marta pratica yoga!

 

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Para nós é importante conversar e a conversa não tem de ser relacionada com o casamento. Achamos importante, acima de tudo, conhecer a pessoa. Muitas vezes começamos por falar do casamento e terminamos a debater as últimas séries que vimos ou as bandas favoritas que temos. Este tipo de conversas ajuda-nos a criar uma “ligação”, tendo em conta os pontos que temos em comum, o que facilita imenso a fluidez do trabalho no dia do casamento.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Sinceramente é difícil escolher. A verdade é que já fizemos casamentos grandes e pequenos, nacionais e internacionais e chegamos conclusão que a diferença que existe entre eles é o que nos motiva neste trabalho. Achamos que se a nossa agenda se resumisse a casamentos pequenos ou a festas de arromba acabaríamos por entrar na monotonia.

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é o facto de conhecermos sítios bonitos enquanto fazemos o que gostamos. Achamos que não há maior privilégio do que esse! O mais desafiante é sem dúvida o “improviso”. Cada casamento é um casamento e apesar de muita gente achar que “são todos iguais”, a verdade é que as coisas não são bem assim. Todos os casais têm expectativas, famílias e formas de se exprimir diferentes. Tudo isso é um desafio! A isto temos de somar o facto de ser tudo momentâneo e irrepetível, o que faz com que o foco e sensibilidade tenham de funcionar em conjunto.

 

 

Escolham um filme favorito do seu portfolio e contem-nos porquê:

Sinceramente, não conseguimos escolher um vídeo favorito. Ao longo deste nosso percurso, percebemos que cada vídeo tem o seu próprio valor. Cada vez que olhamos para o nosso portefólio percebemos que todos os vídeos são diferentes, não só no estilo musical, como nos lugares ou na energia do casamento e isto faz com que seja impossível escolher apenas um.

 

 

Os contactos detalhados da Sublime Films estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Marta e o Rui directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Funtoche – animação infantil para casamentos

Hoje a nossa convidada para dois dedos de conversa, é a simpática Andreia Fernandes, que está à frente da Funtoche – animação infantil para casamentos.

A Funtoche – animação infantil para casamentos é nossa cliente desde o início, e tem sido um prazer ver este projecto crescer com passos firmes, rumo a uma grande aventura. Isto é resultado da visão da Andreia e Paulo Fernandes, da forma profissional como se apresentaram – desde o primeiro momento – ao mercado de casamentos em Portugal, e do talento e prazer genuínos com que animam os mais pequeninos, deixando espaço para que os casamentos em que estão a trabalhar sejam muito felizes, tranquilos e descomplicados para os jovens pais convidados.

Nos casamentos, temos a oportunidade de proporcionar às crianças (que estão numa festa infindável para elas), momentos de diversão constante que nunca mais vão esquecer. Já houve crianças, na semana seguinte, a pedirem aos pais para voltarem à festa de casamento, porque queriam brincar mais com os Piratas… isto diz tudo!

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até à criação da Funtoche.

Sempre adorei crianças, a minha mãe tinha um Colégio e eu sempre cresci no meio delas. Acabei por tirar o curso de Professora de 1º ciclo e leccionei durante 5 anos.

 

Há quanto tempo te dedicas à animação infantil? Porque escolheste este serviço para os mais pequeninos?

Desde o secundário que fazia, por hobby, animações infantis ao fim-de-semana.

Só quando fiquei grávida do meu 1º filho é que decidi que tinha de me dedicar a tempo inteiro ao meu projecto Funtoche e foi aí que ele cresceu! Escolhi este serviço por sentir que havia falta de ofertas com profissionalismo neste área.

 

Nestes tempos globais em que todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração para as tuas histórias e serviços?

A nossa primeira fonte inspiração são mesmo as crianças, os seus gostos e personagens preferidas, os novos temos de desenhos animados que surgem, etc..

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

Funtoche - animação infantil para casamentos

Funtoche - animação infantil para casamentos

A tua atenção alterna entre a tua família e os filhotes dos outros. Esse equilíbrio é difícil?

Acaba por não ser difícil agora, pois o meu tempo inteiro é para este projecto e para formar permanentemente a equipa de animadores que temos. Já não fazemos animação infantil como fazíamos no início, em 2010 quando a Funtoche foi criada. Mas estamos sempre disponíveis e empenhados em crescer e melhorar os nossos serviços.

 

Quando precisas de recuperar as energias, para onde olhas, o que fazes?

Passo tempo de qualidade com a minha família e amigos. Faço uma viagem, saio um pouco do frenesim do dia-a-dia.

Foi o que fizemos recentemente, quando decidimos ir viver 4 meses para os EUA, com os nossos filhotes. Recuperámos energia e trouxemos novos projectos para os quais nos sentimos inspirados, por não estarmos neste corre-corre!

 

Qual é a melhor parte de ser um animador infantil, numa festa como o casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é levarmos alegria e momentos inesquecíveis a qualquer festa e a qualquer criança, sem dúvida.

Nos casamentos, temos a oportunidade de proporcionar às crianças (que estão numa festa infindável para elas), momentos de diversão constante que nunca mais vão esquecer. Já houve crianças na semana seguinte a pedirem aos pais para voltarem à festa de casamento, porque queriam brincar mais com os Piratas… isto diz tudo!

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

Funtoche - animação infantil para casamentos

Funtoche - animação infantil para casamentos

 Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – são contextos diferentes para o teu serviço? Qual é o teu formato de festa favorito?

Todos os contextos e todas as festas são os nossos favoritos, desde que tenham crianças.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como crias a ligação com os teus clientes?

A ligação é estabelecida no contacto inicial com o cliente, na reunião que fazemos antes do evento, para nos conhecemos melhor e definirmos os timings de actuação da animação, e com a nossa disponibilidade constante.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Estas são as nossas imagens preferidas.

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

Funtoche - animação infantil para casamentos

A primeira, com os noivos, porque foi um dos primeiros casamentos que realizámos em 2011 no Coconuts, uma família muito querida para nós que ainda hoje é nossa cliente!

A segunda porque retrata perfeitamente o carinho e dedicação que levamos e damos em cada festa e animação! Conquistamos sempre os vossos convidados de palmo e meio!

 

Os contactos detalhados da Funtoche estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens divertidas e cheias de boa disposição e contactem directamente a Andreia Fernandes através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

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Susana Pinto

À conversa com: D10Photo – fotografia de casamento

Hoje conversamos demoradamente com a dupla David Pereira e Sara Gomes, que assinam como D10Photo e fazem fotografia de casamento.

