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Susana Pinto

À conversa com: Hugo Coelho – fotografia de casamento

Hoje conversamos com o Hugo Coelho, fotógrafo de casamentos, que assina como Hugo Coelho Fotografia.

 

Com a chegada de Setembro, retomamos a série de conversas longas com os fornecedores seleccionados Simplesmente Branco. Posso dizer que é uma das minhas rúbricas favoritas, porque é sempre fascinante conhecer o percurso de cada pessoa, as suas escolhas, a visão que tem sobre o seu trabalho e sobre o mundo, e como mostra tudo isso, naquilo que é a sua assinatura.

E é, também, uma óptima forma de vocês os ficarem a conhecer melhor e balizarem as vossas escolhas de fornecedor – feita esta primeira apresentação, o contacto que se segue já não será tão impessoal e estarão mais sabedores daquilo que gostam no seu trabalho.

 

Gosto muito da forma como o Hugo Coelho conta a história de cada casal, como constrói a narrativa do dia e nos passeia por ele, como se lá tivéssemos estado. Quando vejo as imagens que escolhe captar, para as preparar para a edição de um artigo, a selecção é sempre uma tarefa difícil, que exige tempo e desapego, mas faço-o com um imenso entusiasmo e expectativa, porque o ponto de vista do Hugo Coelho é fortíssimo e todos os elementos são essenciais e têm o seu lugar, não há uma hierarquia, nem uma formatação prévia, mas sim uma magnífica soma das partes: uma narrativa. Não há festas feias nem festas bonitas. Há pessoas, uma história, intuição, trabalho e talento.

 

Tem sido um imenso prazer ver o Hugo Coelho a traçar o seu rumo, em nome próprio. Aguardo os resultados desta época com imensa expectativa – serão sempre bonitas histórias de amor, tenho a certeza!

 

Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho FotografiaFotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Estudei fotografia durante três anos na ETIC e quando terminei o curso fui estagiar para a Global Imagens, do grupo Diário de Notícias. Na altura não era bem a minha paixão, mas acabei por me deixar levar pelo fotojornalismo que se tornou uma boa base para o que faço hoje: documentar histórias bonitas.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Sempre fotografei e gostei de fotografia de reportagem, trabalhei como fotojornalista e talvez daí tenha vindo a paixão pelos casamentos. Lembro-me de que, no jornal, era raro o serviço que fazia em que as pessoas quisessem ser fotografadas. Num casamento é diferente, todos estão lá para um propósito e os convidados gostam ser fotografados. Com esta premissa, é mais fácil trabalhar.

Este é o meu sexto ano a fotografar casamentos a tempo inteiro!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Quando comecei a fotografar, via muitos blogs, participava em grupos de fotografia e consumia muita fotografia de casamento, mas acabei por me distanciar um pouco e ganhar espaço para não pensar em trabalho ou pontos de comparação (que nos fazem sempre duvidar do nosso trabalho). Penso que isso é o mais importante para mim. Gosto muito de pintura, de ver exposições e cinema (em casa e sem pipocas a estalar nos ouvidos), gosto de andar de mota e encontrar sítios perdidos para fotografar e, claro, a família e os amigos, são a melhor inspiração.

 

Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia

O teu trabalho tem sempre uma narrativa e um ponto de vista que eu acho muito especial. Como construíste essa tua assinatura?

Acho que não inventei nada, apenas descobri uma fórmula que resulta para mim, que me faz sentir mais realizado e que tem sentido para mim enquanto fotógrafo. Tento dar a perspectiva de um convidado muito próximo do casal, que está em todos os momentos importantes do dia. Não procuro uma fotografia “sem palavras”, procuro uma história contada em imagens que seja coerente e agradável de ver.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Boa pergunta, o pequenino cá de casa faz as delícias para uma boa pausa no trabalho. Observar uma criança a explorar e sentir coisas pela primeira vez é um bom passatempo!

 

De Lisboa para o mundo, ou o mundo em Lisboa: fotografar fora do país é diferente de fotografar cá dentro?

Existem tradições diferentes e isso é um dos pontos fascinantes neste assunto, mas acima de tudo penso que sejam os locais, adoro viajar e conhecer novos sítios! Por vezes estar sempre a ver a mesma coisa por mais bela que seja atrapalha a (minha) criatividade!

 

Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia

Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia Fotógrafo de casamento em Lisboa: Hugo Coelho Fotografia

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

Tento ser o mais sincero naquilo que faço e como consequência,  o tipo de clientes que vêm ter comigo são os que se revêem nas minhas fotografias. Acho que essa é a melhor maneira de criar uma primeira ligação.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Prefiro os casamentos mais pequenos, são mais intimistas. Tenho vindo, cada vez mais, a fotografar sozinho e acaba por ser mais difícil fotografar eventos grandes. Cerimónias emotivas são genuínas, a minha fotografia vai muito em busca disso e duma boa festa, claro!

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte, sem dúvida, é conhecer outras pessoas e estar em sítios novos. O mais difícil é perder alguns momentos com aqueles de quem gostamos. Cada vez mais tento fazer um bom equilíbrio entre estes dois planos, pessoal e profissional.

 

Não procuro uma fotografia “sem palavras”, procuro uma história contada em imagens.

 

Os contactos detalhados do Hugo Coelho Fotografia estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, com o seu trabalho mais recente e contactem directamente o Hugo Coelho através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

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Susana Pinto

À conversa com: Design Events Wedding – wedding planning

Hoje conversamos com a sábia e bem-humorada Maria João Soares, wedding planner de mão-cheia, que assina como Design Events Wedding.

Conheço a Maria João há mais de uma década, ainda muito antes de mergulhar nestes assuntos de casar. Sempre afinámos na conversa, no humor e nas ideias, mais ou menos amalucadas ou ambiciosas – depende apenas do ponto de vista -, com que nos desafiamos mutuamente e, juntas, escrevemos o bonito “Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz”, um livro cheio de bons conselhos e boas práticas, como se fôssemos as fadas madrinhas do vosso casamento.

Achámos que fazia falta informação arrumada, desmistificada e doce, que vos ajudasse a chegar ao mais bonito dos dias sem solavancos de maior, sabedores e, genuínamente, prontos para casar, na posse de todas as ferramentas e boas práticas que possamos partilhar convosco. Foi uma aventura emocionante editá-lo, e ainda hoje é um livro útil, gentil, honesto e valioso.

Hoje vamos perceber em detalhe qual é o papel de uma wedding planner no vosso casamento.

 

O sucesso de uma boa festa é gente que nos ama, boa comida, boa bebida e óptima música. É isso que nos deixa boas memórias para sempre e é nisto que penso para refrescar a mente. Visualizo sempre esta festa, em função das pessoas que tenho à minha frente… O modelo estético? Esse aparece naturalmente depois.

 

Como começou esta aventura de ser wedding planner?

O nosso começo foi muito lá atrás. A nossa formação em gestão de recursos humanos levou-nos à organização de eventos na área corporativa e, mais tarde, saltar para a organização de casamentos foi quase natural: trata-se, de igual forma, de gerir pessoas, vontades e criar consensos.

 

Organizar um casamento é coordenar tarefas mas também também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais, ou no meio está a virtude?

No meio está sempre a virtude! Um casamento vive de uma boa organização de tarefas, meios e de uma apertada disciplina. Mas como não há casamentos iguais, muitas vezes gerir emoções é a tarefa mais dura de um wedding planner. Bom senso, análise e cabeça fria são essenciais!

