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Susana Pinto

Dicas para casar: decoração floral eco-friendly é possível?

Nas dicas para casar de hoje, e continuando o assunto casamento sustentável de que falámos na semana passada, vamos falar de decoração floral eco-friendly.

As flores deixam uma pegada ecológica bastante acentuada — isto é um facto que bem sabemos. Do cultivo intensivo e fora dos ciclos naturais, passando pelo uso de adubos e pesticidas agressivos, consumo de água e aquecimento para as estufas no inverno e o longo transporte para a sua circulação e disponibilidade em qualquer parte do mundo, isto é tudo menos friendly!

 

Pensar nas questões de sustentabilidade e no conceito eco-friendly no mercado de casamentos não é fácil, uma vez que os fornecedores estão a lidar com expectativas muito elevadas, concentradas no resultado de um único dia em que nada pode falhar e a perfeição é esperada. E isso tem impacto nas escolhas que são feitas.

 

Na generalidade dos casos, não é possível utilizar apenas espécies autóctones e locais. Ou porque a dimensão do projecto requer grandes quantidades que a produção nacional não consegue garantir, ou porque as espécies que os noivos ambicionam nem sequer são produzidas no nosso país. A decisão acaba por cair na compra nos grandes leilões da Holanda, esperando pelos camiões que fazem milhares de quilómetros para a sua entrega.

Perante esta realidade, o desafio está em encontrar estratégias para contrabalançar este impacto e deixamos esta recomendação: estejam abertos e disponíveis para as sugestões de decoração floral eco-friendly que os vossos fornecedores vos irão propôr.

 

A Susana Abreu, da Inspirarte, fala-nos um pouco sobre a sua abordagem para uma decoração floral mais eco-friendly e sustentável:

 

“Aconselhar os noivos para que façamos uma decoração floral com flores da época é um ponto de partida extremamente importante – procuram-se produtores nacionais, com menos custos para os transportes, menos combustível utilizado, e viagens locais, com redução parcial da poluição.

 

“Menos é mais” é sem dúvida outra máxima a utilizar. Para terem um casamento lindo de morrer, não é preciso gastar toneladas de flores, a elegância de um casamento não se vê pelas quantidades, mas sim pela qualidade – utilizar menos flores corresponde a menos lixo produzido, menos desperdício.

Quando os noivos não querem levar as flores no fim da festa, sugiro sempre que ofereçam as flores aos seus convidados – quem não gosta de levar para casa um lindo arranjo de flores?

 

Reforço esta ideia com um argumento simples: na desmontagem do serviço, não consigo distribuir aquelas quantidades de flores lindas e ainda frescas (porque são de qualidade), por todos os colaboradores do casamento e pessoal do espaço. Para mim é uma dor de alma deitar para o lixo estes arranjos arranjos florais tão maravilhosos, pensados e executados com tanto cuidado e que causaram tanta alegria, ainda no seu pico máximo de beleza.”

 

Decoração floral eco-friendly

Quando escolhemos flores de época e de produção nacional, salvaguardamos outro pequeno grande detalhe, mais comum do que possam imaginar, mas que os verdadeiros profissionais não deixam transparecer: as encomendas que não chegam ou vêm diferentes do pedido inicial.

É sempre boa ideia preverem uma segunda opção a conselho do vosso designer floral. O mercado floral é cheio de imprevistos (pragas, intempéries, greves de transportadores, aumentos nos combustíveis, flutuações de preço…), que se reflectem na disponibilidade e preço final do produto. O orçamento é pedido com meses de antecedência, mas encomenda é feita uma ou duas semanas antes do casamento, logo, as surpresas não são tão improváveis quanto isso.

 

Outro assunto muito importante na decoração floral eco-freindly e que facilmente tem sido substituído, são as espumas florais. As espumas são altamente poluentes e de utilização única, mas essenciais na estruturação dos arranjos, mantendo as flores frescas.