É o trabalho deles que ilustra o nosso outro site, We are The Destination, e as suas imagens são muito, muito bonitas e intemporais. Há sempre uma leveza permanente no seu registo, nada intrusivo, apenas muito orgânico e natural. Tudo flui, como uma brisa, e para isso é preciso talento e confiança no que se faz.

Fiquem a conhecê-los, e ao seu belo trabalho, um pouco melhor.

 

Damos muito nos casamentos, mas recebemos imenso e isso é mágico.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

O David formou-se como arquitecto, mas ainda não tinha acabado o curso quando decidiu aliar o gosto pela fotografia à oportunidade de ir trabalhar com um fotógrafo de arquitectura. Ficou-se pela fotografia de arquitectura durante uns anos, e, depois de ter trabalhado com outros fotógrafos em alguns casamentos, teve um convite para fotografar um casamento com 6 pessoas e foi aí que se apaixonou pelos casamentos.

A Sara formou-se em fisioterapia, mas sempre teve uma curiosidade aguçada e muito crítica relativamente ao que o David ia fazendo. Basta dizer que sempre que o David chegava após um dia de casamento, a Sara queria saber tudo e pedia para ir ver todas as fotografias. Mesmo hoje em dia, em que fotografamos quase sempre juntos, ela quer ver as fotos quando chegamos a casa, não importa a hora! Há cerca de três anos que ela decidiu arriscar no mundo da fotografia de casamento e, desde então, estamos nesta aventura a dois.

 

D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

Desde 2010 que fotografamos, mas o tal casamento de 6 pessoas que iniciou esta jornada foi no final de 2014.

Damos muito nos casamentos, mas recebemos imenso e isso é mágico. Por muitos casamentos que já tenhamos feito, há sempre um borbulhar na barriga antes de começar.

 

Como o definem e como construíram essa assinatura?

Somos muito descontraídos e gostamos de passar despercebidos e isso reflecte-se na forma como fotografamos. O que nos caracteriza é mesmo isso, mostramos o nosso ponto de vista, o que vemos, da forma como somos.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

É principalmente às coisas boas do dia-a-dia e que nada têm a ver com casamentos, apesar de acompanharmos o que os nossos colegas vão fazendo e isso também nos inspirar.

Cinema, arquitectura e criativos são as nossas principais fontes de inspiração.

 

D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Viajar é a nossa fuga. É a forma que encontramos para restabelecer as energias e voltar a ver o mundo como crianças. Adoramos conhecer cidades novas, mas não dispensamos estar em contacto com a natureza.

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar casamentos estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

Sim, é diferente, mas tende a ser cada vez menor essa diferença. Mesmo dentro de Portugal é diferente fotografar um casamento no Norte, Centro ou Sul, e isso é maravilhoso.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Após o primeiro contacto, normalmente por email, o que mais nos interessa é conhecer o casal e tentar que eles nos conheçam. Nada melhor que uma boa conversa, relaxada e informal. Gostamos de chegar ao casamento e sentir que fazemos parte da festa.

 

D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa D10Photo: fotografia de casamento em Lisboa Casar no L'And Vinyards, no Alentejo: fotografia de D10Photo.

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

O mais importante é que se identifiquem com o nosso trabalho, isso é tudo para nós, mas temos um gosto especial por casamentos pequenos, em que seja uma festa constante.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Diríamos que o melhor são as pessoas e as suas histórias, juntamente com todos os locais novos que conhecemos. Tal como dissemos no início, damos muito nos casamentos, mas recebemos imenso, e isso é especial.

Desafiante é estarmos a registar um dia de festa que é único e que não se repete.

A mais difícil é tudo aquilo que fazemos para além de fotografar, e que passa maioritariamente despercebido, mas que nos ocupa muito tempo.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portefólio e contem-nos porquê:

Acho que todos devemos dizer o mesmo, mas é quase cruel ter de escolher uma imagem.

Não sei se é a nossa favorita, não é perfeita, mas foi feita num dos últimos casamentos, com uns noivos apaixonantes e que nos deixaram viver o dia deles.

 

D10 Photo - fotografia de casamento

 

Os contactos detalhados da dupla D10Photo estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o David Pereira e a Sara Gomes directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: InLove Unique Weddings, convites de casamento

Hoje conversamos com a Rita Pedro e a Inês Marujo, que assinam como InLove | Unique Weddings e fazem convites de casamento e todo o estacionário, sinalética e detalhes que completam este interessante conjunto.

A Rita e a Inês estudaram design na Faculdade de Belas-Artes (por onde eu também passei), uma casa artística onde se aprende a pensar e a olhar para as coisas de uma forma mais ampla, crítica e complexa. É uma grande escola de onde se traz uma óptima bagagem para a vida profissional, e isso é claríssimo na qualidade do trabalho que fazem.

Se gostam de detalhes, de pormenores surpreendentes e ricos, e de trabalho artesanal, no verdadeiro sentido da palavra (pensem em caligrafia, em aguarela, em sinetes), então a InLove | Unique Weddings é, claramente, o vosso fornecedor de convites de casamento!

Acredito que um bonito convite de casamento é para guardar para sempre, é o início de uma história de amor que culmina no grande dia! Como designer, gosto de pensar que todas as peças que desenho cumprem uma determinada função (nem que seja só a de nos deslumbrar!) e o estacionário de casamento tem objectivos: orientar, informar ou divertir, e integrar-se e reflectir o ambiente onde é colocado.

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional, do design gráfico para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?

Ambas temos formação em design industrial e foi nessa área que trabalhámos, depois de terminarmos a faculdade. Uma em design de exposições e interiores, e a outra em design cerâmico. Passados uns anos juntámo-nos para trabalhar por conta própria em design corporativo. Na altura em que decidimos fundar a marca InLove, as empresas tinham desinvestido na comunicação e o mercado corporativo (sobretudo para as pequenas agências) estava muito complicado. Começámos a explorar outro tipo de trabalhos e quando a Rita se casou decidimos tornar a coisa mais séria e, depois de muita pesquisa, percebemos que havia espaço para desenvolver um trabalho de qualidade, diferenciado e criativo.

 

Há quanto tempo trabalham nesta área? E porquê este universo dos casamentos?

Já trabalhamos na área dos casamentos e eventos há 7 anos, é uma área muito satisfatória. Eu, Inês, enquanto noiva, tive um casamento muito atípico, porque sempre achei esta temática desinteressante e (na falta de melhor expressão), foleira. Quando me propus a ajudar a Rita no seu “projecto”, percebi que se calhar estava a ver as coisas pela perspectiva errada e como designer tinha espaço para contribuir para melhorar a oferta. Trabalhámos muito para conhecermos este universo, que é bem grande e diversificado e, felizmente, cada vez com melhores profissionais.