 

 

Tem uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Infelizmente somos ainda dependentes da ideia da perfeição, do resultado espectacular, mas a verdade é que fazer “nascer” um casamento é bastante desafiante. É uma combinação de muitas emoções, criatividade e análise fria sobre o que há para trabalhar. Por vezes é também gerir cenários de crise.

O factor dominante para os noivos é a incógnita sobre tudo o que vai acontecer. O que é claro para nós, fruto da experiência, não é facilmente lido por eles. Para nós, profissionais, a chave reside na clareza da transformação das suas ideias em algo tangível. Apaziguar o stress, adequar as ideias e desenhar um dia com que se identifiquem verdadeiramente, criar confiança no outro lado, são factores dominantes, sendo este último o mais difícil de conseguir.

É por isso que aconselhamos sempre os noivos a disfrutarem verdadeiramente deste processo: de cabeça aberta e sem preconceitos. Idealizar um dia tão especial para eles pode e deve ser um motivo de partilha e de grande motivação.

 

Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens em contratá-la?

Não sou super optimista quanto a isto, ainda há muito caminho para andar. O pensamento do “podemos fazer tudo sozinhos” ainda é muito forte. Se é certo que alguns noivos conseguem, sem esforço, organizar-se, para a maior parte não é bem assim, e acabam por fazer este caminho com dificuldades desnecessárias. Não saber valorizar e reconhecer o papel de um profissional ou expert do meio, não é uma atitude que favoreça a chegada a um bom resultado. Por outro lado, sendo uma actividade ainda muito incipiente e pouco transparente, os noivos não a vêem como uma mais-valia a considerar. Creio, no entanto, que o cenário vai mudando, acabando o factor económico por perder importância.

Existem vantagens enormes, mas sublinho as mais importantes : uma óptima gestão de tempos, o quanto e onde gastar de forma inteligente, a certeza de contratar óptimos fornecedores e ideias. Chegado o dia D, o acompanhamento no terreno e o encontrar a melhor solução para problemas inesperados é o que podem esperar de nós.

 

A magia do Alentejo, por Design Events Wedding (26) A magia do Alentejo, por Design Events Wedding (23) A magia do Alentejo, por Design Events Wedding (17)

 

Tem uma assinatura visível no seu trabalho, um estilo próprio e favorito, ou o é a voz do cliente que define a totalidade do resultado?

Para mim é a voz do cliente que define o modelo base, entendo que a nossa assinatura vem depois, nos detalhes, na interpretação geral da imagem do casamento. Claro que todos temos um estilo onde nos sentimos mais à vontade e que é a nossa cara, mas o foco é seguir e executar a vontade do cliente. É o ADN do cliente que deve ditar o caminho, mas é também verdade que o nosso know how pode e deve ajudar a criar o tal conjunto harmonioso.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Francamente achamos que são fait divers mas podemos usá-los a nosso favor. Se o mundo (ou a Pantone) nos diz que a cor do futuro vai ser o vermelho tomate, podemos sempre pensar nele… mas se os noivos gostam mesmo é de amarelo, pois é o amarelo a tendência do nosso trabalho.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ao fim de tantos anos de trabalho e de avalanches de imagens, cada vez mais olho para o lado. Tento não me influenciar por outros trabalhos e manter uma imagem limpa, fresca e sem obedecer à “moda do momento”. Gosto de interpretar as primeiras palavras dos noivos – o que gostam, o que não gostam, as suas cores e em que ambiente se sentem bem. Para mim essa é a mãe de todas as inspirações!

 

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Pensar fora da caixa! Acho que cada vez mais a festa do casamento vive de muitas outras situações. O ambiente em geral a prevalecer sobre aquela flor que tem de se ter ou uma pista de dança a piscar. O respeito pelo enquadramento da natureza, não querer um palácio de Versalhes no meio do campo, ou querer recrear o campo no meio da cidade. Menos é mais! Não consigo compreender o “circo”, a festa na pista de karting, os noivos a descerem de paraquedas… Este dia é uma experiência emocional muito forte, é um dia irrepetível… O sucesso de uma boa festa é gente que nos ama, boa comida, boa bebida e óptima música. É isso que nos deixa boas memórias para sempre e é nisto que penso para refrescar a mente. Visualizo sempre esta festa, em função das pessoas que tenho à minha frente… O modelo estético? Esse aparece, naturalmente, depois.

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

“Ler” os noivos, criar o elo de confiança, fazê-los descobrir as possibilidades. No fundo, “pensar” no seu casamento como um guião escrito a três e viver aquele tempo em que ainda tudo é uma novidade.

O mais desafiante é manter as ideias, torná-las realidade e ajudá-los a vencer os medos.

 

Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer Design Events Wedding, um fornecedor seleccionado SImplesmente Branco (2)

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Não conto troféus, sei que já fiz muitos casamentos, alguns foram fantásticos e outros mais difíceis, mas não consigo eleger um em especial. Mas gosto, especialmente e em particular, dos casamentos em que vi os noivos relaxados, felizes e cheios de vontade de se divertirem, a esses reservo-me o direito de pensar que contribui, fazendo um trabalho bem feito.

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

Esta noiva foi levada ao altar pela mão da mãe e vieram de muito longe (da longínqua América Latina), para elas o importante foi a cerimónia, e sentirem-se cómodas e seguras num dia tão emotivo. Foi um casamento muito íntimo e pessoal, tal como gostamos.

 

Design Events Wedding - wedding planner e organização de casamentos

 

Os contactos detalhados da Design Events Wedding estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, com o seu trabalho mais recente e contactem directamente a Maria João Soares através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: ADORO – fotografia de casamento

Hoje sentamo-nos a conversar sobre fotografia de casamento, com a dupla da ADORO: Carla Guedes Pinto e Sofia Dias.

Para além de fotografar, desenham convites de casamento (e todo o restante estacionário) maravilhosos, ou não fossem designers de formação.
Fiquem a conhecê-las melhor e ao trabalho muito bonito que fazem!

As emoções das pessoas e dos momentos são a nossa energia. Não interferimos, apenas observamos, sentimos e reagimos, fotografando. E a relação de entendimento e confiança entre todos, é meio caminho para tudo fluir e o resultado transparecer a naturalidade que procuramos.

Do design gráfico para a fotografia não é um salto demasiado grande, mas para o universo dos casamentos já é bastante específico. Como é que foram lá parar?

Sim, de facto o salto é grande, não tanto pela passagem para a fotografia, onde se continua a trabalhar num universo visual, mas mais pela passagem para o universo dos eventos e dos casamentos.

A fotografia sempre nos acompanhou, em caminhos paralelos, mas esteve sempre presente. Uma das minhas grandes amigas de infância era filha de um grande fotojornalista, o Rui Ochôa. Adorava quando ia lá a casa e via os negativos todos espalhados, grandes formatos impressos pelo chão, uma gaveta cheia de objectivas ou as tardes passadas na redacção do Jornal Expresso. Com ele, comprei a minha primeira máquina fotográfica, uma Nikon 801, quando tinha 15 anos, e pouco a pouco comecei a fotografar.

A Sofia começou com o pai, que lhe punha a sua Canon nas mãos e lhe ensinava que o diafragma era mais do que aquele músculo na cavidade torácica. O seu primeiro ordenado, foi para comprar uma máquina fotográfica (analógica). Desde cedo fomos as fotógrafas de serviço entre os nossos amigos e família. Muitos rolos se consumiram…

O salto para os eventos de casamentos, foi apenas o ajuste necessário para tornar esta nossa actividade em algo comercial. Isto quando o suporte digital finalmente atingia uma qualidade profissional.

