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Susana Pinto

À conversa com: Wedwings – wedding planner

Hoje conversamos com a Rita Soares-Alves, wedding planner que assina como Wedwings.

Falamos sobre o seu percurso e sobre a importância e valências de um wedding planner, no grande esquema que compõe o mais bonito dos dias.

Juntem-se a nós e fiquem a conhecer o trabalho bonito da Rita Soares-Alves!

Tenho como premissa que o casamento é um acto privado entre os noivos, mas a festa de casamento é um dia de partilha, entre familiares e amigos próximos e mais queridos que, em conjunto, celebram o nascimento de uma nova família.

Conte-nos um como começou esta aventura de ser wedding planner:

Já lá vão bastantes anos… o gosto pela área começou nos meus early 20s – sim, faço parte de uma geração que casava logo após o final da faculdade, bastante antes dos 30 anos – com a tradicional ajuda e disponibilidade a casais amigos, na organização dos seus casamentos.

Fui durante anos a amiga que os acompanhava às feiras de casamentos, às provas dos vestidos, tinha as ideias para os temas das mesas, muito em voga, nessa altura, fazia noitada na véspera do casamento para apoiar nos momentos de maior ansiedade… a vocação confirmou-se quando os amigos começaram a oferecer-me revistas e livros da especialidade trazidos de viagens internacionais!

 

Claro que o meu percurso profissional passou, durante alguns anos pela área de eventos, embora corporativos, mas os casamentos sempre foram o meu crush: desde já muito que tenho cadernos com ideias, livros sobre wedding planning, recortes de revistas e jornais, já para não falar de diversas edições de revistas nacionais e internacionais, das quais sou incapaz de me desfazer.

Em 2012, comecei a organizar o casamento da minha irmã, que residia fora do país, e decidi que este seria o meu grande teste. Estava na hora de dar vida a este projecto e de lançar o que viria a ser a Wedwings, que aconteceu em finais de 2014.

 

Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves

Organizar um casamento é coordenar tarefas e um orçamento, mas também gerir emoções e expectativas. Um destes lados pesa mais ou no meio está a virtude?

É um pouco de tudo! Trabalhamos ao lado dos noivos cerca de um ano, tornamo-nos muito próximos e acabamos por assumir os papéis que são mais convenientes a cada casal.

Considero-me uma pessoa bastante analítica, sou uma Excel-addicted, tenho templates e processos desenhados para quase todas as minhas actividades, mas o grande desafio é, sem dúvida, a gestão de emoções e de expectativas!

A maioria dos noivos nunca passou por este processo, normalmente, é um ano muito intenso e de grande pressão; e claro que há sempre situações em que, naturalmente, somos os conselheiros, os apaziguadores, os gestores de emoções e, em muitos casos, acabamos por mediar tensões entre os casais ou até com as famílias.

 

Tem uma perspectiva perfeccionista sobre o resultado ou é o prazer de acompanhar o processo que é o factor dominante?

Bom, é certo que estou permanentemente a visualizar o resultado, ou seja, a visualizar o dia do casamento em si. E isso atira-me um pouco para tendência para o perfeccionismo do resultado.

Mas o que é o perfeito hoje, não tem de ser o perfeito de amanhã; e o processo é essencial para fazer essa evolução, sempre com o foco no que é o perfeito para aqueles noivos.

 

Ainda há alguma resistência à figura do wedding planner, que é vista mais como um custo adicional do que um genuíno valor acrescentado. Quais são as claras vantagens em contratá-la?

 

Em Portugal, nos últimos anos, a figura do wedding planner tem vindo a modificar-se e, cada vez mais, os casais portugueses começam também a reconhecer a necessidade e a conveniência de contratar os seus serviços. O tempo consumido pela organização de um casamento, a relevância do investimento bem como a eficiência de ter apenas um interlocutor, conhecedor das soluções mais adequadas e com uma visão 360º do evento, são factores decisivos no reconhecimento do valor acrescentado que podemos trazer para a organização da festa do casamento.

Em suma, a contratação de um wedding planner é, para muitos noivos, uma boa decisão: contratar alguém que gira, de forma profissional, as suas expectativas, dê vida às suas ideias e que invista adequadamente o seu orçamento disponível!

 

Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves Wedding Planner em Lisboa: Wedwings, by Rita Soares Alves

Como é o seu processo de trabalho, como cria uma ligação com os seus clientes?

Lido diariamente com emoções, sonhos (muitas vezes, de uma vida), relações familiares. Gosto muito de conhecer a história dos meus noivos – como se conheceram, como foi o pedido de casamento, o que gostam de fazer, qual o seu clube de futebol favorito -, das suas famílias – se existem tradições familiares, como se relacionam … Faço girar todo o processo em torno dessas histórias.

