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Susana Pinto

À conversa com: A Pajarita, convites de casamento

 

Hoje sentamo-nos a conversar com a Alexandra Barbosa, que assina como A Pajarita, convites de casamento.

E que bonito e incrivelmente delicado é o trabalho da Alexandra! Tive oportunidade de o ver ao vivo no evento de Fevereiro, no Porto, e de conversar um pouco sobre as técnicas, processo e acabamento destas peças tão singulares e femininas, de uma beleza discreta e intrigante.

Acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.

Conte-nos um pouco da sua viagem profissional, das artes plásticas para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?

Sou artista plástica e fiz especialização (mestrado) em obra gráfica (gravura) e produção artística.

Terminada a licenciatura, parti para Espanha onde estudei e trabalhei, e acabei por ficar por lá cinco anos. A minha vida profissional era partilhada pela docência e pelo desenvolvimento da minha investigação e trabalho artístico (e por consequência concursos, bienais e exposições).

Regresso a Portugal e começo a dar aulas e a criar peças personalizados num atelier: foi aí que conheci uma noiva, que acabei por ajudar, ao criar detalhes que ela idealizava e não tinha conseguido encontrar.

Esta experiência despertou algo em mim. A alegria dela foi contagiante, e desafio tinha sido estimulante. Como gosto de desafios e de fazer coisas sempre diferentes (a monotonia desconcerta-me!), a ideia foi amadurecendo e ganhando forma e, assim, “nasceu” A PAJARITA.

 

Há quanto tempo trabalha nesta área? E porquê este universo dos casamentos?

Desde Dezembro de 2014.

O universo dos casamentos, tal como eu o encaro, é estimulante, cheio de desafio e aventuras. Não é estático nem monótono. É algo contagiante e que me faz levantar de manhã cheia de energia e de vontade de trabalhar.

 

Como define o seu trabalho e como construiu essa assinatura?

É um trabalho feito de raiz, a medida de cada casal e tem como base a partilha. Tudo é pensado e desenhado com base no que os noivos partilham comigo: os seus gostos, expectativas, histórias, interesses, viagens…

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheu para explorar e trabalhar este ano? Porquê?

É, sem dúvida, o ADN. O fascinante é começar do zero. O caminho estimulante do processo ao produto final. Se deixar de existir, A PAJARITA não tem fundamento, não tem razão para existir.

 

A Pajarita - convites de casamento

 

A Pajarita - convites de casamento

 

A Pajarita - convites de casamento

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

É sempre importante conhecer e debater as tendências, mas não serão um caminho a seguir se não se enquadram com a personalidade dos noivos dessa estação.

 

Ter o controle das decisões é importante? Tem uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como quer que o seu trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que lhe interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Tenho de controlar a qualidade da execução, sou perfecionista, cada detalhe conta. Os materias são fundamentais e gosto de ter o controlo dos materiais usados e a sua qualidade. O processo criativo em si é muito orgânico, e parte sempre das conversas que tenho com cada casal. É delas que vou extrair os pormenores, as subtilezas em que me vou basear para criar os protótipos que lhes irei apresentar posteriormente.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplica, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?

Fórmulas vencedoras? Eu acredito que cada casal é uma fórmula. Se pensarmos nas pessoas, não há duas iguais. Quando conheço um casal, conheço duas pessoas diferentes e é a soma deles que eu tenho de calcular para lhes puder apresentar uma fórmula que respeite quem são juntos. É nessa comunhão que nasce a fórmula que retrata o casal. Se não há duas pessoas iguais, não há duas somas iguais, logo não há duas fórmulas iguais.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Para além de me inspirar na singularidade e personalidade de cada casal, busco-a nas exposições, nos filmes, na moda…

 

A Pajarita - convites de casamento

 

A Pajarita - convites de casamento

 

A Pajarita - convites de casamento

 

Quando precisa de fazer reset, para onde olha, o que faz?

Faço coisas simples, mergulhos nos livros, foco-me na minha família, perco-me nas risadas do Vasquinho e na tranquilidade do bebé Gustavo (os meus sobrinhos e afilhados), vou ouvir o mar, desenho casas (uma forma simplista de descrever o meu trabalho artístico).

 

Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?

Normalmente é encarada como uma tarefa secundária, a meu ver, erradamente. É a primeira impressão do dia que estamos a preparar. O convite é a imagem do nosso dia, logo, a nossa. Daí trabalhamos para que o feedback do convidado seja sempre: “o convite é mesmo a tua/vossa cara”.

 

Qual é o seu processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Primeiro é necessário perceber se sou o fornecedor ideal. Se for, preciso de conversar com eles, perceber quem são, o que perspetivam. Seja pessoalmente, por videoconferência ou por email, quanto mais informações me derem, mais matéria prima tenho. Mostro exemplos, acabamentos, papéis para ir percebendo as preferências. As conversas costumam ser amenas e muito interessantes. Posteriormente, apresento-lhes um protótipo. Ele sofre o processo necessário de forma a responder às expectativas, e só depois passa para a produção.

 

Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?

O melhor é não termos limites nem condicionantes estabelecidos pelo trabalho já desenvolvido e conhecermos pessoas novas. O que se torna desafiante, é o facto de se começar do zero, encontrar a imagem do casal sem usar recursos evidentes. O difícil, que é diferente de desafiante, a meu ver, é não ficar empolgado com os projetos e dizer aos noivos que a A PAJARITA não é o seu fornecedor ideal (acontece quando procuram convites padronizados).

 

A Pajarita - convites de casamento A Pajarita - convites de casamento

 

A Pajarita - convites de casamento

 

Escolha o convite de que mais gosta no vosso portefólio, e conte-nos porquê:

É difícil escolher, mas os que mais me empolgam são os convites com intervenção manual, sem dúvida! O facto de cada um ser inevitavelmente diferente do outro, esse cunho pessoal e irrepetível desperta aquele brilhinho no meu olhar.

 

Os contactos detalhados de A Pajarita, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas, e contactem a Alexandra directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Menino conhece Menina, fotografia de casamento

Hoje conversamos com a Raquel e o Daniel, a dupla de fotógrafos de casamento que assina como Menino conhece Menina.

Lembro-me da primeira vez que falámos: havia ali qualquer coisa a germinar, mas ainda um pouco indefinida. Adiámos o assunto. Quando voltámos a conversar, possivelmente um ano ou mais depois, era claríssimo: um ponto de vista distinto, curioso, inesperado. Havia reflexos, havia simetrias, havia enquadramentos, primeiro esquisitos, depois certeiros.

Estamos juntos há mais de 5 anos e ver a sua linguagem crescer, ganhar forma, ocupar o seu espaço e ter o seu próprio léxico, é, genuínamente, um prazer.

Os casamentos fotografados pelos Meninos nunca são feitos dos detalhes habituais: nunca são sobre os sapatos, bouquet ou decoração. E nunca são iguais, nunca têm uma fórmula aplicada que os mistura num só bolo. São o oposto disso, são específicos sobre aquele casal, as suas pessoas, a sua festa, o seu momento. Os seus gestos, os seus sorrisos e lágrimas, a sua energia, o seu amor. E nunca deixam de ser doces e gentis, porque registando momentos muito singulares que só eles os viram, fica de fora tudo o que não interessa, tudo o que, acontecendo, não acrescenta nada de valioso à narrativa que constroem.