O design, área em que trabalhámos durante muitos anos (a Sofia em design gráfico e a Carla em design de equipamento) de certa forma preparou-nos a abordar qualquer desafio de uma forma metodológica, e isso aplica-se na perfeição quando temos um casal que quer concretizar o que sonhou para o seu dia de casamento. É um desafio criativo e projectual.

A passagem do nosso trabalho de designers para este universo “casamenteiro” deu-se num momento de crises várias. A crise do próprio negócio de design, das agências e dos orçamentos pagos a 120 dias, e também da crise criativa, um bocado cansadas de clientes cinzentos e institucionais.

Pensámos que, por nossa conta, se calhar faríamos qualquer coisa mais interessante e mais próxima das pessoas reais.

Quando começámos em 2011, o universo estético dos casamentos era ainda pouco fresco, muito clássico e percebemos que podia ser esse o caminho. Oferecer uma alternativa ao existente. Acabou por ser uma época de transição, em que surgiram fornecedores, como nós, que contribuíram para desenhar e consolidar o universo que hoje existe.

 

Adoro - fotografia de casamento Adoro - fotografia de casamento Adoro - fotografia de casamento

 

Começaram com um leque de serviços mais alargado, que agora concentraram em fotografia e organização, a solo ou com tudo incluído. É uma evolução natural ou sentiram, de facto, necessidade de estreitar o foco?

Foi um misto. Uma evolução, após sentirmos o mercado, e uma forma de convergir esforços e investimento, sobretudo de tempo.

Quando decidimos fotografar (casamentos e outras celebrações), sentimos necessidade de garantir a harmonia e fotogenia dos ambientes, incluindo o grafismo e a decoração. Para além de termos esta possibilidade de prestar um serviço completo a quem nos procurava, sabíamos também de antemão, que todo o conceito daquela celebração seria coerente.

Isso para nós era perfeito, era fotogenia garantida!

Mas ao longo dos anos sentimos necessidade de ajustar o negócio à realidade e percebemos que o investimento que justifique a contratação de alguém que pense e concretize o conceito de um evento acontece maioritariamente em casamentos, e quase nada em outras celebrações mais pequenas (festas de aniversários, baptizados etc).

Desta forma passámos a prestar serviço de decoração e grafismo apenas para casamentos.

A organização de um casamento requer dedicação e uma total disponibilidade para aquelas duas pessoas que anseiam pelo seu dia, perfeito, sem falhas. Por isso, actualmente aceitamos apenas algumas organizações e desenvolvimento criativo num reduzido número de casamentos, garantindo a nossa total disponibilidade para o sucesso do projecto.

A fotografia continua a ser a nossa actividade principal, e também a nossa paixão. Na fotografia continuamos a fazê-lo em todas as outras situações de festas e celebrações (festas de aniversário, baptizados, celebrações entre amigos e família), bem como sessões a dois ou de família.

 

Como definem a vossa assinatura, o vosso ponto de vista?

Achamos que se quisermos dizer numa palavra, será “verdadeiro”.

Na fotografia como na organização e desenvolvimento criativo, procuramos um olhar e abordagem reais, sempre em função do par. A estética e fotos do casamento têm que reflectir aquelas duas pessoas, e elas reverem-se nela.

As emoções das pessoas e dos momentos são a nossa energia. Não interferimos, apenas observamos, sentimos e reagimos, fotografando. E a relação de entendimento e confiança entre todos, é meio caminho para tudo fluir e o resultado transparecer a naturalidade que procuramos. Sentimos que nos ajuda o facto de virmos de outra área profissional, sem vícios nem preconceitos. E com o tempo percebemos que não é indiferente o facto de sermos um olhar feminino. Não sendo vantajoso nem desvantajoso, é apenas uma particularidade que transparece no nosso trabalho, sem nunca o termos previsto.

 

Onde buscam inspiração para o vosso trabalho?

Viemos as duas de uma área muito visual e esteticamente ecléctica, por isso qualquer fonte de informação é válida, e não necessariamente a ver com casamentos. A isto juntamos o que o par nos sugere das suas personalidades, vivências e preferências. Damos por nós a pesquisar universos tão díspares como Botânica ou a Culinária.

O cinema e a fotografia de rua e de moda serão as nossas maiores inspirações e agentes provocadores. O universo visual de cineastas como Wong Kar-Wai, Sophia Coppola, Wes Anderson, Jane Campion, Yasujirô Ozu, Stanley Kubrick ou pérolas como “Eu sou o Amor” (Luca Guadagnino) e “Carol” (Todd Haynes), são exemplos disso.

Na fotografia, o enorme trabalho de nomes como Saul Leiter, Tim Walker e as recentes descobertas dos espólios de Albert Khan e Vivian Maier. E por cá o Pedro Cláudio, fundamental pelo trabalho gráfico na fotografia, ou o olhar fresco e sem gavetas da Vera Marmelo.

Na secção mais “casamenteira” adoramos o trabalho do Pablo Beglez, Kristen Marie Parker, ou do Rodrigo Cardoso, dos Piteira ou do Rui Gaiola.

 

Adoro - fotografia de casamento Adoro - fotografia de casamento Adoro - fotografia de casamento

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Como o dia-a-dia é tão assoberbado de informação, às vezes apetece apenas desligar para criar espaço mental. Mas quando ainda sobra algum espaço, há todo um mundo para descobrir. Viajar é um óptimo escape, seja cá dentro ou lá fora, e uma forma de nos inspirarmos e refrescar ideias. Por exemplo, nos últimos anos o trabalho levou-nos algumas vezes aos Açores e à Madeira, e foram óptimas descobertas para nós. Claro que aproveitamos sempre que o trabalho nos leva para fora de Lisboa, para sentir um bocadinho do local onde estamos. Isso é uma coisa que adoramos fazer, fotografar para além das pessoas, porque o território envolvente também faz parte das histórias.

É isso que adoramos… contar histórias.

Mas depois há coisas bem mais prosaicas que nos dão imenso prazer e que nos compensam, como meter um disco a tocar e dançar como se ninguém estivesse a ver, ir a um concerto mesmo bom, ou a um espectáculo de dança, ir dar uma volta de bicicleta com amigos. Ai… os amigos… com esta vida tão ao contrário das rotinas tradicionais, às vezes é difícil acertar com os programas dos amigos e família. Quando conseguimos fazer isso, é um luxo, um tempo impagável que se vive com prazer.

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação com os vossos clientes?

A partir da primeira reunião, em que se dão caras aos nomes, percebemos o perfil do par e as suas espectativas. Isso é essencial para gerirmos um processo de organização de casamento e respectivo desenvolvimento criativo. A partir dessa leitura que fazemos e do próprio pedido dos noivos, iniciamos a nossa pesquisa e vamos trocando ideias com eles, sempre suportado visualmente para que ambos tenhamos a certeza do que estamos a falar. Depois do plano aprovado, começamos a produzir e a gerir cada passo até ao dia do casamento.

Na fotografia, depois da reunião (muitas vezes por Skype) fazemos sempre uma sessão fotográfica antes do casamento. Serve para nos conhecermos melhor, quebrar gelo e testarmos a relação fotógrafo/fotografado, para que no dia do casamento não seja demasiado brusco e invasivo.

Em ambos os casos tentamos sempre ler o mais possível de quem está do outro lado, dizemos que somos quase psicólogas tentado ler as entrelinhas para perceber o que é de facto importante para eles. Absorvemos o máximo e impomos o mínimo possível. E valorizamos a transparência, que é meio caminho para a confiança mútua.

