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Susana Pinto

Decoração de casamento no Alentejo: Design Events & Convento do Espinheiro

Alguém está à procura de decoração de casamento no Alentejo?

 

Noites longas e estreladas, calor que vibra e sobe do chão e a mais bonita luz dourada a cair na paisagem sem fim, são razões mais do que suficientes para escolher o Alentejo para casar, como tantas vezes dizemos por aqui.

Mas saibam que há muitos desafios para quem trabalha nesta zona: a oferta de produtos e serviços é reduzida e quase tudo acaba por vir da capital!

 

No entanto, a Design Events encontrou a melhor solução: tem um pé cá e outro pé lá, e know-how a rodos para criar as melhores soluções para todos os cenários. Conhece o terreno, domina a logística, tem uma bela selecção de peças de aluguer (no seu armazém em Estremoz) e um gosto impecável no que toca à decoração floral e de ambientes,  sempre a tirar partido de cores, texturas e estilos, num equilíbrio feliz e inesperado.

 

No início da estação, juntou uma pequena equipa, constituída pela Joana Duarte, da Molde Design Weddings, a Alexandra Barbosa, de A Pajarita, o Gustavo Simões, fotógrafo, e o Diogo Figueiredo, da Dicoração Casamentos, para um exercício criativo e de estilo, explorando as ideias, tons, flores e decoração que pretende pôr em prática.

Espreitem lá este trabalho bonito! Se estão á procura de decoração de casamento no Alentejo, esta é uma equipa vencedora.

 

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Estas cores douradas e quentes são sempre maravilhosas.

Este primeiro conjunto de imagens foi feito no incrível Convento do Espinheiro, nos arredores de Évora.

Daqui a pouco, já vos mostro a segunda parte deste exercício, desta vez produzido no moderno Mar d’Ar Muralhas, também em Évora.

 

Conceito, styling e design floral de Design Events, estacionários maravilhosos de A PajaritaMolde Design Weddings, fotografia de Gustavo Simões Photography.

Execução e flores de DiCoração, no Convento do Espinheiro.

 

Passem pelo nosso directório de fornecedores seleccionados, para espreitar com a devida atenção, o portefólio de cada um destes profissionais. Garanto que se vão regalar com tatas imagens bonitas do trabalho que fazem, todos os dias!

Susana Pinto

Como entregar os convites de casamento, por A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre como entregar os convites de casamento, que tem mais especificidades e desafios do que possa parecer!

 

O sim foi dito, o dia está marcado e estão em pulgas porque os vossos convites bonitos acabaram de chegar.  Ansiosos por ver a reacção dos vossos convidados, vamos planear a sua entrega.

Peguem na vossa lista de convidados, a partir da qual fizeram as vossas contas e encomenda, e vamos lá.

 

A tradição manda entregar os convites de casamento em mão. Temos oportunidade de rever as pessoas, ver as suas caras ao abrir os envelopes e receber aquele primeiro abraço entusiasmado.

Mas com uma lista grande de convites para entregar (umas boas dezenas), convém ter um plano eficaz.

Se a entrega é manual, façam uma lista por ordem de distribuição, até para organizarem o vosso tempo livre com combinações que se calhar incluem almoços de família e deslocações. Se a vossa família é muito tradicional, os pais de ambos deverão ser os primeiros a receber os convites, seguindo-se os familiares mais próximos e assim, sucessivamente, até ao convidado mais formal.

Se a vossa família é mais descontraída e informal, dividir a lista de convidados por áreas geográficas ou de residência é a melhor opção.

 

como endereçar os convites de casamento como fechar os convites de casamento

A entrega não precisa de ser individualizada:  podem ir de casa em casa ou organizar um jantar de família e de amigos, entregando os convites aos diferentes convidados, em simultâneo, o que vos simplifica a logística. Dependendo do número de convidados, esta tarefa pode ser mais ou menos longa e a ideia de um almoço ou jantar é óptima para grupos muito grandes.

Ir de casa em casa irá ocupar-vos alguns fins-de-semana, por isso é importante gerir o tempo livre e planear um roteiro generoso. Avisem os vossos convidados que os irão visitar, para serem esperados e não fazerem uma deslocação em vão. Gentilmente, expliquem que estão a fazer a entrega dos convites de casamento e, por isso, a visita é mais curta do que desejariam. Eles vão compreender e adorar a consideração do gesto.

 

Muitos casais confidenciam-me, sobretudo os que planeiam uma festa com muitos convidados, que é uma tarefa menos prazerosa, com muitas deslocações e intermináveis fins-de-semana dedicados às entregas. Não se trata de não gostar de visitar a família e os amigos, mas esta é uma fase em que o tempo livre é escasso e há inúmeras tarefas, solicitações e decisões, muitos nervos, enquanto a vida pessoal e profissional continuam a acontecer.

Se não têm muita disponibilidade ou trabalham ao fim-de-semana, podem optar por enviar os vossos convites por correio.

Pode ser apenas para os familiares e amigos que estão longe ou para todos os convidados. Neste cenário, não se esqueçam de contemplar os custos de envio no vosso orçamento.
O valor dos portes irá variar pouco consoante as vossas escolhas: peso, dimensões do envelope do convite e serviço de envio.