Felizmente, em muitos casos pode, ser substituída por rede de galinheiro, que permite a estrutura e a reutilização. Criar centros de mesa em formato quase de bouquet, com uma base destas, permite que fiquem lindos e altos, e que sejam recolhidos facilmente pelos convidados para as suas casas.

 

A utilização de plantas naturais para uma decoração de um evento é uma bela ideia de que temos falado muitas vezes. Sejam oliveiras de pequeno porte para um estilo mediterrânico, suculentas variadas que tomam a vez de ofertas dos noivos ou outras plantas vistosas, como hortências, funcionam lindamente, podem ser replantadas e não há limites para a criatividade!

Estas plantas, versão média ou mini, podem ser as lembrança para convidados e passar a mensagem de apelo para que se ajude o planeta.

 

Há vários anos, quando uma amiga se casou, com cerimónia civil e jantar intimista num charmoso restaurante em Colares, ajudei a decorar o espaço da cerimónia e da mesa de jantar para dez pessoas. Escolhemos várias plantas de vaso pequeninas, num viveiro ao pé de casa, em tons de rosa e verde, e heras compridas, que transplantámos para copos de vidro e espalhámos pela mesa, misturadas com outros copos de vidro que tinham mini geribérias, cravos e vivaz, em tons de rosa e branco. Ficou um mimo e tudo foi distribuído por todos, sem desperdício.

 

Inspirarte - decoração de casamento Inspirarte - decoração de casamento Decoração floral eco-friendly

Fechamos estas sugestões de decoração floral eco-friendly com a tendência das últimas estações: as flores secas ou desidratadas.
Os arranjos integralmente feitos com flores secas ou desidratadas ou misturadas com flores naturais, funcionam muito bem, com a vantagem de poderem ser reciclados – qualquer pessoa os pode levar para casa e decorar uma jarra por um longo prazo. Mas atenção – a pegada das flores desidratadas é maior do que parece, já que os processos de desidratação e conservação são pouco simpáticos. Tenham isso em consideração e, sempre que possível, procurem opções que sejam mais naturais e orgânicas.

 

A sustentabilidade assenta em três R’s: reduzir, reutilizar, reciclar, mas acima de tudo, no nosso esforço colectivo e consciente. Sejamos criativos!

 

Se estão de casamento marcado e este assunto da sustentabilidade é importante, falem com a Susana Abreu, entrando em contacto através da sua ficha de fornecedor. Espreitem também esta decoração maravilhosa, que, inesperadamente, passou de fora de portas para o interior por causa do mau tempo. Só mesmo quem é muito profissional é capaz de uma reviravolta desta qualidade!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira, que vos ajudarão a trilhar este caminho até ao mais bonito dos dias, de forma sabedora e tranquila!

Susana Pinto

Dicas para casar: catering consciente, casamento sem desperdício!

Nas dicas para casar de hoje, falamos de comida.

O vosso serviço de catering é a fatia mais gorda do orçamento do casamento e ocupa, sozinho, mais de metade do bolo total. É também, certamente, o grande factor de ansiedade, já que, juntamente com o enorme custo, estão a fazer escolhas que devem acomodar os gostos e necessidades específicas de umas boas dezenas de pessoas de quem gostam tanto e a quem querem proporcionar um dia inesquecível. A pressão para fazer a escolha certa é real, e também por isso, é muito importante escolherem fornecedores muito profissionais.

 

Há umas semanas falámos por aqui sobre sustentabilidade e deixámos um conjunto de sugestões para um casamento mais sustentável, é o assunto do momento e todos temos o poder de fazer pequenas grandes mudanças.

Quando falamos de casamento, a sustentabilidade não fica exclusivamente do lado de quem consome, mas também de quem providencia os serviços. Combater o desperdício de forma consciente é um processo que tem sido abraçado pelos fornecedores  e, por isso mesmo, hoje conversamos com a Palace Catering sobre ementas de casamento sem desperdício.