 

Como definem o vosso trabalho e como construíram essa assinatura?

A nossa distinção principal é a personalização. Nunca desenhamos dois convites iguais nem pensamos dois conceitos similares. Cada casal tem uma história, tem gostos e preferências diferentes, por isso propomo-nos sempre a fazer algo completamente ao seu gosto. Formámo-nos na Faculdade de Belas-Artes, uma escola que nos ensina a olhar de forma crítica, analítica e apaixonada para cada projecto, a criar um conceito e a desenhar uma história para cada desafio que nos colocam.

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheram para explorar e trabalhar este ano? Porquê?

Este estilo sempre fez parte, apesar de já termos tentado explorar outras abordagens (como termos algumas colecções de estacionário para consumo mais “imediato”), mas a verdade é que os clientes que nos procuram querem essa proximidade, esse poder escolher exactamente o querem e como querem. O que temos vindo a perceber é que de facto imprimimos muito do nosso estilo pessoal às técnicas que decidimos explorar, como a caligrafia, as aguarelas e outros trabalhos mais manuais.

 

Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (16) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (15) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (14) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (13)

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Por acaso não tem sido muito. Gostamos de ir acompanhando o que se escreve e o aquilo de que se fala, mas nunca deixámos que isso determinasse a nossa linha de trabalho.

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

No início da InLove perdíamos um pouco o “rasto” aos trabalhos que fazíamos e na verdade poucas vezes chegávamos a ver o resultado in loco. A nossa experiência no desenho e decoração de interiores impeliu-nos a alargar os nossos serviços a esta área e, como consequência, neste momento a maioria dos casamentos que fazemos envolve toda a parte de styling e decoração, o que faz com que o “controlo” sobre o resultado seja maior, o que para nós é muito mais gratificante. De qualquer forma, temos alguns trabalhos em que apenas desenhamos 2 ou 3 peças de estacionário, mas que nos dão um tremendo prazer pelo desafio criativo e técnico que apresentam.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicam, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?

Não acredito em fórmulas, acredito na experiência e em aprendermos com ela. Há muitos erros que já não cometemos, muitos conselhos que podemos dar e muitas sugestões que fazemos, tudo isto de forma a que cada trabalho corra da melhor maneira, mas sim, privilegiamos fazer tudo de raiz e cada evento traz sempre algo novo.

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Obviamente acompanhamos sempre o trabalho dos nossos colegas e parceiros e das publicações de referência, mas também tentamos olhar para outras áreas como a cerâmica, a arquitectura ou a moda.

 

Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (12) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (11) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (10)

Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (9)

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

No fim de 2016 fizemos o nosso maior reset quando percebemos que estávamos a planear a época seguinte exactamente da mesma forma que a anterior. Concluímos que havia coisas que já não nos satisfaziam e que os nossos clientes se estavam a tornar cada vez mais exigentes e informados. Então decidimos mudar, evoluir. Procurámos soluções diferentes, sobretudo no que diz respeito aos acabamentos em papel, começámos a fazer mais trabalho manual, voltámos a desenhar à mão, foi um back to basics que nos trouxe coisas boas e um salto muito grande no nosso portefólio. Começámos também a desenhar e produzir muitas peças de decoração que agora temos ao dispor dos nossos clientes e parceiros. Na verdade o sítio para onde olhamos é para nós mesmas e não para os outros, em vez de tentarmos correr atrás do que achamos que os outros vão gostar, procuramos perceber aquilo em que somos boas e que nos levará a oferecer o melhor serviço/produto possível.

 

Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?

Não vamos ser hipócritas e dizer que é o mais importante, acho que aquilo que os convidados realmente retêm na memória depois de um casamento, é se a comida era mesmo boa e a música animada, mas obviamente não podemos dar a resposta de forma tão simplista. Acredito que um bonito convite de casamento é para guardar para sempre, é o início de uma história de amor que culmina no grande dia! Como designer, gosto de pensar que todas as peças que desenho cumprem uma determinada função (nem que seja só a de nos deslumbrar!) e o estacionário de casamento tem objectivos: orientar, informar ou divertir, e integrar-se e reflectir o ambiente onde é colocado. Podemos falar aqui de criar uma identidade visual para todo o casamento e queremos acreditar que o estacionário desempenha um papel de relevância e por isso deve ser pensado com cuidado e carinho.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Actualmente temos muitos clientes estrangeiros que tratam de todo o processo (escolha de fornecedores, adjudicações e compra efectiva) à distância, e nesses casos falamos essencialmente via email ou skype. De qualquer forma privilegiamos sempre o contacto pessoal, gostamos que venham conhecer o nosso espaço, falar connosco, tocar nas peças que temos para mostrar, sentir as texturas dos papéis, ver todos os formatos. Os clientes noivos não são geralmente clientes de repetição, o que nos dá apenas uma hipótese de fazer as coisas bem, por isso gostamos da proximidade, sentimos que nos ajuda a criar melhor. Ouvimos as suas histórias, tentamos perceber o que esperam do grande dia, apresentamos sugestões e um orçamento. Trabalhamos sempre com um orçamento aprovado pelo cliente e depois começamos a desenhar, até estarem satisfeitos.

 

Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?

O universo dos casamentos permite-nos explorar toda a nossa criatividade, desenhar coisas sempre diferentes, testar novos papéis e novos acabamentos, e para nós, enquanto designers, isso é maravilhoso. A outra grande vantagem é trabalharmos com o “cliente final” e quem já trabalhou em design corporativo percebe o que quero dizer. Aqui temos contacto directo com quem vai “consumir” o que desenhamos e o seu feedback é imediato, ainda mais porque estamos a acompanhar um período extremamente emotivo e significante para os nossos clientes. O mais difícil às vezes é perceber o que os noivos pretendem, as inspirações são tantas e tão variadas, que é fácil perderem-se e só quando vêm algo já concretizado é que percebem que afinal não era nada daquilo que queriam.