 

A normalização

Se decidirem entregar os convites de casamento atraavés dos CTT, devem ter em conta algumas caractristicas para evitar escolhas que pesem demasiado no vosso orçamento. O ideal é que tenham tomado esta decisão antecipadamente e a tenham partilhado com o vosso designer de convites.

Há essencialmente dois factores que fazem diferença: a cor e o formato do envelope. E como em tudo, a normalização é sempre mais barata do que a singularidade.

 

O envio de um envelope em papel branco ou de cor pálida e sem brilho é mais barato do que um envelope escuro, translúcido ou com cores fortes.

Os  tamanhos normalizados mais recomendados são o DL (11x22cm), o DP (12×17,6cm) e o C5 (16,2×22,9cm). Se o vosso envelope bonito foge destas dimensões, considerem colocá-lo num segundo envelope, normalíssimo. Assim garantem também que chegará limpo, sem marcas,  impecável e protegido, além de que acabam por gastar menos (os envelopes normalizados são processados automaticamente, enquanto que os não normalizados são processados manualmente). No site dos CTT encontram as várias opções de normalização.

 

envelopes para convites de casamento

O fecho do envelope

Como dissemos acima, a opção de usar um segundo envelope é uma óptima solução para proteger o convite original. Isto faz sentido, sobretudo quando há papéis mais sensíveis, acabamentos delicados e com requinte, ou volume. Ao investirem num fecho de envelope bem bonito, como o lacre, flores secas ou um laço de fita, vão querer que o vosso convite chegue aos seus destinatários tal como saiu das vossas mãos. Neste caso, aconselho que enviem o convite com um segundo envelope ou numa caixinha para evitar que se danifique.

 

Endereçar o convite

Os envelopes podem ser endereçados manualmente, impressos com o mesmo tipo de letra do convite (tenham em atenção a sua legibilidade, não o queremos devolvido!) ou etiquetados.
se este trabalho é feito por vocês, peçam ao vosso fornecedor uma pequena reserva (mais ou menos uma dezena) de envelopes a mais, para os acidentes que possam acontecer.

Nunca se esqueçam de colocar a vossa morada no remetente (por causa das devoluções) e certifiquem-se de que todas as moradas dos destinatários estão actualizadas, correctamente escritas e com o código postal completo. É uma trabalheira, mas com tanto mimo depositado neste singelo objecto que conta o início da vossa história, queremos garantir o sucesso total!

 

Usar selos personalizados

Num envelope tão bonito, ou que contenha um convite tão delicado, não vamos querer usar aqueles selos brancos que saiem da máquina ao balcão, onde a única coisa que se vê é o valor, certo?

Podem explorar os catálogos de selos e escolher uma das coleções, que combine até com as cores que estão a usar, ou um tema que tenha a ver convosco (os Correios Portugueses têm selos absolutamente lindos, muitos deles de artistas, designers e fotógrafos).

Mas se forem fãs da personalização, saibam que podem optar por personalizar os vossos selos e, assim, combinar toda a vossa linha gráfica.

 

como entegar os convites de casamento

O prazo de entrega

Ao entregar os convites de casamento, tenham em atenção o modo como o vão fazer e o tempo que vão demorar neste processo (um mês tem quatro fins-de-semana, o que dá, por exemplo, para 100 convidados, um compromisso de entrega de 25 exemplares de cada vez… já estão a ver o cenário, certo?)

Os convites devem ser entregues com seis meses de antecedência, no entanto, se têm familiares que viajam de longe, alarguem este prazo para um ano. Lembrem-se que esses convidados vão precisar de tempo para procurar voos, alojamento e marcar férias para esta ocasião, a antecedência será uma grande ajuda, e a mesma lógica aplica-se aos noivos que queiram casar for a da sua região ou no estrangeiro.

Com a entrega feita, em mão ou à distância, vão absorver as reacções dos vossos convidados e acredito que ficarão de coração cheio a aguardar as confirmações.

 

As confirmações

As resposta são muito ansiadas, e muitos familiares até as tomam como garantidas.

Para evitar equívocos e facilitar o vosso planeamento (têm de confirmar os números com o espaço, o serviço de catering, a decoração e passar a lista final ao vosso designer de estacionário), um mês antes da data do vosso dia tão desejado, entrem em contacto com todos os convidados que não deram uma resposta clara.

 

Não se sintam constrangidos com esta acção, façam um telefonema simpático e confirmem se os vossos convidados receberam o convite (caso o tenham enviado por correio) e se vos darão o prazer de estarem presentes no grande dia. A falta de resposta não é sinónimo de falta de interesse, não fiquem desconcertados.

Há sempre quem se tenha distraído com o tempo da resposta, quem só se consiga organizar e tomar uma decisão mais próximo da data ou quem tenha algum constrangimento, não possa ir e não saiba como vos dar a notícia.

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

Como fazer um missal, com A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre o missal, o que é, para que serve e como o fazemos?

 

Nas cerimónias de casamento religiosas, é comum encontrarmos uns livrinhos pousados em cima dos bancos: uns são mais fininhos, com 3 ou 4 páginas, outros são mais generosos e detalhados, e contém o alinhamento da cerimónia e as Leituras, permitindo que todos acompanhemos, passo a passo e de forma colectiva, o desenrolar da cerimónia.

Diz-me a experiência que o missal, ou guia da celebração do matrimónio, é a peça do estacionário de casamento que mais questões e dúvidas vos coloca: que texto deve conter, de que forma deve ser colocado, que estrutura deve seguir, que leituras se podem escolher e até que ponto o podem personalizar?