Uma das maiores preocupações da Palace Catering, como empresa socialmente responsável, é de diminuir os excedentes de alimentos confeccionados nos eventos. Mas, ainda assim, sobra comida que não chega a ser consumida. Nestes casos, a nossa prioridade é encaminhar essa comida, que continua em perfeitas condições, para quem dela mais necessita.

Para combater o desperdício alimentar, há que começar pelo início: produzir menos comida. Nós socializamos à mesa, e é aqui que somos felizes. Comemos, falamos, bebemos, rimos, celebramos. A mesa quer-se bonita e farta, sobretudo nos dias de festa, mesmo que esta fartura, seja, nos dias de hoje, mais frugal. A abundância será sempre sinónimo de “sejam muito bem-vindos” e mesmo que os mais novos sejam mais descontraídos, a geração dos pais e avós estará muito atenta.

 

Espaços e catering para casamentos no Porto: Palace Catering Espaços e catering para casamentos no Porto: Palace Catering Espaços e catering para casamentos no Porto: Palace Catering

«Há ainda alguns noivos que ficam receosos quanto à quantidade de comida», confirma Cristina Barros. «Este receio prende-se, sobretudo, com a ideia de que os bons anfitriões põem mesas fartas. Mas fará sentido aumentar as quantidades para lá do que se sabe que será, efectivamente, consumido, sabendo de antemão que grande parte do que esteve exposto irá para o lixo? Valerá a pena?»

 

Na nossa opinião, não – e acreditamos que concordam connosco. Tendo em conta que o catering corresponde à maior fatia do vosso orçamento para o casamento, vale a pena ponderar bem este assunto e fazer escolhas informadas e sensatas. Gastar dinheiro a mais e deixar que se desperdice comida são duas coisas a evitar e um bom profissional proporá as melhores opções.

 

A Palace Catering faz algumas sugestões para um casamento sem desperdício:

«Começamos por apresentar um aperitivo (volante e buffet) em que apostamos na variedade e na quantidade calculadas em função do número de pessoas esperado. Fazemos os cálculos internos com base num rácio de cerca de 12 peças (unidades ou gramas) por pessoa. Uma vez que apostamos num bom aperitivo, sugerimos um menu com uma entrada de peixe, um prato principal e o bolo dos noivos como sobremesa. Não nos parece necessário mais, temos buffets de frutas, queijos e doces de seguida e uma ceia para os mais resistentes! Não pode faltar bebida… et voilá: um casamento sem sobras!»

 

Exactamente porque produz q.b., a Palace Catering tem conseguido evitar sobras exageradas nos seus serviços. No entanto, e porque ainda acontece restar alguma coisa (sobretudo doces do buffet), existem algumas práticas a serem adoptadas, mas sempre com muito rigor, pois estamos a falar de alimentos, com tempos de exposição e intervalos de temperatura a cumprir.
Por exemplo, se os clientes quiserem levar consigo o que sobrar no final da festa, são convidados a fazê-lo, desde que tratem dos recipientes e assinem um termo de responsabilidade: «Somos uma empresa certificada em HACCP e não nos podemos responsabilizar pelo acondicionamento que noivos ou familiares farão dos produtos que recolherem.»

 

catering consciente para um casamenro sem desperdício Catering consciente para um casamento sem desperdício Catering consciente para um casameno sem desperdício

Quando há comida a sobrar e ninguém para a levar, então a estratégia da Palace Catering passa por contactar uma instituição que possa fazer a recolha em boas condições e dar-lhe utilidade junto de quem precisa. Actualmente, Coração da Cidade é a sua instituição parceira.

 

A sugestão deixada por Cristina Barros para quem está agora a planear o casamento é a de que abordem este assunto junto das empresas de catering que contactarem, pedindo uma proposta para um casamento sem desperdício. Enquanto cidadãos, a nossa melhor ferramenta para melhorar o mundo é o consumo consciente, privilegiando produtos e empresas alinhados na mesma visão.

