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Susana Pinto

A primavera dentro de portas: Jenn + James

Hoje trago-vos o casamento primaveril de Jenn + James, em Melbourne.

Este é, definitivamente, o meu género de mais bonito dos dias!

 

Uma cerimónia informal mas especial, com uma decoração floral que nos enche os olhos, que cores e que flores, seguida pelo core do dia: uma refeição maravilhosa, suculenta, generosa, intencional, partilhada com todas as suas pessoas do coração.

 

O dia começou com uma cerimónia do chá, honrando as origens da noiva, seguiu para a cerimónia civil, com a sala cheia a aguardar a entrada dos noivos, juntos, e daqui, para o jantar num belíssimo restaurante italiano, onde os aguardava uma refeição memorável e fechou com uma after party de arromba.

 

Há por aqui muitas coisas bonitas: um fantástico e muito certo vestido de noiva (que é na realidade um conjunto de três peças, um top de seda, uma saia com cauda e uma blusa de organza) para um casamento na cidade, que sendo singelo, guarda uma surpresa (ora reparem nas costas… ufa!), uma paleta de cores deliciosa transposta para o altar civil, bouquet de noiva e o bolo dos noivos, cada um mais bonito que o anterior.

 

O pedido foi feito numa viagem à Toscana, daí a inspiração italiana para o fantástico jantar, e a organização aconteceu num intervalo temporal de quatro meses. Esta visão frugal nos artifícios, concentrando o dia na cerimónia e jantar, escolhendo de forma muito focada os elementos que fazem a diferença é muito certeira. As flores são incríveis, e ocupam o seu espaço: mudam o cenário e dão-lhe contexto e aconchego, e ligam, de forma transversal, os vários elementos e partes do dia.

E o jantar, porque somos tão felizes à mesa, partilhado e em modo self-service, reflecte mesmo isso, o prazer da partilha – do tempo, da atenção, da comida, da mesa, da conversa.

 

Eu gosto muito de casamentos assim.

 

Estas flores… ai!

 

Fotografia de Kyra Boyer , via Nouba.

Bom fim-de-semana!

Susana Pinto

Duas senhoras e um dia cheio de graça: Anna + Lucy

Anna é cantora, toca guitarra e escreve canções, e Lucy é designer floral. Este é um daqueles casamentos para lá de bonitos e especiais, onde tudo o que é “exterior” é inesperado, ligeiramente diferente e curioso, mas tudo o que é “interior”, as emoções, as lágrimas, os sorrisos e os abraços, são os de sempre porque são a expressão do amor.

 

O mais bonito dos dias de Anna + Lucy aconteceu em três espaços diferentes, no coração de Bristol, onde se conheceram: no registo, no restaurante francês no coração da cidade, onde celebraram com a família, e num segundo restaurante onde juntaram os amigos para um barbecue, corte do bolo e uma bela festa.

 

Estas meninas queriam um casamento à sua imagem: descontraído, nada tradicional e um belo dia partilhado com todas as suas pessoas – não somos todos assim?

Tendo comprado uma casa no início do ano, o budget para o casamento encolheu e a opção de estruturar o dia desta forma acomodou esse formato: família próxima para a cerimónia e almoço sofisticado e tranquilo, num grupo pequeno, e festa animada ao jantar com os amigos. E a graça toda foi esta: os amigos apareceram para um abraço apertado e para atirar flores à saída da cerimónia, foram à sua vida e voltaram a encontrar-se para jantar, com a mesma energia feliz e contagiante, leve. Que bonito que isso é…!

 

E os detalhes, tanto que há aqui que é distinto e especial: em vez de alianças, Anna e Lucy mantiveram os seus aneis de noivado, escolhidos de forma muito pessoal: um anel vintage, da década de 70 com uma safira negra, porque Lucy adora coisas vintage e com uma vida, e uma aliança contemporânea comprada por uma galeria que suporta uma associação de beneficiência, porque Anna adora coisa modernas e actuais. As flores foram todas criadas por Lucy, que é designer floral e escolheu tudo o que adora, e os “vestidos de noiva” não podiam ser menos vestidos de noiva e no entanto, tão especiais na mesma intenção.

Lucy vestiu de preto, sem ter pensado no assunto de forma intencional, apenas foi “o” vestido, e acompanhou-o de um  birdcage veil bordado à mão com contas pretas e uns sapatos de leopardo! Anna escolheu um vestido dourado mate, com uma estola de pelo e uns sapatos à la Valentino. Quão giras e elegantes estão estas duas?