 

Para criar o vosso missal, que querem à vossa imagem e alinhado com a visão global que têm para o vosso dia, vamos perceber primeiro os cenários e opções que existem, para, a seguir e dentro desse enquadramento, fazer as escolhas certas.

 

A Cerimónia

O primeiro factor que define o missal é o tipo de cerimónia que vão escolher.

Ao contrário do que se possa pensar, não existem missas curtas ou longas.

A celebração de um casamento religioso é composta pelo Sacramento do Matrimónio simples ou pelo Sacramento do Matrimónio com missa. Embora muitos casais receiem que a cerimónia fique demasiado longa com a inclusão da missa, o que separa estas duas opções é um acréscimo de dez ou quinze minutos, o que é pouco relevante para ser o factor de decisão sobre um ou outro formato.

 

Vamos aos detalhes: o Sacramento do Matrimónio é um ritual com uma estrutura fixa, ao qual acrescentamos, se quisermos, a celebração da missa. As Leituras, no momento da Liturgia da Palavra, serão a sua base, e o formato será algo assim, acrescido, então, da missa:

– Primeira Leitura do Antigo Testamento + Salmo (cantado ou não) + Segunda Leitura do Novo Testamento + Evangelho;

– Primeira Leitura do Antigo ou do Novo Testamento + Salmo (cantado ou não) + Evangelho.

 

As Leituras

O conjunto das Leituras apropriadas está também pré-definido, mas contempla alguma margem de escolha. Este arquivo é disponibilizado pela Igreja, em formato digital, e recomendamos que o consultem com vagar e escolham os textos com que mais se identificam.

 

Como fazer um missal, com A Pajarita Como fazer um missal, com A Pajarita

A personalização da cerimónia

Tendo em conta que o Sacramento do Matrimónio tem uma estrutura fixa e as Leituras são escolhidas num leque limitado de opções, surge agora a grande questão: então, como podem personalizar a vossa cerimónia?

Numa primeira impressão, tudo isto parece estanque e excessivamente rígido e impessoal, mas a verdade é que existe esse espaço para a personalização.

 

Na estrutura do missal, podemos incluir um texto leigo (não religioso). Esse texto pode ser um poema, citação, excerto ou, até, um texto vosso.

Esta adição pessoal pode ser introduzida em três momentos da cerimónia: no início da celebração, na Acção de Graças ou personalizar a Oração dos Fiéis.

Faço esta recomendação importante: seja na personalização ou na escolha das leituras, podem e devem conversar com o Padre que vai oficiar a vossa cerimonia. O conteúdo do missal deve resultar do diálogo entre as partes.

 

Duração da cerimónia

É importante que reservem 1h30 para a celebração, não queremos pressas nem tensões desnecessárias ou desconfortáveis, é importante que tudo flua com naturalidade, na sua cadência e devido tempo.

Se a tradição sugere que a noiva chegue depois de todos, 10 minutos é o tempo aceitável para todos estarem acomodados no interior, o noivo ter respirado fundo, a noiva ter saído do carro, ajeitado o véu, segurado no bouquet, dado o braço ao seu querido pai, os dois terem sossegado os nervos e acertado o passo.

 

Mais do que estes dez minutos da praxe vão deixar os convidados irrequietos (sobretudo os mais pequenos), e vão apressar a vossa cerimónia (para evitar atrasar a missa ou cerimónia seguintes). Se dedicaram tanto cuidado a planear os conteúdos do vosso missal, imaginando cada passo, cada Leitura, cada canção, devem viver o momento de igual forma, sem pressa ou pressões adicionais.

 

O design

As escolhas estão feitas e acordadas com o Padre que celebrará o vosso casamento, todos os conteúdos escritos estão definidos (Leituras, textos pessoais, canções).

Vamos passar agora à criação do objecto, vamos dar forma física ao vosso missal.

Usamos esta estrutura como base para a paginação do texto, e mantemos a linha gráfica do vosso estacionário, que começou no convite de casamento ou save the date.

E também aqui há muita margem criativa: podem escolher vários tipos de capa (gramagens, texturas de papel diferentes, cores, materiais), vários tipos de ilustração (personalizada, da igreja, o vosso monograma, o motivo usado no convite),  vários tipos de encadernação (agrafado, com fita, colado) e até vários formatos, mais ou menos criativos.

 

Podem escolher uma versão mais curta, com menos páginas (só com a indicação dos momentos, Leituras e Salmos, como se fossem os tópicos da cerimónia) ou mais longa (incluindo os textos e letras de canções em detalhe). Em termos de quantidades, é razoável considerar um missal por cada dois convidados, sem esquecer um exemplar para vocês e outro para o Padre.

Se decidirem fazer o vosso missal de forma totalmente autónoma, sem recorrer a ajuda profissional, deixo aqui um conselho de especialista: tenham atenção ao tipo e tamanho de letra escolhido: os mais velhos já terão alguma falta de vista, por isso tenham uma entrelinha de 1,5, corpo de texto entre os 12 e 13 pontos e uma fonte com boa leitura.

 

Onde e como distribuir os missais

Chegou o dia tão aguardado e as vossas manhãs são reservadas para os vossos preparativos pessoais.

