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Susana Pinto

Little white dress

Quem acompanhou as várias saisons do Project Runway, deve  lembra-se do quanto foi renhida a última edição que passou na Sic Mulher, onde até à última, não se adivinhava qual das três moças sairia vencedora.

Uma delas, que ficou em terceiro, era a Carol Hannah, uma designer loirinha de olhos grandes, muito doce, capaz de fazer vestidos maravilhosos a partir de qualquer pedaço de material.



Neste momento, acabou de lançar uma maravilhosa colecção de vestidos de noiva e alguns adereços, completamente etéreos e bem construídos, lindos, lindos…

Ora vejam:

















O site é lindo (o trabalho dela é muito bom…!), com a assinatura perfeita: “A little bit of magic…”, e o blog, muito inspirador, façam uma visita!

Susana Pinto

Uma noiva que sabe o que quer!

O artigo de hoje é bastante especial!

Apresento-vos a Mariana, uma noiva muito criativa e despachada, em vésperas de se casar (para a semana…!) e que a meu pedido, encaixou um bocadinho de tempo para partilhar o caminho que tem feito nos últimos tempos. Optou por fazer uma boa parte das peças e detalhes especiais de decoração e ter uma festa que fosse a cara de ambos!

É rapariga nascida em Gouveia, estudou em Lisboa e vive no Porto.

Por amor, deu uma volta de 180º à vida, e passados quase 5 anos foi-lhe feito o pedido por que tanto ansiava, de forma original e marcante, com direito a muitas lágrimas e emoção!



Como foi o teu pedido de casamento?

Era capaz de definir esse momento como o mais bonito, emotivo e surreal que já vivi na vida! Nesse dia fazíamos 4 anos de namoro, e como todos os anos comemoramos com um jantar num restaurante italiano, onde jantámos juntos pela primeira vez. Nesse mesmo dia fiz uma tatuagem no pé dedicada a estes 4 anos, mal sabia eu que iria ter ainda mais significado! Ainda hoje não percebo como fui tão “enganada” durante uma semana, em que o Tiago preparou tudo ao pormenor, e por isso, uma total surpresa! Nunca pensei sequer ser pedida em casamento naquele momento, muito menos que fosse tudo tão perfeito, e num dos sítios que mais gosto do Porto, a ponte de D. Luís à noite! Tive direito ao anel mais bonito do mundo (pelo menos para mim), a champagne fresquinho, flutes e uma choradeira descomunal, tanto um como o outro! Foi lindo e só de pensar fico com a lágrima no canto do olho!


Como te organizaste? Por onde começaste, com que antecedência?

Nunca fui muito de comprar revistas de noivas, as que tenho foram oferecidas, e normalmente assim que a maioria das noivas começa por tirar algumas ideias. Eu não fui por aí e preferi mentalmente ir recolhendo alguma informação do que via na internet. Tive inicialmente um caderno em que colava algumas ideias que imprimia de sites, mais para fazer conjugações de cores. Com o passar do tempo deixamos simplesmente de ter tempo para catalogar seja lá o que for! Basicamente como tinha ideias muito definidas do que queria, limitei-me a ver se conseguia logo de inicio arranjar realmente tudo o que precisava e queria (como é o caso dos materiais, flores, etc), pois caso não conseguisse teria que pensar noutras soluções.

Comecei por me dedicar aos convites e lembranças, porque era o que iria demorar mais a fazer. Também comprei com alguma antecedência a maioria do material que iria utilizar, pois deparei-me com algumas situações complicadas de querer papel igual e não haver mais!

O casamento foi organizado com 9 meses de antecedência, o que na minha opinião é mais que suficiente para se tratar de todos os pormenores.


Onde te inspiraste ao longo deste processo?

Muito antes de ter sido pedida em casamento, já passava horas a ver sites e blogs relacionados com casamentos e tudo o que envolve este momento fantástico na nossa vida. Era e sou obcecada com sites como o Style Me Pretty, Green Wedding Shoes, The Wedding Chiks, fotógrafos com tal qualidade e visão (como é o caso da Elizabeth Messina), que não imaginei encontrar por cá. Mas nas minhas pesquisas, encontrei a BrancoPrata, que tem o André Teixeira a fazer nesta área um trabalho excepcional que me cativou desde o início.