 

     

 

“Don’t feel pressure to do the ‘norm’; We had just family at our registry office – friends came to meet us when we came out of the registry office, they then left us while we had our family lunch at the Glass Boat and then welcomed us at Racks for speeches, cake cutting, eating and heaps of dancing.

We also didn’t have an official first dance, wedding ring bands, own vows, wore black and gold, did our own music, had a small wedding cake, and walked in together.

 

For both of us, our favourite part of the day would be when we saw each other for the first time on the day itself. Anna and her Mum walked over to the hotel that I was staying in – everyone else had headed to the registry office while my mum and I finished getting ready. Anna waited at the bottom of the stairs and I came down to meet her. It was such a special moment when we saw each other in our outfits for the first time.”

 

Toda uma graça, este dia, que fechou com bolo dos noivos e brownies! Anna + Lucy parecem saídas de outros tempos, algures no fim da década de 50, início dos anos sessenta. E no entanto, são duas miúdas despachadas, criativas, românticas, com um abosluto bom gosto e famílias e amigos bonitos.

Este é um dia perfeito, à sua imagem. E visto daqui, não podia estar mais de acordo: vivam as noivas!

 

Fotografia de Ollie Hinds, via Love my Dress.

 

Susana Pinto

Um vestido de noiva azul cobalto e um casamento diferente: Paula + Niall

Um casamento diferente, um casamento alternativo.

Enquanto há quem apregoe que os casamentos clássicos (tradicionais) são chatos e aborrecidos e que uma “cena alternativa” é que é, a minha visão sobre estes dois pólos opostos é muito distinta. O mercado está maduro e pronto para oferecer tudo, a todos. E não é necessário que uns sejam exclusivos ou contra os outros. Todos podemos co-habitar nos nossos gostos, visões e necessidades, e naquilo que queremos para o mais bonito dos dias.

 

Se sou católica e valorizo a cerimónia religiosa, isso não faz de mim chata ou antiquada. Se valorizo a informalidade e quero uma cerimónia simbólica com cocktail no jardim, isso não faz de mim insensível ao verdadeiro significado da união matrimonial.

São apenas visões distintas sobre a fórmula como esse compromisso para a vida se materializa, não são juízos de valor sobre os outros e, acima de tudo, são o reflexo daquilo que é cada casal: tão simples e tão bonito quanto isso. A existência dessa liberdade de escolha, que permite construir uma visão singular e a disponibilidade do mercado para acomodar todas e cada uma dessas visões, faz de nós (noivos e profissionais) um colectivo fantástico, generoso e muito entusiasmante.

 

O bonito casamento que vos trago hoje é um exemplo perfeito desta conversa. Paula + Niall, irlandeses, celebraram a sua união de uma forma bastante distinta e totalmente alinhada com a sua essência (e curiosamente, tal como eu faria, se me casasse!).

Sendo fotógrafa de casamento, a visão da noiva era claríssima sobre o que queriam e o que não queriam, e todo o processo, desde a ausência de pedido à lua-de-mel dupla, foi, a cada passo, o espelho do casal e da sua forma de estar e viver a vida, como uma longa sequência de passos sólidos no caminho a dois, sem interrupções.

É bonito isso, não é? Nem tudo tem que ser fogo de artifício, nem tudo tem que ser surpreendente e over the top, pode “apenas” ser a vida, em versões melhoradas e mais coloridas do seu próprio quotidiano.

 

Quando vi a primeira imagem deste casamento, fiquei dois minutos a olhar para a imagem do vestido azul cobalto: que peça incrívelmente bonita, eu que adoro tudo o que seja vagamente japonês. Não sendo um tradicional vestido de noiva, é um vestido com a dignidade e intenção equivalentes, sumptuoso, rico e poderoso: não são todas estas as sensações que procuramos sentir quando vestimos o nosso vestido de noiva?

 

Depois, esmiucei a história: um casamento a duas partes.

Primeiro no registo civil, apenas os dois, com passagem por um hotel especial na memória de ambos, com bouquet de noiva espectacular, playlist dedicada e um casaco fenomenal. Uns dias depois, uma festaça com a família e amigos, onde tudo foi escolhido a rigor para criar o ambiente desejado e uma festa acolhedora e intimista: cenário espectacular, comida deliciosa, bar pensado a rigor.