Estas tarefas logísticas devem ser sempre entregues a terceiros, para que nada fique esquecido no turbilhão de emoções e solicitações. Combinem previamente com o vosso fornecedor, wedding planner, coordenador do dia, padrinhos ou amigos, a responsabilidade desta tarefa. Dêem as vossas instruções: quantos missais são, onde devem ser colocados (em que pontos de passagem dos convidados), e, se for o caso, quantos devem ser colocados em cada banco da igreja e onde devem ser colocados o exemplar dos noivos e o exemplar do Padre.

Tudo estará pronto para uma cerimónia muito emotiva e memorável, todos juntos, unidos pelas palavras, pela música e por vós.

 

Termino apresentando-vos a Sofia Neves, que me pôs em contacto com o Padre Paulo Duarte.

A Sofia está frente da Treze – artigos religiosos. Pratica a sua fé de forma viva e leve, e expandiu o negócio da família para esta linha moderna e feliz, cheia de cor e alegria. Se a fé católica é algo que vos é caro, façam-lhe uma visita.

 

Despeço-me agradecendo ao Padre Paulo Duarte a gentil ajuda no esclarecimento destas dúvidas e pela indicação da estrutura e leituras disponíveis, deixando-vos, a vós, noivos que viram o vosso sonho ser adiado devido ao momento atípico em que vivemos, palavras de conforto:

 

Estes tempos novos vieram alterar os planos. Se, por um lado, surgem sensações de tristeza e incómodo, por outro, podem ser vistos como uma oportunidade para aprofundar, de forma ainda mais sentida, o dia que marca a vida em casal. Os abraços, o sim, a entrega, a festa serão ainda mais cheios de agradecimento. E o amor, ah, o amor que tanto nos deve envolver, será vivido com a luz que foi capaz de atravessar tempos sombrios, tornando-se um farol ainda mais forte no caminho a dois.

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

O processo criativo de um convite de casamento, com A Pajarita

Continuamos a partilhar o série “Preparar o caminho descomplicando-o“, criada pela Alexandra Barbosa, de A Pajarita, e publicada no seu site todas as semanas.

 

Hoje a Alexandra Barbosa fala-nos sobre o processo criativo de A Pajarita.

 

O processo criativo é o caminho que o artista faz para gerar uma ideia que responde à questão que tem em mãos. Para quem não trabalha com ideias e criatividade, pode parecer algo mágico – “como é que se foram lembrar disto?”, mas para nós, artistas, exige disciplina, estudo e muito trabalho, ainda que uma grande parte deste processo aconteça internamente, dentro da nossa cabeça.

Hoje vou-vos falar do meu processo criativo, do primeiro ao último passo de um caminho sempre feito em conjunto com os noivos, de forma a criar o estacionário com que tanto sonharam.

 

Tudo começa com uma boa conversa: sentamo-nos em redor de uma mesa redonda, física ou virtual. E não é por acaso que esta mesa é mesmo redonda, é um lugar de partilha onde descubro os vossos gostos, as vossas cores preferidas, a vossa história, o que são como indivíduos e o que é a soma dos dois.

Esta partilha gera e reúne a matéria prima com que irei trabalhar, a essência na qual me debruçarei para melhor vos representar no desenvolvimento do vosso estacionário.

 

É muito importante que me falem de vós, mesmo que timidamente. E não se preocupem com o tempo que demoram, é indispensável conhecer-vos e este momento é dedicado, de forma muito presente e intencional, a isso. Se eu não vos conhecer, a cada um, e ao que são como casal, como poderei captar a vossa identidade e fazer com que se reflicta no vosso convite e em todo o estacionário?

 

Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita

Durante esta conversa, vou-vos mostrar uma selecção de trabalhos do meu portefólio.

São peças desenvolvidas para clientes anteriores, onde posso exemplificar as diferentes técnicas e acabamentos que apliquei. Não quero que os vejam como maquetas para o vosso convite, mas apenas uma demonstração técnica e visual daquilo que sei fazer e é a assinatura criativa A Pajarita.

O papel é a matéria prima de base. Há muitas variações, na gramagem, no toque, na suavidade, naquilo que os especialista chamam de “mão”: a nossa relação táctil com a matéria, o peso, a textura e as sensações que transmite.

 

Numa primeira impressão, e à vista, os papéis podem ser muito semelhantes mas, para os amantes de papel como eu, é o toque que desvenda a sua essência, de que é feito e como é feito.

Depois de escolhermos a base de trabalho com tanto carinho e cuidado, vou falar-vos sobre as diferentes técnicas de impressão que uso: da impressão fine art (a única que usamos) às técnicas, manuais e artísticas, como a pintura, o desenho ou a xilogravura.

Ao exemplificar esta opções, vou percebendo com que opções mais se identificam, o que vos deixa os olhos a brilhar e o que se enquadra no vosso orçamento.

 

Nesta altura já temos a base definida, o formato e dimensões, as técnicas a aplicar, a paleta de cores seleccionada e a vossa essência.

Está na hora de nos despedirmos, um caloroso “até breve” separa-nos até ao meu próximo contacto.

 

Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita

O próximo contacto acontece com o envio de um orçamento detalhado com as decisões que tomámos como opção ou opções ideais. Não inclui uma proposta criativa.

Agradeço-vos que ponderem, comparem e escolham o profissional com que mais de identificam, caso tenham feito vários contactos, e façam esta avaliação tendo em conta todos os factores e componentes do serviço, não apenas o valor final.