 

Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (8) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (7) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (6) Best Of dos convites e estacionário In Love de 2018 (5)

Escolham o convite de que mais gostam no vosso portefólio, e conte-nos porquê:

Curiosamente não é nenhum convite de casamento, foi o convite que fizémos para um evento no Tivoli Palácio de Seteais. Tivemos total liberdade criativa e de produção. Obviamente, pensámos em algo que sugerisse uma identificação imediata com aquele espaço e com o acontecimento em questão, mas o cliente permitiu-nos desenhar o que queríamos e escolher as técnicas que considerámos mais adequadas, e foi um sucesso! Um papel de algodão maravilhoso em impresso em letterpress e estampagem dourada, dentro de um envelope rosa pálido, com uma fotografia do palácio no interior da pala e selado com lacre dourado. Elegante e simples, mas inesquecível, como nós gostamos.

 

Convite - In Love Unique Weddings - convites de casamento

 

Os contactos detalhados de InLove | Unique Weddings, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Inês Marujo e a Rita Pedro directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: Quinta do Hespanhol – espaço para casamentos

Hoje a conversa é com a equipa da Quinta do Hespanhol, um espaço para casamentos nos arredores de Lisboa, em Torres Vedras.

Fiquem a conhecer em detalhe este espaço mágico e muito romântico, onde uma equipa muito empenhada e atenta vos conduz até ao mais bonito dos dias.

Todos os anos conhecemos casais que nos inspiram e que nos marcam. O melhor que posso dizer é que todos eles depositam totalmente a sua confiança em nós, dando-nos liberdade criativa, desafiando-nos a criar coisas novas e, simplesmente, relaxam e aproveitam todas as partes boas deste processo!

Contem-nos um bocadinho do vosso percurso, como vieram parar ao universo dos casamentos?

Começámos a fazer eventos há mais de 30 anos, inicialmente mais corporativos do que sociais, mas com o tempo focámo-nos mais nos casamentos. É difícil atribuir uma só razão, mas ainda bem que assim foi, os casamentos são muito mais pessoais e desafiantes que qualquer outra festa, não só devido às expectativas criadas após anos a sonhar com este dia como o facto de ser um momento único na vida do casal, um dia que querem partilhar com a pessoas de quem mais gostam, sem terem de se preocupar com mais nada, a não ser desfrutar.

 

ESpaço para casamentos com cerimónia civil ao ar livre: Quinta do Hespanhol  ESpaço para casamentos com cerimónia ao ar livre: Quinta do Hespanhol Espaço para casamentos com cerimónia ao ar livre

A imagem de marca da Quinta do Hespanhol é, na minha opinião, um estilo rústico, campestre e muito romântico. Concordam com esta definição?

Descreve muito bem o estilo da Quinta. O campestre devido, claro, ao estar longe da cidade, e a toda a envolvência verde. O rústico devido à essência da Quinta, nós podemos tentar modernizar a decoração mas isso não faz sentido porque não faz parte da sua identidade. E o romântico pela sua história, aliás, por todas as histórias, as da nossa família e as de todos os casais que por cá passaram. A Quinta acaba por ser o “palco” de um dos dias mais especiais da vida dos nossos noivos, não só acredito que marque muitos deles, como também muitos marcaram a Quinta, é isso sem dúvida que influencia a essência de um espaço.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

Sem dúvida que não foi escolhido, acredito que com os anos e as histórias que passaram na Quinta, ela foi ganhando carácter, isto não é algo que seja possível criar da noite para o dia, não é algo que seja possível escolher.

Se impusermos um estilo a um sítio, nunca vai haver ligação, é algo que precisa de ser trabalhado e que tem que fazer sentido.

Há uns tempos  a mãe de uma noiva disse-nos algo que nos marcou: “visitámos muitos espaços, muitos com opções dentro do mesmo estilo e até com objectos de decoração iguais, mas pareciam só “postos lá” de propósito, aqui eles pertencem…”.
A lição é esta: não vale a pena forçar estilos para vender casamentos, devemos ser fiéis a nós mesmos e à identidade e natureza do espaço.

 

espaço para casamentos com cerimónia ao ar livre: Quinta do Hespanhol Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol Espaços para casar: Quinta do Hespanhol

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

Depende, há algumas tendências que são pesquisadas e trabalhadas de modo a convergirem com o nosso estilo, e há outras que simplesmente acontecem…! A maioria dos nossos casais interessa-se muito por decoração, e, felizmente têm muito bom gosto e vão ao encontro do nosso estilo.

Quando um casal nos apresenta ideias novas e estilos diferentes, depois das trabalharmos e pormos em prática, muitas vezes acabam no inspiration board do próximo ano!

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

O controlo das decisões não é, de todo, um objectivo nosso. Cada casal é diferente, pelo que cada casamento também o deve ser. Com o volume de marcações que temos, há certos aspectos que são difíceis de alterar, mas fazemos de tudo para que noivos sintam que estão a receber os seus convidados em casa e que tudo seja um reflexo da sua personalidade e gostos pessoais!

Recebemos casais que chegam com ideias muito determinadas, com fotografias de outros casamentos para que façamos igual, mas faz parte do nosso processo conhecê-los e, com um bocadinho de liberdade criativa, tornar a festa no “seu” casamento.

Somos perfeccionistas e se houver margem, tempo e meios para melhorar, porque não?

 

Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Passamos longas e apreciadas horas no Pinterest e recolhemos ideias que depois trabalhamos até fazerem parte do nosso estilo. Outra grande fonte de inspiração são os nossos casais criativos e dispostos a arriscar.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Temos boards de inspiração para cada estilo, e quando estamos menos inspiradas, conversamos entre nós, discutir o processo é a melhor maneira de arranjar novas ideias, e tendo em conta a carga criativa dentro da nossa equipa, é uma óptima solução!

 

Espaço para casamentos com salão rústico: Quinta do Hespanhol

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos vossos clientes?

O nosso processo não tem sido tão pessoal como gostaríamos, e para a nova estação queremos organizar as visitas de uma forma mais apelativa: uma primeira visita para conhecer o espaço e os serviços, que é mais impessoal e na companhia de outros clientes, que servirá de filtro para a segunda visita, igualmente colectiva e provavelmente acompanhada pelos pais, e que inclui prova de degustação.

A terceira visita será para a mostra da decoração e aqui a atenção é já mais dedicada, conseguimos conhecer melhor os casais e conversar demoradamente de forma a conhecê-los e perceber o seu estilo, o que os inspira e quais as expectativas que têm para o grande dia.

Recomendamos uma quarta visita cerca de três meses antes do evento e uma reunião para percebermos o progresso da organização do casamento. A quinta visita ocorre um mês antes, para fecharmos todos os pormenores da organização do dia. A sexta visita deverá ser na semana anterior, para depositar todo o estacionário e elementos soltos (seating plan, menus, sinalética, lembranças, peças especiais, etc.).