Fui inspirada por esses sites e pelo meu lado de menina do campo, que adora flores, pássaros e cheiro a terra molhada!






Que ambiente quiseste criar? Como o fizeste?

Visto que estou a casar numa cidade que não é a minha, a minha intenção desde cedo foi introduzir um pouco daquilo que é meu, do meio em que cresci, e onde realmente me sinto bem.

O campo diz-me muito, por todas as lembranças boas que tenho de uma infância e adolescência com cheiro a flores, do acordar com os pássaros, dos serões passados à lareira e do andar descalça na terra a plantar e a regar com o meu avô! Para o fazer bastou-me pegar num bocadinho disso e transpô-lo para uma cidade plantada à beira-mar! Com pormenores como as flores, o material usado (troncos, ramos de árvores, ninhos encontrados caídos das árvores), e muita imaginação para conseguir que isso assim fosse! Não quis ter livro de honra e preferi uma árvore dos desejos, não tenho placard de mesas e sim ramos com os nomes dos convidados, mesas decoradas com um ar campestre e romântico, aguardente de zimbro como oferta para os homens em vez dos tão batidos charutos, e muitos pássaros e ninhos a dar um toque em certos pormenores.

E tenho a sorte de ter um futuro marido que também adora tudo isto!


A opção “feito por ti” surgiu porquê?

Surgiu porque como somos nós praticamente sozinhos a pagar o casamento, concordámos em cortar em algumas despesas, e como sempre fui muito dada a trabalhos manuais e mulher de pôr a “mão na massa”, achei que seria capaz de fazer a maioria das coisas e juntando o útil ao agradável, que era poupar e ao mesmo tempo personalizar e dar um toque muito pessoal a tudo. Hoje em dia temos à disposição em muitos blogs de pessoas fantásticas e criativas, uma panóplia de sugestões e “faça você mesmo”, que me levaram a utilizar algumas delas no casamento.


Tiveste ajuda?
Visto que o meu noivo é tudo menos dado a manualidades, contei com a ajuda importantíssima e imprescindível da mulher que mais me inspira e que tem uma imaginação inesgotável, a minha mãe!




O que era o mais importante para ti?

O mais importante era ter um dia especial, em que as pessoas se sentissem também elas especiais. Para isso temos que pôr de lado desde inicio tudo que seja standardizado, pouco pessoal e que se veja em tudo que é casamento. Que o próprio ambiente transmitido pela decoração e pormenores como as lembranças, o bolo, os acessórios que os noivos usam, tudo fosse literalmente nosso! Tal como a questão importantíssima, na minha opinião, do fotógrafo e do tipo de fotografia.


E secundário?

Nem sempre é fácil dizer-se que num casamento algumas coisas são secundárias, acho que dei importância a tudo, algumas coisas com mais dedicação, outras com menos, mas no total tudo é importante para se ter um dia perfeito. Talvez tenha optado por uns convites simples e fáceis de fazer mas não pensando que fosse um pormenor secundário.


 

Onde gastaste mais dinheiro?

A grande fatia vai para o espaço e catering, e eu própria defini um orçamento para os gastos, o que na minha opinião foi bastante baixo devido ao facto de ser eu a fazer praticamente tudo! Dividi o orçamento em partes, uma para as flores, outra para material gráfico, outra para as lembranças e por fim para o material usado na decoração (velas, jarras, etc). Talvez as flores seja o que fique mais dispendioso.


 

Onde gastaste menos?

O gastar menos resume-se ao facto de ter ido pela via do agora tão famoso DIY! Conseguindo aquilo que queria, personalizado ao máximo e com um orçamento reduzido. Fiz os convites, as lembranças, a decoração do espaço, os missais e os menus.





 


O que foi mais fácil?