No dia, uso as toalhas bordadas pela avó ou pela tia mais querida na mesa da cerimónia, “obrigo” o pai da noiva a escrever um discurso ou um postal para oferecer à filha no dia do casamento, contrato, de surpresa, o grupo coral de cante alentejano da terra do noivo ou recebo os noivos, que são de origem irlandesa, com um Bag Pipe Player.

Tenho como premissa que o casamento é um acto privado entre os noivos, mas a festa de casamento é um dia de partilha, entre familiares e amigos próximos e mais queridos que, em conjunto, celebram o nascimento de uma nova família.

 

As tendências da estação… são um assunto de trabalho ou apenas fait divers?

Definitivamente, são um assunto de trabalho. São guias das nossas noivas (normalmente, é assunto mais feminino) e há uma enorme expectativa que o seu casamento reflicta a tendência do momento.

Compete-nos a nós fazer uma primeira análise dessas tendências, perceber se e como se adequam aquele casamento específico, equilibrar e incorporar da melhor forma essa tendência.

 

Onde busca inspiração para cada nova temporada de trabalho?

Antes de mais, na época anterior: fazer o balanço do que resultou, do que pode ser melhorado é talvez uma das maiores inspirações para o nosso trabalho. Enquanto profissionais, crescemos com a nossa experiência e com as diferentes realidades que vivemos e esta é um enorme valor acrescentado para os casamentos seguintes.

Fomento também bastante o networking com outros profissionais da área, quer em Portugal quer internacionalmente, o que me permite absorver novas e diferentes abordagens e conceitos.

E dedico particular atenção às tendências do momento, não só as específicas de casamentos, mas também em áreas como a moda, o design, a arquitectura, o cinema, entre outros.

 

Wedding planner em Lisboa: Wedwings ecoração da mesa de doces, com Wedwings Wedding Planner Decoração da cerimónia civil com arco de flores

E nos momentos de fadiga criativa, como refresca a mente e o olhar?

Acima de tudo, a minha fadiga criativa é gerada pelo foco e concentração apenas no trabalho.

Quando chego a esse ponto, o melhor mesmo é ligar o Out-of-the-office, desligar o computador e dar espaço à vida pessoal. No meu caso, o meu Algarve, o cheiro a mar e a citrinos. Passear a minha querida Biki, a minha cadela Labrador. Pôr o cinema em dia. Aproveitar os finais de tarde num qualquer terraço de Lisboa.

 

Qual é a melhor parte de organizar um casamento? E o mais desafiante e difícil?

Sabem aquele momento em que já têm o espaço e catering contrato, o DJ escolhido e o fotografo reservado? É a partir daqui que, para mim, começa a melhor parte! Juntar as peças do puzzle, começar a escrever a história desta festa. Pensar nos detalhes e dar corpo às ideias. E, claro, o dia em si! Ver acontecer, viver resultado e as emoções que geram.

O mais difícil, definitivamente, é gerir os constrangimentos, sejam eles financeiros ou de outra natureza. São sempre quebras no entusiasmo, geram frustrações e o processo de adaptação à realidade requer um cuidado especial.

Mas é aqui que tento fazer a diferença: seja através de soluções alternativas, dando-lhes tempo para reflectir, avaliando, em conjunto, o impacto da situação…

 

Qual foi o casamento em que mais gostou de trabalhar? Porquê?

Foi um casamento de clientes americanos que se realizou no Palácio Marquês da Fronteira.

Mais do que pela a parte cénica e criativa – sim, foi um dos casamentos mais bonitos que organizei –, pelo processo e pela relação com os clientes.

Estávamos com oito horas de diferença horária, foi tudo tratado por email ou por Facetime – foi assim que fecharam a escolha do espaço – e nem o noivo nem nenhum convidado tinham estado alguma vez em Portugal, até dois dias antes do casamento. E nada disto foi um problema.

O objectivo deste casal era ter uma festa bonita, com muita inspiração portuguesa, uma festa de arromba e três dias fora de série com a família e os amigos. E foi isso que aconteceu e que foi inesquecível para todos os que viajaram do outro lado do mundo!

O segredo: confiaram e mantiveram o foco no essencial- o resultado e ser feliz!

 

Escolha uma imagem favorita do seu portefolio e conte-nos porquê:

Para além de considerar que visualmente é uma grande fotografia, esta imagem reflecte muito do ADN da Wedwings: representa um destination wedding, muito autêntico, com um cunho muito português e que contou com alguns dos meus parceiros mais queridos; representa também a cumplicidade familiar e a sua força num dia tão importante com o dia do casamento. Estão aqui muitos dos valores da Wedwings e é uma fotografia que me acompanhará sempre.