Somos “parceiros no crime” do dia dos nossos noivos, e eles são o mais importante. O dia é deles e não nosso.

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo?

Há o prazer em ver as ideias tomarem forma, mas evitamos o perfeccionismo nestes processos assentes num casal de noivos (geralmente estreante) e que envolvem várias valências e fornecedores. Focamo-nos em conseguir o melhor equilíbrio entre todos.

E depois sabemos que estamos a lidar com emoções, e não dá para aplicar fórmulas de Excel nelas. As decisões têm de ser tomadas com tempo, sem pressões, e sabemos que estamos a lidar com duas pessoas, muitas vezes com ideias e até algumas expectativas diferentes entre eles. É preciso saber mediar isso.

Somos o elemento de ponderação, e a voz da experiência, mas mesmo assim, no final, o casal tem de estar confortável com todas as decisões tomadas. Esta gestão requer alguma sensibilidade.

  

Adoro - fotografia de casamento Adoro - fotografia de casamento Adoro - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é no dia ver tudo materializado, e a felicidade estampada no rosto dos noivos, por verem expectativas superadas.

O desafiante é transpor, para soluções criativas, a vontade dos noivos e tudo o que lemos nas entrelinhas. Adoramos quando os noivos sonham com uma coisa e nós conseguimos concretizá-la. Ver essa felicidade do momento concretizado estampado na cara dos noivos é o melhor dos momentos… e claro, de preferência registá-lo numa fotografia nossa.

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Difícil responder, porque o envolvimento chega a ser emocional. Não conseguimos dizer apenas um.

Profissionalmente falando, houve um casamento que organizámos à distância, os noivos viviam nos Estados Unidos, e que correu irrepreensivelmente bem do princípio ao fim. Deste a sintonia criativa, ao respeito mútuo e confiança no nosso trabalho e às imagens cheias de luz e amor que nos deram para registar.

Mas claro, não há amor como o primeiro… o primeiríssimo casamento, da Inês e do Ricardo. Esses loucos que confiaram numas miúdas que nunca tinha organizado ou sequer fotografado um casamento (profissionalmente), e nos depositaram toda a confiança. Mostrarmos-lhes uma breve apresentação das nossas intenções, que terminava com “Querem casar connosco?” e eles responderam “Sim!”

Como experiência de tipo de registo e exotismo, tivemos um casamento na Madeira que foi um fim-de-semana em festa, com registos magníficos de paisagem e uma festa cheia de amigos que souberam disfrutar verdadeiramente do momento.

Pela intensidade emocional, e beleza há também um outro pequeno casamento, num Fevereiro soalheiro, em Monserrate (Sintra), que contrariou todos os estereótipos. Simplesmente mágico!

Todas a histórias são únicas e irrepetíveis, e isso é muito especial para nós, dá-nos fôlego.

 

Se fosse o vosso casamento, fariam tudo, uma parte ou mesmo nada? Quem fotografava?

Carla: para mim o mais interessante é a partilha emocional, a cumplicidade com quem mais gostas de estar, a tua cara-metade e os teus amigos e família. Mas nunca me imaginei noiva, e ser o centro de um casamento, que acontece assim num estalar de dedos. Acho que prefiro estar deste lado, com a máquina na mão, contagiada pelas emoções de quem celebra esse dia.

Sofia: adoro o formato de um fim-de-semana com amigos e família, os dias de casamento são assustadoramente rápidos. Teria que conhecer pessoalmente os fotógrafos da minha eleição, a empatia é essencial.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

Que maldade… Entre muitas, e por diferentes motivos, esta foto passa bem o que nos continua a surpreender. Adoramos os entretantos, que nos brindam com imagens bonitas e irrepetíveis.

 

ADORO - fotografia de casamento

 

Que bela conversa, esta! Tenho a certeza que gostaram de conhecer melhor esta dupla e que o bonito trabalho que fazem ganhou uma nova amplitude.

Contactem a ADORO, através da sua ficha de fornecedor. Visitem as galerias e entrem em contacto com a Carla Guedes Pinto ou a Sofia Dias, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

E se querem ver casamentos bonitos fotografados por esta dupla, espreitem aqui!

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: Pó de Arroz – makeup de noiva

Hoje conversamos com a Ana Branco, da Pó de Arroz – makeup de noiva.

A Ana fala-nos sobre o seu percurso até ao momento profissional em que se encontra, com as voltas e dúvidas necessárias para aqui chegar.
Fala-nos também sobre o papel da maquilhagem, no dia-a-dia e nos dias especiais, e a importância de uma boa base: uma pele bem tratada.

Juntam-se a nós?

A ligação com as clientes é sempre algo único, tudo começa pelo primeiro contacto com a noiva, que muitas vezes termina com uma amizade para a vida. Acredito que o estar ao lado delas a cada momento e dar-lhes uma disponibilidade de 24h, seja um ponto a favor.

Ana, conte-nos como chegou a este universo da beleza feminina…

Comecei desde cedo a brincar com a maquilhagem da minha mãe, adorava a caixa de pó de arroz que ela tinha, ainda hoje me lembro de como era suave e de aroma único. Adorava fazer aquelas pinturas artísticas com os batons, imaginava sempre que ao fechar a tampa ninguém ia dar conta que o batom tinha sido usado! Mas apesar de em casa conviver com a maquilhagem, o que queria mesmo, era ser médica e actriz.

Mais tarde aos 18 anos, depois de não ter conseguido entrar no curso idealizado, decidi aceitar o conselho da minha madrinha e abraçar a formação de cosmetologista. Na altura, não sentia muita ligação com a área, pois apesar de cuidar desde cedo da minha pele, não era algo que me imaginasse a fazer. O que aconteceu, foi que pouco tempo depois, tudo passou a fazer sentido, esta era a harmonia perfeita entre o cuidar do próximo e de certa forma da sua saúde também. Começaram assim os primeiros passos que me levaram ao mundo da maquilhagem.

Quando terminei o curso, percorri o país durante 9 anos, através de uma empresa na área da estética, onde tive a oportunidade de contactar com imensas mulheres, obter experiência na área e conhecer inúmeras maneiras de estar e viver em Portugal.

 

Tudo mudou quando recebi um convite de uma grande amiga, para um projeto empreendedor e bastante desafiante, ligado também ao campo feminino. Foi incrível como em pouco tempo, tanta coisa mudou. Com ela, aprendi muito, e o principal foi focar-me nos sonhos. Muitas vezes na correria da vida, todas nós perdemos a atenção e o foco, do que queremos ser em criança ou quais as nossas metas e objetivos para o futuro.

Na altura, como já tinha formação na área da maquilhagem e existindo a necessidade de em alguns eventos realizar essa função, voltei pouco a pouco ao mundo da maquilhagem.

À medida que ia sendo requisitada para mais trabalhos e apostando em mais formação nesta área, vi que tinha descoberto uma nova paixão e nasce assim um novo projeto, que sem me aperceber, ficou com o mesmo nome daquela caixinha branca, presente na minha memória de criança, Pó de Arroz.

Hoje, só me resta agradecer a todas estas mulheres que fazem parte da minha vida e que foram as chaves no meu percurso.

 

Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz

Qual é a importância da maquilhagem, num dia tão especial? E nos dias comuns?