 

“It had been a few years since the last friend’s wedding we’d attended, and we were jokingly wondering which friend was likely to be next,” Niall remembers. “I said, ‘Well, it should really be us that gets married next’. That planted the seed! Paula did some research, and we chatted here and there about how we would do it. Eventually, we had a rough idea how we would go about it, and realised that we had already begun planning a wedding. I’d say we fell in love with the idea by happy accident!

 

We wanted to get married in an intimate way with just the two of us, so getting ready together in Dublin and Derry was a must. We couldn’t imagine doing it any other way. We both tend to shun the limelight, so keeping the ceremony and wedding personal and intimate between us was top of the agenda.

For us, it wasn’t about all the bells and whistles or a traditional ceremony, we wanted to make sure we weren’t rushed or stressed and could appreciate the occasion. There can be a lot to fit into wedding day but we really aimed to manage it in a way that allowed us to enjoy the time together and make sure family and friends did too.”

 

Diferente ou igual, clássico ou alternativo, de branco ou de azul: a relevância destas escolhas é zero, quando falamos de celebrar o amor com as nossas pessoas. Independentemente da sua cor, dimensão ou forma, que sejam as certas, porque são as nossas.

E este casamento é uma tara!

 

Fotografia de Honey and the Moon Photography, via One Fine Day.

 

Bom fim-de-semana!

 

 

Susana Pinto

Fun, fun, fun: Corey + Nathan, no coração da Austrália

Girls just wanna have fun, mas os boys também! E prova disso é o casamento divertidíssimo e classudo do casal Corey + Nathan, na National Gallery of Australia, em frente à escultura brutalista The Knot.

 

Este casamento gay tem tanto de elegante como de diferente, é a cara dos noivos e o sorriso estampado na cara das cinco sobrinhas que abriram a cerimónia diz tudo sobre o amor que une estas pessoas.

 

São muitos os detalhes com graça que me prenderam a atenção: as cinco meninas, claro,  fofíssimas e tão contentes, o cenário – este imenso relvado com uma escultura colossal, os arranjos florais, tão sofisticados, ricos e elegantes, a drag queen, so over the top (mas também tão certa e coerente ali no meio), que oficializa a cerimónia, a troca de coroas (sabiam que eu tenho um fraquinho por coroas e acessórios de cabelo assim fantásticos…?) em vez de alianças (e que bem que lhes ficam, tudo faz sentido), e o copo de água, um jantar servido no interior, luxuosamente decorado.

Repararam no pormenor da mesa dos noivos? Longa, onde os lugares do casal se destacam pelas duas cadeiras diferentes, forradas a veludo azul, diante de um fundo de flores de cores ricas e obscuras. Tão elegante e distinto e ainda assim, sem ser demasiado sério e formal, porque estas pessoas não o são também. Até o bolo dos noivos, decadentíssimo, cobertura de ouro a escorrrer e macarrons a fazer topping: ouro sobre azul, claramente!

 

“We wanted to achieve the perfect mix of opulence and silliness, just like us.

The silliness came from our talented entertainers, Sydney Drag Queen royalty Felicity Frockaccino and Tora Hymen, who worked the room perfectly and had all our guests in stitches.

Then there were the elements that crossed between opulent and silly, such as exchanging crowns instead of rings and having a surprise flash mob performance by the Canberra Qwire (Canberra gay and lesbian choir). And let’s not forget special wedding party guests, Hugo and Dolly, our dachshunds.”

 

Assim é o mais bonito dos dias: com quem queremos e com quem nos quer bem, reflexo do que somos como casal e tão especial, em todos os sentidos. No que vestimos, no que damos, no que recebemos, no que comemos, no que partilhamos, no que dizemos, no que sentimos, no que celebramos. Tudo isto é amor e que mágico que isso é!

 

Bom fim-de-semana!

Fotografia de Lauren Campbell, via Nouba.

Susana Pinto

The W Experience: que dias tão bons!

Este fim-de-semana aconteceu o The W Experience, e que dias bonitos foram estes!

 

Abrimos as portas na sexta-feira, com um programa dedicado exclusivamente aos profissionais de casamento, com dois workshops, uma talk, uma mesa redonda e muito espaço para networking e partilha de conhecimento, sempre modo descontraído e muito presente, e continuámos nos dois dias seguintes a mostrar, agora aos noivos, trabalho bonito, focado e muito bem apresentado. Quisemos mostrar o nosso melhor e a nossa visão sobre as tendências e serviços que queremos disponibilizar para o vosso casamento e esta oportunidade de o fazer foi agarrada por todos, brilhantemente.