 

Mas o melhor mesmo é saber que o mundo vai continuar na sua órbita em torno do sol, que a vida não vai parar e os anos passarão sobre estas pessoas. O melhor é saber que quando as rugas se instalarem e a saudade de si próprios e dos seus os levar a olhar para trás, vão poder tirar o álbum da estante, viajar até esse outro tempo, derramar uma lágrima enquanto se lhes aquece o coração e, entretanto, esperar mais um pouco até que a próxima ruga surja para recomeçar tudo mais uma vez: tirar o álbum da estante…

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Apresentamo-nos: somos a Raquel e o Daniel, os meninos de ‘Menino conhece Menina’. Somos um casal, companheiros na vida e na fotografia. Somos ambos arquitectos e foi a trabalhar num escritório de arquitectura que nos conhecemos, embora provavelmente nos tenhamos cruzado – ainda sem saber das voltas do futuro – durante as férias da infância, nos mergulhos no rio que corre aos pés das aldeias dos avós de ambos, pertinho uma da outra, no mesmo concelho transmontano.

A nossa chegada à fotografia de casamento foi pouco programada; aliás, foi ela que chegou a nós e não o inverso.

O Daniel começou a fotografar há muitos anos, ainda estudante. Começou pela fotografia de rua, primeira arrebatada paixão. A passagem à fotografia de arquitectura foi um passo fácil e natural: o olhar à espacialidade e a compreensão do pensamento arquitectónico estavam adquiridos e aliavam-se aos conhecimentos fotográficos entretanto explorados e desenvolvidos.

Foi nessa altura que uma amiga de uma amiga que não encontrava fotógrafo para o seu casamento com o qual se identificasse lançou o desafio: fotografar o seu casamento. Essa foi a primeira experiência, assim, quase casual. E não foi logo que a ideia vingou e se fez projecto de vida. A arquitectura ainda era protagonista, com o Daniel a fotografá-la e a Raquel a trabalhar em projecto. Pouco a pouco a Raquel foi sendo contagiada pela paixão pela fotografia que o Daniel expirava, e quando deu por si estava irremediavelmente corrompida.

Então, num soalheiro dia de Primavera surgiu a hipótese “e se fotografássemos casamentos?…”

 

Há quanto tempo fotografam? E porquê casamentos?

O dia do “e se…” aconteceu na Primavera de 2012. “Menino conhece Menina” nasceu no dia 1 de Maio desse ano com o lançamento do nosso primeiro site, totalmente homemade, muito naif e, acreditamos nós, simultaneamente muito doce. Reunia a fotografia de rua do Daniel e aquele único casamento que tínhamos para mostrar.

A partir daí esta hipótese transformou-se em sonho e o sonho transformou-se em projecto. Pouco a pouco o projecto foi-se sedimentando e tornando cada vez mais concreto.

Não existe um porquê muito explícito, até porque, mesmo fotografando casamentos, continuamos a fotografar para nós no nosso dia-a-dia, de uma forma amadora, pode dizer-se. Contudo sentimos que o que nos atraiu nos casamentos, foi termos encontrado o espaço para fazer a nossa “fotografia de rua”, a fotografia documental de que tanto gostamos e, simultâneamente, poder viver disso.

 

O vosso trabalho é a duas mãos e tem um estilo muito singular, muito próprio. Como o definem e como construíram essa vossa assinatura?

A nossa entrada inesperada e algo leiga no mundo dos casamentos acabou por ser fundamental na definição da nossa personalidade enquanto fotógrafos nesta área. O nosso conhecimento do meio era reduzido mas, por isso mesmo, estava livre de preconceitos e estereótipos. Não procurámos conhecer a tendência e a vanguarda do momento, apenas acreditámos que haveria espaço para esta abordagem documental e espontânea que tanto prazer nos dava. E havia!

Foi um processo absolutamente intuitivo e agora, em retrospectiva, agrada-nos muito o caminho percorrido. Essa assinatura não foi algo ponderado ou construído. É natural e resulta desta forma sincera de observar e registar os acontecimentos do dia. Um casamento é um momento tão rico e preenchido, repleto de situações emotivas, divertidas, inusitadas… Está tudo lá. Basta deixar que flua.

Há uma outra característica muito marcada no nosso trabalho e que nos é muitas vezes sublinhada por quem o observa: a espacialidade. Acreditamos que é algo que trazemos da nossa formação em arquitectura e que nos é inata. O pensamento espacial e o enquadramento arquitectónico envolvem as nossas fotografias sem que nos seja necessário nenhum esforço ou atenção particular. Não o fazemos conscientemente… aliás nem saberíamos fazê-lo de outra forma.

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Têm um nome muito poético e as vossas galerias têm títulos igualmente bonitos. Palavra e imagem são dois assuntos favoritos?

O porquê do nosso nome deve ser a pergunta que mais vezes nos foi feita desde que nascemos… Nasceu connosco, tão espontâneo e intuitivo quanto tudo o resto. Surgiu logo ali no momento do “e se…” e vinha do genérico de um filme que viramos uns dias antes e que começava com a frase “This is a story of boy meets girl”. Truncámos o final do filme do nosso imaginário porque nessa história o amor se perdia durante o percurso e adaptámos à nossa: era uma história de Menino conhece Menina e era uma história de amor!

E o nome vingou, provavelmente por haver nele tanto de autobiográfico. Descobrimos entretanto que é motivo de empatia com muitos casais; afinal tem também algo de universal… não é assim que começam as histórias de amor?

Em relação à palavra, sim, é uma outra paixão. À pergunta “o que queres ser?”, a Raquel costumava gostar de responder “leitora profissional”. Quem dera!…

Mas é uma paixão agridoce. O drama da página em branco é coisa real por aqui e, até as primeiras palavras começarem a cristalizar e a criar amarras entre o papel e a ideia voadora e fugidia que está na cabeça, o processo chega a ser doloroso. Vencida a inércia e cravadas as primeiras linhas, a escrita é um prazer.

Na fotografia, apesar de tudo, o arranque é mais fácil. É claro que há também um aquecimento inicial mas a vida está a acontecer à nossa frente pelo que não há espaço para muitas hesitações. O olho, o coração e o dedo estão em batimento simultâneo logo desde o início.

 

Achas que o ponto de vista feminino, os detalhes que escolhes fotografar e como o fazes, a narrativa que constróis, é diferente das escolhas que o Daniel faz, do seu ponto de vista masculino? Como convergem?

Claramente.  O nosso trabalho é um canto a duas vozes e, embora em sintonia quanto a princípios e objectivos, trilhamos muitas vezes caminhos distintos. A dualidade masculino/femino é óbvia, mas não é única. A Raquel é mais tímida e mais sensível ao detalhe, o Daniel é mais ousado e destemido. Temos, por exemplo, predileções distintas no que toca a lentes: a Raquel sente-se em casa com a 50mm nas mãos, o Daniel não vive sem a 24mm. E consequência disso mas não só, acabamos por ter enfoques diferentes: a Raquel é mais atenta ao pormenor e ao retrato, o Daniel adora a cena ampla e complexa. As diferenças vêm até de questões de estatura! Há 30cm de altura de diferença entre os dois que possibilitam ao Daniel pontos de vista de outra forma impossíveis; mas ver o mundo à altura das crianças é muito mais fácil para a Raquel.

São pontos de vista distintos, mas complementares. Sentimos que a reportagem resulta mais interessante e enriquecida por esta dualidade. Aliás, acontece muitas vezes virmos a descobrir, já em casa no momento da seleção, fotos simultâneas, captadas por casualidade em dois ângulos distintos e que transparecem esse diferente perspectivar da cena.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Interpretando “inspiração” num sentido literal, de quem vai tomar ar algures para depois expirar no seu trabalho, gostamos de pensar que o melhor é trabalhar “desinspirado”. Como diziamos acima, há tanto ar a ser-nos oferecido no dia do casamento que é essa a melhor inspiração possível.

Neste momento, naturalmente, já não ignoramos o meio e as tendências da vanguarda. Conhecemo-las mas tentamos que influenciem pouco a nossa atitude. O nosso olhar é menos ingénuo agora do que quando começámos, mas é fundamental que continue a ser genuíno. Queremos aquelas duas pessoas nas nossas fotografias, queremo-las a elas, às suas famílias e aos momentos que viveram, e queremo-los com o mínimo de filtros possível. Não queremos figurantes a reproduzir imagens vistas algures, por muito que resultassem espetaculares e impactantes.  Para isto precisamos de partir para cada reportagem fazendo uma espécie de tábua rasa, esquecendo todas as fotografias extraordinárias que populam a internet e que admiramos mas das quais sentimos ser saudável alguma distância.