Com a vossa escolha feita, não deixem de enviar um email curto e simpático aos outros fornecedores contactados mas não escolhidos, a avisá-los disso mesmo. Estes fornecedores dedicaram tempo a receber-vos, a pensar numa proposta que fosse a vossa cara e a preparar um orçamento, sem custos. Merecem igual tempo e atenção do vosso lado, e esta tarefa não levará mais do que 5 minutos!

 

O tempo é um bem precioso e só o dedico aos noivos que confiarem no meu trabalho. Também as minhas ideias e criatividade são o meu trabalho e valor, por isso não desenvolvo propostas criativas sem um compromisso mútuo. Se me confiarem a responsabilidade de criar o estacionário do vosso casamento, após a adjudicação ou a activação da encomenda, porei mãos à obra, com entusiasmo.

Vou reflectir, esboçar e apresentar-vos a solução que encontrei, e que para mim, melhor vos representa.

A essa proposta vamos juntar o vosso parecer e sugestões, e fazer as alterações necessárias.

 

Quando chegamos à solução final, chegou a hora de sentir o que projectamos. Como apenas trabalho com os meios à disposição no meu atelier, faço sempre um primeiro exemplar da versão final para os noivos verem fisicamente o resultado final, uma espécie de prova que serve de referência, de prova-modelo. Poderão ver de perto, mexer, sentir a tal “mão” de que falámos.

Se tudo se encontrar como o perspectivado, com as devidas revisões feitas, passo à produção dos exemplares que me encomendaram.

 

Quando existem mais peças para o mesmo projecto ou evento, o processo criativo continua, sendo feitas imagens que estão alinhadas com a estética já iniciada. Retomamos o rumo, passo a passo, partindo do que foi definido no processo de aprovação, mas sem nos fecharmos num motivo ou desenho inicial. Deixamos que tudo flua e adaptamos o desenho gráfico às diferentes peças, com diferentes funções, dimensões e conteúdos. Não precisa de ser tudo igual, mas sim tudo da mesma família.

 

Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita Convites de casamento A Pajarita

Para finalizar, deixo-vos um conselho fundamental: nunca tenham medo de conversar sobre o orçamento que têm disponível. Não faço juízos de valor sobre as vossas escolhas e bolso, e quero, acima de tudo, proporcionar-vos o melhor serviço e produto, estou do vosso lado! Muitas vezes este tema é evitado ou tratado como tabu, e isso só gera desconforto e soluções menos felizes.

Saber o vosso plafond não vos vai prejudicar, muito pelo contrário, vai facilitar a apresentação de propostas ou soluções mais concretas e tendo em conta os vossos objectivos, respeitando o meu trabalho e sem prejudicar a estética que escolheremos, juntos.

 

As imagens bonitas do processo criativo da Alexandra Barbosa são do Hugo Esteves Photography.

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

O poder das palavras no casamento

As palavras e o casamento podem não ter a mais evidente das relações, mas a verdade é que o poder das palavras pode aportar muito à vossa celebração.

 

Quantos de nós afirmam, com convicção, que não têm “jeito para as palavras”?

Não as manobramos com a agilidade e clareza necessárias para transmitir o que nos vai no coração e, na hora de escrever algo memorável e relevante, sentimos que o que nos sai não expressa a intensidade daquilo que temos cá dentro. Se as palavras que escrevemos fluissem como os pensamentos que temos, iriam espelhar os sentimentos que burbulham – o amor, a gratidão, a admiração.

 

Continuamos a série iniciada pela Alexandra Barbosa (A Pajarita),  “Preparar o caminho, descomplicando-o”, e hoje o assunto é o poder das palavras no casamento. Vamos detalhar a importância e papel do texto nos vários momentos chave do vosso casamento: o convite, os votos de casamento, os discursos e brindes, e os agradecimentos.

 

Como escrever os votos do casamento

A nossa relação com as palavras começa no primeiro momento do vosso caminho até ao dia do casamento: no texto do convite, o seu conteúdo e a sua forma.

O texto do convite pode ser mais ou menos formal – espelhará o espírito da festa e sugere, desde o primeiro momento, como será o dia.

A sua dimensão e disposição também podem ter várias formas, que são camadas de contexto para a vossa festa. Esta informação pode ser mais detalhada e incluir um bonito texto, ou ser mais sintética, focada na informação relevante.

A informação que decidem escolher e a forma como o vão fazer, determina o tamanho do convite. Ponderem sempre a dimensão do convite em conformidade com a quantidade de texto que irão compor, para que tudo respire e tenha o seu lugar, com a leveza e elegância que o acontecimento pede.

 

À medida que a data do vosso tão desejado dia se aproxima, a vontade de dominar as palavras e a necessidade de fazer delas o espelho da vossa alma vai aumentando – e, possivelmente, também os nervos!

 

Chegou o momento de escreverem os vossos votos de casamento.

Os votos são uma reflexão sobre a vossa união, sobre os fundamentos do vosso amor, sobre o vosso caminho passado e futuro. Quando juramos amor eterno, usamos palavras que vêm do coração, que somam tudo o que vivemos, separados e juntos, o que nos liga e nos expande, o que nos define como dois e como unos.