A maquilhagem tem vindo a dar passos gigantes na sua qualidade e diversidade, aliando-se mais que nunca ao tratamento da pele. Neste momento podemos dizer que a maquilhagem ajuda a refletir a saúde da pele. Uma pele bem tratada deve ter, diariamente, como complemento, alguns produtos de maquilhagem, muitas vezes simples e minimalistas, mas essenciais à sua protecção.

No dia de casamento, torna-se ainda mais indispensável. Além da pele estar protegida e cuidada, a maquilhagem tem o poder de transmitir a personalidade e o temperamento da noiva, tornando as recordações fotográficas mais harmoniosas e fazendo com que estas captem toda a sua essência.

 

Um rosto é uma tela. Há todo um conjunto de regras firmes sobre este assunto ou depende da ocasião? 

Um rosto é sempre uma tela cheia de possibilidades criativas. Mas existe um conjunto de factores que têm de ser tidos em conta, como o estudo da sua harmonia, colorimetria, simetria, principalmente numa ocasião tão especial como o dia de casamento. Por isso, por mais avançada que seja a técnica de maquilhagem aplicada, é o equilíbrio da técnica com o temperamento da cliente, seja noiva, convidada ou até numa maquilhagem de dia, que vai valorizar toda a sua beleza natural.

 

As tendências da estação são importantes, ou não contam para a maquilhagem de noiva?

Acho que todas as tendências devem ser analisadas, pois variam com a época e têm sempre uma história e um fundamento. No entanto, para além disso, é a noiva que decide se sente bem ou não com determinada tendência. Nenhuma noiva deve ser igual a outra só porque sim. É nessa altura que entra a parte fundamental para a saber guiar, através de um estudo feito pela maquilhadora.

 

Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz

Onde busca inspiração para o seu trabalho de makeup artist

Tenho vários profissionais que admiro neste mundo da maquilhagem. É incrível como existe tanto talento espalhado por todo o mundo. É na troca de experiências com outros profissionais que continuo a aprender e que me inspiro, mas também na natureza, é incrível como as harmonias de cores mais bonitas já estão na natureza.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o espírito?

Viajar sem destino certo nem horas marcadas é das coisas que mais gosto de fazer. Decidir a cada momento que direcção tomar, sem planos, e percorrer a praia, montanha, campo ou cidade no mesmo dia, não há maior liberdade que essa.

 

Também dá formação regular, com os seus workshops de auto-maquilhagem. Sente que faz diferença no quotidiano de quem a procura?

Sim, e esse é o principal foco de cada workshop de auto-maquilhagem. Que haja algo sempre novo para quem me procura, daí cada workshop ter uma preparação específica para cada cliente. É importante sempre ter em conta que cada rosto é único e cada mulher tem necessidades e habilidades diferentes. Poder partilhar técnicas, conteúdos e ferramentas, para que todas elas tenham o resultado esperado é muito gratificante, ainda mais quando vejo a mudança na sua auto-estima e confiança.

 

Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz Makeup de noiva em Leiria: Pó de Arroz

Qual é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação com as suas clientes?

A ligação com as clientes é sempre algo único, tudo começa pelo primeiro contacto com a noiva, que muitas vezes termina com uma amizade para a vida. Acredito que o estar ao lado delas a cada momento e dar-lhes uma disponibilidade de 24h, seja um ponto a favor. Tudo o resto vou deixar entre nós, até porque são elas as melhores pessoas para responder a esta pergunta.

 

Qual é a melhor parte de ser responsável pela beleza da noiva no seu dia? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é ter a oportunidade de fazer a diferença naquele dia e não só através da maquilhagem, mas também por aqueles simples truques que fazem com que o dia seja passado de forma tranquila e que a minha noivinha aproveite cada momento.

O mais desafiante é ajudar as noivas que têm condições especiais a nível da pele, a terem os cuidados necessários e essenciais para que no dia de casamento a sua pele esteja fantástica para receber a maquilhagem. Muitas vezes o acompanhamento começa um ano antes do dia de casamento, outras, a poucos meses. É este acompanhamento que requer muita responsabilidade ainda mais quando a noiva está fora do país. No fim, receber aquele sorriso, é a melhor recompensa!

 

Quem gostarias de maquilhar? E por quem gostarias de ser maquilhada?

É difícil dizer porque tenho várias, vou dizer antes quem adorava ter tido a oportunidade de maquilhar: Grace Kelly e Marilyn Monroe, mais do que pela sua beleza, por aquilo que representam. Por quem adoraria ser maquilhada também não é fácil responder, admiro muitos artistas e cada um tem o seu registo, mas vou dizer Goar Avetisyan, é maravilhoso o trabalho dela.

 

 

Contactem a Pó de Arroz, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto com a Ana Branco directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: As you Wish – wedding planning e organização de casamentos

Esta semana conversamos com a Joana Freixo e a Mafalda Matias, que assinam como As you Wish, wedding planning e organização de casamentos.

Falamos sobre o caminho que as trouxe até aqui, uma aprendizagem feita de observação, reflexão e acertos na rota para que o caminho seja certeiro e frutuoso. Sem dúvida que é uma fórmula ganhadora, tal como o modo como criam empatia desde o primeiro momento com os seus noivos, valorizando as forças, desejos e expectativas de ambas as partes.

Juntem-se a nós e fiquem a conhecer melhor estas meninas. Tenho a certeza de que vão gostar muito!

Há uns tempos lemos uma frase que explica bem aquilo que pensamos sobre esta questão de gerir emoções e expectativas: “You may not be everyone’s cup of tea but you can be someone’s glass of Champagne!”.

Contem-nos como começou esta aventura de wedding planning e organização:

Foi como se estivéssemos a juntar as peças de um puzzle. Tínhamos uma enorme vontade de ter um projecto pessoal, algo nosso! E juntámos esse desejo ao gosto que já tínhamos por esta área. O facto de já termos trabalhado as duas juntas e de termos a certeza que iríamos funcionar bem enquanto equipa e sócias, fez-nos avançar para esta aventura! Tem sido uma aprendizagem constante e um gosto enorme construir algo nosso e no qual acreditamos verdadeiramente.

 

Organizar um casamento é coordenar tarefas e um orçamento, mas também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais ou no meio está a virtude?

Um bom equilíbrio entre os dois é o ideal! Mas gerir emoções e expectativas é, para nós, o que mais pesa! E, cada vez mais, somos da opinião que esta é uma parte fundamental para o bom desempenho do nosso trabalho e que, quando bem gerida, é a que mais influência tem na satisfação dos nossos clientes. De nada serve dar o nosso melhor a investir num determinado sentido, se as expectativas dos nossos clientes caminham noutra direção.

É essencial estarmos em linha e conseguirmos ler e interpretar o cliente que temos à nossa frente. E, para isso, é muito importante existir uma primeira conversa presencial, antes mesmo de enviarmos uma proposta. Não o fazíamos no início e rapidamente percebemos o quão importante é fazê-lo. É importante, em primeiro lugar, para nos conhecermos. E, depois, para trocarmos ideias e para conhecermos as exigências de quem nos procura. Nessa conversa, damos espaço para que nos façam todas as perguntas que queiram fazer e que esclareçam todas as dúvidas que tenham. E nós, falamos de coisas simples mas às quais damos muita importância. Falamos da nossa filosofia e forma de trabalhar. Falamos da forma como lidamos com os nossos fornecedores, falamos de valores, do que está e não está incluído nos nossos serviços. E falamos de tudo isto com a naturalidade devida porque fazemos questão que os nossos clientes avancem connosco conscientes da forma como nós trabalhamos e com a certeza que o fazem porque se identificam com essa metodologia.