Fechamos o ciclo com a sétima visita, a melhor de todas: o grande dia!

Este é o cenário ideal, mas é claro que nem todos os casais têm esta disponibilidade, por isso, fazendo as visitas indispensáveis, e reuniões via Skype com os nossos casais que vivem fora do país, organizamos tudo!

 

Bolo dos noivos de verão - na QUinta do Hespanhol Espaço para casamentos nos arredores de Lisboa - Quinta do Hespanhol

Qual é a melhor parte de organizar e decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é, sem dúvida, quando passamos do papel para realidade, a montagem e depois o resultado final quando corre como idealizámos, é algo extremamente gratificante. O grande desafio é a falta de orçamento para decoração, por parte de alguns dos nossos casais que têm ideias com as quais nos identificamos e que queremos mesmo por em prática- é uma ginástica difícil.

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Isso é tão difícil de escolher! Todos os anos conhecemos casais que nos inspiram e que nos marcam. O melhor que posso dizer é que todos eles depositam totalmente a sua confiança em nós, dando-nos liberdade criativa, desafiando-nos a criar coisas novas, e simplesmente relaxam e aproveitam todas as partes boas deste processo!

 

Escolham uma imagem favorita do seu portefólio e contem-nos porquê:

Mais uma pergunta difícil… Há certas imagens que ficam guardadas na memória, muitas vezes porque foi uma estreia (de um novo estilo, de uma nova área, etc..), porque são zonas familiares (como as do viveiro), porque é a nossa equipa, ou pelas emoções que transparecem. No dia, com a correria das montagens, apenas a Sílvia (a nossa coordenadora do dia) acompanha os noivos. Quando recebemos as reportagens fotográficas, mesmo com as belas imagens das decorações, as que nos marca mais  são as que captam o “carrocel” de emoções que os noivos atravessaram nesse dia.

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

 

Contactem a Quinta do Hespanhol através da sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o Miguel Fernandes Thomaz directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

E não deixem de espreitar o casamento bonito da Filipa + Francisco.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com Romã Eventos – organização de casamentos

Hoje conversamos demoradamente com a Rute Carvalho, da Romã Eventos – wedding planning e organização de eventos.

 

O trabalho da Romã Eventos reflecte, sem excepção, a personalidade da sua criadora: sempre doce e luminosa. Conhecemo-nos há algum tempo, numa das minhas muitas idas ao Porto e há sempre uma alegria contagiante, muito risonha, nos nossos encontros, que são menos do que gostaríamos, tenho a certeza!
Fiquem a conhecer melhor o trabalho da Romã Eventos e, nas palavras da Rute, percebam o papel de um wedding planner, que é muito mais premente do que aparenta numa primeira impressão: a importância do processo, a capacidade de conduzir vários intérpretes numa só sinfonia e elevar o dia do casamento, de forma genuína e invisível, ao mais bonito dos dias.

A melhor parte de organizar um casamento é pensar, em conjunto com os noivos, como desejam que seja aquele dia, que energia desejam sentir, como imaginam que os convidados se irão comportar, e, a partir daí, começar a desenhar toda a experiência.

É como se tivéssemos uma varinha mágica nas nossas mãos que torna tudo possível. Com ela, desenhamos algo que, no dia, é invisível aos olhos, mas que vai guiando todos os intervenientes sem que ninguém se aperceba disso.

Conta-nos como começou esta aventura de wedding planning e organização:

A aventura de ser wedding planner e organizar eventos começou há vários anos, mas numa área bem diferente.

Durante onze anos trabalhei em áreas ligadas à educação, política e cultura e, durante esse período, colaborei na organização de vários eventos nessas diferentes áreas. A par de tudo isto, como hobby, ajudava a organizar casamentos e eventos familiares, achando sempre que essas actividades nunca deixariam de ser isso mesmo, um hobby.

Felizmente, houve um momento em que o meu coração falou mais alto e me pediu para ouvir a minha verdadeira vocação e, assim, nasceu a Romã Eventos – Pequenas Sementes Grandes Sonhos.

 

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

Organizar um casamento é coordenar tarefas e um orçamento, mas também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais ou no meio está a virtude?

Quando vejo o processo de organização de um casamento, vejo um lado de project manager em acção, em que se tem de gerir um projecto para que ele seja realizado com uma elevada taxa de sucesso. Contudo, a par disso, como tenho um lado emocional muito activo, o meu nível de empatia com os noivos acaba por ser muito grande e compreendo as suas angústias, receios e ansiedades.

Acredito que o processo é tão ou mais importante do que o resultado. Por isso, empenho-me para que toda a experiência ao longo dos vários meses de trabalho em conjunto seja prazerosa, até mesmo para que, no dia, todos estejam o  mais relaxados possível e confiantes com o resultado final.

 

Tens uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Por natureza, tenho um lado perfeccionista, acho que se dissesse que não, estaria a mentir. Mas tenho consciência de que o resultado é uma sinfonia tocada com vários instrumentos em que o meu papel enquanto wedding planner é ser a melhor maestrina possível e fazer com que a música tenha a melhor melodia. Isso faz com que tenha a capacidade de ouvir várias vozes e vontades para que todas tenham o seu espaço no final.

 

Tens uma assinatura visível no teu trabalho, um estilo próprio e favorito, ou é a voz do cliente que define a totalidade do resultado?

Acredito que somos mediadores dos desejos dos noivos e de quem nos procura. Criamos o projecto em conjunto e tentamos que o resultado seja o mais fiel possível àquilo que idealizaram. Melhor ainda é quando o resultado vai além do que esperavam. Essa é a melhor sensação: sentir que nos desafiámos e superámos as expectativas.

Não sei se existe uma assinatura especificamente minha naquilo que faço, mas estou certa de que, ao dar sempre o meu melhor, isso se reflecte no resultado. Se tivesse de identificar aquilo que distingue o meu trabalho, diria que a delicadeza e o cuidado com o detalhe em todas as composições fazem, sem dúvida, parte da marca que deixo em tudo o que faço.

 

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

Acho que todas as tendências são bastante importantes, quase como um compasso. Ditam ritmos de mercado e de decisões. São óptimas para pensarmos sobre elas, trabalhar sobre algo que é “moda” e tentar reinterpretá-lo de diferentes formas para cada cliente. É bom ter essa consciência e deixarmo-nos inspirar pelo mercado, crescemos sempre um pouco mais e proporcionamos o melhor a quem nos procura.

 

Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens em contratar-te?

