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Susana Pinto

À conversa com: Jardin d’ Époque – flores para casamento

Hoje  converso com a Ema Ramos, da Jardin D’ Époque – flores para casamento.

A primeira vez que vi o seu trabalho, fiquei curiosa: é desarrumado, esquisito, tem qualquer coisa de bicho – e foi mesmo isso que lhe disse. Ao segundo olhar, percebe-se a inteção, o caminho, a conversa, e isso é muito especial. Porque é novo, porque é inesperado, porque é original e porque é bonito. Exige de nós uma atenção redobrada, uma pausa e foco para entrarmos nesse belíssimo diálogo em que somos recompensados.

Com esta conversa, descobri que temos muito em comum: o rigor, a curiosidade variada e um certo desassobramento em relação ao nosso trabalho. Gostei muito, mesmo!

Fiquem com o trabalho da Ema e, sobretudo, com as suas palavras. Façam uma pausa e deixem-se cativar!

 

Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho.

 

Como é que nasce a Jardin d’ Époque?

A Jardin d’ Époque nasce no momento em que tomo a decisão de regressar a Portugal. Depois de ter vivido alguns anos em França, comecei a sentir a necessidade de me dedicar a um projecto totalmente meu, onde o infinito fosse o limite e onde a criatividade fosse a matéria prima primordial.

 

Como defines a assinatura da Jardin d’ Époque?
Gosto de definir o Jardin d’ Époque como um projecto descomprometido com as regras sedimentadas no mundo da arte floral e extremamente focado nas particularidades daqueles que me procuram e que confiam no meu trabalho. Há uma frase dos fundadores do FLO Atelier Botânico (Antonio Jotta e Carol Nóbrega), uma das minhas referência no mundo das flores, que trago sempre presente e que me ajuda a manter o rumo: “É essencial não se limitar a regras, nem levar tão a sério o que já foi escrito sobre como montar um arranjo. É importante trabalhar com ingredientes frescos, de boa qualidade, mas também com itens menos convencionais. Depois, use sua bagagem estética e privilegie o que combina com você, com seu estilo de vida.”

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheste para explorar e trabalhar este ano? Porquê?
Mais do que o ADN da marca, creio que este estilo é o meu próprio ADN. Desconstruir linguagens e processos de trabalho sempre foi transversal a todas as áreas profissionais em que estive envolvida. Do ballet clássico à produção cultural, do design à arquitectura… Conhecer a história, o que já existe, o que é produzido… E permitires-te experimentar e dessa forma evoluíres e definires o teu percurso e a tua identidade.

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

As tendências da estação… São um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Inevitavelmente as tendências estão quase sempre presentes. O Pinterest e o Instagram estão à distância de um clique para toda a gente e é muito comum receber e-mails com pedidos de orçamento acompanhados de “imagens tendência”. O grande desafio, é desenvolveres um projecto a partir das premissas que são as expectativas daqueles que te procuram, em função do teu método de trabalho e das tuas convicções.

 

E as estações do ano, o ritmo de produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?
O nome Jardin d’ Époque não foi escolhido de ânimo leve. Quis que o nome da marca fosse uma alusão directa à forma como gosto de trabalhar. E por isso, o ritmo e as características de cada estação do ano são, sem dúvida, a principal influência no meu trabalho.

 

Ter o controlo das decisões é importante? Tens uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como queres que o teu trabalho seja mostrado e vivido ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que te interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sou extremamente perfeccionista e picuinhas. E é por isso mesmo que discutir ideias e desenvolver um processo de trabalho é de extrema importância para mim. Nos tempos de faculdade, quando estudava arquitectura, na disciplina de Projecto tínhamos assiduamente as chamadas “críticas comparadas” onde discutíamos os exercícios que estávamos a desenvolver. Eram momentos de exposição e discussão que nos faziam repensar o que estávamos a produzir e assimilar novas possibilidades que surgiam na partilha e na crítica. Tento trazer esta dinâmica, hoje, para o Jardin d’ Époque, esteja com um cliente ou com um outro profissional. A partilha permite-nos chegar muito mais longe.

 

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicas ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Não creio que aplique uma fórmula aos projectos. Desenvolvo-os, sim, de acordo com o meu método de trabalho e esse método evolui de acordo com as especificidades de cada desafio, criando propostas totalmente individualizadas e únicas.

 

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ai… É muito difícil responder a esta pergunta! Sempre tive imensa dificuldade em focar-me apenas numa área porque tenho imensa curiosidade por uma série de temas, muitos deles, completamente díspares. E a inspiração tanto pode vir de uma peça gráfica ou arquitectónica da Bauhaus, como de um incrível espaço interior contemporâneo branquinho, com apontamentos de mármore de Estremoz e madeira clara de pinho… No fundo, ela pode espreitar de um qualquer pormenor que se cruze comigo nas tarefas diárias!

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

Esta é mais fácil! Pego na Margarida e na Bolota e vamos até à Praia da Luz… Eu tomo um café e elas fazem buracos na areia! É incrível o privilégio que temos na nossa localização geográfica. A proximidade com o mar é um bálsamo para os momentos mais intensos e o facto de ter vivido durante algum tempo longe dele, faz-me dar-lhe ainda mais valor.

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Jardin d'Epoque - decoração floral para casamentos

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com os teus clientes?

Gosto muito de conversar e, mesmo numa fase inicial, tento estar presencialmente com as pessoas que me contactam. Nem sempre são possíveis as visitas ao estúdio e por isso, muitas vezes, os contactos são feitos através de e-mail ou skype. Mesmo com as “imagens tendência” que referimos há pouco, é muito importante para mim perceber as expectativas, as estórias e os sonhos de cada um. E a partir daí, desenhar um plano. Começo pela definição de uma paleta de cores, selecção de espécies e construção das estruturas das peças florais no chamado mood board. E numa fase posterior, desenvolvo todo o processo através do desenho, fotografias e maquetas. Quando trabalhamos com elementos vegetais há coisas muito difíceis de definir… Não conseguimos adivinhar a dimensão exacta de determinada espécie… Nada nos garante que não existirá uma praga que colocará em causa a maturação “daquela” flor… Mas acredito que desenvolver um projecto de design floral à semelhança de um projecto de design de produto ou de arquitectura permite-me deixar portas abertas para soluções de eventuais problemas. E, acima de tudo, permite que os meus clientes percebam toda a minha dedicação e entrega.

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte de trabalhar com flores e plantas é a energia que elas me dão. Claro que há momentos de tal forma intensos que a última coisa que quero fazer é levar flores para casa! Não sinto aquele cliché do “gosto tanto do que faço que não sinto que seja trabalho”. Eu gosto mesmo muito do que faço mas o sentido de responsabilidade que tenho para comigo e para com os meus clientes não me permite sentir este projecto como uma ocupação de Domingo à tarde. E é isso que torna o Jardin d’ Époque um desafio permanente.
Difícil, difícil… É ter de limpar o estúdio depois de dias intensos de trabalho em que todas as tesouras desapareceram e, afinal, estavam camufladas no meio dos desperdícios de folhas e pétalas!

 

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

O casamento que mais gostei de fazer foi precisamente o primeiro em que a primeira frase do e-mail de contacto dizia: “descobrimos o teu trabalho através do Simplesmente Branco”. Tinha terminado de empacotar as minhas coisas em França, a transportadora viria no dia seguinte e restava apenas o computador em cima de um pequeno aparador. O e-mail era escrito em francês!  E de repente, comecei o projecto de um casamento na deliciosa Comporta!
Todo o processo foi maravilhoso, pelos lugares e pelas espécies que a Justine e o Paulo elegeram. E o mais incrível foi o privilégio de desenvolver o projecto de design floral para um espaço como o Sublime Comporta, onde a articulação com a arquitectura e com as peças de mobiliário contemporâneos me deixaram como peixe num oceano!
O facto do casamento ter sido bem longe do Porto também me permitiu perceber que a ambição que tenho de executar projectos em todo o país e mesmo fora dele é possível e exequível, se meticulosamente planeado e com os maravilhosos e incansáveis fornecedores de flores de corte com quem trabalho.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê. 