Consumir produtos locais (queijo, pão, vinhos, carne, peixe…), consumir produtos da época, reduzir a quantidade, apostando na qualidade, e aproveitar o que sobra, seja trazendo ou distribuindo, é o caminho. Com estas ideias bem presentes, sentem-se à conversa com o vosso fornecedor seleccionado, discutam o assunto “casamento sem desperdício” e criem uma ementa que deixará todos de coração (e estômago) cheio!

 

Não deixem de acompanhar as nossas dicas para casar, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: dicas para um casamento sustentável, da TALES

Continuamos a trazer-vos artigos dedicados a ajudar-vos com algumas escolhas durante a organização do vosso casamento, de modo a que consigam um bom compromisso entre a festa com que sonharam e a abordagem sustentável que todos sabemos ser «o» caminho a seguir.

Hoje, damos a palavra ao nosso fornecedor seleccionado TALES, uma equipa de wedding planners que acredita em autenticidade e não cria casamentos pela metade. Os seus noivos estão com eles por inteiro:

A preocupação com o meio ambiente tem vindo a aumentar e começa também a chegar aos casamentos, pelo que cada vez mais temos pedidos de noivos que estão genuinamente interessados em diminuir o desperdício. – Marta Lourenço

Começámos por pedir à TALES uma visão geral de como se pode abordar a organização do casamento tendo em vista a sustentabilidade do evento: «Para noivos que procuram uma decoração mais eco-friendly, a primeira sugestão que fazemos é sempre a das flores, sendo que o ideal seria substituir os elementos florais por decoração adicional. No entanto, para os casais que gostam de florar, é possível reduzir na quantidade ou contratar fornecedores que possam reutilizar os arranjos que foram feitos. Caso não queiram reutilizar, podem oferecer os arranjos a alguma associação solidária, porque dar não custa nada! Outra ajuda passa por alugar plantas em vasos, para que as mesmas possam ser depois devolvidas ao fornecedor quando o casamento tiver terminado. Se preferirem comprar, é sempre uma boa ideia trazerem para casa: um vaso de plantas fica bem em qualquer cantinho!»

 

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Ainda no que diz respeito à decoração, uma das soluções mais importantes apontada pela TALES é a procura de fornecedores locais e a utilização de materiais orgânicos e amigos do ambiente: «Nestes fornecedores locais existem muitas vezes opções mais características, e que dão a vertente autêntica de que podemos estar à procura. Para além disto, há itens que podem ser transformados em 2 em 1 – por exemplo, um seating plan que se transforme em lembranças para os convidados. Já na iluminação, o ideal será sempre procurarmos um espaço com luz natural. No entanto, é importante certificarmo-nos de que os fornecedores com quem trabalhamos utilizam iluminação LED. Bem, na realidade, é importante que todo o equipamento esteja actualizado, por causa da eficiência energética.»

 

E o que fazer em relação a todo o material produzido em papel, como convites, ementas, etc? A TALES sugere optar por versões digitais em vez de impressões em certos formatos, ou eliminar algumas peças (como os programas) que acabam por se traduzir em desperdício). E para os «obrigatórios», o papel reciclado será sempre uma boa ideia.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. Leiam também os outros textos que já aqui trouxemos sobre casamentos eco-friendly; e não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: é possível ter flores eco-friendly no casamento?

As flores deixam uma pegada ecológica bastante acentuada — isto é um facto. Quem o diz é Ema Mota Ramos, do Jardin d’Époque, com quem conversámos sobre o assunto de modo a podemos ajudar-vos a perceber como é que as flores se encaixam numa perspectiva de casamentos eco-friendly. É difícil imaginar um casamento bonito sem flores, claro. E depois há toda a aura da tradição, de que não quererão abdicar. Afinal, já na Grécia Antiga as noivas costumavam levar hera a caminho do altar, como símbolo de um amor eterno; e no Império Romano eram as ervas que cumpriam o duplo papel de fidelidade e fertilidade enquanto afastavam espíritos negativos. E, já agora, fiquem sabendo que as flores aparecem associadas também aos noivos desde o ido século XVI: a boutonnière tinha nessa altura o propósito de proteger o noivo de doenças, o equivalente ao uso do bouquet pela noiva.