 

Casamento no Palácio Marquês da Fronteira

Contactem a Wedwings, através da sua ficha de fornecedor. Espreitem as galerias e entrem em contacto com a Rita Soares-Alves, directamente através do formulário: é só preencher com os vossos dados e mensagem e, na volta do correio, terão uma resposta simpática.

 

Acompanhem estas nossas conversas longas com fornecedores seleccionados Simplesmente Branco, sempre à quarta-feira!

Susana Pinto

Decoração da cerimónia civil: um cenário artístico

Vamos falar um bocadinho da decoração da cerimónia civil.

Um ponto focal, para onde os olhares se dirigem, é sempre um dos elementos importantes na decoração da cerimónia civil. É para onde olhamos, enquanto aguardamos a chegada dos noivos, é o cenário que os enquadra e envolve. É também a estrutura que demarca a área da cerimónia e, no fim de tudo, pode funcionar com fundo para as fotografias de grupo. Muitas funções e muitas vantagens reunidas num só elemento!

 

Quando encontrei este cenário em aguarela, achei-o maravilhoso!

Gosto muito dos tons e manchas de cor, abstractas, mas que ao longe evocam os famosos nenúfares de Monet. Gosto da simplicidade estrutural, que podia ser uma calha de cortinado, com telas deslizantes, como estas do Ikea, e da liberdade que este suporte proporciona para a criação artística. Há aqui um potencial de ideias e expressões ilimitado!

Neste caso, são “apenas” metros de papel de cenário ou tela de pintura, suspensos do tecto e colados improvisadamente com fita cola, mas haveriam muitas mais formas de resolver esta questão estrutural. O facto de estes painéis não estarem todos no mesmo plano, acrescenta profundidade, textura e interesse à perspectiva.

 

Decoração da cerimónia civil com painéis pintados a aguarela

Adoro esta opção! Se alguém do vosso círculo próximo de amigos ou família tem veia de artista, esta pode ser uma opção com muita graça e frescura para celebrar o mais bonito dos dias e tornar um espaço menos interessante numa verdadeira galeria de arte!

 

Imagem via Ruffled, telas pintadas na Minted, onde podem escolher os vossos desenhos impressos.

 

Susana Pinto

Dicas para casar: a maquilhagem da noiva

Hoje falamos sobre maquilhagem de noiva nas nossas dicas para casar, sempre às segundas-feiras.

 

A maquilhagem da noiva é assunto importante e deve ser abordado com a devida atenção e tempo, dois fundamentais aliados.

A primeira recomendação é directa e simples: escolham um profissional.

As razões são várias e simples: é um dia muito longo, muito emotivo e com muitos beijos, abraços e algumas lágrimas. É um dia com muitos nervos e pouco tempo. São as imagens deste dia que vão ficar guardadas para sempre. Razões muito razoáveis, verdade?

 

Acreditamos muito na ideia de que a maquilhagem nos dá uma versão polida, apurada, de nós próprios – isso de “dar um jeitinho” não existe e um resultado bonito, orgânico, confortável e duradouro só é proporcionado por quem sabe o que faz: resulta de formação específica, horas de prática, produtos de qualidade, um sorriso pronto, atitude positiva e uma calma e tranquilidade a toda a prova, capazes de acalmar os nervos da noiva mais sensível.

 

Makeup de noiva com Ana Branco, da Pó de Arroz Makeup de noiva com Ana Branco, da Pó de Arroz Makeup de noiva com Ana Branco, da Pó de Arroz

Os melhores profissionais serão sempre os primeiros a ser contratados, e mesmo sendo possível acomodar mais do que um cliente no mesmo dia, a antecedência será sempre uma boa companheira nesta aventura: com data marcada, e ideias principais em ordem, a procura da equipa de maquilhagem e cabelo acompanham a do vestido. Outra razão adicional para este contacto ser feito no início, prende-se com a possível necessidade de tratar a pele, para que no grande dia esteja esplendorosa, bem hidratada e preparada para ser maquilhada.

 

Mantemos os princípios de que falamos sempre, no que toca a seleccionar um profissional de maquilhagem de noiva: façam uma busca pela internet, troquem impressões com as amigas que recorrem a este serviço com frequência ou com a amiga noiva que casou recentemente. Espreitem os respectivos portefólios e, caso vos agrade, entrem em contacto, com algum detalhe.

Façam uma selecção de cinco fornecedores e consultem três, sem esquecer de especificar a data e hora, local (cidade e onde a noiva se vai arranjar), e para quantas pessoas será o serviço (pode incluir, ou não, a mãe da noiva, a madrinha, a irmã, as amigas, e até o noivo – em caso de dúvidas sobre este assunto, basta perguntar, um tapa-olheiras ou um hidratante podem fazer uma diferença substancial!).