Esta imagem é uma das minhas favoritas por várias razões. Foi o bouquet que construí para o primeiro editorial para o qual me convidaram a participar. A primeira vez que senti e vivi o trabalho de equipa entre vários fornecedores de serviços do mundo dos casamentos e a incrível confiança e liberdade que depositaram no meu trabalho. Liberdade que me permitiu construir uma peça “descabelada”, mesmo como eu gosto, utilizando flores de compra e amoras silvestres que colhi numa tarde de Agosto e às quais retirei todos os espinhos, bagas de campos abandonados, dálias oriundas de bolbos que já estiveram no jardim da minha avó e que a minha mãe replantou, hortênsias do jardim de casa dos meus pais… É uma imagem que me traz memórias e estórias.

 

bouquet de noiva Jardin d' Époque
Os contactos detalhados da Jardin D’ Époque estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem directamente a Ema Ramos através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Lounge Fotografia – fotografia de casamento

Hoje converso com o Luis Mateus e a Marta Barata, que assinam como Lounge Fotografia, sobre fotografia de casamento e a importância, valor e poder deste registo para a família que se constrói todos os dias e para a memória futura, um pequeno imenso detalhe que se calhar raramente consideramos… que especial que isso é!

Uma curiosidade sobre a Lounge Fotografia: são, oficialmente, os primeiros clientes Simplesmente Branco, após ficarmos online com o grupo inicial de 19, que acompanhou o nascimento do site, em Maio. A Marta e o Luís juntaram-se a nós em em Dezembro, e desde o primeiro momento foram nossos parceiros em todas as aventuras, sem hesitar, sempre com imensa paciência, disponibilidade e óptima atitude: juntos, fizémos styled shoots (quando não se fazia nada disto nem havia Pinterest!), as primeiras edições da S Magazine, os primeiros showcases, os primeiros jantares e encontros. Éramos todos estreantes entusiastas neste universo das publicações digitais, fresquíssimos players no mercado de casamento, mas cheios de energia, ideias e vontade de colaborar, fazer, experimentar. É um passado recente, mas parece já outro tempo.

Tem sido um prazer acompanhá-los, ver o trabalho evoluir e ganhar corpo e nome próprio, vê-los construir a sua própria família e a forma como escolhem registar os momentos bonitos. Posso dizer que são um clássico intemporal: sempre fiáveis, sempre disponíveis, sempre com trabalho bonito. E isso, queridos noivos, não é uma moda, é um luxo!

Fiquem a conhecê-los, e a o seu trabalho, em detalhe. Merecem!

 

Gostamos de famílias calorosas, que se abraçam, que se beijam, que riem juntas ou que choram de felicidade! Depois do nosso casamento, percebemos ainda mais a importância das pessoas à nossa volta, e o quão importante são estes registos. As fotografias de casamento devem ser algo mais do que detalhes bonitos, vestidos pendurados ou a marca dos sapatos. Ver a cara de um pai orgulhoso que leva a sua filha ao altar é,  para nós, muito mais significativo, muito emocionante. Dessa forma esforçamo-nos por fazer um registo que inclua estes momentos únicos e espontâneos, que, muito tempo depois, continuam a transportar o casal para aqueles instantes, com o mesmo poder gerador de emoções.

 

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Eu, Luis, comecei no curso de fotografia do Instituto Português de Fotografia, pólo portuense, em 2000. A fotografia sempre foi uma das minhas paixões e depois de um curso superior que nada tinha nada a ver, achei melhor seguir esta paixão. Trabalhei ainda com o formato analógico e fiz diversos casamentos para outros estúdios. Estagiei e trabalhei oito anos, num estúdio de moda, com o fotógrafo Cassiano Ferraz. Durante este período fui desenvolvendo o meu estilo e, em 2006, decidi fundar a Lounge Fotografia. Nessa altura, também depois de ter terminado o seu curso superior, a Marta juntou-se a mim e foi contagiada pelo bichinho dos casamentos e da fotografia de pessoas.

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

O Luis, desde 2000, e a Marta, desde 2006. Juntos, há 11 anos sem parar!

Gostamos muito e sentimo-nos bem a fotografar casamentos. O nosso trabalho é apreciado e valorizado pelos noivos e pelas famílias, e sabemos que estamos a contribuir para a herança fotográfica das várias gerações. Na nossa opinião, as memórias e o seu registo não têm preço!

 

As selecções de imagens que me enviam para publicação, trazem, invariavelmente, um dos momentos icónicos do casamento: a entrada de pai e filha, de braço dado, na igreja. Esta inclusão na narrativa para publicação, é propositada ou inconsciente e natural? A família e a sua história e laços, são um assunto que vos atrai?

Para nós, a família e a interação entre os seus vários membros, é muito importante. Gostamos de famílias calorosas, que se abraçam, que se beijam, que riem juntas ou que choram de felicidade! Depois do nosso casamento, percebemos ainda mais a importância das pessoas à nossa volta, e o quão importante são estes registos. As fotografias de casamento devem ser algo mais do que detalhes bonitos, vestidos pendurados ou a marca dos sapatos. Ver a cara de um pai orgulhoso que leva a sua filha ao altar é,  para nós, muito mais significativo, muito emocionante. Dessa forma esforçamo-nos por fazer um registo que inclua estes momentos únicos e espontâneos, que, muito tempo depois, continuam a transportar o casal para aqueles instantes, com o mesmo poder gerador de emoções.

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

O mais importante para nós é fazermos sempre aquilo de que gostamos, não seguirmos tendências, semos fiéis ao nosso estilo. Conseguimos ir buscar inspiração a tudo o que fazemos, mas acho que a principal fonte são às palavras de satisfação dos nossos clientes!

E nos últimos anos, o Instagram tem sido nosso principal “palco” de inspiração, não só com fotografia de casamento, mas outras variantes também, fotografia de rua, moda, fotografia de viagem, documental etc…

 

O vosso trabalho é a duas mãos. Como o definem e como construíram a vossa assinatura?

Somos contadores de histórias e para isso é preciso muito trabalho, e dedicação e, acima de tudo, valorizar todos os momentos. Após vários anos a fotografar em conjunto, já sabemos o papel de cada um na dinâmica do dia e basta olharmos um para o outro, para sabermos o que o outro precisa. Gostamos de fotografar de uma forma documental e bastante descontraída ao longo do evento. Acima de tudo, gostamos de fotografar para pessoas felizes!

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Até ao dia 23 Junho de 2017, era um para o outro, mas agora olhamos para os nossos gémeos e tudo passa. O cansaço desaparece e achamos sempre que vamos conseguir mais e melhor por eles!

Desligamos os computadores e a ligação às redes sociais e respiramos fundo.

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Estão instalados no Porto: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?

Claramente nacional, vamos onde nos quiserem. O nosso País é tão pequeno, é tão fácil viajar para todo o lado.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação com os vossos clientes?

Queremos sempre uma reunião presencial para nos conhecermos, ou no nosso escritório ou por skype, é muito importante esta primeira fase,  e, se correr bem, temos tudo para que o cliente saia satisfeito e nós, valorizados. Se vieram até nós, é porque gostam do nosso trabalho, mas também é necessário que haja uma certa química entre todos. Não somos os fotógrafos certos para todos os casais, nem todos os casais são “perfeitos” para nós. Esta ligação é importante no resultado final.