Hoje, bouquet e boutonnière são essencialmente estéticos e harmonizam-se com a decoração do casamento, podendo, no entanto, incluir significados especiais na escolha de determinadas flores. O simbolismo, esse continua a ser forte.

 

Diz-nos a Ema que pensar em questões de sustentabilidade e no conceito eco-friendly no mercado de casamentos não é fácil, uma vez que os fornecedores estão a lidar com expectativas muito elevadas, concentradas no resultado de um único dia em que nada pode falhar e que, por isso, nada menos do que a perfeição é esperado. «No que toca às flores, a pegada ecológica é enorme. Na generalidade dos casos, enquanto fornecedores, não nos é possível utilizar apenas espécies autóctones e locais. Ou porque a dimensão do projecto requer grandes quantidades que a produção nacional não consegue garantir, ou porque as espécies que os noivos ambicionam nem sequer são produzidas no nosso país. Compramos nos grandes leilões da Holanda e esperamos que os camiões cheguem até nós depois de fazerem milhares de quilómetros. Para não falar do cultivo intensivo e na manipulação das espécies.
O desafio está em encontrar estratégias para contrabalançar este impacto.»

O conselho imediato a dar aos noivos é que escolham sempre espécies da época e que estejam disponíveis e abertos às sugestões dos fornecedores que seleccionam.

Já temos, então, dois aspectos em que a vossa escolha poderá ter um impacto muito significativo no resultado: sempre que possível, escolham flores da época e de produção nacional. Para além da evidente diminuição da pegada ecológica, não querem ter que passar pela angústia de ver a data aproximar-se e não ver a encomenda chegar. Aproveito para lembrar outra cautela importante, de que já vos falámos no nosso artigo de wise words sobre a escolha do bouquet: peçam sempre uma segunda opção ao vosso fornecedor de flores. O mercado floral é cheio de imprevistos (pragas, intempéries, greves de transportadores, aumentos nos combustíveis…), que se reflectem na disponibilidade e preço final do produto. O orçamento é pedido com meses de antecedência, mas encomenda é feita uma ou duas semanas antes do casamento, logo, as surpresas não são tão improváveis quanto isso.

 

Outra sugestão da Ema Mota Ramos é pensar fora da caixa: «Muitas vezes pergunto aos meus clientes se têm alguma memória de infância do jardim dos avós, dos pais, de uma tia… E se esse jardim ainda existe! Porque não usar uma selecção espécies provenientes desses espaços? Porque não aproveitar os desperdícios da poda de um jardim ou de um quintal?»

Substituir flores de corte por plantas que depois possam ser replantadas é uma outra opção. Curiosamente, em 2019 o Jardin d’Époque terá um casamento em que a noiva se recusa a ter “flores mortas”: diz-nos a Ema que o desafio é gigante mas amplamente suplantado pelo gozo de pensar todo um projecto de design floral com “flores vivas”.

 

Flores para casamento (17)Flores para casamento (19) Flores para casamento (16)

Mas a sugestão que, provavelmente, será mais fácil de aplicar tem a ver com a escolha dos fornecedores para o vosso casamento.  Percebam, verdadeiramente, o método e o processo de trabalho dos profissionais que avaliarem. «E nós fornecedores, estarmos disponíveis para trabalhar na redução da pegada ecológica do nosso negócio», garante Ema Mota Ramos. «Cá pelo estúdio começamos por fazer a separação das embalagens em que as flores vêm envolvidas. Quando processamos as espécies, recolhemos todas as folhas, caules, pétalas, pés partidos, etc.; e posteriormente encaminhamos estes desperdícios para a compostagem. Reutilizamos a água dos baldes e jarras para regar o jardim. Evitamos usar esponjas florais. E sempre que nos é pedida a recolha das flores no final de um evento, tentamos perceber se existem lares, centros de dia, hospitais ou outras instituições para os quais possamos encaminhar os arranjos e provocar ainda mais sorrisos. Há coisas que não conseguimos mesmo controlar, mas aquelas que dependem apenas de nós… É apenas uma questão de disciplina e de gestão do tempo.»