É claro que depois há uma cultura visual que vamos construindo e que vai influenciando o nosso olhar. Mas essa vem das áreas mais diversas, do cinema à ilustração, à arquitectura ou até mesmo ao mundo imaginário da literatura.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Há aquela frase célebre “encontra um trabalho de que gostes e nunca mais terás de trabalhar!” Parece-nos que encontrámos!

Não sentimos muitas vezes necessidade de reset porque este trabalho é, na verdade, um prazer. Aliás, é na época baixa, quando as reportagens param e o ritmo abranda, quando temos mais tempo e calma, que o Daniel sofre. Falta-lhe o ar!

De qualquer modo, o reset é fácil: temos um mini-Menino (em breve dois) e uma gargalhada sua é suficiente para que se pressione o botão e realinhem todas as agulhas eventualmente desafinadas.

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Estão instalados no Porto: o vosso trabalho é local ou claramente nacional?

Nenhum de nós é do Porto mas já nos sentimos adoptados por esta cidade incrível.

O nosso trabalho está a fazer o percurso inverso. Nasceu no Porto mas vive neste momento por todo o lado. As nossas reportagens acontecem agora de norte a sul do país, com passagens pelas ilhas e pelo estrangeiro.

Não pretendemos deixar o Porto – que isto é amor para a vida toda! – mas esta itinerância agrada-nos muito. A emoção ligada à viagem, à partida e ao destino, ao desconhecido e à aventura, é um aliciante extra neste trabalho.

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Todas as imagens são captadas pelos dois e podemos dizer com orgulho que, em todos os casamentos que fotografámos, Menino e Menina estiveram sempre em conjunto – dois dedos no gatilho, um só coração.

Depois disso, passam por um processo composto de vários passos – seleção, edição, revisão, impressão – que vão sendo intercalados entre Menino e Menina.

No entanto cada trabalho começa muito antes disso, no momento em que o casal nos procura. Passados os contactos iniciais, procuramos que tenha lugar um encontro, pessoalmente ou por skype, no qual a empatia connosco e com o porfolio é aferida. Esse é um momento fundamental em que começa a construir-se a ligação aos noivos, em que começamos a conhecê-los um pouco e em que se abrem portas para que no dia, quando a câmara se erguer ao nosso olho, eles nos acolham confortáveis.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Casamentos pequenos, de 20 pessoas numa mesa corrida, onde chegamos ao fim da noite a conhecer pelo nome todos os convidados, e casamentos grandes onde podemos ser invisíveis e, misturados na multidão, apanhar aquele momento; cerimónias emotivas, de lágrima solta e abraço apertado, e festas de arromba com dança enlouquecida e noivos lançados ao espaço. Cada um tem especificidades incríveis, pelo que não conseguiríamos escolher um tipo. Muito pelo contrário, esperamos que o nosso caminho não afunile apenas num desses sentidos, é a diversidade que torna este trabalho aliciante e promove um olhar fresco e renovado a cada reportagem.

 

Qual é a melhor parte de fotografar casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Há muitas coisas boas em fotografar casamentos. O dia do sim é, por norma, um dia feliz que os noivos escolhem partilhar com os seus mais próximos e connosco. Se fotografar já era para nós um prazer, fotografar pessoas felizes, de coração e sorriso aberto é prazer ainda maior.

Para além disso, uma das coisas mais saborosas é, depois do dia passado, quando os noivos começam já a ter de ir procurá-lo às suas memórias, poder sentir a sua emoção ao ver as imagens, transportados novamente lá atrás, àquele abraço, ao primeiro toque da aliança fria no dedo ou ao rodopio da primeira dança. É uma delícia ser os seus olhos extra e fazê-los mais tarde descobrir momentos que não haviam visto e que os vão fazer soltar gargalhadas ou arrepios.

Mas o melhor mesmo é saber que o mundo vai continuar na sua órbita em torno do sol, que a vida não vai parar e os anos passarão sobre estas pessoas. O melhor é saber que quando as rugas se instalarem e a saudade de si próprios e dos seus os levar a olhar para trás, vão poder tirar o álbum da estante, viajar até esse outro tempo, derramar uma lágrima enquanto se lhes aquece o coração e, entretanto, esperar mais um pouco até que a próxima ruga surja para recomeçar tudo mais uma vez: tirar o álbum da estante…

Nós temos nas mãos a máquina do tempo! E o melhor é saber que são as nossas fotos a ignição que vai soltar essa lágrima saborosa de quem pensa “Tão bom que foi!”

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Raquel:

Escolher uma só imagem em tantos milhares é tarefa difícil, quase cruel, mas vamos lá… Escolho uma imagem de 2013, da literal subida da noiva ao altar pelo braço do seu pai. É uma imagem do Daniel que, como dizia acima, ousado e destemido, se afastou do centro da acção no momento-chave e foi para o outro lado da praça, única forma de poder ter esta visão planificada da escada. Escolho-a porque o admiro e à sua coragem e porque vejo nela a tal genuína espontaneidade da fotografia de rua que está tão na nossa génese, com a passeante curiosa a espreitar a noiva e o carro a encerrar o enquadramento.

Escolher esta fotografia é entrar na tal máquina do tempo! Escolho-a, mais que tudo, porque eu também já tenho rugas, o mundo também rodou para nós, e sabe tão bem largar a lágrima e pensar “Tão bom que continua a ser!”

 

Menino conhece Menina - fotografia de casamento

 

Daniel:

Pedir a um fotógrafo que escolha a sua fotografia favorita é algo muito semelhante a pedir a uma mãe de sete filhos que escolha aquele de quem gosta mais, é difícil, senão impossível fazê-lo de uma forma real ou convincente. De qualquer modo, se tivesse que escolher uma só, uma imagem que, embora não seja exactamente a minha favorita é uma das que mais me marcou ao longo da minha breve história de fotógrafo, seria a da entrada da Ana na Igreja ao som de “Nothing Else Matters – Metallica”, em 2012. Era o nosso terceiro casamento e nessa altura as nossas pernas tremiam definitivamente mais que as dos noivos, quando a entrada da noiva na igreja se aproximava! Assim que entrei na igreja vi diante da porta um corta vento formado por vidros espelhados em tramos rectos que, vistos de determinado ângulo forneciam múltiplas imagens da porta de entrada. Depois de ver aquilo foi óbvio para mim que essa seria a fotografia a tomar quando a noiva entrasse pela porta da igreja.

Aquilo de que tanto gosto nessa fotografia não é tanto o resultado em si, uma vez que, embora seja boa, considero-a somente uma entre outras fotografias de portfólio, mas sim a coragem que agora percebo ter sido necessária para nesse momento virar costas ao que seria expectável e, literalmente, à noiva e seu pai no momento que se preparavam para dar o seu primeiro passo através do arco da porta da igreja, momento que muitos consideram o auge de um casamento. Hoje sinto que essa coragem só me foi possível pela ingenuidade de quem nada sabe sobre o que está a fazer e que está, portanto, aberto a todo o tipo de possibilidade e desfecho. Sei que só me foi possível olhar daquela forma para este momento porque a minha cabeça se encontrava livre da poluição dos modelos e das modas a que esta área (tal como muitos outras áreas de mercado) se expõe.

Hoje olho para essa imagem e vejo-a tirada pelos olhos de uma “criança” que procuro alimentar diariamente com abundantes doses de sonho e valentia, na esperança levar essa frescura para cada reportagem que abraçamos.