Após a reunião e confirmação do interesse nos nossos serviços, aconselhamos os noivos a fazerem uma sessão de noivado. Esta sessão é muito importante porque ficamos a conhecer-nos ainda melhor, quebramos o gelo, sabemos como funcionam enquanto casal e qual a linguagem corporal, ficamos a saber do que gostam, o que os move… por outro lado, o casal fica a saber o que pretendemos deles (como actores principais da narrativa do dia), como funcionamos e o que esperar da pessoa atrás da câmera! Ao encontramos a nossa dinâmica de grupo e zona de conforto, teremos um dia bem mais descontraído e calmo.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de fotografar?

Normalmente gostamos de casamentos mais pequenos, intimistas e descontraídos, sem grandes formalismos. É importante que o casal desfrute do dia e que esteja feliz. São importantes os sorrisos verdadeiros, assim como as lágrimas de felicidade! Já fotografámos todo o tipo de casamentos, mas os melhores são aqueles em que os noivos vivem o dia com emoção, sem estarem demasiado preocupados. O lado emocional é muito importante para nós.

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

Claramente, registar todos os momentos que poderãoser revividos, um dia mais tarde, pelo casal, pela família e até pelos filhos que ainda não nasceram, é muito especial, são memórias eternas aquelas que registamos. Temos a noção de que estamos por vezes a fotografar pessoas que mais tarde deixaram de estar entre nós, e o nosso papel é, também, documentar e registrar a presença dessas pessoas. O mais desafiante é estar à altura de todos os momentos… é preciso estar sempre alerta e atento a tudo o que nos rodeia.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Lounge Fotografia - fotografia de casamento
Marta: é uma imagem que gosto bastante, o olhar de ternura do avô da Maria Edite, após a cerimónia e o cumprimento entre ambos! Acredito que será uma imagem que irá ficar para sempre no coração desta noiva.
 Lounge Fotografia - fotografia de casamento
Luis: além de casamentos, este ano comecei a fotografar partos, e esta é uma foto da primeira experiência neste campo. Assistir ao nascimento de um bebé é algo maravilhoso e tão marcante, que ficará para sempre na minha memória!

 

Os contactos detalhados da Lounge Fotografia estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens bonitas e contactem directamente a Marta Barata e o Luís Mateus através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

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Susana Pinto

À conversa com: Histórias com Alma – espaço para casamentos

Hoje sento-me à conversa com a Ana Freitas, que está à frente do belíssimo projecto Histórias com Alma, um espaço para casamentos muito especial, em Ponte de Lima. Ontem mostrámos aqui um pequeno e muito elegante exercício de estilo, e hoje falamos sobre tendências, escolhas e como fazer crescer um negócio.

Conheci a Ana Freitas e o Francisco Sousa quando o seu projecto Um dia de sonho estava a ganhar consistência, no nosso showcase  You+Us=Fun!, no Clube dos Fenianos, em 2012, no Porto. Apresentaram-se de forma impecável, mesmo sendo marinheiros de primeira viagem neste tipo de evento. Quando me contaram sobre a nova aventura da Casa Grande do Fontão, e mais tarde, me proporcionaram uma visita guiada, um dia muito bem passado e um delicioso jantar, não me restaram dúvidas de que seria um sucesso. Apenas desconhecia, certamente por falta de oportunidade, o talento e gosto apuradíssmo da Ana, para a decoração. Esta foi uma aventura que exigiu coragem, maturidade e golpe de asa. Isso não só é admirável, como comprova a qualidade e o profissionalismo deste dynamic duo!

Vamos conhecê-los e ao magnífico espaço para casamentos que é a Casa Grande do Fontão!

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Vieste da Engenharia, tens um pé (muito bem assente) na fotografia e estás à frente deste projecto ambicioso e de imensa qualidade que é o espaço Histórias com Alma.

O que te trouxe até aqui?

Provavelmente são poucas as pessoas que conhecem o caminho que percorri até aqui. Licenciada em Engenharia Metalúrgica e de Materiais, rapidamente percebi que o meu percurso profissional não passaria por polir amostras de aço e fazer testes de laboratório. Desde os tempos da universidade que já pegava nas ainda rudimentares máquinas e lentes que tinha e transportava momentos (alguns bem loucos e intensos!) para fotografias com um toque clássico e elegante. Via amigos a fotografar prédios, o metro, as pontes, ruas sujas, o pôr-do-sol e lugares da cidade (o Porto que me acolheu de braços abertos) e a sentirem-se realizados com a chamada “fotografia de rua”… mas eu nunca me senti atraída por isso. Desde sempre que gosto de fotografar coisas bonitas de forma bonita.

Depois, vivendo com o Francisco e caminhando lado a lado com ele, correria sempre o risco de, num piscar de olhos, estar envolvida em projectos maiores que a nossa pequena dimensão… Nasce assim a Um Dia de Sonho, quase sem darmos por isso. Começou por fazer parte da nossa vida e, lentamente (mas a passos largos), começou a ser a nossa vida e um projecto para o qual vivemos intensamente.

Mais tarde cresce a parceria com o Simplesmente Branco, e sentimos um reconhecimento forte da nossa marca e do nosso estilo de fotografar e filmar. Decidi começar então uma nova abordagem com os clientes que nos visitavam cá em casa e a ser muito exigente com eles. Não basta “está na hora de casar” porque queremos viver juntos, “viemos cá porque vocês são os fotógrafos da moda”, mas olhem que nós “nem gostamos nada de ser fotografados”! Vamos ter um casamento “intimista com 300 convidados” e a quinta “é bonitinha, toda moderna e fica pertinho de casa”. Decidi barrar completamente esse cliente e focar-me ativamente na procura de casais verdadeiramente apaixonados e apaixonantes. Começámos, então, a contar histórias.

Comecei a fazer menos casamentos e a ter mais tempo para mim. Investi em mim. E com isso passas a abrir mais vezes a porta da tua casa para receber os teus amigos. Apaixonas-te pela arte de bem receber. Gostas da sensação e do friozinho na barriga de “estarem quase, quase, a chegar” e a mesa ainda não está como idealizaste para aquela noite. “Põe aquele álbum da Maria Rita fantástico que me mostraste na outra noite, Francisco!”. Gostas do “Oh Ana, não temos pratos marcadores brancos para toda a gente… e agora?”…

Quem me segue no Instagram sabe que adoro cozinhar com alma, que adoro receber com alma. Sabe que transporto a cozinha para ambientes impecavelmente bem decorados e acolhedores. E assim surge a Histórias com Alma.

 

A imagem de marca da Histórias com Alma é, na minha opinião, um estilo rústico, elegante, muito contemporâneo, e minimalista. Concordas com esta definição?

É agradavelmente estranho ter uma percepção real sobre a forma como vês o meu trabalho. Contemporâneo e simples – sem dúvida.

Tento abordar cada evento e cada disciplina da Histórias com Alma (planeamento, decoração, estacionário e flores) de forma elegante e minimalista. “Menos é mais” (sempre me disseste isso) e já nos conhecemos há uns bons anos!

Talvez esta definição e abordagem nos defina a nós (Ana Freitas e Francisco Sousa) enquanto pessoas. Talvez esta definição personifique os nossos gostos pessoais. Talvez esta definição vá ao encontro dos clientes que nos procuram. Talvez.

 

Esta assinatura faz parte do ADN do espaço, ou é algo que escolheste como tendência e tema para este ano? Porquê?

Na verdade, intrínseco à marca Histórias com Alma está também a Casa Grande de Fontão que é um espaço com um solar limiano histórico que tem uma energia mágica muito própria, com raízes rústicas muito fortes. Este é o ADN do espaço que muito nos agrada mas que, ao mesmo tempo, nos permite multiplicar fórmulas e interpretações para os vários eventos de cada ano.

É muito bom ter um espaço com a personalidade da Casa Grande do Fontão. É muito gratificante sentir que os nossos clientes respeitam a história do solar (e as suas características) e a incorporam na forma como vão abordar o seu dia de casamento.