Há uns tempos lemos uma frase que explica bem aquilo que pensamos sobre esta questão de gerir emoções e expectativas: “You may not be everyone’s cup of tea but you can be someone’s glass of Champagne!”.

 

Organização e decoração de casamentos: As You Wish Organização e decoração de casamentos: As You Wish Organização e decoração de casamentos: As You Wish

Têm uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Sem dúvida que é o acompanhamento de todo o processo o que nos dá mais prazer! E esforçamo-nos para que exista um bom equílibrio entre o profeccionismo e essa sensação de prazer. Mas é algo que nem sempre é fácil de gerir porque rapidamente nos deixamos levar por uma pespectiva demasiado perfeccionista. Mas é também aqui que surge a vantagem de sermos duas. E nesse aspecto, complementamo-nos muito! Eu, Mafalda, sou a mais rigorosa e atenta ao detalhe. Sou exigente! Sou aquela que disfruta depois de estar feito. A Joana, é a mais relacional, pragmática e assertiva. É a que disfruta mais durante o processo. É a que no meio do caos, vê com mais clareza. É a voz da razão e a que se apercebe quando o nosso perfeccionismo se começa a tornar contraproducente. E quando isso acontece, paramos, reflectimos e recomeçamos.

 

Têm uma assinatura visível no vosso trabalho, um estilo próprio e favorito, ou o é a voz do cliente que define a totalidade do resultado?

Ir ao encontro da identidade de quem nos procura é um dos nossos principais objetivos! E trabalhamos sempre no sentido de fazer um evento à medida dos desejos dos nossos clientes. Foi precisamente dessa ideia que surgiu o nosso nome – As You Wish. Mas, claro, metemos o nosso cunho pessoal em tudo o que fazemos e invariavelmente acabamos por ter uma assinatura própria que vai estando presente em todos os eventos. E isso é muito importante para nós! Não só porque mostra coerência no nosso trabalho, mas também porque queremos ser fiéis aos valores em que acreditamos. Quem nos procura é porque se identifica com o nosso estilo e isso é essencial para nós.

Acaba por ser um jogo de equílibrio entre ambas as partes: concretizamos as vontades de quem nos procura e fazêmo-lo à nossa imagem.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

É importante estarmos a par das tendências e do que nos rodeia. E, por isso, as tendências da estação acabam por ser um assunto de trabalho importante. Mas não são a nossa maior preocupação. O facto de ser tendência não significa que fará parte das nossas sugestões. Apenas se fizer sentido. Para nós, o mais importante num casamento é que o mesmo reflicta a essência do casal. E a essência do casal pode fugir completamente às tendências! E está tudo bem quanto a isso. Significa que muito provavelmente será um casamento diferente e fora do vulgar. E isso agrada-nos!

 

Organização e decoração de casamentos: As You Wish Organização e decoração de casamentos: As You Wish Organização e decoração de casamentos: As You Wish

Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens ao contratar-vos?

Sem dúvida que ainda existe alguma resistência à figura do wedding planner. E, em alguns casos, essa resistência existe mesmo quando o casal tem consciência das vantagens que tem em contratar-nos.

Contratar-nos implica ter um custo adicional e há casais que simplesmente não estão predispostos para ter esse custo, apesar de todas as vantagens que possam existir. Por outro lado, há também os casais que valorizam muito o nosso trabalho e vêm até nós perfeitamente conscientes e informados das mais valias que o nosso serviço poderá proporcionar.

A maioria das pessoas associa o nosso trabalho a um trabalho de coordenação. Somos um elemento facilitador e que agiliza todo o processo. E é verdade! Mas para nós, a grande mais valia do nosso serviço vai muito mais além dessa coordenação. É algo que não é pálpavel e, acredito que por isso, exista essa resistência por parte de alguns casais. Contratar um wedding planner, entre muitas outras coisas, significa que o casal terá acesso aos fornecedores que melhor se adequam às suas necessidades. O nosso trabalho é mesmo esse: identificar, dentro dos vários contactos de fornecedores que temos, aquele que melhor se adequa às necessidades dos noivos tendo em conta a sua forma de trabalhar, os seus preços e o seu estilo. Significa também que, em algumas situações, poderão ter condições mais vantajosas porque existem fornecedores que oferecem condições especiais a wedding planners, uma vez que contratamos os serviços deles com mais frequência do que um cliente particular. Contratar-nos significa ainda que terão mais tempo para usufruir de todo o processo de organização do casamento. Há muitos casais que chegam até nós numa fase mais avançada porque já estão cansados e fartos de ter tanta coisa por resolver. O tema do casamento começa a consumir todo o tempo do casal. E um processo que se quer especial, giro e cheio de amor, começa a tornar-se desgastante e stressante.

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos clientes?

Tentamos que essa ligação se crie de uma forma natural, sendo nós próprias. Quer seja nas nossas reuniões ou nas várias conversas que vamos tendo ao longo de todo o processo. Para além disso, é importante dedicar o tempo devido a cada cliente, ouvi-los com atenção e dar importância a todos os detalhes que nos passam. Numa fase inicial costumamos fazer algumas perguntas chave que nos permitem conhecer um pouco melhor o cliente. São perguntas simples mas que nos permitem detetar traços importantes no perfil de quem nos procura. E ajuda-nos a também a proporcionar uma agradável conversa onde se constroi alguma empatia.

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ter uma postura atenta ao que nos rodeia é importante nesta busca pela inspiração. Devemos olhar para o que já fizemos e para o que se faz à nossa volta. Devemos ser críticas com o nosso trabalho e perceber o que tem de ser melhorado. Tudo isto nos ajuda a (re)definir o nosso caminho. Sabendo por onde queresmos seguir e com a mente liberta, o processo de observação traz-nos as novas ideias. Por vezes, vamos buscar ideias a coisas que vimos no passado e que ficaram guardadas nas gavetas da nossa memória. Sem dúvida que a inspiração é fruto de um olhar atento e curioso daquilo que se passa à nossa volta. E claro, de muita imaginação e criatividade à mistura!

 

Organização e decoração de casamentos: As You Wish Organização e decoração de casamentos: As You Wish Organização e decoração de casamentos: As You Wish

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Nessas alturas é importante parar, fazer um reset e arejar as ideias. Sair da nossa rotina ajuda-nos a libertar a mente e a ver as coisas com mais clareza. Ir a locais onde nunca estivemos também ajuda neste processo.

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Gostamos muito daquela fase em que as ideias saiem do papel e começam a ganhar forma. Esse processo de produção é uma fase criativa que nos dá muito prazer. Mas, sem dúvida, que o dia do casamento é a melhor parte de todas! É para esse dia que nos dedicamos e é também o dia mais esperado pelos noivos. As emoções estão ao rubro e a energia é imensa!

Por outro lado, são precisamente essas emoções que, durante o processo de organização, se podem tornar na parte mais desafiante para nós. Há casais que chegam até nós um ano antes do casamento. É um processo longo e pelo caminho, é normal surgirem frustações, ansiedade e até alguns constrangimentos com os quais temos de saber lidar da melhor forma.

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Não conseguimos nomear um casamento como sendo aquele em que mais gostámos de trabalhar. Todos eles são diferentes e especiais à sua maneira. Claro que temos as nossas preferências no que diz respeito ao estilo ou à empatia que criámos com os noivos. Mas é difícil escolher um que seja o preferido. Por isso, nomeamos aquele que nos lançou neste mundo dos casamentos: o casamento da Mafalda e do Guilherme. Foi onde tudo começou!