 

nota: até aqui as respostas foram dadas em conjunto; esta última foi escrita em separado e sem saber o que ia pela cabeça do outro. Descobrimos depois de ler que as motivações da escolha são parecidas e parece-nos que isso acaba por dizer bastante da sintonia que procuramos.

 

Os contactos detalhados da dupla Menino conhece Menina, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, feita de imagens bonitas e singulares, e contactem o Daniel e a Raquel directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Pixel, filmes de casamentos

Hoje sentamo-nos a conversar com os Pixel, que fazem filmes para casamento.

Lembro-me perfeitamente da primeira vez que vi um trabalho deles, num formato que por si só, já era diferenciador à época: 11 minutos de duração.

Rita + Roberto, absolutos desconhecidos e uma festa onde eu queria muito estar. Foi esta narrativa pulsante e irresistível que me cativou no trabalho dos Pixel, e que me fez segui-los, conversar com eles e insistir que esta era a casa perfeita para o seu trabalho ser visto. Tê-los na nossa lista seleccionada é um privilégio e um prazer. O trabalho que fazem reúne tudo aquilo em que acreditamos: um ponto de vista singular e uma qualidade impecável.

Fiquem com as palavras dos Pixel e conheçam com mais detalhe o que os move e de que se alimentam para fazer um trabalho tão especial.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional até aqui, ao video de casamento.

A nossa viagem até aos vídeos de casamento começou, curiosamente, numa viagem. Há uns anos, andámos a viajar pelo Sudoeste Asiático e na altura fizemos um vídeo com as imagens que fomos captando. Estávamos longe (muito longe) de imaginar que esse vídeo mudaria para sempre as nossas vidas. Na altura, um fotógrafo (hoje amigo do coração) viu esse filme por intermédio de uns amigos que tínhamos em comum e convidou-nos a fazer um vídeo de casamento à experiência e… cá estamos!

 

Há quanto tempo filmam? E porquê casamentos?

O primeiro ano foi 2012, mas nesse ano ainda todos tínhamos os nossos respectivos empregos. A partir de 2013 é que nos dedicámos em exclusivo à Pixel. Não existe um porquê em relação aos casamentos… simplesmente aconteceu e adorámos a experiência! Ainda assim temos que confessar que cada mais temos trabalhos fora da área dos casamentos.

 

O vosso trabalho junta os pontos de vista de cada um de vocês. Como convergem? 

Ah, é difícil, muito difícil falar de nós próprios e do nosso trabalho. Ainda assim temos a certeza que o nosso trabalho é definido por tudo aquilo que somos, é muito mais uma forma de expressão do que propriamente um produto pensado ou criado a partir de uma estratégia bem definida.

 

Num casamento, para onde olham, o que vos prende a atenção? O que procuram?

Antes de mais, o que mais procuramos são casais que confiem e se entreguem ao nosso processo de criação… a partir daí tudo se resume a “feeling” e acreditar que não temos que nos render a fórmulas standard! Existem tantas formas de contar, de criar, de emocionar e de chegar àquele cantinho no coração que nos faz estremecer, e é aí que queremos estar!

 

 

Como construíram a vossa assinatura? Como é que a definem?

Não construímos, nem tão pouco a conseguimos definir… Como já referimos, nada na Pixel foi ou é exaustivamente pensado, não temos estratégia para o próximo vídeo. Ainda assim, estamos convictos de que as formas de expressão não se criam nem tão pouco se definem… Tudo se resume à nossa forma de ver o mundo ou de recriar um novo mundo através daquilo que escolhemos registar.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vão buscar inspiração?

Inspiração no sentido literal vem sobretudo do cinema, filmes indie e música.

Somos consumidores ávidos do Vimeo (aliás, um de nós consegue passar todo o dia no Vimeo!).

Outro factor que se mistura umbilicalmente com inspiração, são as nossa vivências enquanto pessoas. No limite, o que criamos é um reflexo daquilo que somos!

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Este é um foco de divergência entre nós. Enquanto uns precisam nitidamente de “desligar a ficha” e ir para a praia, outros acabam por não sentir essa necessidade. Mas no fundo, achamos que quem vive nesta área de corpo e alma não se consegue desligar completamente. Em boa verdade, as nossas vidas pessoal e profissional unem-se de uma forma tão harmoniosa que já nem pensamos no que é trabalho ou no que pessoal… é apenas um “lifestyle”. Ainda assim, trabalhamos muito, trabalhamos imenso, não pensem que dormimos toda a manhã e vamos para a praia de tarde, não, de todo, não!

 

De Portugal para o mundo, ou o mundo em Portugal: filmar fora do país é diferente de filmar cá dentro?

De Portugal para o mundo claramente. O casamento em si pode até nem ser tão diferente do que por cá se faz, mas o simples facto de viajar (e nós adoramos viajar), altera completamente os nossos sentidos, aguça-os, sobredimensiona-os e tendencialmente estamos muito mais “ligados” do que quando estamos na nossa zona de conforto a 5, 50 ou 500km de casa. Este é, na nossa opinião, o grande factor diferenciador. Ainda assim, pela experiência que temos dentro e fora do País, achamos que em Portugal os casamentos duram demasiado tempo, só porque sim…

 


 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Ao receber um contacto, verificamos sempre primeiro a disponibilidade, pedindo a data e local. Depois gostamos de reunir para falamos sobre nós, sobre a forma de trabalhar e sobre o dia em si, ficando a aguardar o feedback do casal.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostam de registar?

Todas, desde que sejam festas de pessoas simples, simpáticas e despreconceituosas, estamos de coração quente e com sorriso nos lábios. Depois, cada “tipo” de casamento tem o seu mood especial e nós sentimo-nos confortáveis para criar com qualquer tipo de mood, desde o underground, electro, love, até um casamento em qualquer castelo ou palácio.

 

Qual é a melhor parte de ser videógrafo de casamentos? E o mais desafiante e difícil?

Ser videógrafo (não só de casamentos) permite-nos ter uma qualidade de vida que não imaginávamos há 6 anos atrás… Estamos rodeados de pessoas felizes, fazemos o nosso próprio horário em termos de pós-produção, fazemos o que gostamos.

Não temos um trabalho, temos uma vida!

Cremos que a gestão de expectativas é – secretamente – o que mais nos apoquenta. O resultado final do nosso trabalho não depende unicamente de nós, longe disso. Tentamos sempre explicar aos noivos que o resultado final depende de imensas variáveis, desde o local, a luz, o tempo que temos disponível nas várias fases do dia, etc., e ainda existe o factor subjectivo de o dia ser retratado sempre através dos nossos olhos.

 

Escolham um filme favorito do vosso portfolio e contem-nos porquê:

Este é um pedido bastante difícil. Cada filme é criado do zero e fazêmo-lo com o mood que consideramos adaptar-se àquele casal e festa específicos. Neste sentido, queremos pensar que todos os vídeos são especiais, e quando os terminamos, achamo-los perfeitos, cada um à sua maneira. Ainda assim, todos os trabalhos que já estão feitos, estão no passado, e não queremos estar “reféns” de nenhum registo ou estilo, pelo que o trabalho anterior não deve ser um prenúncio do próximo.

Mas respondendo mais objectivamente, o filme que melhor nos espelha neste momento é o “NEON BALLROOM”, apenas porque é o mood e o registo visual em que nos revemos nesta fase.

 

 

Os contactos detalhados da Pixel, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, cheia de videos incríveis e contactem a Luísa Coelho directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Kckliko, decoração floral para casamentos

Hoje conversamos com a Kckliko (que se lê coquelicot e quer dizer papoila em francês), que se dedica à decoração floral para casamentos. Fazem os mais incríveis bouquets orgânicos, misturando de forma tão delicada e singular flores domesticadas e flora selvagem.

Conheço o trabalho da Albane Chotard há vários anos e é um orgulho tê-la, e ao Luís Moreno, em nossa casa, prontos a criarem a mais bonita decoração floral para o vosso casamento.