O mercado está numa evolução constante, mas ainda assim, por vezes, é possível que algumas pessoas não vejam o papel de uma wedding planner como algo necessário. Não existe mal nenhum nessa visão, apenas é sinónimo de que essas pessoas em particular não necessitam do serviço.

O papel da wedding planner pode ser útil quer para noivos estruturados e organizados, que têm tudo sob controlo, que já têm ideias bastante claras acerca do que desejam, mas não têm tempo para as concretizar, ou para noivos mais espontâneos que vão tomando as decisões de uma forma mais intuitiva.

Ambos os casos são válidos, e há muitos outros. No final, o nosso desejo é que os noivos sintam que tomaram as melhores decisões e fizeram as melhores escolhas ao reunirem a melhor equipa de fornecedores possível para o dia do seu casamento, tendo em consideração as suas expectativas, desejos e o orçamento inicialmente definido.

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação aos teus clientes?

Gosto de sentir que tenho tempo para cada casal, como se eles fossem únicos. Acredito que é o maior luxo que podemos ter e dar, o tempo de qualidade.

Nesse sentido, estar com os noivos com regularidade é algo que faz com que exista mais cumplicidade e que, no final do processo, nos permite sentir que somos amigos desde sempre.

 

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Acho que tenho um lado curioso que faz com que tenha sempre vários “tabs” abertos na minha cabeça, desde a última música da Maria Sampaio Cabral, “Sailor Moon / Yo Soy Dona de Mi”, às fashion weeks nas várias cidades, passando pelas produções dos vários criadores que são os verdadeiros arquitectos de lifestyle.

Acho que o mundo da moda é o que mais influência o nosso trabalho, é uma forma de estar e viver, mas as minhas fontes passam também pelo teatro, cenografia, arquitectura, dança e as artes performativas. A arte, no geral, é uma grande fonte de inspiração no meu trabalho.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

Nesses momentos, procuro fazer algo simples, o que nem sempre é fácil de conseguir quando a agenda está mais preenchida.

Descansar, meditar, praticar exercício físico, viajar, passar tempo de qualidade com os amigos e a família, praticar risoterapia, ler ou ver exposições são aquelas actividades que não dispenso para me manter conectada comigo e libertar a mente.

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de organizar um casamento é pensar, em conjunto com os noivos, como desejam que seja aquele dia, que energia desejam sentir, como imaginam que os convidados se irão comportar, e, a partir daí, começar a desenhar toda a experiência.

É como se tivéssemos uma varinha mágica nas nossas mãos que torna tudo possível. Com ela, desenhamos algo que, no dia, é invisível aos olhos, mas que vai guiando todos os intervenientes sem que ninguém se aperceba disso.

O mais desafiante, ou difícil­, poderá ser gerir as diferentes expectativas da família.

 

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

Esta pergunta não é fácil, acho que temos tido a felicidade de ter casamentos muito especiais e todos os casais trazem a sua história.

A energia do casal faz o dia, são eles que são os grandes anfitriões e isso faz com que nos sintamos sempre uns privilegiados por vermos tudo a partir da primeira fila e sentirmos que somos quase parte da família.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portefólio e conta-nos porquê:

Desenhar o evento e criar o styling é algo que nos enche as medidas, mas quando vemos o brilhozinho nos olhos dos familiares quando olham para os noivos, ficamos totalmente desarmados e sentimos que conseguimos reunir todos os ingredientes para que estejam relaxados, confiantes e, acima de tudo, muito, muito felizes.

Por isso, agradecemos a cada casal que confia no nosso trabalho e nos dá a mão para realizarmos este caminho em conjunto com eles.

 

Romã Eventos -wedding planning e organização de casamentos

Os contactos detalhados da Romã Eventos estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem a Rute carvalho directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Descubram a maestria da Rute Carvalho no mais bonito dos dias Ana + Pedro, na Pousada de Amares, que publicámos recentemente: que doçura de dia!

 

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: Quinta da Quintã – espaço para casamentos

Hoje conversamos com a Joana Coelho, da Quinta da Quintã – espaço para casamentos.

E que bela conversa esta, como vão descobrir.

 

Conheci a Joana quando visitei uma das edições do seu Wedding Weekend, há uns anos largos. Fiquei impressionada com tudo o que vi – o investimento real, palpável, da apresentação da Quinta da Quintã aos seus potenciais clientes (flores frescas e bonitas, estacionário variado e completo, cocktail gostoso e acabado de confeccionar, bolos dos noivos para ver e para provar), o gosto nos detalhes, a qualidade e atenção do e no serviço.

 

Mantive o contacto e o namoro, e fiquei muito feliz quando decidiram juntar-se ao Simplesmente Branco e a nossa relação já vai longa. Porque prestam um serviço de excelência e têm um trabalho óptimo, e porque olhamos para muitas coisas (as fundamentais), da mesma forma.

No último ano temos conversado bastante sobre isto de trabalhar no mercado de casamentos, sobretudo nos dias de hoje, e vamos partilhando as nossas reflexões. Ler, com detalhe, sobre o caminho que percorreram, as escolhas que fazem e o que os move e entusiasma, é abrir a porta de uma casa de sonhos, a Quinta da Quintã, e uma bela lição de profissionalismo.

 

Sabermos ler bem o nosso cliente, estabelecermos com ele esta relação de grande empatia e confiança, e, até, sabermos antecipar as limitações com que nos vamos deparar no futuro para conseguirmos concretizar esta ou aquela visão que ele nos traga, são valências essenciais no nosso trabalho. Conseguirmos manter-nos à tona, com a frescura e o tempo que a relação com cada cliente exige, em tempos em que os eventos se sucedem rapidamente, são desafios diários que procuramos vencer com uma organização e uma cadência de comunicação eficientes.

 

Vem de uma área criativa e está à frente deste projecto ambicioso e de imensa qualidade que é a Quinta da Quintã. O que a trouxe até aqui?

A Quinta da Quintã é uma quinta que está na minha família há muitos anos. A quinta original foi totalmente restaurada e ampliada para acolher a realização de eventos, projecto encabeçado pela minha mãe durante os primeiros anos. A dada altura eu e o João, que vimos ambos de áreas criativas, fomos desafiados pelos meus pais a integrar a equipa, a trazermos eventualmente uma abordagem refrescante a um projecto grande, num mercado imenso e cada vez mais exigente. Na altura tínhamos um atelier de design e outros projectos paralelos, também relacionados com as nossas áreas de estudo – eu tenho formação em design nas Belas Artes e o João em marketing e publicidade – e admito que foi uma decisão difícil, a de darmos este mergulho numa área que nos era um pouco estranha, o mercado dos eventos, e mais propriamente dos casamentos (na verdade, apesar de estarmos juntos há muitos anos, nem sequer éramos casados na altura). Mas o convite soou-nos a desafio, a mergulharmos juntos numa aventura nova – quase sempre trabalhámos juntos, curiosamente -, numa plataforma onde poderíamos aprender coisas, aplicar conhecimentos, dar asas à criatividade e trabalhar com amor, o Amor. Aqui podemos ser tantas coisas, podemos desenhar, esculpir, ilustrar, criar, conhecer pessoas, inspirar, concretizar visões e sonhos, sempre no plano do Amor. E assim foi: viemos já há uma boa dúzia de anos e foi-nos impossível não ficar.

Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography

Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography

Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography

A imagem de marca da Quinta da Quintã é, na minha opinião, um estilo moderno, elegante, muito romântico e versátil. Concorda com esta definição?

É muito interessante ouvir esta definição, vinda de alguém que respeitamos muito. A questão da definição de um estilo e de uma visão que oriente o nosso percurso é uma discussão muito interessante e que sempre me preocupou, quer no meu trabalho enquanto designer, quer no meu trabalho de organização e styling de eventos. Eu e o João conversamos bastante sobre esta dualidade que sentimos na decisão de manter um estilo definido ou de ir ao encontro das pretensões do cliente neste trabalho que, além de ter uma forte componente criativa, serve o propósito de uma outra pessoa que não o próprio criativo. É um facto que trabalhamos e criamos para alguém. Mas também é facto que em primeira instância trabalhamos para nós, construímos o nosso percurso, e temos de ser fiéis ao nosso estilo, à nossa verdade. Só assim conseguimos distinguir-nos como “marca”, afirmarmos a nossa identidade num mercado tão saturado e nos oferecermos como uma alternativa para quem procura algo especial. Dito isto, creio que os conceitos de elegância, romantismo e versatilidade definem muito bem o que procuramos oferecer em todos os eventos que criamos. São conceitos base, e de natureza abrangente, sobre os quais assentamos e concretizamos a visão de quem nos procura, obtendo neste diálogo resultados muitas vezes surpreendentes.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

Creio que já faz parte da natureza do espaço, que se impõe muitas vezes como a base de construção do próprio evento, mas sem esquecer que o espaço também tem, ele próprio, vindo a evoluir, resultado da nossa leitura das tendências e da nossa própria evolução. Conhecemos instrinsecamente o que temos e sabemos o que não temos ou o que não queremos ter – não temos um celeiro em Inglaterra, nem uma esplanada na praia, pelo que não temos o objectivo irreal de oferecer todas as propostas, mesmo que estas surjam como tendências. Queremos que o nosso espaço surja como uma bela tela sobre a qual o cliente consiga projectar a sua visão e que, a par do espaço, o cliente encontre em nós os parceiros ideais e a inspiração para levá-lo ainda mais além.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

As tendências são, sem dúvida, um assunto de trabalho. Cada vez mais, e ainda bem, eu diria. A área dos casamentos tem vindo a evoluir vertiginosamente ao longo dos últimos anos e muito por responsabilidade da democratização e crescente acesso à informação e às ditas tendências. Hoje estamos a um “clique” do que se faz hoje do outro lado do mundo. Estamos dentro das salas mais requintadas, assistimos aos eventos mais intimistas, aos mais glamourosos, e aos mais radicais. Isto ensina-nos coisas, faz-nos pensar nelas, abrir o nosso leque de possibilidades e, em última instância, refinar a nossa própria visão. Dá-nos muito mais trabalho, mas é um trabalho mais interessante, mais desafiante. Abre-nos mesmo a possibilidade de sermos, nós próprios, definidores das tendências. Nós e o que projectamos do nosso trabalho, fruto da relação e do diálogo com os noivos. Naqueles momentos mágicos em que se alinham perfeitamente os gostos e as vontades, a nossa verdade, a visão e a capacidade de execução, alguma liberdade e em que todos os elementos se conjugam num resultado capaz até de nos surpreender, a nós, os intervenientes desta criação, surge algo incrível e digno de ser considerado como definidor de tendência, e está ao nosso alcance ocupar esse espaço.

 

Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Tenho alguma dificuldade em dar uma resposta simples a esta pergunta. Se por um lado, a Quinta da Quintã sempre se posicionou no mercado como um espaço em que o convite feito aos noivos é o de personalizarem – definirem como querem que seja a relação e o percurso connosco, escolherem as equipas com que querem trabalhar, terem um voto sobre a maioria dos aspectos do nosso trabalho, desenharem connosco o seu dia à sua imagem – e que surge ele próprio como o resultado de um diálogo constante entre mim e o João, e entre nós e os outros, tenho uma tendência perfeccionista e de controlo e sinto, admito, dificuldade em assumir as cedências a que esta flexibilidade que oferecemos nos obriga por vezes. É certo que nem sempre nos identificamos com esta ou aquela escolha dos noivos, mas acredito que nos cabe a nós dirigir esta relação de forma a encontrar o equilíbrio entre os dois universos, sempre que eles se desencontram. É aqui que reside o maior desafio do nosso trabalho e é neste equilíbrio que nos conseguimos afirmar como uma alternativa distintiva, na qual a relação com o cliente é primordial.