 

Entre nós comentámos que este foi um momento clarificador e de charneira: há, agora, um antes do The W Experience, e há um depois do The W Experience. O mercado, como o conhecemos, não vai ser o mesmo e isso é muito estimulante e fantástico!

Estiveram presentes quase cinquenta fornecedores de qualidade e as visitas ao evento foram um fluxo contínuo de noivos, nacionais e estrangeiros, parceiros de negócio e fornecedores de eventos, num mix perfeito e equilibrado para todas as vertentes do nosso trabalho, enquanto players do mercado nacional de casamentos.

 

Do meu lado, deixo um imenso agradecimento à organização, que teve a coragem imensa para sonhar, comunicar a visão e pôr de pé um evento desta dimensão. The W Experience proporcionou-nos, a nós, fornecedores, uma oportunidade para mostrarmos o nosso trabalho como queremos que seja visto e a quem queremos que seja mostrado. Permitiu-nos mostrar, como colectivo de players de mercado, como vibrante e qualitativa é a oferta, como está alinhada com a visão dos noivos de hoje e como há talento para concretizar ideias e sonhos: os vossos e os dos nossos parceiros.

 

The W Experience é a casa onde tudo isto acontece: ao vivo, com proximidade e com um belo brinde e um abraço apertado no fim.

Espero que tenham passado por lá, foi maravilhoso (e se passaram, deixem-nos um comentário sobre o que viram)!

 

 

Estas flores maravilhosas foram desenhadas pelo Atelier Decorelle: puro luxo, nas cores, nas espécies, nas formas. Um símbolo, icónico, do que foi o The W Experience.

 

Repetimos para o ano?

Susana Pinto

Uma brass band e um vestido de folhos: Bridgette + Saul em New Orleans

De vez em quando tropeço num vestido de noiva que é um showstopper, e o da Bridgette é um desses!

Hoje mostramos o mais bonito dos dias de Bridgette + Saul, que voaram de Londres para o coração de New Orleans, na companhia de família e amigos, para uma celebração de arromba.

 

Por onde começamos…?

Pelo vestido de Bridgette, maravilhoso e comprado em segunda mão num leilão (a alguém morava a 15 minutos de distância…!) porque já não estava disponível na colecção da designer colombiana Johanna Ortiz? Ou pelo tuxedo branco vintage do noivo, que pertenceu ao seu pai?

Ou pela brass band que os acompanhou no percurso entre a cerimónia e o local do jantar e depois, durante toda a festa?  Ou a decoração vintage, com os pratos desencontrados e flores  apenas brancas e folhagem? Ou o par de Vans da noiva, que os calçou logo após a cerimónia, para dançar leve toda a noite? Ou o vestido de lantejoulas solto com que fechou a noite a dançar com o seu noivos/marido charmoso?

 

Há tanta coisa tão bonita neste casamento, uma noiva elegantíssima, um vestido que é uma festa, um decor que é super romântico e tão elegante, e claro e sempre, as emoções à flor da pele: os sorrisos, os abraços, os beijos, as lágrimas, os pilares de qualquer celebração sobre o amor.

 

“The overall vibe of the day was super chill with wild dancing! We wanted guests to feel comfortable, so there was no strict dress code. I did explain that comfortable footwear was a must. I myself changed out of my wedding shoes and into my Vans trainers, as soon as possible, so I could dance for the entire night. One of my favourite parts of the day was the vow exchange, between Saul and I. It really did feel incredibly intimate. Another moment that springs to mind is our amazing after dinner rain dance. All-day we had been treated to beautiful sunshine, and then as soon as the plates and glassware were cleared away, the heavens opened up. Rather than retreating inside, everyone ran out and the brass band kept playing. We all got soaked dancing in the rain, and I’m not sure I’ve ever been happier.”

 

Que festaça! Tudo aqui está certíssimo e dou por mim a querer estar ali com eles, a dançar ao som de uma brass band enquanto a chuva cai e toda a gente está num pico de alegria e amor. São assim os dias mais bonitos!

 

Fotografia de Nancy Ebert Fotografie, via Rock my Wedding.

Bom fim-de-semana!

Susana Pinto

Um vestido de noiva diferente e moderno para a Beatriz.