 

Ao receberem as respostas ao vosso contacto, deverão analisar os diferentes valores propostos, questionar cada fornecedor acerca da sua experiência e formação, analisar o portefólio com mais detalhe, esclarecer questões e fazer uma escolha consciente, com calma, sem pressão e sem dúvidas. Entrem em contacto telefónico e iniciem esta relação de confiança, que será longa e muito pessoal. O processo terá início com uma pequena consulta e um teste de maquilhagem. É o primeiro contacto com o profissional que estará convosco umas boas horas, no início do processo, quando os nervos estão em crescendo, e é a oportunidade ideal para conversar um pouco, conhecer gostos, ficar a par de ansiedades e trabalhar pormenores mais técnicos: tipo de rosto, tipo de pele, tipo de cabelo, corte, cuidados necessários.

Vai falar-se de intimidades e delicadezas, de sonhos, de vestidos, de bouquets, da visão para o grande dia. Vão ser dados bons conselhos e instruções. Há espaço para experimentar e corrigir, e mostra-se (com garantias), o que será o resultado final.

 

Makeup de noiva com Ana Branco, da Pó de Arroz Makeup de noiva com Ana Branco, da Pó de Arroz Makeup de noiva com Ana Branco, da Pó de Arroz

Se a disponibilidade ou a distância não permitem este breve encontro, uma conversa séria e calma, com muitas perguntas e respostas, irá gerar a confiança necessária para que tudo corra como deve.
Portem-se bem e sigam as sugestões dadas, no que toca a cuidados de beleza: um bom produto faz magia, mas uma pele e um cabelo cuidados são a melhor matéria prima que se pode ter, o tempo para os tratar, cuidar e preparar pode ser muito relevante, com consequências visíveis no resultado e durabilidade da sua aplicação.

 

Nas semanas anteriores, deliciem-se com um SPA integral num sítio com pinta (é meio caminho andado para se sentirem muito especiais, e é digno da ocasião): exfoliação corporal, limpeza de rosto, tratamento para o cabelo, tudo a que têm direito, seguindo as instruções dos vossos profissionais seleccionados. Mimem-se.
Nas vésperas, pés e mãos fecham o processo de beleza. Guardem tempo para uma massagem relaxante, fará diferença e é maravilhoso! Para fechar a lista, no dia, peçam à vossa melhor amiga que zele por vocês, relembrando, se for caso disso, para retocar o batom.

 

Voltamos a lembrar a importância das sinergias bem sintonizadas: no dia, há vários profissionais a trabalhar em simultâneo, em espaços pequenos e muita emoção no ar. Recebam todas as partes, apresentem-nas, criem bom ambiente para que tudo flua e ninguém se atropele. Acertem os detalhes previamente, troquem horários, moradas, dicas de acesso e contactos entre as várias equipas. Tenham a vossa (fada) madrinha por perto (que poderá fazer as honras da casa), disponível, atenta e tranquila.

 

E, como na prova do vestido, mais do que três companhias durante os preparativos da noiva é uma multidão. Os profissionais precisam de estar concentrados – e vocês, de relaxar e dominar os nervos. Isolem-se numa divisão confortável e espaçosa da casa (ou do sítio escolhido para o efeito), escolham uma música simpática e gozem o momento. Demorará o tempo necessário, que é algum (contabilizem esse momento, sem pressas, no plano do dia), por isso o conforto é essencial: uma boa cadeira, uma fonte de luz natural (para a maquilhadora), tomadas eléctricas e extenções (para a cabeleireira), e qualquer coisa para ir trincando e bebendo, enquanto a magia acontece.

 

 

As imagens são da Pó de Arroz – passem pela sua ficha de fornecedor, espreitem a galeria e entrem em contacto com a doce Ana Cristina Branco. Ela vai adorar conhecer-vos!

 

Acompanhem as nossas dicas para casar, sempre à segunda-feira.

Susana Pinto

Bolo dos noivos, sapatos de noiva e um belo bouquet: um trio perfeito!

Para o nosso trio de bolo dos noivos, bouquet de noiva e sapatos de noiva de hoje, as escolhas são um clássico absoluto: branco sobre branco, uma ténue pincelada do mais claro dos azuis e peónias brancas esplendorosas!