Todos os eventos que crio partem de uma parceria muito forte entre mim e o cliente. Eu limito-me a editar cada decisão que o cliente tem de tomar. Nunca permito que as ideias resvalem por falta de bom gosto e/ou exagero. Edito, edito e edito. Instruo e abro portas para visões que talvez o cliente nunca tenha pensado ou sequer saiba que existem. Edito e edito tudo mais umas quantas vezes, e apresento soluções para que o cliente se apaixone e fique confortável.

E, por vezes, tenho a sorte de trabalhar com clientes que me editam a mim! Há noivas com um sentido estético e conhecimento do mercado muito bons!

As tendências, na minha opinião, nascem das parcerias. Nascem da discussão. Nascem do erro. Nascem do fazer.

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima
Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Eu diria que quando são um assunto de trabalho, é bom sinal.

Tenho notado uma forma de abordagem um tanto facilitista – se é que a expressão existe – em algumas pessoas que me contactam e pedem preços para um bouquet igual ao que fiz para a noiva do blog A ou que me ligam para perguntar (simplesmente) qual a marca de sapatos da noiva da publicação B… e, já agora, quem é que a penteou? Não é que não fique feliz quando isso me acontece – uma vez que isso reflete o impacto que a marca tem nas pessoas que a seguem – mas, por outro lado, fico sem entender e sem base para interpretar correctamente aquela pessoa em termos de gosto e linhas de raciocínio. Não tem de ser assim e não tem de ser sempre igual. Tem de ser pensado por vocês e para vocês.

Inspirem-se nas tendências trendy (yes, please!) mas … e porque não nos clássicos também?

Dediquem o vosso tempo aos detalhes. Dediquem tempo à preparação do vosso evento. Sejam criativos e opinativos. Não sejam controladores. Nós, autores e criadores, precisamos de espaço e de liberdade criativa (controlada, claro que sim).

 

Ter o controlo das decisões é importante? Tens uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como queres que o teu espaço e trabalho sejam mostrados e vividos ou é o prazer discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que te interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sinto-me dividida. É importantíssimo assumir o controlo criativo dos projectos e dos eventos que crio. Por outro lado, é crucial auscultar os meus clientes e tentar entender quais as suas raízes, ideias, expectativas. Quais os seus sonhos… Tento ir ao encontro das expectativas deles mantendo, sempre, a minha identidade.

No entanto, não nego, que existe uma pressão “media” muito alta para publicar apenas aquilo com o que mais me identifico e com o que mais gosto. Se publicas o que gostas e o que te enche o coração vais atrair clientes que te apreciam por esse trabalho. Gosto de trabalhar as redes sociais dessa forma.

No que concerne à relação de proximidade com cada cliente… Aí tenho de dar destaque ao Francisco. Ele é muito querido com os clientes das Histórias com Alma. É super dedicado e sabe gerir muito bem todos os passos desde o planeamento até à concretização do evento em si. É o Francisco, na maioria dos casos, que acompanha os nossos clientes. Eu reservo-me para a parte criativa e prática; cabe-me a mim concretizar o que os clientes idealizam com o Francisco. Esta parceria e estratégia tem resultado muito, muito bem.

Nota: confesso que tenho tido umas quantas clientes que opto por “roubar carinhosamente” ao Francisco. O motivo? sei que o planning me vai dar muito prazer!

 

Onde buscas inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Hummm… não existe um local, fórmula ou fonte únicas.

Em primeiro lugar inspiro-me nos próprios eventos em que tenho a sorte de participar. Enquanto fotógrafa da Um Dia de Sonho, tenho a felicidade de participar (activamente) em eventos lindíssimos e muito especiais onde posso (e devo) absorver  ideias, aprender técnicas, abordagens e linguagens de outras equipas e de outros autores e criadores de eventos.

Tenho a sorte de manter relações muito próximas de respeito e amizade (e até parceria) com equipas fantásticas que organizam eventos lindíssimos em Portugal. Duas delas a norte e com abordagens bastante similares às minhas – mas com clientes diferentes, claro. Mas é fantástico ter esse privilégio e sentir que consegui um lugar de respeito entre os melhores. Muitas das vezes, é junto eles que me inspiro. E, por vezes, sei que eles também se inspiram em mim…. (mas isso fica cá entre nós!).

Depois, a inspiração chega através das viagens que faço, do instagram, das lojas onde compro roupa, da moda (em si), dos filmes que o Francisco me obriga a ver, de uma ida ao Ikea, de uma noitada de copos com os meus amigos, de um concerto gratuito, de um jantar num restaurante, de uma youtube battle

Nota: não seria intelectualmente correcto da minha parte se não dissesse que a própria industria dita as tendências de cada temporada. Isso acontece imenso com o mobiliário. É difícil contornar as lojas comuns. Tal como na música, temos de fazer dig in de fórmulas e soluções alternativas.

 

Eu crio e conto histórias com alma. Crio infinitos detalhes que se alinham – todos – apenas no momento certo. São esses infinitos detalhes que me ocupam infinitas horas de trabalho e culminam com um sorriso exclamativo de uma noiva e de um noivo. É essa a melhor parte de decorar um casamento. A reação do cliente à decoração, ao detalhe, às flores, à dinâmica, à surpresa, à sala… É aquela lágrima que teima em cair e abraça o sorriso. É a troca das horas de trabalho pelo “uauu!” do cliente.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o olhar?

A fadiga criativa, no meu caso, está irremediavelmente associada à fadiga muscular e física uma vez que sou eu que faço todos os trabalhos que adjudicam à Histórias com Alma e uma vez que a minha equipa é reservada a um número muito restrito de colaboradores.

A solução passa sempre por procurar um hotel boutique irresistível num local mágico (longe ou perto de casa) e comunicar ao Francisco dois dias antes que está tudo reservado. Ele trata – unicamente – da banda sonora para a viagem. O resto fica tudo ao meu encargo e critério.

Um pecado: não consigo – e já tentei por múltiplas vezes – desconectar do universo das redes sociais. É mais forte do que eu. E, por norma, surge sempre um enorme buzz à volta dos locais que escolho para repor as energias. Bom sinal, certo?

 

Como é o teu processo de trabalho, como crias uma ligação com os vossos clientes?

Os processos Histórias com Alma e Um Dia de Sonho são bastante similares nesse aspecto. É muito raro termos um cliente que não se sinta nosso cliente desde o primeiro segundo. Desde o momento em que abrimos o portão verde do solar em Fontão, sentimos que essa ligação acontece.

Depois, e o mais complexo, é reforçar essa mesma ligação. Os clientes são muito precoces no que concerne à procura de espaços e fornecedores para o seu casamento. E isso faz com que exista um gap de um ano (muitas vezes mais) de “não ligação” ao cliente. A nossa estratégia para colmatar esse intervalo, é a comunicação. Eu desenvolvo os estilos e o grafismo das nossas comunicações com os clientes e o Francisco trata da comunicação directa e personalizada com cada cliente. Ele é fantástico nessa área.

Nota: tenho notado que existe um défice muito grande na comunicação com os clientes que abraça, de forma transversal, o mercado dos casamentos. Todos os meus clientes ficam absolutamente rendidos com a forma como comunico com eles. É algo raro e precioso hoje em dia.

 

Qual é a melhor parte de decorar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Eu crio e conto histórias com alma. Crio infinitos detalhes que se alinham – todos – apenas no momento certo. São esses infinitos detalhes que me ocupam infinitas horas de trabalho e culminam com um sorriso exclamativo de uma noiva e de um noivo. É essa a melhor parte de decorar um casamento. A reação do cliente à decoração, ao detalhe, às flores, à dinâmica, à surpresa, à sala… É aquela lágrima que teima em cair e abraça o sorriso. É a troca das horas de trabalho pelo “uauu!” do cliente.

É a forma carinhosa (ou eufórica) como sou recebida quando desvendo um bouquet meu para a cliente.

Essa é a melhor parte.

É o beijinho sentido da mãe e do pai da noiva.