Atentem no portfolio e no processo de trabalho: slow flower design, tão ao avesso dos dias que correm, e por isso mesmo, ainda mais especial.

Há melhor maneira de dar as boas vindas à primavera?

 

Optamos por não utilizar plantas importadas e todas as espécies que selecionamos são forçosamente de estação.

Sentimos que estes tempos globais impõem um peso tremendo em toda a natureza e procuramos, nas soluções locais, uma convivência mais harmoniosa e delicada com o que nos rodeia.

 

Como começou a Kckliko?

A KCKliKO nasce do nosso amor incondicional pelas flores e da vontade de viver rodeados por elas.

Foi um sonho que acarinhámos e alimentámos durante algum tempo, enquanto tínhamos ainda outros compromissos profissionais. Aos poucos, ganhou raízes no nosso coração, deu-nos a coragem necessária para mudar de vida e o tornar realidade.

Hoje, a alegria e a força transmitidas pelas flores permanecem intactas e sentimos que fizemos a escolha certa!

 

Como definem a vossa assinatura?

O que caracteriza o nosso trabalho é a diversidade de elementos e a forma solta e indomada como os utilizamos.

Gostamos de misturar espécies cultivadas e espontâneas, e tão facilmente nos apaixonamos por uma flor notável, como nos cativa uma pequenina planta de aspecto mais peculiar. Procuramos dar a cada uma o merecido destaque.

Deixamos as plantas mais sinuosas exprimir a sua graciosidade e procuramos transmitir esta fluidez nos nossos arranjos.

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolhem para explorar e trabalhar este ano? Porquê?

É algo intrínseco e natural na KCKliKO.

Fascina-nos a natureza no seu estado mais selvagem e é este carácter não domesticado que gostamos de espelhar no nosso trabalho.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Não é algo que influencie em demasia o nosso trabalho, mas não deixamos de as acompanhar.

 

 

Kckliko-bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

Kckliko-bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

Kckliko-bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

E as estações do ano, o ritmo e produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?

São a essência da KCKliKO e pautam todo o nosso trabalho.

Optamos por não utilizar plantas importadas e todas as espécies que selecionamos são forçosamente de estação.

Sentimos que estes tempos globais impõem um peso tremendo em toda a natureza e procuramos, nas soluções locais, uma convivência mais harmoniosa e delicada com o que nos rodeia.

 

Têm espécies favoritas ou a beleza e potencial são características transversais a todas as flores e plantas?

Gostamos das particularidades de cada espécie e são raras as que não encontram espaço no nosso trabalho. Claro que temos algumas favoritas mas não se trata de uma lista finita. A cada estação e a cada passeio, a natureza surpreende-nos com novas espécies, pelas quais muito rapidamente nos apaixonamos.

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso trabalho seja mostrado e vivido, ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Somos perfeccionistas, claro, e é com método que preparamos cada trabalho, não deixando muito espaço ao acaso. Gostamos de sugerir ideias mas as soluções de cada projecto resultam de um caminho percorrido em conjunto. Agrada-nos sempre manter alguma surpresa em relação ao resultado final, mas é com enorme satisfação que vemos as pessoas reconhecerem-se nele.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicam, ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Encaramos sempre cada novo projecto como uma oportunidade para criarmos algo único.

Existe uma continuidade no nosso trabalho e naturalmente trazemos connosco a aprendizagem adquirida, mas é o desafio, renovado a cada situação, que estimula a nossa criatividade.

 

Kckliko-bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

Kckliko-bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

Kckliko-bouquet de noiva e decoração floral para casamentos

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

A natureza que se reinventa a cada estação, é, sem dúvida, a nossa principal fonte de inspiração. O nosso olhar é cativado pelas cores, formas e texturas que nos envolvem e que virão dar corpo ao nosso trabalho.

No entanto, é também com enorme fascínio que acompanhamos o trabalho de outros floristas que admiramos e cuja linguagem e originalidade nos emociona, surpreende e sem duvida influencia.

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Somos os três, a nossa filha Violetta incluída, apaixonados por escalada. É na sua exigência de concentração e no despojar de preocupações, que reencontramos o nosso centro.

É frequente regressarmos de uma saída com algumas espécies em mão e de ânimo revigorado para novos projectos.

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação com os seus clientes?

Nós abraçamos com paixão cada projecto e acreditamos que tal só faz sentido quando se estabelecem laços de proximidade e empatia entre as pessoas.

Gostamos de as conhecer pessoalmente, de perceber as suas expectativas e sonhos, e de as implicar no nosso trabalho para que cada projecto contenha a alma de todos os envolvidos.

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

O melhor é o contacto quase diário que temos com a natureza e, claro, termos a nossa vida permanentemente florida!

O mais difícil é seguramente o carácter efémero das flores, que nos exige concentrar todo o trabalho em breves instantes para garantir a sua frescura. É algo que gerimos com uma planificação muito detalhada e precisa, mas que permanece um desafio.

 

Kckliko-bouquet de noiva e flores para casamento

 

Kckliko-bouquet de noiva e flores para casamento

 

Kckliko-bouquet de noiva e flores para casamento

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

Não somos capazes de preferir um ou outro casamento. podemos afirmar que todos foram emotivos, animados, bonitos, divertidos e apaixonados, e de todos guardamos memórias únicas.

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê (juntar foto):

 

Kckliko-bouquet de noiva e flores para casamento

 

Temos o hábito de registar a maior parte dos nossos trabalhos e somos fotógrafo e modelo. Esta fotografia foi tirada em Janeiro, num dia que amanheceu muito frio e com um denso nevoeiro. A Albane tinha este belo vestido de Verão, prenda do último natal, e estava mortinha por o experimentar. E foi assim, com a cor do vestido a combinar na perfeição com as folhas das árvores, descalça e enregelada, mas muito divertidos que fotografámos este ramo de noiva pronto a entregar, num parque perto de casa.

 

 

Os contactos detalhados da Kckliko, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, cheia de imagens bonitas e contactem a Albane Chorad e o Luís Moreno directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Invite – Momentos Felizes, convites de casamento

Hoje conversamos com a dupla Ana Borges  e Andrea Espadinha, que assinam como Invite – momentos felizes e fazem convites de casamento.

A Andrea e a Ana contam-nos como desenvolveram o seu estilo, que definem como rústico chic, feito à medida de cada casal de noivos, acompanhando-os na descoberta da sua identidade gráfica. É sempre um processo interessante e criativo cujo resultado é reflexo do que os define como casal.

Venham comigo!

 

Muitos dos nossos noivos quando vêm ter connosco não têm ideias do estilo que gostam, das cores que querem. Acreditamos que muitos deles definam o estilo e decoração do seu casamento baseados nas ideias gráficas que utilizámos nos seus convites. Para nós e para eles, a parte gráfica (convite e estacionário) é o fio condutor de todo o casamento.

 

Contem-nos um pouco da vossa viagem profissional, do design gráfico para o universo dos casamentos. Foi um caminho natural ou uma situação específica que o apontou?

Desde pequenas que sempre gostámos do mundo das artes, do desenho e da pintura. Foi com naturalidade que o design gráfico se entranhou na nossa pele e se tornou a nossa vida profissional. Trabalhámos em diversas agências como designers, mas foi quando começámos a organizar os nossos casamentos que descobrimos esta nova paixão. Fomo-nos deixando levar por cada detalhe gráfico que desenhámos com paixão para que os nossos dias fossem perfeitos e foi então que pensámos – porque não oferecer aos outros noivos a nossa ajuda e talento no dia mais especial das suas vidas?

 

Há quanto tempo trabalham nesta área? E porquê este universo dos casamentos?

Trabalhamos nesta área há cerca de 10 anos como designers e webdesigners. O universo dos casamentos foi um mero mas feliz acaso. Apaixonámo-nos pela delicadeza de cada detalhe, pelo facto de conseguirmos personalizar cada convite, tornando-o único e especial.