 

Começo pelos sapatos de noiva brancos, uma opção que continua a ser tendência da estação: em todo o lado encontramos sapatos, de todas as formas e feitios, nesta cor. Os sapatos de noiva que vos trago hoje são umas sandálias de tacão largo e alto, em branco marfim, com um pormenor bonito na parte da frente: as duas tiras de rolinho dão um nó, ao centro. Vão lindamente a acompanhar uma bainha de renda, ou o mais austero dos mikados de seda – ou até um fantástico macacão de noiva, desde que devidamente acompanhados de um verniz colorido, suave (o meu coral favorito da Chanel ou um tom de rosa, como este Indian Pink, da Tom Ford).

 

Inspirada por estes bonitos sapatos de noiva brancos, escolhi este bolo dos noivos, também ele totalmente clássico e intemporal: uma só camada, coberura cremosa e decoração com flores naturais: rosas, ranúnculos e anémonas, tudo branco sobre branco. Cheio de classe e elegância, parece-me ser uma opção perfeita para um casamento pequenino e requintado, onde a atenção estará ainda mais em todos os detalhes, texturas e sabores. E com menos dispersão na quantidade, podemos concentrar o orçamento na qualidade cuidada de cada um dos pormenores que iremos escolher para celebrar o mais bonito dos dias.

 

Fechamos com o clássico absoluto: um belo bouquet de noiva com peónias brancas, abertas no seu ponto óptimo de maturação e senhoras de um perfume absolutamente maravilhoso! A acrescentar alguma textura visual, ranúnculos imaculados, ervilhas de cheiro e rosas, tudo atado com uma delicada fita de seda num incrível tom de azul – leve, leve!

 

Bolo dos noivos simples Sapatos de noiva brancos Sapatos de noiva brancos Bouquet de noiva com peónias brancas

Escolher clássicos não é sinónimo de dtado ou aborrecido, longe disso: são valores seguros, intemporais e lindos de morrer!

 

De cima para baixo, bolo dos noivos com uma camada, cobertura de creme e decorado com flores naturais, via Style me Pretty; sapatos de noiva brancos, com tacão alto e largo, na Mango, por 29,99 euros; bouquet de noiva com peónias brancas, rosas, ranúnculos e ervilhas de cheiro, via Style me Pretty.

 

Para acompanhar estes nossos trios perfeitos que publicamos todos os domingos, basta que sigam as nossas etiquetas (a partir da homepage) ou aqui no topo do artigo: sapatos e sunday shoes; cake! e bolo; bouquet e um belo bouquet.

Bom domingo!

Susana Pinto

Um casamento em tempos de pandemia: Sandra + Sérgio

Hoje partilhamos convosco um momento muito especial: um casamento em tempos de pandemia, que foi o mais bonito dos dias da Sandra +Sérgio, fotografados pelo António Brito, da AZULCLARO.

 

Apanhados pela reviravolta do mundo em vésperas da data escolhida, optaram por celebrar esse dia tão especial à sua maneira, adiando a festa maior para Outubro. Em versão minimalista e muito intíma – apenas com os pais e padrinhos, em pleno campo, abrigados por um frondoso carvalho, trocaram votos de lágrimas nos olhos. A Sandra escolheu o vestido de noiva da mãe para casar e surpreendeu o Sérgio.

 

E foi muito, muito especial…

 

Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia

Quando a resposta foi “sim!”, como é que imaginaram o vosso dia?

Imaginávamos um dia extremamente feliz na companhia das pessoas que nos são mais queridas. Um dia de partilha de amor e muitas borboletas no estômago.

 

Sentiam-se preparados ou foi um caminho com muitos nervos?

Nove anos após o primeiro “Sim”, sentíamo-nos mais do que preparados. No entanto, e com muitos nervos à mistura, era um dia e um objetivo que ambos almejávamos há vários meses.

 

Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia

Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia

Perante a mudança de cenário, em que momento começaram a repensar o plano?

As dúvidas começaram a surgir logo em Março, mas não perdemos a esperança de realizar o casamento tal como estava idealizado e no dia escolhido. Cerca de um mês antes do grande dia, apercebemo-nos que a situação piorava e que o planeado não iria ser viável.

 

Como geriram esse processo e tomada de decisão? Foi mais difícil o processo logístico ou a decisão pessoal?

O processo não foi difícil. Na prática contactámos todos os nossos fornecedores e convidados, e escolhemos uma nova data para o “Sim” oficial (31 de Outubro de 2020). Todavia, na impossibilidade de oficializar a data a 30 de maio de 2020, e não conseguindo deixá-lo passar em branco, pusemos mãos à obra. Reunimos os familiares mais próximos (pais e padrinhos), falamos com o António Brito, da AZULCLARO, que se disponibilizou de imediato para fotografar. Escolhemos um local e preparámos uma breve cerimónia com a ajuda dos convidados envolvidos.

 

Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia

O resultado é fiel às ideias iniciais ou acaba por ser muito diferente?