 

As imagens que ilustram este artigo são assinadas por Dreamaker e mostram um trabalho Jardin d’Époque para uma sessão fotográfica Romã Eventos.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: lua-de-mel eco-friendly

Quem nos acompanha, já sabe que o International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Depois de já vos termos trazido vários artigos de wise words com orientações práticas para organizar um casamento consciente, dedicamo-nos hoje à lua-de-mel: será possível viajar e aproveitar bem a experiência sem prejudicar o ambiente e as comunidades visitadas?

Claro que sim. Este assunto tem vindo a ser estudado nos últimos anos e, sobretudo desde 2017, o ano que a ONU escolheu para dedicar-se ao Turismo Sustentável, já temos bastante informação disponível para nos ajudar a fazer melhores escolhas.
Informação é, de facto, a palavra-chave. Quer viajem em modo aventureiro, quer recorram aos serviços de profissionais, recolham o máximo de dados possíveis sobre o vosso destino previamente, de modo a poderem preparar-se convenientemente. Por exemplo, é um local rico em vida selvagem? Então, lembrem-se de não apoiar actividades que explorem os animais e que façam deles «entretenimento»; e evitem os produtos de origem animal, sejam souvenirs ou alimentos que incluam espécies ameaçadas.
Ainda à mesa, procurem informar-se acerca da gastronomia tradicional e dos locais onde poderão saboreá-la com autenticidade, apoiando, assim, as populações locais, e evitando recorrer a fast food. A água não é de confiança? Munam-se de filtros e garrafas reutilizáveis para não ficarem dependentes da compra de garrafas de água descartáveis. É possível trocar o avião pelo comboio? Se sim, aproveitem a tranquilidade sobre carris para relaxar, ler e admirar a paisagem — a viagem começa assim que se sai de casa!

Na bagagem, não se esqueçam de incluir sacos reutilizáveis, talheres e palhinhas não descartáveis, a imprescindível garrafa de água e sacos para o lixo. Devemos sempre evitar adquirir produtos com demasiado plástico nas embalagens, mas isto é ainda mais importante em locais com um tratamento de resíduos deficiente. Se for esse o caso, o esforço deverá ser redobrado.

Por último, uma palavra acerca das pessoas. Viajar de forma sustentável implica, também, respeitar os costumes locais e a privacidade de quem nos recebe. Não fotografar ou filmar sem autorização, não entrar em propriedade privada só por curiosidade, respeitar o silêncio nas horas de descanso e conhecer as regras básicas de etiqueta locais para um trato cordial e agradável com toda a gente. A experiência será tão melhor para vocês quão melhor for para todos.

 

Lua-de-mel eco-friendly

Para alojamento, prefiram unidades hoteleiras com certificação comprovada. Apostem em actividades na natureza, preferencialmente não motorizadas e que não perturbem a fauna e a flora locais (e lembrem-se de não trazer nada que não sejam fotografias e boas recordações, assim como de não deixar lá nada que não sejam pegadas). Nas cidades, os transportes públicos são sempre a escolha acertada — e, nos casos em que se aplica, a bicicleta, claro. Procurem saber quais são as manifestações culturais genuínas da região e apoiem esses criadores.

No fundo, poderemos resumir tudo a uma cena de um belíssimo episódio da série Northern Exposure, passada no Alaska. Uma das personagens reflectia sobre a sua passagem por aquele sítio inóspito e concluía que o que importa não é o tempo que estamos em cada lugar, mas sim se esse lugar fica melhor depois de por lá termos passado.
Boa lua-de-mel! E que o destino que escolherem fique ainda melhor depois de por lá passarem.