 

Como definem o vosso trabalho e como construíram essa assinatura?

Personalizado e único para cada casal de noivos, porque é tudo feito à medida. O nosso estilo é essencialmente rústico chic, mas também abrangemos outros estilos. No fundo, gostamos de ser postas à prova com novos desafios!

 

 

 

Invite - Momentos Felizes

 

Invite - Momentos Felizes

 

Invite - Momentos Felizes

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolheram para explorar e trabalhar este ano? Porquê?

O estilo rústico chic personalizado sempre fez parte do ADN da marca. Queremos que no fim do processo, os noivos possam sentir que o que recebem é único e especialmente pensado para eles.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

As tendências são um assunto incontornável, tanto existem padrões de estilo nos noivos a cada ano que passa, como existem influências no mundo que nos rodeia. Tentamos estar sempre a par das novidades, sem nunca perder o ADN da marca.

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso trabalho seja consumido ou é o prazer de discutir ideias, de criar, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Sempre! Achamos que acaba por ser 50/50. Somos perfeccionistas porque queremos entregar aos noivos o melhor resultado possível, melhor do que eles próprios imaginaram. Mas é o prazer de discutir ideias, criar de raiz algo novo e único que nos move. Não podemos dizer que ficamos tristes quando os noivos querem convites iguais aos que já temos feito, mas a verdade é que criar de raíz é o que nos apaixona.

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicam, ou cada convite, produto ou serviço é pensado totalmente de raiz?

Não existem fórmulas vencedoras, tentamos que cada convite seja único, mas depende muito das inspirações e gostos dos noivos. Para nós, fórmula milagrosa é acompanharmos os noivos em todo o processo criativo do convite e estacionário, e recebermos no fim um sorriso de felicidade ou uma palavra de agradecimento por termos tornado aquele momento mais feliz. Isso para nós é tudo!

 

Invite - Momentos Felizes

 

Invite - Momentos Felizes

 

Invite - Momentos Felizes

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Tentamos estar sempre atentas às redes e blogs mais influentes, mas muitas das nossas inspirações vêm dos nossos noivos. É incrível como muitos deles nos desafiam para novos conceitos e caminhos gráficos que ainda não tínhamos explorado.

 

Quando precisam de fazer reset, para onde olham, o que fazem?

Sempre que podemos, viajamos. As viagens dão-nos uma lufada de ar fresco para recomeçar, ver novas culturas, novas cores, novas pessoas. Quando não é possível, tentamos sempre dar um passo atrás e recomeçar, desenhar, estruturar ideias. Às vezes começar do zero, tábua rasa, é a melhor solução.

 

Qual é a importância do convite de casamento (e respectivo conjunto de estacionário), na grande lista de itens e tarefas?

Para nós é fundamental. Muitos dos nossos noivos quando vêm ter connosco não têm ideias do estilo que gostam, das cores que querem. Acreditamos que muitos deles definam o estilo e decoração do seu casamento baseados nas ideias gráficas que utilizámos nos seus convites. Para nós e para eles, a parte gráfica (convite e estacionário) é o fio condutor de todo o casamento.

 

Invite - Momentos Felizes

 

Invite - Momentos Felizes

 

Invite - Momentos Felizes

 

Qual é o vosso processo de trabalho, como acontece a ligação ao cliente?

Existe sempre um primeiro contacto por escrito – via email ou pelas redes sociais – mas, para nós, é fundamental conhecermos pessoalmente os nossos noivos. As reuniões são essenciais para criarmos empatia, ajudarmos a estruturar as suas ideias, de forma a conseguirmos chegar ao convite que procuram.

 

Qual é a melhor parte de criar convites de casamento, ser o primeiro capítulo visível da história que leva ao grande dia? E o mais desafiante e difícil?

Sermos o início de todo o processo. Sabermos que recai sobre nós o fio condutor que irá definir o estilo do casamento é o maior desafio que encaramos todos os dias. A melhor parte é conseguirmos vencer esse desafio e ajudarmos a tornar mais bonito o dia mais especial da vida dos nossos noivos.

 

Escolham o convite de que mais gostam no vosso portefólio, e conte-nos porquê:

 

 

 

 

É difícil escolhermos só um, porque todos são diferentes e únicos, mas o convite da Sara e Duarte foi especial. Não só pelo estilo escolhido – moderno com um toque rústico dado pelo lacre sobre a folha de oliveira -, mas também pela ligação que criámos com os próprios noivos que se tornou numa amizade.

A Sara e o Duarte chegaram até nós um pouco desesperados pelas más experiências que tinham tido antes. Depois da primeira reunião, nunca mais nos largaram. Acompanhámos o casamento deles de perto, sugerimos outros fornecedores, fomos quase wedding planners. A Sara e o Duarte sabiam que podiam contar com a nossa ajuda em tudo. Desenvolvemos não só os convites, como todo o estacionário do seu casamento. Fomos desafiadas com novos materiais, por exemplo, o facto de os noivos quererem “brincar” com transparências levou-nos a desenvolver ementas em acetato, placards em acrílico, entre outras coisas.

Para fechar este longo caminho com eles, nada melhor que vermos de perto um dos dias mais felizes da vida deles, fomos aos Montes Claros montar o logo deles numa parede de acrílico, ver se o seating plan e todas as peças estavam como a Sara tinha idealizado. E foi um dia tão bonito, que não podemos deixar de nos lembrar dele com saudade.

 

 

Os contactos detalhados da Invite – Momentos Felizes, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, cheia de imagens bonitas e contactem a Ana Borges e a Andrea Espadinha directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: Green Pic’k, decoração floral para casamentos

Hoje conversamos com a dupla Carolina Claro e Sofia Oliveira, que assinam como Green Pic’k e fazem decoração floral para casamentos.

Tudo começou com suculentas, mas rapidamente e de forma muito feliz, evoluiu para um estilo que elas chamam, e muito bem, de rústico contemporâneo. O resultado é uma combinação de frescura natural, umas espécies mais sofisticadas do que outras, mas que no seu conjunto, todas encontram espaço para brilhar.

E quem trabalha assim, sabe o que faz!

Fiquem com as imagens bonitas e com a conversa destas duas meninas: refrescante, tal como o seu trabalho!

 

Temos uma imagem muito própria que pretendemos manter. Faz sentido para nós que os clientes a reconheçam e que haja um fio condutor ao longo dos anos.

 

Como começou a GreenPic’k?

A GreenPic’k surge da ambição de duas novatas Arquitetas Paisagistas, que se lançaram no mercado português numa das alturas mais críticas da País. Com vontade de progredir e evoluir profissionalmente, cada uma de nós procurava algo novo e mais desafiante. Já tínhamos trabalhado juntas como colegas de faculdade e posteriormente na mesma empresa. No entanto, acabámos por seguir percursos diferentes, que nos foram desgastando, ao ponto de pensarmos como seria se criássemos o nosso próprio negócio. Desta vontade, surgiu a nossa primeira ideia de negócio com a concretização de quadros vivos com plantas suculentas.

Foi então que em 2015 algo inesperado nos bateu à porta. Deste fascínio por suculentas fomos abordadas pela primeira vez pela a Inês, a nossa primeira noiva (e apaixonada por suculentas), com o intuito de decorarmos o seu casamento com estas plantas. Aceitámos este desafio e desde então nunca mais quisemos parar. Obrigada Inês e Nuno!

 

Como definem a vossa assinatura?

Acreditamos ser uma marca de estilo rústico contemporâneo, com linhas orgânicas que se foca na simplicidade e essência de cada planta e que não descura o detalhe.

 

Esse estilo faz parte do ADN da marca ou é um conceito que escolhem para explorar e trabalhar este ano? Porquê?