Não foi na quinta escolhida, não estiveram presentes todos os convidados, mas fizemos o que, para nós, representa o casamento. Trocámos os votos, as alianças e celebrámos o amor com as pessoas mais próximas. Acabou por ser muito diferente do inicialmente planeado, mas fiel às nossas ideias e, acima de tudo, com a emoção que esperávamos para o momento.

 

Para vocês, o que era fundamental? E sem importância?

Era fundamental a presença dos mais queridos! Era fundamental a presença dos dois! Era fundamental transmitir um ao outro aquilo que sentíamos e, principalmente, divertirmo-nos.

Afinal a decoração, um espaço amplo e arranjado não define a essência que pretendíamos dar ao dia do nosso casamento. Foi simples, lindo e muito emotivo.

 

Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia

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Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia Elopement em Portugal, com fotografia de Azul Claro Fotografia

O que foi mais fácil? E o que foi mais difícil?

Não tivemos grandes dificuldades com o processo. Fomos racionais, percebemos a realidade na qual estamos todos a viver e não houve margem para dúvidas. Adiar a data da assinatura oficial era a melhor das hipóteses. A essência do casamento não era a assinatura desse documento, mas sim viver e sentir o momento.

 

Qual foi o pico sentimental do vosso dia?

Sem dúvida que a leitura dos votos foi algo que nos deixou emocionados e com a lágrima no canto do olho. Somos muito reservados, mas por momentos esquecemos o que tínhamos à nossa volta e o momento fluiu.

 

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Um pormenor especial…

O meu vestido de noiva. Desde criança que sonhava casar com o vestido de noiva da minha mãe. Sem conhecimento do Sérgio arranjei o vestido e surpreendi-o.

 

Algumas words of advice para as próximas noivas…

Não desistam.

Não dramatizem.

Escolham uma nova data para o vosso casamento oficial mas não deixem passar em branco o dia que, nos vossos corações, foi o dia escolhido.

Não elaborem demasiado, as coisas mais simples são as mais bonitas.

 

 

Os fornecedores envolvidos:

 

convites e materiais gráficos: feitos por nós;

jantar: Quinta de Cedovezas, Lousada;

bolo: Liliana Barbosa (uma fornecdora muito querida que transformou o bolo original numa versão miniatura);

fato do noivo e acessórios: roupa casual;

vestido de noiva e sapatos: vestido de noiva da mãe;

maquilhagem: Vera Rocha – Makeup, Lousada;

cabelos: Zélia Moreira Cabeleireiros, Lousada;

bouquet e decoração: feito pela tia, com as flores do quintal da avó;

fotografia: AZULCLARO;

Susana Pinto

Oferta dos noivos aos convidados: que tal uma bela fotografia?

Falamos com frequência por aqui, sobre as ofertas dos noivos aos convidados.

A nossa sugestão favorita é um donativo de 1% do vosso orçamento à instituição que vos é mais próxima do coração, acompanhada de um pequeno cartão com palavras doces, nominal ou colectivo, colocado nas mesas dos convidados, onde é descrito o vosso gesto e agradecimento.

 

Para os convidados mais próximos e especiais, pais de ambos, padrinhos, avós e família geograficamente ausente, uma bonita fotografia – do dia do casamento ou da prévia sessão de namoro -, é uma bela ideia, acessível e repleta de valor afectivo, com a vantagem de que pode facilmente seguir por correio ou por mãos amigas, se fôr o caso.

Ora um presente tão especial e cheio de significado vai merecer uma apresentação igualmente distinta, que reflicta o conteúdo e o gesto cheio de amor e consideração.

 

Encontrei esta sugestão simples e delicada para envolver as fotografias que irão oferecer: gosto muito da ideia do papel vegetal, que desvenda e protege, mas é como um véu – não mostra tudo de uma vez, intui, sugere e antecipa a surpresa que ali vem. O lacre, sela com cuidado, pronto a ser quebrado pelo receptor de tal mensagem, tão cuidada e única.

Não é uma combinação perfeita? As melhores ideias são muitas vezes assim: tão simples que nos deixam a pensar “como é que não me ocorreu isto…?

 

Mas atenção, sendo uma ideia tão simples, a sua execução é cuidada e pensada com intenção. O papel pode seguir o tom do vosso estacionário de casamento, ser liso, de cor ou impresso, pode ser translúcido ou opaco e ricamente texturado, pode ser fechado com o mesmo lacre que usaram nos vossos convites,ou com um autocolante personalizado, uma fitinha de cetim ou um fio de algodão colorido ou rústico, pode incluir flores secas ou cartão com uma mensagem. As opções não têm fim, e o custo desta oferta tão bonita é muito acessível.