Nada é fácil neste percurso! Tudo precisa de muita atenção, dedicação e horas a fio gastas a pensar em todos os pormenores e na personalização levada ao máximo, para que seja um dia diferente e que fique na lembrança de todos pela positiva, claro.


O que foi mais difícil?

Comprar os sapatos para o noivo, pois arranjar uns sapatos bonitos e originais no tamanho 46 não é tarefa fácil!!! Isto para não falar que arranjar um padre também nos deu muitas dores de cabeça e em alguns momentos vontade de desistir.

Quanto a coisas feitas por mim, lacrar as garrafas sozinha acabou em várias queimaduras nas mãos! Aqui no Porto deparei-me também com algumas dificuldades em encontrar certos materiais, valendo-me a minha mãe para descobrir e mandar fazer algumas coisas em Gouveia.


O que te deu mais prazer criar?

Tudo! Adorei soltar a imaginação, por exemplo, nos embrulhos das lembranças, num efeito giro nas garrafas, nos pormenores da árvore dos desejos e no cake topper que foi um bocado difícil de encontrar tal e qual como queria!





O casamento que estás a planear, é a vossa cara, ou foste fazendo cedências pelo caminho?

Aqui está a minha deixa para falar directamente ao coração das noivas! Sejam vocês mesmas! Admito que cedi em pequenos pormenores, até porque a uma certa altura esgotamos em momentos mais stressantes e não queremos criar problemas e mal entendidos. Mas se tiverem que ceder, cedam em coisas que não vão fazer assim muita diferença.

Decididamente o nosso casamento vai ser a nossa cara, com pormenores muito pessoais e personalizados. As cedências foram mínimas, embora sentisse que uma opinião difere muito de uma quase imposição. E nisto não deixem que as vossas certezas se tornem sonhos por realizar, num dia que é único e especial!


Um pormenor especial?

A escolha do local para a festa foi amor à primeira vista (apenas visitei uma quinta e vi logo que não era aquilo que queria), surgindo a oportunidade então de fazê-la no Forte de S. João em Vila do Conde, que diga-se de passagem é um sítio lindo e cheio de personalidade! Como o espaço está completamente reservado para nós nesse dia, incluindo os 7 quartos existentes dentro do Forte, lembrei-me automaticamente de reservá-los para os amigos de ambos, para poder prolongar mais a noite. E como cereja em cima do bolo, estaremos todos juntos na manhã seguinte a tomar um pequeno almoço servido na parte de cima das muralhas, para contar as peripécias do casamento e descontrairmos depois de um dia que vai ser cansativo mas muito divertido! Este será o nosso miminho para aqueles que tanto nos apoiaram e caminharam connosco ao longo destes anos.


 

Agora que estás na recta final, mudavas alguma coisa?

Não mudava literalmente nada! Acho que foi tudo muito pensado e feito com dedicação e amor! Desde a igreja escolhida, ao espaço para a festa (com um conceito completamente diferente das quintas), às indumentárias, convites, lembranças, decoração, flores, tudo ficaria como está e como foi decidido.


Estás prontíssima?

Estou mais do que pronta, muito ansiosa e com algum nervosismo, normal de uma noiva! Quero que seja um dia obviamente perfeito para todos e sei que será muito, mas muito especial para mim e para o Tiago!


 

Algumas words of advice para as próximas noivas?

Para as noivas que queiram travar a batalha e fazer tudo sozinhas, aconselho calma e concentração no que é realmente importante, pois chegamos a uma altura que queremos pôr em prática coisas a mais! É um percurso longo e trabalhoso mas que nos enche de orgulho! Tudo se consegue, tudo pode ser tornado real, desde que a imaginação e a força de vontade para ter um dia diferente não falte! Sejam criativas, sonhadoras, originais e pensem num dia de festa com aqueles que mais gostam!


E para terminar, define numa só palavra:

O vestido: ballet

Os sapatos: pink

As flores: peónias

O make up: luminosidade

O espaço: carismático


E agora, resta-nos esperar para ver as imagens da festa!