A base é sempre nossa, no entanto tentamos sempre adaptá-la às novas tendências, assim como ao estilo de cada cliente e ao ambiente em que se vai inserir o evento. Temos uma imagem muito própria que pretendemos manter. Faz sentido para nós que os clientes a reconheçam e que haja um fio condutor ao longo dos anos.

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

São assunto de trabalho, pois fazem-nos pensar em novas ideias e soluções para apresentarmos aos nossos clientes. Gostamos de criar ambientes novos que sigam a tendência, mas com um toque nosso.

 

E as estações do ano, o ritmo e produção de cada época, são influências, contingências ou indiferenças nestes tempos globais?

É um facto que os meses de verão continuam a ser os mais requisitados para este tipo de eventos, no entanto notamos cada vez mais um crescente interesse em casar no inverno ou nos meses adjacentes ao verão, pois felizmente o nosso país dá-nos boas condições climatéricas para que tal aconteça, e começamos a perceber que os valores de época baixa são um atrativo para os noivos. Para nós, decoradoras, é sempre bom podermos trabalhar com todas as épocas de floração, pois dá-nos a possibilidade de fazer arranjos diferentes e trabalhar com todo o tipo de flores, algo que não nos deixa cair na monotonia e apela à criatividade. Ainda assim, é sempre bom termos um “tempinho” mais calmo para pararmos, pensarmos e nos reorganizarmos!

 

Têm espécies favoritas ou a beleza e potencial são características transversais a todas as flores e plantas?

Gostamos de todas as flores e plantas! Adoramos experimentar diferentes conjugações e juntar as flores mais clássicas com as mais campestres. Os resultados são muitas vezes improváveis, mas resultam muito bem!

 

Ter o controle das decisões é importante? Têm uma perspectiva perfeccionista e específica sobre o resultado e a forma como querem que o vosso trabalho seja mostrado e vivido ou é o prazer de discutir ideias, de criar e acompanhar o processo, que vos interessa mais na relação com cada projecto, cada cliente?

Gostamos de ter o mínimo de controle sobre o que estamos a fazer, até porque nos comprometemos com o cliente em fazer o serviço a que nos propusemos da melhor forma. No entanto agrada-nos a ideia de ter liberdade para discutir o projeto e criar peças diferentes. Digamos que o equilíbrio entre os dois é o ideal.

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Existem fórmulas vencedoras que aplicam, ou cada projecto de decoração floral é pensado totalmente de raiz?

Cada projeto é pensado de raiz. Cada casal de noivos é singular e a visão dos dois enfatiza sempre pormenores diferentes de caso para caso. Há sempre uma história por trás que nos permite reter alguns aspectos importantes e que nos faz pensar no que faz sentido incluir no dia mais importante dos nossos clientes. São momentos que serão captados em fotografias e memórias que ficam para sempre, exigindo de nós dedicação e atenção a vários pormenores. Com a experiência, vamos conseguindo agilizar alguns pontos, mas podemos dizer que cada evento é singular e especial.

 

Onde buscam inspiração para cada nova temporada de trabalho?

A inspiração vai-nos chegando e invadindo as nossas cabeças em todos os momentos, sempre que um cliente nos desafia, sempre que há partilha entre amigos e colegas da mesma área, num simples deambular pelas redes sociais e média em geral, ou quando espreitamos pela janela e nos deparamos com a beleza da natureza lá fora!

 

E nos momentos de fadiga criativa, como refrescam a mente e o olhar?

Nada como uma pausa, alterar rotinas, procurar algo que nos inspire e que nos faça sentir bem! A inspiração e criatividade surgem quando menos se espera ou menos nos focamos nisso. É importante respeitar o tempo livre, ocupar a cabeça com os prazeres do dia a dia, repor energias.

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Como é o vosso processo de trabalho, como criam uma ligação com os seus clientes?

Gostamos de transparência e que os clientes se sintam bem e confiantes. Por isso tentamos sempre conhecer cada cliente e a sua história, para começarmos a delinear todo o processo criativo com base em cada um. Estamos sempre disponíveis para ajudar e apresentar as melhores soluções, e tentamos sempre trabalhar em conjunto com eles. Só ficamos bem quando os nossos noivos estão satisfeitos.

 

Qual é a melhor parte de trabalhar com flores e plantas, em decoração? E o mais desafiante e difícil?

Somos apaixonadas pela natureza, pela energia que nos transmite, pelas cores, texturas, formas e conjugações que conseguimos recriar através dela. No entanto, sabemos que está em constante mudança, e é sempre um desafio trabalhar com elementos vivos! Nunca sabemos de que forma vão evoluir e entendemos que são extremamente frágeis, pelo que é necessário respeito, um cuidado extremo na forma como os moldamos e trabalhamos com eles.

 

Qual foi o casamento em que mais gostaram de trabalhar? Porquê?

O casamento da Nadya & Mads. Aconteceu o ano passado (2017), no Forte da Cruz, Estoril. E a conjugação de diversos factores fez deste casamento um dos nossos preferidos. O local agrada-nos bastante, e o facto de ter acontecido no início da época deu-nos alguma margem para agirmos com mais tranquilidade. Os noivos eram estrangeiros, e confiaram totalmente em nós, pelo que fomos nós a assumir todo o processo de criatividade do início ao fim. O prazo de execução foi muito curto, tivemos uma semana para preparar todo o conceito criativo e logístico da decoração do casamento. Mas estes clientes deram-nos a liberdade de decidir o que melhor se encaixava no espaço, percebemos à partida o conceito que procuravam e rapidamente conseguimos estabelecer uma relação de confiança. O facto de serem um casal relaxado, simpático e acima de tudo prático, deixou-nos margem para trabalharmos bem sobre pressão. Foi tudo muito rápido e desafiante, mas ficou-nos na memória e gostámos muito do resultado final!

 

Escolham uma imagem favorita do vosso portfolio e contem-nos porquê:

Esta imagem é do Rui Gaiola da Golden Days Wedding Photography a quem agradecemos desde já a prestável partilha das várias fotografias deste dia especial. Nem sempre temos acesso a estes momentos, pois são mais íntimos e não diretamente relacionados connosco, sendo que poucos clientes e fornecedores se lembram de nos enviar. Mas estes noivos sempre ficaram bem presentes na nossa memória. Só os conhecemos pessoalmente no dia do casamento e vimos logo a boa energia que transmitiam. Dos casais mais descontraídos e alegres que já conhecemos e que viveram o dia da forma mais descontraída possível, num ambiente intimista e feliz. Esta imagem reflete o ambiente simples e acolhedor que se viveu nesta mesa, com partilha de histórias, comemorando as coisas simples da vida!

 

Green Pic'k decoração floral para casamentos

 

Os contactos detalhados da Green Pic’k, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, cheia de imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

 

Susana Pinto

À conversa com: João makes photos, fotografia de casamento

Hoje a conversa boa é com o João Pedro Correia, que assina como João makes photos – fotografia de casamento.

Conhecemo-nos por acaso, como tantas vezes acontece neste universo digital: uma referência num site que linka para outro site e tropeço no site do João makes photos. E mais do que as imagens, prenderam-me as palavras com que se apresentava. Iniciámos a nossa conversa e após longo namoro por escrito – porque estas coisas têm o seu momento certo -, demos as boas-vindas ao João Pedro aqui no Simplesmente Branco.

Gosto de conversar com o João, mesmo que falemos pouco. Gosto de o ouvir, tem voz de rádio (foi profissional da Renascença) , gosto de o ler e gosto muito do seu trabalho, que é, da mesma forma, claro, conciso, articulado, nítido. Tal como uma boa história deve ser contada.

 

Porque, especificamente nos casamentos, uma boa parte do que fazemos é isso: oferecer aos casais uma herança visual.

 

Conta-nos um pouco da tua viagem profissional até aqui, à fotografia de casamento.