Não posso, porém, deixar de admitir que uma das nossas vontades neste momento é dirigir o projecto Quinta da Quintã para uma posição em que alcancemos o melhor dos dois mundos: chegar cada vez mais aos clientes com que mais nos identificamos, aqueles que partilham a nossa visão, o gosto e o estilo que temos traçados para o futuro da Quinta da Quintã e com eles viver esta experiência de discutir, crescer e aprender ainda mais sobre o que queremos para este projecto. Fazer cada vez menos cedências, estreitar cada vez mais as escolhas, obter resultados cada vez mais diferenciadores e uma identidade cada vez mais coesa.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Sempre fui uma pessoa muito distraída dos detalhes do que me rodeia mas ao longo do tempo fui-me forçando a prestar-lhes mais atenção. Pode parecer uma afirmação idílica ou cliché, mas a natureza é uma grande fonte de inspiração, se soubermos como olhar. Os quadros naturais oferecem-nos imagens incríveis, ao nível da combinação de cores e da composição, por exemplo. Muito do que se faz e do que está na moda não são mais do que reinterpretações interessantes do que nos rodeia, aplicadas a diferentes contextos e em diferentes locais. Além disso devoro imagens, novas propostas, o que se faz bem, lá fora e cá dentro, – o Simplesmente Branco é um excelente exemplo disso – quer no âmbito dos casamentos, quer noutras áreas artísticas. Inspiro-me no trabalho dos meus amigos, no design, na moda, na arquitectura, na modelação de espaços. Inspiro-me nos clássicos, que correm sempre bem e que perduram no tempo. Inspiro-me nas minhas conversas com o João. E por último, e não menos importante, inspiro-me nos meus noivos, no que me trazem de novo, nas suas ideias mais pessoais. Gosto de percorrer lojas, de procurar novidades e de encontrar soluções para materializar essas ideias.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Não é fácil desligar-me do trabalho, já que quase tudo à minha volta parece estar ligado a este mundo dos casamentos. Trabalho com o meu marido, o João, com a Tânia – minha cunhada e melhor amiga -, com a minha irmã Diana. A minha outra irmã, Ana, e o meu cunhado Zé, têm um projeto de vídeo também ligado à mesma área. O espaço tem ligações inegáveis à família. A própria equipa QQ já vem, quase na íntegra, dos primeiros tempos do projecto, pelo que é quase uma segunda família. Mantenho relações de amizade com muitos dos meus clientes. Mas é muito importante para mim conseguir por vezes desligar esta ficha. Viver a minha filha. Viver o meu marido. Viver os meus amigos. Conviver, sair, conhecer sítios novos, ter experiências diferentes, envolver-me em projectos noutras áreas, com outras pessoas, continuar o trabalho como designer gráfica, desenhar. No fundo parar, fazer coisas que nada (e tudo) tenham a ver com este universo, ajuda-me a voltar mais leve, com uma ideia mais clara do que pretendo fazer aqui, e a regressar sempre a esse caminho das intenções, do qual às vezes nos desviamos por força da intensidade do trabalho. Mesmo no que respeita à Quinta enquanto espaço físico, optamos por parar todos os anos durante uns meses de forma conseguirmos um distanciamento que nos permita lançar um olhar crítico e limpo sobre o espaço e a imagem. Paramos, pensamos e agimos em conformidade com o que pretendemos obter no espaço, isto sob a forma de pequenas (ou grandes) remodelações e alterações. Este sistema permite-nos assegurar uma evolução constante e refrescar a nossa própria experiência, que é por vezes demasiado intensa.

 

Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography 

Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography

Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação aos seus clientes?

Quem conhece a forma de trabalharmos, sabe que uma das componentes mais importantes e substanciais da nossa afirmação como equipa, é a relação que desenvolvemos com os noivos. Isto vale desde a primeira abordagem, feita pelo João, que recebe tão bem todos os clientes e potenciais clientes, e que acaba por ser o nosso rosto, a primeira impressão que a Quinta da Quintã deixa em quem nos procura; passa pelo acompanhamento dos noivos, organização e styling do evento, a meu cargo e da Tânia Almeida, pelos elementos que integram as nossas equipas de apoio comercial, manutenção, decoração e cozinha – tão importante -, e culmina na relação que os nossos colaboradores de sala estabelecem com noivos e convidados no dia do evento. Somos um espaço absolutamente aberto a todas as pessoas e procuramos desenvolver uma relação próxima com quem nos procura para realizar um dia tão importante na sua vida, e que acaba por acontecer de forma muito natural. Compreendo quem opte por manter a ligação com o cliente numa esfera mais profissional, mas nós não somos assim. Nós queremos sentir-nos próximos. Esta é uma área de actividade muito intensa e exigente, quer física, quer emocionalmente, em que o nível de drama é sempre muito elevado. Em boa verdade, estamos sempre a trabalhar para o dia mais importante da vida de alguém e essa carga é incontornável. Um relacionamento de proximidade atenua esta dimensão, anula eventuais barreiras e traz uma excelente energia ao trabalho. Sabermos ler bem o nosso cliente, estabelecermos com ele esta relação de grande empatia e confiança, e, até, sabermos antecipar as limitações com que nos vamos deparar no futuro para conseguirmos concretizar esta ou aquela visão que ele nos traga, são valências essenciais no nosso trabalho. Conseguirmos manter-nos à tona, com a frescura e o tempo que a relação com cada cliente exige, em tempos em que os eventos se sucedem rapidamente, são desafios diários que procuramos vencer com uma organização e uma cadência de comunicação eficientes. No final de contas, podemos orgulhar-nos de dizer que já fizemos muitos e bons amigos junto dos nossos noivos, e creio que esta afirmação será mútua.

 

Qual é a melhor parte de decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Para mim é o processo de pegar num fio que nos é dado pelos clientes e desenrolá-lo com mestria até onde conseguirmos, com vista a um resultado surpreendente. É juntarmos um conjunto de ideias e elementos e construirmos algo coeso, bonito, uma imagem, um ambiente, a base para uma festa de sonho. É a reacção dos noivos quando chegam e vêem o nosso trabalho. É o telefonema que recebemos no dia seguinte. É a nostalgia boa que fica. E é percebermos que o nosso trabalho toca a vida de muitas pessoas de uma forma boa, bela. Que ajudamos a criar dias únicos, irrepetíveis, marcados por muita cumplicidade e amor. O mais difícil é contornar as limitações que o mundo real impõe, conseguir o equilíbrio entre o que é instagrammable e o casamento real, com um serviço real e muito sério, com convidados reais e um mundo de detalhes e esforços que têm de fluir e funcionar.

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Acho que é impossível destacar um só casamento. Ao longo destes anos houve muitos e maravilhosos eventos que me marcaram pelas mais variadas razões. Ou pelos noivos que conhecemos por aqui – temo-nos cruzado com pessoas verdadeiramente surpreendentes ao longo do nosso percurso na QQ – ou pelos que já conhecíamos – tivemos o privilégio de participar no casamento de grandes amigos e de alguns familiares queridos – ou por ter sido um evento difícil, com um nível de exigência mais desgastante, e que correu tão bem, ou por ter sido um projecto desafiante, em que conseguimos fazer algo realmente diferente, genuíno, marcante na nossa história.

  Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography Casamento na Quinta da Quintã, com fotografia de Pedro Lopes Photography

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

A ter de escolher uma imagem, escolho esta fotografia do João Almeida, porque é bonita e homenageia de forma singela alguém muito especial, de quem nos lembramos sempre. Este foi um dia feliz.

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

Os contactos detalhados da Quinta da Quintã estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de belas imagens, e contactem o João Carvalho de Almeida directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Espreitem também o  mais bonito dos dias da Bruna + Diogo, que publicámos recentemente: que festaça nos belos jardins!

 

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!