Este é um dos picos emocionais da cerimónia, quiçá o único momento só vosso. Não é uma tradição nacional, mas tem vindo a conquistar-nos: o tempo pára num instante absolutamente mágico e comovente, feito de muita emoção e coragem. Serão o foco da atenção de uma centena de pessoas, à frente das quais expõem o vosso coração de forma clara, emocionada e transparente. É de arrepiar!

 

Personalizar os votos de casamento, os dela e os dele, é algo muito especial e significativo, e dedicar este momento ao companheiro que escolheram para partilhar o resto da vida é uma montanha russa de emoções.

 

Como escrever os votos de casamento

A Manuela Azevedo, dos Clã, canta lindamente este “problema de expressão”.
E se a nossa capacidade de escrita não é capaz de expressar a intensidade e qualidade do que queremos dizer?

 

Há muitas formas de verbalizarmos o que vai cá dentro, e o que dizemos e como o dizemos deve estar alinhado com a nossa personalidade. As palavras podem ser gentis, com graça ou mesmo poéticas, cada noiva e noivo terá a sua forma de se exprimir.

Sabemos que o caminho até ao casamento é feito de muitos nervos e ansiedades, é preciso fazer escolhas certas, agradáveis a muitos e aos próprios, há uma expectativa para cumprir, na nossa cabeça e achamos, também, que na dos outros, e ainda vamos ter que por o coração cá fora? Como é que isto se faz, como é que vou verbalizar todo o sentimento que tenho por ti?

É um medo natural. Aceitem-no, mas não o valorizem.

 

Juntem ideias e usem o vocabulário com que se sentem mais confortáveis, é muito importante sermos nós mesmos, autênticos. Respirem fundo, pensem no que vos levou até este bonito compromisso, e tomem as vossas notas, de forma simples e sincera. Saltem as frases feitas e discursos comuns e genéricos. Não somos todos poetas ou escritores, mas todos conhecemos a sensação de amar alguém.

 

No entanto, se querem muito viver este momento e sentem que escrever os votos vos está a tirar o sono e a tornar-se numa tarefa pesada, peçam ajuda profissional.

A Rafaela Martins, que assina como Somos as Palavras, está à vossa disposição para desatar o que vos vai no coração em belas palavras de viva voz.
Contem-lhe a vossa história, tudo o que anseiam dizer à vossa cara-metade, e das vossas palavras tímidas mas sentidas, nascerão os votos de casamento que são a vossa essência e a vibração do vosso amor.

Fará a diferença, o que podia ser apenas mais um momento da cerimónia tornar-se-á num momento inesquecível para todos os que testemunham a vossa união. Já falámos dos arrepios, não foi?

 

Tanto esforço, empenho e magia não se vão esgotar aqui, há que lhes dar uma forma palpável, para que possam ser guardados ao alcance das mãos. Para imortalizar este momento, falem com o vosso fornecedor de estacionário e peçam-lhe que vos desenhe estes votos de casamento num bonito papel a combinar com a restante linha gráfica. Funcionará como uma cábula que dá suporte aos muitos nervos e tremeliques de voz e mãos, facilita a leitura, e é uma recordação bonita que trará uma elegância ao registo fotográfico e videográfico do momento.

 

O mesmo se aplica aos discursos e brindes. Em Portugal ainda é algo recente mas que acabará por conquistar o seu devido espaço no planeamento do casamento, porque é outro momento mágico e cheio de emoções, entre gargalhadas e lágrimas no canto do olho.

Esta tradição estrangeira, que tão bem conhecemos dos filmes de comédia (há sempre um padrinho desbocado e um momento de vergonha alheia) ou dos bonitos vídeos de destination weddings que vão acontecendo por cá, pode aportar à vossa festa um momento especial para vocês ou de vocês para alguém que queiram homenagear e celebrar, como os vossos pais ou alguém importante na vossa relação.

 

Por norma, estes discursos e brindes são feitos por quem vos conhece muito bem – como os padrinhos, irmãos e pais, ou por vocês próprios, verbalizando o quanto gostam desta/s pessoa/s, recorrendo a história vividas, momentos hilariantes ou mesmo recordações comoventes. O importante é demonstrar todo o amor e gratidão pelos momentos partilhados, e o quão é significativo, para todos, estarem juntos neste dia e neste momento do vosso percurso de vida.

Os discursos e brindes acontecem quando já estamos todos mais descontraídos, bem comidos e bebidos. São momentos memoráveis e muito felizes e merecem também o vosso investimento.

 

Para se tornarem memórias que nunca vão querer esquecer, não poupem no amor que lhes dedicam e, se continuam a não se sentir confortáveis com a escrita, a Rafaela Martins vai novamente em vosso socorro, criando um texto claro e emotivo que ninguém irá esquecer.

E tal como nos votos, estas palavras e gestos podem e devem ter uma forma física para que os guardem como recordação. Inclusive, uma ideia muito bonita é incluir os discursos na vossa linha de estacionário e oferecerem-nos aos homenageados. Garantimos muita emoção nesse gesto de entrega!

 

Em jeito de brincadeira e de forma a ilustrarmos com clareza o impacto das palavras e o quanto isto pode ser bonito e especial, a Rafaela imaginou e escreveu um discurso de agradecimento da noiva para os pais, e eu dou-lhe voz:

 

 

É toda uma experiência, não é?

 

Seguimos então para os agradecimentos finais. A festa superou as expectativas, a lua-de-mel não podia ser melhor e estamos de regresso.

Com calma e gentileza, preparamos um cartão de agradecimento.