É o beijinho da noiva e o abraço do noivo ao Francisco quando ele lhes mostra a decoração da sala.

É veres o teu trabalho todo ser elogiado em breves segundos. Mas cada segundo vale a pena.

O mais desafiante e difícil é a personalização. Quando atinges um nível de personalização como o que atingi com a Histórias com Alma corres o risco de verificar situações em que te exigem tudo como um dado adquirido.

 

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Qual foi o casamento em que mais gostaste de trabalhar? Porquê?

Não consigo responder de forma taxativa a essa tua pergunta. Nós tivemos eventos na Histórias com Alma verdadeiramente incríveis com noivos muito queridos e que se entregaram verdadeiramente ao dia do seu casamento de forma mágica e impossível de repetir.

Tivemos casos de noivos pouco expansivos que no dia se revelaram anfitriões incansáveis, tivemos casos de noivos que construíram literalmente tudo aquilo que nos mostravam pelo Pinterest mas com uma qualidade e um bom gosto tremendo, tivemos noivos que, de tão queridos que são, nos enchem o coração e nos obrigam a dar tudo e a abdicar da nossa própria vida pessoal para os acompanhar durante todo o processo, tivemos noivos dos países mais improváveis que nos contagiaram com os seus costumes e tradições, tivemos noivos altamente urbanos que adoptaram Fontão como uma vila para todo o sempre…

Destaco também todos os eventos que fiz com a Histórias com Alma fora do nosso solar. Temos tido a oportunidade de criar alguns eventos em casas particulares e em espaços (hotéis e villas) que nos têm dado um prazer muito enorme e que seria injusto não mencionar como algo muito importante e muito prazeroso para mim.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portefolio e conta-nos porquê:

 

Histórias com Alma - espaço para casamentos em Ponte de Lima

 

Esta imagem reflete a dedicação que imprimo nos eventos que crio e na forma como trato cada um dos meus clientes. Encaro cada casamento como se fosse o meu.

Escolhi esta imagem porque reflete tudo aquilo que quereria para o meu casamento.

 

 

Os contactos detalhados da Histórias com Alma estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens divertidas e cheias de boa disposição e contactem directamente a Ana Freitas através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

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Susana Pinto

À conversa com: Funtoche – animação infantil para casamentos

Hoje a nossa convidada para dois dedos de conversa, é a simpática Andreia Fernandes, que está à frente da Funtoche – animação infantil para casamentos.

A Funtoche – animação infantil para casamentos é nossa cliente desde o início, e tem sido um prazer ver este projecto crescer com passos firmes, rumo a uma grande aventura. Isto é resultado da visão da Andreia e Paulo Fernandes, da forma profissional como se apresentaram, desde o primeiro momento, ao mercado de casamentos em Portugal, e do talento (e prazer!) genuíno com que animam os mais pequeninos, deixando espaço para que os casamentos em que estão a trabalhar sejam muito felizes, tranquilos e descomplicados para os jovens pais convidados.

 

Nos casamentos, temos a oportunidade de proporcionar às crianças (que estão numa festa infindável para elas), momentos de diversão constante que nunca mais vão esquecer. Já houve crianças na semana seguinte a pedirem aos pais para voltarem à festa de casamento, porque queriam brincar mais com os Piratas… isto diz tudo!

 

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até à criação da Funtoche.

Sempre adorei crianças, a minha mãe tinha um Colégio e eu sempre cresci no meio delas. Acabei por tirar o curso de Professora de 1º ciclo e leccionei durante 5 anos.

 

Há quanto tempo te dedicas à animação infantil? Porque escolheste este serviço para os mais pequeninos?

Desde o secundário que fazia, por hobby, animações infantis ao fim-de-semana.

Só quando fiquei grávida do meu 1º filho é que decidi que tinha de me dedicar a tempo inteiro ao meu Projeto Funtoche e foi aí que ele cresceu! Escolhi este serviço por sentir que havia falta de ofertas com profissionalismo neste área.

 

Nestes tempos globais em que todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração para as tuas histórias e serviços?

A nossa primeira fonte inspiração são mesmo as crianças, os seus gostos e personagens preferidas, os novos temos de desenhos animados que surgem, etc..

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

A tua atenção alterna entre a tua família e os filhotes dos outros. Esse equilíbrio é difícil?

Acaba por não ser difícil agora, pois o meu tempo inteiro é para este projeto e para formar permanentemente a equipa de animadores que temos. Já não fazemos animação infantil como fazíamos no início, em 2010 quando a Funtoche foi criada. Mas estamos sempre disponíveis e empenhados em crescer e melhorar os nossos serviços.

 

Quando precisas de recuperar as energias, para onde olhas, o que fazes?

Passo tempo de qualidade com a minha família e amigos. Faço uma viagem, saio um pouco do frenesim do dia-a-dia.

Foi o que fizemos no ano passado, quando decidimos ir viver 4 meses para os EUA, com os nossos 2 filhotes. Recuperámos energia e trouxemos novos projetos para os quais nos sentimos inspirados, por não estarmos neste corre-corre!

 

Qual é a melhor parte de ser um animador infantil, numa festa como o casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte é levarmos alegria e momentos inesquecíveis a qualquer festa e a qualquer criança, sem dúvida.

Nos casamentos, temos a oportunidade de proporcionar às crianças (que estão numa festa infindável para elas), momentos de diversão constante que nunca mais vão esquecer. Já houve crianças na semana seguinte a pedirem aos pais para voltarem à festa de casamento, porque queriam brincar mais com os Piratas… isto diz tudo!

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – são contextos diferentes para o teu serviço? Qual é o teu formato de festa favorito?

Todos os contextos e todas as festas são os nossos favoritos, desde que tenham crianças.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como crias a ligação com os teus clientes?

A ligação é estabelecida no contacto inicial com o cliente, na reunião que fazemos antes do evento, para nos conhecemos melhor e definirmos os timings de actuação da animação, e com a nossa disponibilidade constante.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Estas são as nossas imagens preferidas.

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

Funtoche - animação infantil para casamentos

 

A primeira, com os noivos, porque foi um dos primeiros casamentos que realizámos em 2011 no Coconuts, uma família muito querida para nós que ainda hoje é nossa cliente!

A segunda porque retrata perfeitamente o carinho e dedicação que levamos e damos em cada festa e animação! Conquistamos sempre os vossos convidados de palmo e meio!

 

Os contactos detalhados da Funtoche estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, vejam as imagens divertidas e cheias de boa disposição e contactem directamente a Andreia Fernandes através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

 

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Susana Pinto

À conversa com: Design Events Wedding – wedding planning

Hoje sentamo-nos a conversa com a sábia e bem-humorada Maria João Soares, wedding planner de mão-cheia, que assina como Design Events Wedding.

Conheço a Maria João há mais de uma década, ainda muito antes de mergulhar nestes assuntos de casar. Sempre afinámos na conversa, no humor e nas ideias, mais ou menos amalucadas ou ambiciosas – depende apenas do ponto de vista -, com que nos desafiamos mutuamente e, juntas, escrevemos o nosso bonito livro “Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz”, um livro cheio de bons conselhos e boas práticas, como se fôssemos as fadas madrinhas da vossa festa.

Achámos que fazia falta informação arrumada, desmistificada e doce, que vos ajudasse a chegar ao mais bonito dos dias sem solavancos de maior, sabedores e, genuínamente, prontos para casar. Foi uma aventura emocionante editá-lo, e ainda hoje (celebramos o 3º aniversário em Novembro), é um livro precioso, gentil, honesto e valioso.

Sentamo-nos todas as semanas para conversas longas e o estado geral do mercado de casamento, para onde caminhamos e projectos futuros são assuntos recorrentes e sempre estimulantes.