 

Oferta dos noivos aos convidados

No cenário que atravessamos, pode ser também uma boa forma, doce e especial, de, casando no registo e apenas a dois, comunicar à família mais próxima a notícia. Mesmo que não seja o casamento com que sonharam, a festa poderá ficar para depois. Até lá, partilham o vosso momento e data com quem queriam ter convosco, quando as circunstâncias não o permitiram.

 

Se vos agrada esta ideia de oferta dos noivos aos convidados, tanto a Joana Duarte, da Molde Design Weddings, como a Alexandra Barbosa, de A Pajarita, são capazes de vos criar o mais bonito packaging para as vossas fotografias especiais.

Contactem-nas e deliciem-se com os respectivos portefólios e excelentes ideias!

 

Convites de Paula Lee Calligraphy.

 

Susana Pinto

A entrega das flores mais bonitas, por A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre como faz a entrega das suas bonitas flores: bouquets de noiva, corsages, flores de lapela.

 

A entrega das flores mais bonitas

O serviço principal do estúdio criativo A Pajarita é estacionário de casamento.

No entanto, como qualquer artista, também me interesso por outros materiais e meios para expressar a minha criatividade: todos os anos aceito um punhado de  projectos florais.

E como os adoro! Estes projectos fazem todo o sentido quando são criados no seguimento do estacionário que já desenhei. Criar um prolongamento desta linguagem é empolgante, dando seguimento ao conceito, às cores, às texturas e à história que estamos a contar, agora com elementos mais esculturais e naturais.

Gosto de ter tempo para os pensar, para encetar um diálogo entre diferentes peças, combinando, por vezes, o mais improvável, sempre de uma forma simples e sustentável.

E no meu processo de trabalho, tenho uma regra básica, os projectos aceites nunca podem coincidir. Não tenho a ambição de fazer dois projectos florais no mesmo dia, nem em dias seguidos. O tempo não pode ser escasso nem corrido, afinal o vosso dia só acontece uma única vez e devo-vos a dedicação máxima.

Para mim, cada elemento deve ser feito de significados, seja a flor de lapela, que reflecte a personalidade do noivo, ou o bouquet, que é a expressão do sonho da noiva.

 

Muitos dos espaços têm decoração floral incluída. Neste contexto, o meu papel no fornecimento de serviços florais restringe-se à decoração da igreja e aos detalhes pessoais: os bouquets, os toucados ou coroas, os cestinhos,  os porta-alianças, as pulseiras e as flores de lapela.

Tenho o meu próprio processo de trabalho e, por isso, é imprescindível explicá-lo aos casais que me pedem para florir os seus dias mais bonitos.

Uma das minha preocupações é fazer todos os elementos florais o mais próximo possível do momento de entrega. Quanto mais frescas as flores estiverem, mais tempo vão durar. Nada deve ser apenas para aquele dia, gosto de pensar que terão uma segunda vida, alegrando um cantinho na vossa casa ou na casa dos vossos convidados. Como faço poucos projectos, tenho a possibilidade de optar por projectos que me aportem mais liberdade criativa, deixando de lado projecto com o qual não me identifico.

 

Como  e quando?

As flores chegam na véspera da data, frescas e radiantes, em pleno esplendor. De imediato, são colocadas em água e limpos os espinhos e as folhas que não serão necessárias.

Dependendo dos elementos a realizar e do volume de trabalho que tenho pela frente, calculo o momento ideal para começar a criar.

Marcamos antecipadamente uma hora para a entrega, sei que alguém me esperará abrindo-me a a porta e indicando os copos, jarras ou mesmo frascos com dois dedos de água fresca que pedi para estarem preparados para a minha chegada.

Mais do que manter as flores hidratadas, servem para evitar a quebra ou marca de pétalas, essas marcas, para mim, feias e acastanhadas. Cada flor foi escolhida por estar perfeita, cada pétala no seu esplendor, nada valeria a pena se pousássemos os ramo sobre o seu próprio peso.

 

Tenho um estilo generoso, o meu favorito nos ramos de noiva, cheio de flores e com pouca folhagem, só mesmo a indispensável, que faça – e quando faça – sentido.

Todos os detalhes florais com flores frescas são entregues em mão no dia do casamento, e eu estou sempre presente. Não prescindo de cumprir o meu papel até ao fim, gosto de rectificar se está tudo perfeito na acto da entrega. E, claro, não podia perder a primeira reacção, a primeira troca de olhares com a noiva ao receber o bouquet com que sonhou.

 

Tenho o mesmo cuidado com as flores de lapela, e disponibilizo-me sempre para as colocar, quando as entrego. Assim tenho a certeza que não rodaram ao sabor da festa e se manterão sobre o coração palpitante do noivo, do seu pai, padrinho ou amigo.