 

Num bonito gesto de reconhecimento, agradecemos o contributo indispensável de todos os que fizeram parte do nosso dia e que o tornaram tão bonito e memorável. Um cartão por família é suficiente. Sendo destinado a várias pessoas e de faixas etárias diferentes, o texto deve ser claro mas não elementar. Dediquem tempo a quem fez o esforço para estar presente no vosso dia. Sozinhos ou com a ajuda da Somos as Palavras, construam um parágrafo de coração aberto e cheio de gratidão, afinal estas são as pessoas escolhidas para fazerem parte da vossa história.

 

A Rafaela deixa-nos este último comentário:

“Ao optarem por dar destaque às palavras, quer seja nas diferentes peças de comunicação quer seja nos vossos votos de casamento e discursos, e decidirem abandonar tudo o que são frases feitas, terão mais uma bonita forma de contar a vossa história, transparecer a vossa identidade e tornar o dia ainda mais especial – mais vosso.
Façam um exercício de introspecção… Escrevam, passem para o papel o que sentem e esperam deste momento, e usem as palavras da forma mais pessoal possível. Ou, se sentirem um entrave entre o coração e o papel, peçam ajuda a quem vos possa ouvir e consiga materializar com ternura aquilo que sentem. Escolham a opção que vos for mais confortável mas não desvalorizem esta oportunidade de abrirem o coração a quem escolheram ter por perto neste momento.”
Susana Pinto

Estacionário de casamento, o que é? A Pajarita explica-nos tudo!

Hoje vamos falar de estacionário de casamento com a Alexandra Barbosa, de A Pajarita.

 

A Alexandra iniciou, há cerca de um mês, a série “Preparar o caminho, descomplicando-o”, um conjunto de artigos semanais onde se fala de estacionário de casamento e outros detalhes bonitos e relevantes. Eu juntei-me à conversa e vamos pegando em temas, assuntos e serviços que esmiuçamos com mais detalhe, seja a diferença entre vários tipos de convite, a definição de estacionário, o processo criativo, a construção de um missal, etc, etc..

 

Partilho agora convosco, na íntegra, esta série útil, esclarecedora e muito bem ilustrada, que começa por explicar em detalhe o que é o estacionário de casamento.

 

Convites de casamento em papel artesanal e aguarela, desenhados por A Pajarita Livro de votos em papel artesanal e aguarela, desenhado por A Pajarita

Para quem não é designer gráfico, a palavra estacionário é pouco habitual e nada romântica. No entanto, significa apenas o conjunto de peças que compõem a vossa comunicação no casamento, estando presente desde o primeiro momento da organização até ao fim da celebração.

 

O estacionário de casamento é o conjunto de elementos em papel que contém a vossa identidade gráfica, pode começar num “reserve esta data”, passa pelo convite que anuncia o tão desejado dia e termina nos cartões de agradecimento que gentilmente enviamos a cada convidado.

Pelo meio, pode incluir ainda todo um conjunto de elementos (o mapa, o missal, o programa, o plano de sala, a ementa, os marcadores de mesa, os marcadores de lugar, etiquetas para as ofertas aos convidados, etc., etc.). Pode ser composto por um maior ou menor número de elementos, dependendo do vosso orçamento disponível e do estilo de festa que estão a planear.

 

Vamos fazer um pequeno resumo, para cada etapa: anúncio do casamento, cerimónia, festa e pós-festa.

 

// o anúncio do casamento:

 

  • reserve esta data ou Save the date, antecede o convite, e é uma forma de informar os convidados que algo especial vai acontecer, para que possam reservar, desde logo, a vossa data na agenda. Pode ser particularmente importante quando escolhem uma data muito concorrida, como um feriado relevante, muito festivo ou que calhe num fim-de-semana prolongado. Embora o uso do Save the date não esteja enraizado na nossa cultura, cada vez há mais noivos a considerarem esta peça;
  • o convite é a primeira impressão do dia que estão a planear e marcará a vossa imagem gráfica. Informa todos os convidados que irão formalizar o vosso amor e que querem com eles partilhar esse momento. O convite deve ser desenhado à vossa imagem, reflectindo a vossa identidade enquanto casal. O primeiro passo é decidir que tipo de convite  melhor vos representa e se enquadra no orçamento disponível.

 

Já falámos sobre os diferentes tipos de convites disponíveis. Recomendamos que confiem no profissional que contratam e conversem sobre o que têm em mente. O vosso objectivo é o mesmo do profissional em quem confiaram: ouvir um sorridente “que bonito, é mesmo a vossa cara!”.

 

Este convite pode vir acompanhado do cartão de detalhes e/ou de um mapa:

  • cartão de detalhes é um cartão que contém informações adicionais como moradas e contactos, ou outras que possam ser relevantes;
  • o mapa ilustra o percurso entre o local da cerimónia e o local da recepção, ou, caso tudo ocorra no mesmo espaço, as direcções de vários pontos-chave até ao local do evento.

 

Estas peças obedecem à mesma linguagem, mas não serão duplicados do grafismo do convite. A harmonia da identidade é o fio condutor que ligará todos os elementos, criando o conjunto.

 

// a cerimónia:

 

  • mensagem de boas-vindas ou sinalética que indica onde se vai realizar a cerimónia;
  • missal ou guia da cerimónia, é um livrinho com as leituras, músicas e programa da cerimónia, para que os convidados possam acompanhar tudo com mais detalhe;
  • cones, saquinhos ou cestos para o arroz ou para as pétalas ou folhas, opções mais amigas do ambiente.