 

O sucesso de uma boa festa é gente que nos ama, boa comida, boa bebida e óptima música. É isso que nos deixa boas memórias para sempre e é nisto que penso para refrescar a mente. Visualizo sempre esta festa, em função das pessoas que tenho à minha frente… O modelo estético? Esse aparece naturalmente depois.

 

Maria João, conte-nos como começou esta aventura de ser wedding planner, com a Design Events Wedding:

O nosso começo foi muito lá atrás. A nossa formação em gestão de recursos humanos, levou-nos à organização de eventos na área corporativa e, mais tarde, saltar para a organização de casamentos foi quase natural: trata-se, de igual forma, de gerir pessoas, vontades e criar consensos.

 

Organizar um casamento é coordenar tarefas mas também também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais ou no meio está a virtude?

No meio está sempre a virtude! Um casamento vive de uma boa organização de tarefas, meios e de uma apertada disciplina. Mas como não há casamentos iguais, muitas vezes gerir emoções é a tarefa mais dura de um wedding planner. Bom senso, análise e cabeça fria são essenciais!

 

Tem uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Infelizmente somos ainda dependentes da ideia da perfeição, do resultado espectacular, mas a verdade é que fazer “nascer” um casamento é bastante desafiante. É uma combinação de muitas emoções, criatividade e análise fria sobre o que há para trabalhar. Por vezes é também gerir cenários de crise.

O factor dominante para os noivos é a incógnita sobre tudo o que vai acontecer. O que é claro para nós, fruto da experiência, não é facilmente lido por eles. Para nós, profissionais, a chave reside na clareza da transformação das suas ideias em algo tangível. Apaziguar o stress, adequar as ideias e desenhar um dia com que se identifiquem verdadeiramente, criar confiança no outro lado são factores dominantes, sendo este último o mais difícil de conseguir.

É por isso que aconselhamos sempre os noivos a disfrutarem verdadeiramente deste processo: de cabeça aberta e sem preconceitos. Idealizar um dia tão especial para eles pode e deve ser um motivo de partilha e de grande motivação.

 

Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer

 

 

Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer

 

Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer

 

Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens em contratá-la?

Não sou super optimista quanto a isto, ainda há muito caminho para andar. O pensamento do “podemos fazer tudo sozinhos” ainda é muito forte. Se é certo que alguns noivos conseguem, sem esforço, organizar-se, para a maior parte não é bem assim, e acabam por fazer este caminho com dificuldades desnecessárias. Não saber valorizar e reconhecer o papel de um profissional ou expert do meio, não é uma atitude que favoreça a chegada a um bom resultado. Por outro lado, sendo uma actividade ainda muito incipiente e pouco transparente, os noivos não a vêm como uma mais-valia a considerar. Creio no entanto, que o cenário vai mudando, acabando o factor económico por perder importância.

Existem vantagens enormes, mas sublinho as mais importantes : uma óptima gestão de tempos, o quanto e onde gastar de forma inteligente, a certeza de contratar óptimos fornecedores e ideias. Chegado o dia D, o acompanhamento no terreno e o encontrar a melhor solução para problemas inesperados é o que pode esperar de nós.

 

Tem uma assinatura visível no seu trabalho, um estilo próprio e favorito, ou o é a voz do cliente que define a totalidade do resultado?

Para mim é a voz do cliente que define o modelo base, entendo que a nossa assinatura vem depois, nos detalhes, na interpretação geral da imagem do casamento. Claro que todos temos um estilo onde nos sentimos mais à vontade e que é a nossa cara, mas o foco é seguir e executar a vontade do cliente. É o ADN do cliente que deve ditar o caminho, mas é também verdade que o nosso know how pode e deve ajudar a criar o tal conjunto harmonioso.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Francamente achamos que são fait divers mas podemos usá-los a nosso favor. Se o mundo nos diz que a cor do futuro vai ser o vermelho tomate (uma das cores Pantone apontadas para 2018), podemos sempre pensar nele… mas se os Noivos gostam mesmo é de amarelo, pois é o amarelo a tendência do nosso trabalho.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Ao fim de tantos anos de trabalho e de avalanches de imagens, cada vez mais olho para o lado. Tento não me influenciar por outros trabalhos e manter uma imagem limpa, fresca e sem obedecer à “moda do momento”. Gosto de interpretar as primeiras palavras dos noivos – o que gostam, o que não gostam, as cores e em que ambiente se sentem bem. Para mim essa é a mãe de todas as inspirações!

 

Design Events Wedding, um fornecedor seleccionado SImplesmente Branco (3)

 

Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer

 

Design Events - wedding planner, decoração de casamentos e aluguer

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Pensar fora da caixa! Acho que cada vez mais a festa do casamento vive de muitas outras situações. O ambiente em geral a prevalecer sobre aquela flor que tem de se ter ou uma pista de dança a piscar. O respeito pelo enquadramento da natureza, não querer um palácio de Versalhes no meio do campo, ou querer recrear o campo no meio da cidade. Menos é mais! Não consigo compreender o “circo”, a festa na pista de karting, os noivos a descerem de pára-quedas… Este dia é uma experiência emocional muito forte, é um dia irrepetível… O sucesso de uma boa festa é gente que nos ama, boa comida, boa bebida e óptima música. É isso que nos deixa boas memórias para sempre e é nisto que penso para refrescar a mente. Visualizo sempre esta festa, em função das pessoas que tenho à minha frente… O modelo estético? Esse aparece naturalmente depois.

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

“Ler” os noivos, criar o elo de confiança, fazê-los descobrir as possibilidades, no fundo “pensar” no seu casamento como um guião escrito a três e viver aquele tempo em que ainda tudo é uma novidade.

O mais desafiante é manter as ideias, torná-las realidade e ajudá-los a vencer os medos.

 

“Ler” os noivos, criar o elo de confiança, fazê-los descobrir as possibilidades, no fundo “pensar” no seu casamento como um guião escrito a três e viver aquele tempo em que ainda tudo é uma novidade.

O mais desafiante é manter as ideias, torná-las realidade e ajudá-los a vencer os medos.

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Não conto troféus, sei que já fiz muitos casamentos, alguns foram fantásticos e outros mais difíceis, mas não consigo eleger um em especial. Mas gosto, especialmente e em particular, dos casamentos em que vi os noivos relaxados, felizes e cheios de vontade de se divertirem, a esses reservo-me o direito de pensar que contribui, fazendo um trabalho bem feito.

 

Escolha uma imagem favorita do seu portfolio e conte-nos porquê:

Esta noiva foi levada ao altar pela mão da mãe e vieram de muito longe (da longínqua América Latina), para elas o importante foi a cerimónia, e sentirem-se cómodas e seguras num dia tão emotivo. Foi um casamento muito íntimo e pessoal, tal como gostamos.

 

Design Events Wedding - wedding planner e organização de casamentos

 

Os contactos detalhados da Design Events Wedding estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, com o seu trabalho mais recente e contactem directamente a Maria João Soares através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

À conversa com: Hugo Coelho Fotografia

“Põe quanto és No mínimo que fazes.”

Esta frase faz parte do épico poema de Ricardo Reis. É um belo farol ou lema, ao retomarmos a nossa série de conversas longas com os fornecedores seleccionados Simplesmente Branco. Posso dizer que é uma das minhas rúbricas favoritas, porque é sempre fascinante conhecer o percurso de cada pessoa, as suas escolhas, a visão que tem sobre o seu trabalho e sobre o mundo, e como mostra tudo isso, naquilo que é a sua assinatura.

Hoje conversamos com o Hugo Coelho, fotógrafo de casamentos, que assina como Hugo Coelho Fotografia.