Fui jornalista durante 10 anos, nos quais a fotografia foi uma segunda profissão. Mas, na verdade, o que sempre fui foi fotógrafo: fiz-me jornalista porque queria ser fotojornalista. Só que algures nesse percurso também gostei de contar histórias pelas palavras, e a imprensa e a rádio meteram-se no meu caminho.

 

Há quanto tempo fotografas? E porquê casamentos?

Há 10 anos, com especial enfoque nos casamentos há 5 anos. Os casamentos chegaram como acho que acontece a muitos de nós: um amigo pediu-nos para fotografar o seu dia. E aí percebi que podia aliar à fotografia o meu interesse por contar histórias e envolver-me com pessoas, que é o que mais gosto nesta área da profissão: o contacto com os casais, e a abordagem à fotografia do seu casamento como uma experiência que lhes proporciono ao longo do tempo, desde a sessão de namorados, à reportagem do dia do casamento, ao trabalho final.

 

Nestes tempos globais, em que as imagens circulam a uma velocidade vertiginosa e todos temos acesso a tudo, a qualquer hora, onde vais buscar inspiração?

Uso um conjunto de fontes para me inspirar. Primeiro, ver o que me rodeia com um novo olhar todos os dias — a vida é muito curta, e acredito que se nos sentirmos agradecidos pelo privilégio que é viver em paz, com condições de subsistência, e ainda por cima num país com muita luz e um oceano a duas horas de distância, essa abordagem transforma o mais horrível dos cenários num mundo de novas perspectivas.

De seguida, através de um consumo disciplinado. Explico: adoro ver o trabalho de todos os meus colegas fotógrafos, e a Internet é essencial para os acompanhar. Mas as verdadeiras fontes de inspiração, para mim, estão na “fotografia de velocidade lenta”, isto é, nos livros. Consumo livros com fotografias e sobre fotografias e fotógrafos. Faço o mesmo com pintura, design e arquitectura. Dir-me-ás: mas de que formas usas essas referências quando fotografas um casamento? Poderei não as usar, mas educo-me para ter referências mais diversas, que estimulam a capacidade de abstracção.

Por fim, procuro inspirar-me no que é diferente do que vejo todos os dias, e para isso viajo. Não preciso de ir ao Índico ou ao Pacífico, posso muito bem ir a Trás os Montes ou ao Alentejo, caminhar e falar com pessoas. O que quero dizer é que é preciso — e gosto muito de — sair regularmente do local onde passamos a maioria do tempo, e mudar de ares. Acho que ninguém discorda disto.

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

Como construíste essa tua assinatura, como a defines?

O JOÃOMAKESPHOTOS, o João que faz fotografias e conta histórias, é a junção destes dois indivíduos: o curioso que se fez jornalista, o documentarista que anseia registar momentos e ajudar a criar uma herança visual. Porque, especificamente nos casamentos, uma boa parte do que fazemos é isso: oferecer aos casais uma herança visual.

 

Quando precisas de fazer reset, para onde olhas, o que fazes?

Como disse anteriormente: olho para fora da minha bolha. E neste momento olho para Lisboa. É que após mais de uma década a viver no centro da cidade mudei-me para a outra margem do rio, e do local onde estou agora vejo o Tejo e as sete colinas por inteiro a todas as horas do dia. Estar fora do bulício onde vivi durante mais de uma década está a ser revigorante.

 

De Lisboa para o mundo, ou Portugal de lés a lés: fotografar estrangeiros é diferente de fotografar casamentos nacionais?

É diferente porque há menos tempo para me relacionar com os casais, que é um aspecto essencial na minha abordagem à fotografia de casamento. Eu procuro não ser um mero prestador de serviço, eu quero estar envolvido na história do dia e para isso preciso de tempo para entrar nesse círculo. Com casais estrangeiros há menos tempo para conseguir fazê-lo. No restante, é absolutamente igual: fotografamos pessoas apaixonadas que juntaram num dia os amigos e a família mais próximos, com tudo o que isso traz de boas energias.

 

Para todos os que ficam, de facto, interessados em ter-me como o seu fotógrafo eu procuro de imediato que nos conheçamos e nos sentemos a conversar. Uma boa ligação entre o fotógrafo e o casal é essencial, e eu procuro conhecer e dar-me a conhecer.

 

Qual é o teu processo de trabalho, como acontece a ligação com os teus clientes?

A maioria dos meus casais encontram-me de duas formas: através da recomendação de clientes anteriores, ou através da Internet: sobretudo o Simplesmente Branco e as redes sociais.

Para todos os que ficam, de facto, interessados em ter-me como o seu fotógrafo eu procuro de imediato que nos conheçamos e nos sentemos a conversar. Uma boa ligação entre o fotógrafo e o casal é essencial, e eu procuro conhecer e dar-me a conhecer.

 

Casamentos grandes ou pequeninos, nacionais ou estrangeiros, cerimónias emotivas, festas de arromba – qual é o tipo de festa que mais gostas de fotografar?

Eu gosto de todos os tipos de festa. A minha perspectiva é simples: os casamentos são as pessoas, e se todos se permitirem expressar os seus sentimentos — dos noivos aos convidados, da família aos celebrantes — o dia será repleto de boas energias e de boas recordações. Nós, fotógrafos, só temos de conseguir envolver-nos e tornar-nos parte, e estar atentos para captar isso.

 

Qual é a melhor parte de ser um fotógrafo de casamento? E o mais desafiante e difícil?

É o privilégio de ser escolhido para registar momentos de intimidade, e para criar uma herança visual.

O mais desafiante é sempre o que está relacionado com as condições para fotografar: é um dia que passa a correr, com espaços e iluminações imprevisíveis, com a meteorologia que pode não colaborar, etc., e para tudo isso nós, fotógrafos, temos de encontrar soluções e conseguir, ainda, usar da nossa criatividade para, nos momentos que são mais do que documentais, criar imagens únicas para os nossos clientes.

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

Escolhe uma imagem favorita do teu portfolio e conta-nos porquê:

É uma fotografia que está logo na entrada de joaomakesphotos.com: a da mais gélida sessão de namorados de sempre! O casal, a Marta e o Pedro, estão abraçados e enrolados numa manta vermelha que por acaso eu tinha na mala do carro — a minha Joana é muito friorenta… —, na Serra de Sintra, num fim de dia gelado de Outubro de 2016, no que viria a ser uma noite de super-lua. E a história é esta:

Durante toda a tarde a Marta esteve sempre muitíssimo entusiasmada por estar a ser fotografada, e o Pedro muito tímido. As horas passaram e no momento mais desconfortável do dia o Pedro está, finalmente, no ponto, feliz por estar a viver aquela experiência, enquanto a Marta está em sofrimento — estava muito frio. A fotografia conta a história dessa inversão dos papéis, e vive dos sorrisos rasgados deles.

 

Uma das minhas imagens favoritas de 2017 ainda não foi tornada pública — prometo fazê-lo em breve. É uma fotografia que imediatamente após tê-la registado pensei “isto parece um momento Steve McCurry”. Explico: é uma fotografia vertical do conjunto de madrinhas a abraçar a noiva, escondendo-a no meio do turbilhão; os sapatos coloridos desarrumados na relva; estão todas de costas para mim; e uma brisa que soprou naquele momento. Essa fotografia assemelha-se a uma das minhas preferidas do Steve McCurry: a de um conjunto de meninas com vestes coloridas que, no meio de uma tempestade de areia, penso que na Índia, se abrigam juntado-se e abraçando-se. Foi pura coincidência, mas é uma imagem de que gosto muito, mais ainda pela comicidade que essa mesma comparação João / Steve McCurry suscita.

 

João makes photos - fotografia de casamento

 

Os contactos detalhados do João makes photos, estão na sua ficha de fornecedor. Espreitem a galeria, cheia de imagens bonitas e contactem-no directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem, e na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!