Se os casacos não estiverem disponíveis, demonstro sempre como devem ser colocadas as flores de lapela e certifico-me que ficam colocadas em água, à espera do seu momento.

Os restantes elementos que pela sua natureza estrutural não podem ser colocados em água como o porta-alianças, as pulseiras, as coroas de flores ou os tocados, devem permanecer à sombra, num local fresco e resguardado de mexidas e encontrões.

 

No caso da decoração floral da cerimónia, seja ela religiosa ou civil, os arranjos são todos preparados e iniciados no nosso atelier e transportados e finalizados no local, de forma a mantermos a limpeza e organização locais, mas não só – esta forma de trabalhar permite-nos afinar, da melhor forma, todas as peças que criámos em estúdio, quando colocadas no seu sítio final. Acrescentamos ou removemos volume, completamos o que possa faltar e retiramos o que possa estar a mais, para que no fim, quando olhamos, tudo esteja em perfeita harmonia!

E como o trabalho bonito não merece ser abandonado, todos os arranjos e flores que os noivos não ofereçam ao espaço, como as flores usadas para marcar as filas dos bancos, são distribuídas à saída da igreja pelos convidados enquanto todos se cumprimentam.

O mesmo faço quando decoramos a festa. Para evitar stress adicional para o espaço, naquelas horas contadas de montagem, com entradas e saídas de pessoas, cargas e descargas de material e um sem número de solicitações à equipa proprietária, levamos o máximo do trabalho feito no nosso atelier e finalizo apenas no local.

Há sempre uma flor que gostamos que esteja colocada de forma mais longa ou um ramo que descanse sobre a mesa, é imprescindível finalizarmos estes detalhes no próprio local. E tal como mencionámos acima, há sempre um ajuste entre o que idealizámos no estúdio e a posição de destaque que as flores têm na posição final que ocupam, já rodeadas dos outros elementos que as acompanham e no ambiente final do  espaço: estamos preparados para isso e a magia acontece mesmo no último toque.

No final da festa, gosto de recolher as flores usadas na decoração e oferecer a todas as convidadas um pequeno ramo, à despedida, para que a festa, com o seu perfume e beleza,  continue.

 

Quando trabalhamos com flores desidratadas em vez de flores frescas, para além da entrega em mão, podemos também enviá-las por transportadora – esta decisão irá depender da especificidade do projecto e da sua estabilidade. Se forem detalhes pequenos como um toucado ou flor de lapela, os riscos de um envio são mínimos e o nosso cuidado no embalamento é extremo, mas se forem arranjos mais delicados e irregulares na sua forma, continuo a preferir entregar em mão para garantir que chegam com a sua delicadeza e construção intactas, tal como foram imaginados e criados.

 

Preservar o que resiste ao grande dia

Depois da festa, as flores que se mantém em perfeito estado de conservação são muitas, demasiadas até para uma única casa! Só quem monta e desmonta decorações de casamento sabe o quanto nos parte o coração a ideia de as desperdiçar, por falta de quem as possa recolher.

A solução e conselho que damos com mais frequência é distribuí-las pelos convidados, dando-lhes uma segunda função e vida depois de embelezarem o vosso dia. Levem-nas para casa, troquem a água com frequência (e aparem os pés, sempre na diagonal), e terão flores bonitas durante uma ou duas semanas.

Algumas das espécies são facilmente desidratadas, como as rosas Santa Teresinha, o vivaz, o eucalipto (tudo o que não seja “carnudo”, como ranúnculos, túlipas, etc.).  Basta que coloquem as flores com o caule para cima numa zona seca, arejada e com pouca luz, como uma garagem, e deixem que sequem naturalmente. As cores irão alterar-se naturalmente, mas as memórias e a beleza natural da sua forma e selecção permanecerão.

 

Despeço-me deixando um conselho: não deixem nada ao acaso, mostrem as vossas escolhas ao fornecedor a quem confiaram a criação dos vossos elementos florais e estabeleçam um diálogo qualitativo. Conversem sobre o que gostam, espécies, formatos, estilos, tamanhos e alinhem os vossos desejos com o conhecimento técnico de um bom profissional.

As flores devem seguir a linha que traçaram para o vosso dia, e o conselho profissional guiará as escolhas certas. Quem trabalha com flores saberá as espécies e formatos certos, as dimensões e os estilos que fazem o par perfeito com o vestido, a escala certa das flores de lapela para determinado estilo de casaco, as espécies que resistirão melhor sem água para o toucado e a pulseira, e todos os pequenos grandes detalhes, que parecendo invisíveis ou menos importantes, somam para o resultado final mágico: o vosso dia mais bonito!

 

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.