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portefolio e contem-nos porquê:

 

A As you Wish organiza casamentos à medida de cada par de noivos. A As you Wish organiza casamentos à medida de cada par de noivos

Escolhemos duas! A primeira fotografia não é seguramente a mais bonita que guardamos no nosso portefolio. Não a escolhemos pela qualidade fotográfica, mas sim por aquilo que nos transmite: a normalidade do disfrutar de uma simples conversa entre amigas, à volta da mesa! Gostamos do partilhar da cadeira e das mãos dadas!

Na segunda escolha, gostamos da troca apaixonada de olhares! Gostamos da envolvência, gostamos das cores, do enquadramento…

 

 

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Susana Pinto

À conversa com: Every Heart – filmes de casamento

Hoje conversamos longamente com o Dado Nunes, da Every Heart, que faz filmes de casamento, de Setúbal para todo o país.

Falamos sobre o caminho percorrido, sobre o impacto da energia das pessoas na captação das imagens e sobre a importância de preservar as imagens do mais bonito dos dias para memória futura. Juntem-se a nós, vejam alguns dos vídeos do Dado e espreitem, no fim, a galeria completa cheia de filmes bonitos e entrem em contacto!

Ter a oportunidade de captar o dia mais feliz da vida das pessoas é gratificante e ao mesmo tempo uma responsabilidade que me motiva e me tem feito crescer como profissional e como pessoa. Estamos a criar algo que será uma memória para o resto da vida, como não sentir uma satisfação enorme?

 

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional até aqui, ao vídeo de casamento.

O vídeo sempre fez parte da minha vida. Numa fase inicial interessei-me bastante por videoclips de bandas, visto que, em casa, era hábito dos meus pais encher VHS’s com esses mesmos vídeos e era algo que me fascinava: imagem e música.

Ao entrar para a universidade ainda tentei o mundo da engenharia mas nunca me senti “em casa” e facilmente desviava o meu pensamento para o audiovisual e para a música. Foi então que decidi tirar um curso de Som e Imagem e seguir a minha paixão. Com o passar dos anos, fui ganhando experiência e filmei maioritariamente concertos e videoclips de bandas, a energia da música e a espontaneidade motivavam-me e ainda hoje assim é.

A minha entrada no vídeo de casamento foi feita um pouco “a medo,” a convite de um amigo que precisava de ajuda para filmar. Não sabia bem o que esperar porque a minha ideia de vídeo de casamento, na altura, era aquele vídeo clássico, forçado e com pouca margem criativa, mas enganei-me completamente e adorei o potencial daquele dia repleto de emoções e energia.

Nesse ano fiz alguns casamentos como assistente e comecei a ficar com uma vontade enorme de fazer os meus próprios casamentos, editar à minha maneira e mostrar a minha visão.

Nos anos seguintes, filmei bastante, associado a uma empresa de fotógrafos de Setúbal que confiaram nas minhas capacidades. Este fluxo enorme de casamentos ajudou-me a criar uma identidade e a absorver conhecimentos vitais para ser o videógrafo que sou hoje.

 

Há quanto tempo filma? E porquê casamentos?

Comecei a filmar os meus casamentos em 2014. São dias únicos e um desafio constante.

Ter a oportunidade de captar o dia mais feliz da vida das pessoas é gratificante e ao mesmo tempo uma responsabilidade que me motiva e me tem feito crescer como profissional e como pessoa. Estamos a criar algo que será uma memória para o resto da vida, como não sentir uma satisfação enorme?

 

 

Como construiu a sua assinatura, o seu ponto de vista? Como é que o define?

A assinatura é algo que vamos construindo e é talvez o mais importante na nossa área, o que nos diferencia.

Eu tenho a ideia de que estamos constantemente à procura de mais e melhor, e o nosso estilo vai-se moldando ao longo do tempo, nunca fugindo das nossas bases. Não existe um casamento igual ao outro e, logo aí, o trabalho requer adaptação e mudança. A energia que retiro do casamento e das pessoas será sempre um factor relevante para o “feeling” do vídeo.

 

Num casamento, para onde olha, o que lhe prende a atenção? O que procura?

Os noivos serão sempre o foco da minha atenção, é o dia deles, mas em primeiro lugar tento captar bem a envolvência do espaço e a energia que me rodeia de modo a conseguir contextualizar bem o vídeo.

Ter atenção a pormenores, objectos, algo tão simples como uma pulseira pode ter uma história fantástica, temos de ter a sensibilidade e atenção para captar o que nos rodeia, mas que ao mesmo tempo seja algo importante para os noivos um dia relembrarem. Prende-me a atenção a interacção das pessoas, dos familiares, os olhares e expressões. Procuro tirar o máximo de naturalidade deste dia e tentar passar o mais despercebido possível.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vai buscar inspiração?

A minha inspiração ficará sempre ligada a cinema, música e fotografia.

Os sítios novos que visito, as pessoas que conheço e as emoções que vivo tornam-se uma inspiração constante.

 

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

A primeira opção é viajar, mas algo simples como estar com família e amigos é essencial para desligar do trabalho e falar de outros assuntos para além da nossa actividade profissional torna-se bastante libertador.

Para além disso adoro correr e é uma “terapia” espectacular para o corpo e a mente!

 

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

A ligação ao cliente é vital, por isso é muito importante haver uma conversa inicial, de preferência em modo presencial ou por video-chamada, para conhecer o casal e estar disponível para esclarecer quaisquer dúvidas que possam ter.

Acho essencial haver uma “química” entre o videógrafo e o casal, não só pelo estilo de vídeo, mas também pela confiança mútua que deve existir.

O casal deve entender a nossa visão e maneira de trabalhar assim como nós devemos compreender as expectativas e maneira de ser e estar do casal.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gosta de registar?

Gosto de registar todo o tipo de casamentos, a experiência que tenho tido mostra-me que é sempre bom fazermos coisas diferentes e variar. Claro que num casamento pequeno conseguimos captar a envolvência de grande parte dos convidados e torna se tudo um pouco mais fácil.

Gosto de uma boa festa de arromba pois temos uma energia espetacular no ar, mas também gosto de casamentos mais calmos. No fundo, não gostaria de entrar na rotina de fazer sempre o mesmo género de casamento.

 

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é fazer o que gostamos com grande prazer, e conseguir dar aos casais uma memória que lhes traz felicidade e que se vai tornar eterna.

O mais desafiante passará sempre pela satisfação do cliente e estar ao nível daquilo que esperam de nós e da nossa visão do seu casamento.

Para além disso, a constante necessidade pessoal de melhorar, evoluir e introduzir aquele ingrediente extra para o trabalho passar para outro nível. É desafiante, mas ao mesmo tempo uma injecção motivacional sem igual!

 

Escolha um filme favorito do seu portfolio e conte-nos porquê:

É difícil escolher um filme, cada um tem a sua história e importância, tanto para o casal como para mim.

Se fizer uma retrospectiva e for ver os vídeos, vou relembrar o dia que passei, as pessoas que conheci e sentir emoções que me transportam para esse momento e que tornam a experiência sempre especial.

 


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Susana Pinto

À conversa com: Quinta do Avesso – espaço para casamentos

Hoje sentamo-nos à conversa com a Rita Madanços, da Quinta do Avesso, um bonito espaço rústico para casamentos, em Labruge, junto a Vila do Conde.

Falamos sobre o percurso cheio de sucessos ligado à restauração e esta nova aventura de ter um espaço com estas características, preparado para receber e acomodar os noivos. O seu forte é, claro, espaço e comida e tudo o resto acontece com leveza, de forma ogrânica e fluída, mas com o rigor habitual no grupo.