 

// a festa:

 

Todas as festas são diferentes, tal como os noivos, e todas elas pedem, igualmente, soluções diferentes.
Imaginemos, por exemplo, um almoço tardio numa bonita e acolhedora sala. Estas são as peças de estacionário que sugerimos:

 

  • mensagem de boas-vindas, que pode ser a mesma que usaram à porta da igreja, ou feita de propósito para o novo espaço;
  • seating plan, plano de sala ou placard de distribuição das mesas, é o plano da sala, onde estão listadas as mesas (identificadas com um número, nome ou imagem), e todos convidados (identificados pelo seu nome próprio ou nome e apelido). Esta peça, que pode ter muitos formatos, indica quem se senta em que mesa;
  • marcador de mesa é a peça que identifica a mesa, ajudando o convidado a localizer o seu lugar;
  • marcador de lugar identifica o lugar específico reservado para cada convidado, podendo incluir uma mensagem de agradecimento pela sua presença e/ou uma pequena oferta;
  • ementa apresenta a refeição que o casal escolheu para partilhar com os seus convidados. Pode ser colocada de forma individual ou um ou dois exemplares por mesa;
  • sinalética, é toda a informação que ajuda a identificar uma zona, percurso ou plano do dia;
  • livro de honra, livro de mensagens ou de fotografias, são álbuns destinados à criação e registo de memórias escritas e visuais;
  • mensagens incentivadoras, são pequenas mensagens que servem para estimular os convidados a realizar uma determinada acção, como tirar uma Polaroid para o livro de fotografias ou escrever uma mensagem no livro de honra;
  • etiquetas para lembranças, que podem conter só o vosso nome e a data do casamento, ou incluir uma mensagem de agradecimento aos convidados, no caso de não ser possível enviar um cartão de agradecimento no regresso da lua-de-mel.

 

Numa época onde temos tudo à nossa disposição, esta oferta pode ser solidária, um pequeno e gentil gesto em nome de cada convidado. Será certamente muito apreciado pelos convidados!

 

// no pós-festa:

 

  • cartão de agradecimento, um bonito gesto de reconhecimento do contributo indispensável dos vossos convidados para que o vosso dia fosse tão bonito e memorável;
  • álbum fotográfico, a primeira página deste livro de memórias pode ser fiel a toda a vossa linha gráfica,  planeada com tanto cuidado. Esta imagem é criada digitalmente e enviada para os profissionais que produzirem o album fotográfico.

 

Estacionário em papel artesanal e aguarela, desenhado por A Pajarita Estacionário em papel artesanal e aguarela, desenhado por A Pajarita

Aposto que a palavra estacionário acabou de ficar muito mais bonita! Para criarem algumas destas peças aqui descritas ou até outras distintas, falem com o vosso profissional escolhido. O seu design gráfico pode ser diferenciador, original e ir além das formalidades mais comuns. Cada peça pode ser significativa e admirada por cada convidado e, no seu conjunto, contam a vossa bonita história!

 

Fechamos com as palavras sábias da Maria João Soares, da Design Events, que organiza e decora casamentos bonitos e tem uma larga experiência nestes assuntos de casar:

“A papelaria…

Podem dizer que agora é tudo digital, mas não me queiram convencer! Nada mesmo, porque um bonito convite é como receber uma pequena jóia em papel. Feita especialmente para vocês, um reflexo da vossa personalidade e como vão querer viver o vosso dia. Não comprem cópias manhosas, gastem bem o vosso dinheiro e dêem-se o direito de ter o melhor. Escolham um profissional, não um amador. O resultado estará à vista, na palma das mãos e no sorriso dos vossos convidados!”

 

Este post foi originalmente publicado em A Pajarita.

Susana Pinto

Estacionário de casamento: uma ode às flores em tons de lilás

Há pouco mostrámos o feliz casamento da Susie + João, para quem A Pajarita fez flores e flores: inúmeros bouquets, para a noiva e as suas meninas, flores de lapela para o noivo e sua entourage, cestinhos para as meninas das alianças e pulseiras floridas.

 

As cores que a Susie escolheu, são as suas favoritas: lilás e roxo, com uma pincelada de rosa, e foi com essa ideia que se sentou com a Alexandra Barbosa, para conversarem sobre o estacionário de casamento.

Papel artesanal, ilustração em aguarela e desenho a traço foram as escolhas criativas da Alexandra, que criou um bonito convite em forma de envelope com bolsa e peças soltas, que fecha com lacre e flores desidratadas – muito tendência do momento.

O resultado é delicado, elegante e muito bonito. Melhor que tudo isso, o resultado é a cara da Susie e João, e o espelho da festa que planearam – como puderam ver no post anterior. Reflecte o ambiente elegante, a alegria e a importância que as flores e esta paleta de cor iriam ter no dia. E é mesmo assim que tudo isto deve funcionar!

 

Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita Estacionário de casamento com flores lilás - A Pajarita

Passem pela ficha de fornecedor de A Pajarita, e espreitem a galeria, recentemente actualizada. Entrem em contacto com a Alexandra Barbosa, através do formulário – ela vai gostar muito de vos conhecer e está pronta para vos desenhar um estacionário de casamento tão bonito como este!