Começo por dizer que gosto muitíssimo do trabalho do Hugo, da forma como conta a história de cada casal, como constrói a narrativa do dia e nos passeia por ele, como se lá tivéssemos estado. Quando vejo as imagens que escolhe captar, para as preparar para a edição de um artigo, a selecção é sempre uma tarefa difícil, que exige tempo e desapego, mas faço-o com um imenso entusiasmo e expectativa, porque o ponto de vista do Hugo Coelho é fortíssimo e todos os elementos são essenciais e têm o seu lugar, não há uma hierarquia, nem uma formatação prévia, mas sim uma magnífica soma das partes. Não há festas feias nem festas bonitas. Há pessoas, uma história, intuição, trabalho e talento.

Tem sido um imenso prazer ver o Hugo Coelho a traçar o seu rumo, em nome próprio. Aguardo os resultados desta época com imensa expectativa – serão as mais bonitas histórias de amor, tenho a certeza!

Vamos a isto?

 

Sessão de namoro em Itália, fotografada por Hugo Coelho Fotografia

 

Fotografia de casamento por Hugo Coelho Fotografia

 

Sessão de namoro, por Hugo Coelho Fotografia

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Estudei fotografia durante 3 anos na ETIC, quando terminei o curso fui estagiar para a Global Imagens, do grupo Diário de Notícias. Na altura não era bem a minha paixão, mas acabei por me deixar levar pelo fotojornalismo e acabou por ser uma boa base para o que faço hoje: documentar histórias bonitas.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Sempre fotografei e gostei de fotografia de reportagem, trabalhei como fotojornalista e talvez daí tenha vindo a paixão pelos casamentos. Lembro-me que no jornal era raro o serviço que fazia, em que as pessoas quisessem ser fotografadas. Num casamento é diferente, todos estão lá para um propósito e os convidados gostam ser fotografados. Com esta premissa, é mais fácil trabalhar.

Este é o meu quarto ano a fotografar casamentos a tempo inteiro!

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Quando comecei a fotografar, via muitos blogs, participava em grupos de fotografia e consumia muita fotografia de casamento, mas acabei por me distanciar um pouco e ganhar espaço para não pensar em trabalho ou pontos de comparação (que nos fazem sempre duvidar do nosso trabalho). Penso que isso é o mais importante para mim. Gosto muito de pintura, de ver exposições e cinema (em casa e sem pipocas a estalar nos ouvidos), gosto de andar de mota e encontrar sítios perdidos para fotografar e, claro, a família e os amigos, são a melhor inspiração.

 

Não procuro uma fotografia “sem palavras”, procuro uma história contada em imagens.

 

O teu trabalho tem sempre uma narrativa e um ponto de vista que eu acho muito especial. Como construíste essa tua assinatura?

Acho que não inventei nada, apenas descobri uma fórmula que resulta para mim e que me faz sentir mais realizado e que tem sentido para mim enquanto fotógrafo. Tento dar a perspectiva de um convidado muito próximo do casal, que está em todos os momentos importantes do dia. Não procuro uma fotografia “sem palavras”, procuro uma história contada em imagens que seja coerente e agradável de ver.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Boa pergunta, o novo pequenino cá de casa faz as delícias para uma boa pausa no trabalho. Observar uma criança a explorar e sentir coisas pela primeira vez é um bom passa-tempo!

 

De Lisboa para o mundo, ou o mundo em Lisboa: fotografar fora do país é diferente de fotografar cá dentro?

Existem tradições diferentes e isso é um dos pontos fascinantes neste assunto, mas acima de tudo penso que sejam os locais, adoro viajar e conhecer novos sítios! Por vezes estar sempre a ver a mesma coisa por mais bela que seja atrapalha a (minha) criatividade!

 

Fotografia de casamento por Hugo Coelho Fotografia

 

Fotografia de casamento por Hugo Coelho Fotografia

 

Fotografia de casamento por Hugo Coelho Fotografia

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

Tento ser o mais sincero naquilo que faço e como consequência,  o tipo de clientes que vêm ter comigo são os que se revêem nas minhas fotografias. Acho que essa é a melhor maneira de criar uma primeira ligação.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Prefiro os casamentos mais pequenos, são mais intimistas. Tenho vindo, cada vez mais, a fotografar sozinho e acaba por ser mais difícil fotografar eventos grandes. Cerimónias emotivas são genuínas, a minha fotografia vai muito em busca disso e duma boa festa, claro!

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

A melhor parte, sem dúvida, é conhecer outras pessoas e estar em sítios novos. O mais difícil é perder alguns momentos com aqueles de quem gostamos. Cada vez mais tento fazer um bom equilíbrio entre estes dois planos, pessoal e profissional.

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

Gosto desta imagem por ser uma das últimas que fiz, pelo casal e aventura que foi fotografar esta sessão no Canadá. Não é perfeita, não tem uma luz bonita mas traduz um pouco o meu estado de espírito: continuar a correr pelos meus objectivos.

 

Fotografia de casamento por Hugo Coelho Fotografia

 

Os contactos detalhados do Hugo Coelho Fotografia estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, com o seu trabalho mais recente e contactem directamente o Hugo Coelho através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

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Susana Pinto

À conversa com: Vestidus – vestidos de noiva

E hoje conversamos com a Sara Silva, da Vestidus, a melhor loja de vestidos de noiva multimarca em Lisboa.

Da primeira vez que nos encontrámos, quando fiz uma visita à Vestidus, ainda na morada de Carnide, ficámos toda a manhã a conversar: foi óptimo, foi interessante e criámos uma ligação desde esse primeiro momento.

Sempre que o tempo de ambas nos permite, sentamo-nos para mais umas horas de conversa boa – e falamos muito sobre o mercado, os desafios, ideias que queremos discutir, testar, pôr em prática, o que nos gasta e o que nos entusiasma. Aprendo sempre coisas novas, aproveito para ver a colecção de vestidos de noiva que a Vestidus traz para a estação e namoro os meus favoritos. O tempo parece sempre curto!

No início do ano, decidimos premiar dois conjuntos restritos de fornecedores: os mais antigos, connosco há mais de 5 anos, e aqueles com quem é, genuinamente, um prazer trabalhar, porque são dinâmicos, inquietos, desafiantes. A Vestidus foi uma das nossas três escolhas, sob o mote “it’s a pleasure doing business with you!”. As razões deste prémio são óbvias, e é sempre um prazer conversar com a Sara!

 

Vestidus - vestidos de noiva multimarca em Lisboa

 

Da hotelaria para a moda e mercado de casamento, com um pé em psicologia. Como fizeste este percurso?

Acho que se pode dizer que sou desassossegada. Não sou pessoa de ficar à espera que as coisas aconteçam. Não me sentia realizada em hotelaria. Apesar do contacto diário com pessoas, que é algo que me continua a fascinar, o não poder desenvolver a minha vertente mais criativa e não ter autonomia e poder de decisão na maioria das tarefas que realizava, acabou por ser decisivo na altura de dar o salto e criar a minha própria empresa. Tinha acabado de casar e toda a experiência da escolha do vestido de noiva me fez pensar o que eu poderia fazer de diferente, se fosse eu a acompanhar o processo de escolha do vestido. Do atendimento, até às marcas, aos tamanhos disponíveis, criei toda uma ideia do que eu faria de diferente e lancei-me ao desafio de criar a Vestidus. Um desafio que já dura 9 anos. A Psicologia acaba por ser algo que vejo como complemento da minha vida pessoal e que sem dúvida, é uma mais valia profissionalmente.

 

Passas o teu dia rodeada de vestidos de renda, mikado, tule e brilhantes, como se vivesses dentro de um sonho! Quais são os teus favoritos para este ano?

Curiosamente os mais simples. No meio do brilho e do drama dos folhos e tules, acabo sempre por me apaixonar pelos modelos mais simples. O meu preferido deste ano é todo em renda, a lembrar um bordado inglês, como os vestidinhos que eu tinha em criança. As costas abertas e o bolsos dão-lhe o toque sensual e descontraído, que me encanta nos vestidos de noiva.

 

O vestido de noiva define o tom da festa ou é a festa que define o vestido de noiva?