Se procuram, um espaço rústico, mas com uma visão moderna, a Quinta do Avesso é uma bela escolha.

Venham saber tudo!

 

Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso

Contem-nos um bocadinho do vosso percurso, como vieram parar ao universo dos casamentos?

O nosso percurso iniciou-se com restaurantes. Em 2012 abrimos o primeiro restaurante em Leça da Palmeira, a Esquina do Avesso. No ano seguinte estávamos a inaugurar o primeiro restaraunte de sushi, também em Leça da Palmeira. Com o volume e a procura a aumentar, decidimos dar continuidade a um projecto que estava a correr tão bem, mas optámos por não replicar conceitos. Dois anos depois estávamos a abrir o terceiro restaurante, Terminal 4450, também em Leça da Palmeira. Neste ponto de situação já tínhamos um restaraunte de cozinha moderna que cruza produtos e tradições de várias origens, um restaurante de sushi e uma steak house. Surge então a oportunidade de um espaço vegatariano, e assim nasce o Fava Tonka.

Começámos por nos expandir de Leça da Palmeira quando abrimos o primeiro Fauna & Flaura, em Lisboa. Nunca desvirtuando o nosso foco, nem todos os nossos conceitos, a Quinta do Avesso surge-nos num formato de desafio, através dos antigos proprietários. Procuraram-nos a fim de perceber se gostaríamos de assumir um registo diferente. Foi algo que sempre gostámos e fez parte dos nossos planos. Cá estamos nós, a embarcar numa nova aventura!

 

A imagem de marca da Quinta do Avesso é, na minha opinião, um estilo rústico contemporâneo. Concordam com esta definição?

A imagem da Quinta do Avesso é, sem dúvida, rústica! Dentro desse registo acho que nos conseguimos adaptar a vários conceitos, como o contemporâneo. A nossa ideia sempre foi criar algo com uma identidade única e muito particular mas que, de igual forma, conseguíssemos ir ao encontro dos noivos. Penso que dentro do nosso conceito conseguem expandir-se várias ideias e tipos de decoração.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheram como tendência e tema para este ano? Porquê?

É algo que escolhemos como tendência e tema, mas não só para este ano. Conforme as necessidades do público e da quinta, eventualmente poderão existir mudanças e adaptações, mas por enquanto ainda não pensamos nisso. A escolha desta decoração, com a ajuda de um arquitecto e decoradora, surgiu de querermos um espaço diferente, ligado à natureza e aproveitarmos aquilo que já existia. Queríamos renovar o telhado incrível que permanecia anteriormente, assim como a pedra. Levar as coisas ao mais natural possivel e criar um espaço quente e acolhedor.

 

Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait-divers?

Não são propriamente tema. O que acontece é que, como todos sabemos, o foco nos casamentos acontece durante os meses com mais calor, portanto, essencialmente temos de nos basear e partir daí. Claro que a cada evento há uma adaptação e vamos sempre ao encontro de todas as necessidades pretendidas, sejam elas quais forem.

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso espaço e trabalho sejam mostrados e vividos, ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

O trabalho que desempenhamos na Quinta do Avesso é diferente também por isso. Não gostamos de nada muito protocolado, nem de ter esse tipo de decisões do nosso lado. A ideia é estarmos lá para encaminhar, ajudar em todo o processo, e ajudar os noivos a tomarem as melhores decisões de acordo com aquilo que faz mais sentido para eles. Uma das palavras mais usadas por nós, que em nada descarta o que foi dito anteriormente, é rigor. Somos de facto rigorosos, perfeccionistas, mas com aquilo que nos compete a nós durante todo o processo. O dia do casamento é, de certa forma, entregue ao rumo que os convidados levarem… Claro que há prévias reuniões a combinar todos os momentos, a definir uma margem de tempo, para podermos ter os momentos mais ou menos planificados, mas a mensagem que lhes passamos é deixar fluir e levar o rumo que os convidados e os noivos quiserem.

É um prazer enorme discutir ideias e fazer parte de todo o processo, mas muito nessa linha, de não ter tudo demasiado controlado nem à medida da Quinta, porque nós só existimos para lhes fornecer o espaço, comida e ajudar, tudo o resto são eles – noivos e convidados.

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Neste momento estamos a executar a época de 2019, trabalhar na época de 2020 e já com perspecitvas em 2021, porque felizmente já temos casamentos projectados para aí.

Estamos a viver o projecto intensamente e por enquanto, porque a fase incial é a que exige mais de nós, estamos focados apenas nas nossas equipas e datas para que tudo corra bem. Assim que a época de casamentos abrandar, vamos pensar nisso com a devida atenção.

 

Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Sabemos que mais cedo ou mais tarde, isto será de facto muito desgastante, no entanto, ainda não estamos nessa fase. Criar um projecto de raiz requer um empenho aliado a entusiasmo e satisfação que não nos permite pensar muito no lado mau da profissão. Contudo, esse momento vai chegar. A ideia é nunca estagnar, perceber o mercado e pesquisar muito. Aliarmo-nos às pessoas e parceiros certos, é o segredo.

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação aos vossos clientes?

Tentamos criar alguma empatia e proximidade com os noivos desde a primeira reunião, afinal de contas vamos fazer parte de um dia tão especial como o casamento.

Durante todo o processo ouvimos ao máximo todos os seus pedidos, tentamos conhecê-los ao máximo para percebermos o que faz mais ou menos sentido. Além disso, nunca esquecemos que grande parte dos noivos se casa pela primeira vez, e por isso há sempre uma insegurança natural instalada. O nosso papel é dar-lhes apoio e toda a confiança.

Basicamente, mantemo-nos em contacto do primeiro ao último dia, somos bastante acessíveis.

 

Qual é a melhor parte de ser o anfitrião de um casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é, sem dúvida, fazer parte de todo o processo. Naturalmente um casamento é um dia feliz, cheio de sorrisos e boa energia. É um dia giro de se trabalhar.

Quando tudo termina e percebemos que os noivos estão gratos e que correu tudo bem, é, sem dúvida, gratificante! Não podemos esconder que estamos até à ultima em modo alerta!

O mais desafiante acredito que seja a gestão de espectativas, em tudo!

O mais difícil é a carga horária que um dia de evento exige, é muito bom, mas quando paramos para pensar percebemos que temos funcionários a trabalhar durante muitas horas seguidas.

 

Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso Espaço para casamentos no Porto: Quinta do Avesso

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Nesta primeira fase do projecto vai ser sempre uma questão dificil, porque ainda são todos muito especiais, têm muito de nós em cada um deles. É impossível destacar um. Há alguns com que nos identificamos mais e outros menos, mas gostar de trabalhar é diferente… Não dá para escolher!

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Espaço rústico moderno para casamentos no Porto, esta é a Quinta do Avesso.

Esta imagem para nós representa o outro lado da Quinta do Avesso.

Grande parte das visitas são feitas durante o dia, e raramente os noivos têm oportunidade de visualizar a quinta à noite. Garanto que é uma agradavel surpresa. A calma que o lugar representa, com o efeito das luzes quentes, transforma o local noutro espaço… envolvente e muito acolhedor.

Tudo inserido num ambiente rústico, e com o mesmo género de iluminação, faz com que os momentos noturnos, como por exemplo o corte do bolo, se tornem ainda mais especiais.

 

Contactem a Quinta do Avesso, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto com a Rita Madanços, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!