Há acasos assim: de repente passa-nos pelos olhos uma imagem que nos prende a atenção. Pode ser um detalhe, uma cor, umas flores, uns sapatos, um movimento de mãos.

Neste caso, foi o vestido de noiva da Beatriz. Com a sua capinha de tule, um laço de fitinhas a fechar, tão diferente, leve e etéreo, tão inesperado.

Averiguei junto de quem o tinha filmado e fotografado, e cheguei à doce Beatriz, a nossa noiva de hoje.

 

Vamos então falar deste vestido de noiva diferente e mágico!

 

Perguntei à Beatriz como é o que o tinha escolhido:

Sou apaixonada pela IMAUVE e soube imediatamente que queria que fosse a Inês de Oliveira a desenhar o meu vestido para este dia tão especial.
Não tinha nada muito concreto em mente, mas sabia que queria que fosse uma peça só minha e que reflectisse quem eu sou. Como a Inês diz, quis dar-lhe muita liberdade criativa. Sou designer e reconheço a importância de termos liberdade no processo de criação.

A Inês apresentou-me algumas propostas e houve uma que sabia que era para mim. Foi amor à primeira vista!

O que procurei foi um vestido elegante, confortável e único. E o resultado final foi mesmo esse.

 

À nossa conversa junta-se a Inês de Oliveira, diretora criativa e fundadora da IMAUVE, que nos conta como nasceu este vestido de noiva tão especial:

 

O vestido da Bea foi criado de raiz para ela. É um vestido IMAUVE Atelier, de design exclusivo, único no mundo… tal como a Bea.

Tive muita liberdade criativa e todo o processo de desenvolvimento do vestido correu de forma muito natural. Apresentei alguns croquis, dentro dos quais houve um que saltou aos nossos olhos mais que os outros e, emocionadas, decidimos por esse.

O vestido é composto por duas camadas. Uma base em cetim duchesse branco natural, com um decote profundo, traçado, uma tira a definir a cintura, a apertar com 3 botõezinhos forrados e alças que terminam em cordões muito finos, tornando-o vestido quase sem costas. Na parte de cima do body foram sobrepostas várias camadas drapeadas de musselina de seda natural, cosidas à mão e direccionadas para abraçar a silhueta, e ainda uma segunda saia de musselina esvoaçante para criar leveza e acrescentar uma segunda textura.

Sendo a Bea muito nova, extremamente bonita e com uma postura de extrema elegância, queria muito realçar a sua juventude e pureza, e assim criámos este vestido tão simples mas com materiais ricos e pormenores delicados.

Para a igreja, fizemos uma ”capa de princesa” a substituir o tradicional véu. Em tulle de seda, com pregas atrás, cobria os ombros, debruada com atilhos de seda, e escorria pelo comprimento do vestido ultrapassando-o em mais 2 metros de cauda adornada à mão com finas folhas bordadas em tulle.

A simbologia das folhas surge do nome dos noivos – Ramos de Oliveira – e foi transposta para o vestido também como um síbolo de paz e abundância: tudo aquilo que desejo para os noivos.

Criámos uma obra de arte para uma artista fabulosa que, acima de tudo, foi uma noiva deslumbrante, leve e muito, muito feliz.

 

Bouquet de noiva com ramos de oliveira Vestido de noiva diferente com capa bordada com folhas de oliveira Vestido de noiva diferente com capa longa bordada com ramos de oliveira. Vestido de noiva diferente com capa longa bordada com ramos de oliveira. Vestido de noiva diferente com capa em tule bordado com folhas de oliveira Vestido de noiva diferente com capa longa bordada com ramos de oliveira. Vestido de noiva diferente com capa em tule bordado com folhas de oliveira Vestido de noiva diferente com capa longa bordada com ramos de oliveira. Vestido de noiva diferente com capa em tule bordado. Vestido de noiva diferente com capa longa bordada com ramos de oliveira. Vestido d enoiva com capa bordada com ramos de oliveira Vestido de noiva diferente com capa longa bordada com ramos de oliveira.

 

Não é fantástico e poderoso? Este é um “daqueles” vestidos de noiva, os de princesa, os que ficam na memória, os que são épicos na sua singularidade.

Este é, de facto, um vestido de noiva diferente: de uma elegância intemporal, sem nunca perder a sua leveza e importância.

 

Na sexta-feira vamos mostrar mais detalhes deste casamento, passem por cá para ver o mais bonito dos dias da Beatriz + Rui!

As imagens felizes são da dupla D10Photo.