Acho que a festa define o vestido de noiva, mas como em tudo na vida, há excepções. Tenho noivas que querem um vestido princesa, clássico para um casamento na praia. Tenho outras que querem um modelo mais simples, de inspiração boho para uma grande cerimonia religiosa. Acho que na escolha do vestido de noiva como em tudo no casamento, deve prevalecer o bom senso. É nosso dever, como consultores, aconselhar e informar quais as melhores opções e o que é mais adequado. Mas a decisão final é sempre da noiva.

 

Um modelo de vestido para cada tipo de corpo. Estas regras são absolutas ou há espaço para surpresas?

Não acredito em regras absolutas e redutoras que ditam o que uma noiva deve ou não vestir. É isso que procuro transmitir quando recebo uma noiva no atelier com ideias já feitas e limitadas, sobre o que não pode vestir, porque ouviu falar ou leu numa revista ou blog. O que eu digo sempre? Experimentem! Vejam-se ao espelho! Os cortes são diferentes mesmo em vestidos que parecem semelhantes. Um caso típico é o cai-cai em clientes com peito grande. Não é inédito termos noivas que se sentem melhor em modelos cai-cai direitos (porque a estrutura do vestido dá mais suporte nessa área e não é tão revelador), do que em decotes em V, muitas vezes ditos como o ideal para quem tem peito grande.

 

Vestidus - loja de vestidos de noiva multimarca em Lisboa

 

Vestidus - loja de vestidos de noiva multimarca em Lisboa

 

As tendências da estação são importantes ou os vestidos de noiva são intemporais? Têm influência na decisão de compra?

Sem dúvida que as tendências são marcos que identificam uma época. Quem não se lembra dos vestidos de noiva com manga de balão nos anos 80, cheios de volume e drama. A moda e as tendências influenciam quem se deixa influenciar e essa é a beleza do meu trabalho. Cada noiva deveria ditar as suas próprias regras. Uma noiva mais fashionista poderá sentir-se mais influenciada pelas tendências e escolher um vestido de corte mais moderno, porque essa é a sua personalidade. O vestido de noiva deveria ser um reflexo da personalidade da noiva que o veste. E quando isso acontece vemos um outro brilho na pessoa.

O vestido de noiva deveria ser um reflexo da personalidade da noiva que o veste. E quando isso acontece vemos um outro brilho na pessoa.

Não sinto que haja uma preocupação excessiva para seguir a tendência. As noivas querem acima de tudo que o seu dia seja único, feito à sua imagem. E isso reflete-se na escolha do vestido, seja ele mais arrojado ou clássico.

 

Onde buscas inspiração para o teu trabalho?

As viagens de trabalho para conhecer coleções, desfiles, reuniões com fornecedores são muito importantes. Mas não faço delas a fonte principal de inspiração para o meu trabalho. Todos os dias, as noivas que recebemos são a grande fonte de inspiração. Pode parecer cliché, mas são elas as grandes scouts da Vestidus. Conhecem as marcas, seguem o mercado. As redes sociais estão repletas de informação sobre os vestidos e designers que as noivas seguem. O estar próximo das suas opiniões e escolhas inspira-me a caminhar nesse sentido.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescas a mente e o espírito?

Tenho os meus mentores, no Reino Unido e EUA, pessoas que admiro no mercado de casamentos e que vou seguindo os seus posts e videos online. O que mais admiro é a forma descontraída como partilham o que correu bem e não têm medo ou preconceito em dizer o que correu mal. O seu público são outras lojas, outros empresários no mercado de casamento, a chamada “concorrência”, mas a maturidade com que trabalham todos, como partilham experiências para um bem comum, o de serem melhores, inspira-me. É uma realidade que gostaria de ver em Portugal.

 

Na Vestidus, o atendimento ao público é feito por marcação: como crias uma ligação com as tuas clientes?

A ligação faz-se ainda antes da visita. Temos uma presença muito forte nas redes sociais o que exige um esforço adicional da minha parte para manter o contacto, responder a questões, colocar informações que sejam de valor para quem nos segue. Vivemos num mundo tão cheio de estímulos, tudo acontece e estamos no meio de tudo. Para quem está noivo e a preparar um casamento, é fácil sentir a pressão e ficar perdido no meio de toda a informação. Procuro facilitar esse processo a quem nos visita, seja através da marcação ou no acompanhamento em loja. A ligação acaba por acontecer, não só comigo mas com outros elementos da equipa. Estamos quase um ano inteiro a acompanhar as noivas, desde a escolha do vestido na primeira visita, ao nervosismo das provas e ao grande dia da entrega, quando levam o vestido de noiva para casa. Somos cúmplices de uma história de amor. Ficamos felizes por ver as fotos que nos enviam, do dia do casamento, de como o noivo segredou “estás linda!”, de como o dia passou rápido.

 

Vestidus - loja de vestidos de noiva e meninas das alianças multimarca em Lisboa

 

Vestidus - loja de vestidos de noiva  e acessórios multimarca em Lisboa

 

Aconselhas nesta decisão que é tão importante a nível emocional e financeiro. O que mais gostas neste processo? E o que consideras ser mais desafiante e difícil?

O que mais gosto é do processo de escolha do vestido. Quando recebo uma noiva e acabo por perceber de imediato o que ela gosta, o que procura. É muito gratificante quando dás uma sugestão que vai contra tudo o que a noiva pensou e acaba por ficar rendida quando o veste. Não é algo que aconteça todos os dias. Mas é sempre uma situação muito especial. Mais desafiante e dificil é gerir todas as emoções ligadas ao processo. Porque acaba por não ser apenas as emoções da noiva, mas da mãe, da madrinha, da irmã mais velha que gostava de ter casado, daquela amiga que já casou e se considera uma autoridade na escolha do vestido de noiva. É dificil gerir o processo, em especial quando vejo um desrespeito total pela noiva, pelo que ela gosta, pelo que quer usar no casamento. Felizmente não são situações que aconteçam todos os dias, mas não deixa de ser um desafio conseguir gerir toda essa carga negativa para uma ocasião que se deseja que seja leve e feliz.

 

És certamente uma geradora de emoções fortes, já que causas e assistes a este processo que transforma uma mulher comum no seu sonho de noiva. Sentes esse poder?

Sinto, mas procuro passar esse poder para as noivas. As sugestões que dou vão sempre ao encontro do que acho ser melhor para a noiva, seja a nível do corte, orçamento, nunca descurando o seu gosto pessoal. Não gosto de ser demasiado intensa ou protoganizar demasiado a prova. Não sou eu a estrela. A pressão da escolha é já de si dificil com opinião de terceiros, família e amigas bem intencionadas, mas que na maioria das vezes dão opinião com base no seu gosto pessoal, naquilo que escolheriam para si e não para o que é melhor para a sua filha, afilhada ou amiga. Procuro ser moderadora. Acho que o papel de uma consultora, designer, wedding planner ou qualquer outro profissional de casamento deveria passar também por ser o de conselheiro e de moderador, para que as noivas possam fazer uma escolha acertada.

Procuro ser moderadora. Acho que o papel de uma consultora, designer, wedding planner ou qualquer outro profissional de casamento deveria passar também por ser o de conselheiro e de moderador, para que as noivas possam fazer uma escolha acertada.

 

O que vestirias, se te casasses? E quem gostarias de vestir?

Apesar de estar casada, fazer uma cerimónia na praia, num refúgio a dois, continua a ser o palco dos meus sonhos. O vestido seria longo, leve, com um detalhes em renda, num estilo muito boho, descontraído, que me permitisse ser eu, fugir para as ondas, andar pela ilha de Vespa (sim, tem de ser numa ilha!), que me fizesse sentir linda, mas uma beleza natural, suave. O vestido de noiva deve ser uma segunda pele, não uma máscara que colocamos num dia que se quer muito especial. Seria assim o meu vestido.

Quem eu gostaria de vestir? Elie Saab!

 

 

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