 

A imagem que ilustra este artigo é do nosso fornecedor seleccionado I Go Travel.
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Marta Ramos

Wise words: casar nos Açores, um destino magnífico e eco-friendly

O International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Temos vindo a trazer-vos vários artigos para vos ajudar a fazer escolhas mais sustentáveis, e é bom perceber que não só as opções se multiplicam a cada dia, como também são cada vez mais os casais que colocam esta preocupação na frente das decisões que têm que tomar durante a organização do casamento.
Ora, uma das decisões, uma das primeiras a tomar, é o local do casamento. Muitas vezes os dois membros do casal vêm de zonas distintas (do país ou do mundo) e precisam de encontrar um destino consensual, bonito e hospitaleiro para recebê-los e aos seus familiares e amigos nesse dia tão especial.

Esse destino pode muito bem estar no Atlântico: os Açores, as nossas ilhas-maravilha, estão cada vez mais próximos do continente, graças à abundância de voos e também de informação; são, indubitavelmente, um dos nossos recantos mais espantosos, o que deixa o assunto fotografias/filme extremamente bem arrumadinho; são muito hospitaleiros, com uma oferta hoteleira fantástica, sem ser massiva; e, retomando a temática das preocupações com o ambiente e com a sustentabilidade em geral, são “A” bandeira eco-friendly de Portugal. Unidas por laços fraternais, as ilhas açorianas são, no entanto, distintas entre si naquilo que lhes é essencial, logo, “invisível aos olhos”, como nos disse Saint-Exupéry. Mas o que é um facto é que, no seu conjunto, possuem características que fazem com que o arquipélago esteja prestes a ser o primeiro do mundo (sim, leram bem) com a certificação de turismo sustentável do Global Sustainable Tourism Council (GSTC), que tem a chancela das Nações Unidas. Para um destino obter esta certificação tem de cumprir mais de 40 critérios, que são avaliados periodicamente.  Existem apenas cinco locais em todo o planeta com este selo de turismo sustentável: Islândia, Nova Zelândia, Austrália, México e a zona de Huangshan, na China.
Para além disso, o arquipélago dos Açores é uma das duas únicas regiões do mundo (sim, leram bem) que possui todas as classificações atribuídas pela UNESCO (Património Mundial, Reservas da Biosfera, Sítios Ramsar e Geoparques) – a outra é Jeju, na Coreia do Sul. Poderão saber mais sobre este carácter absolutamente excepcional das nossas ilhas mais ocidentais na edição nº 4 da Revista Raízes, dedicada ao Turismo Sustentável, ou no site Visit Azores.

E agora perguntam vocês: mas anda toda a gente a dizer que precisamos de voar menos para conter a poluição causada pelo excesso de aviões nos céus desta nossa Terra, e vocês vêm falar-nos dos Açores? Sim, é verdade que existe essa preocupação — mas, para distâncias superiores a mil quilómetros, o avião continua a ser o meio de transporte mais razoável.

Para vossa sorte, imaginem que temos dois fornecedores seleccionados fantásticos nas duas maiores ilhas do arquipélago, prontinhos para vos receber e vos proporcionar um casamento de sonho: a AVVA Eventos, em São Miguel, e o Plano A, na Terceira.

Casar na ilha de São Miguel já é, só por si, uma ideia idílica. Com o apoio da equipa wedding planner da AVVA-Eventos, todo o encanto dessa ideia é reflectido nos detalhes do vosso casamento, para um resultado que supera as expectativas mais elevadas. Assumidamente românticos e orgulhosamente autênticos, os profissionais da AVVA-Eventos adoram o que fazem e fazem-no com classe. Inspirados na história de cada casal e nos encantos da ilha de São Miguel, dedicam-se inteiramente a construir cada casamento como se fosse o único. A decoração é um dos seus pontos fortes, assente na personalização completa e no detalhe. Mas a cozinha é outro dos seus trunfos, baseada nos produtos frescos e locais. Seja qual for a vossa ideia (uma festa intima ou gigante, um sítio badalado ou escondidinho), desafiem-nos!

Na maravilhosa ilha Terceira, a Cátia e o João (com o apoio insubstituível da filhota Francisca e do gato Café) trabalham diariamente para criar dias inesquecíveis. Através do seu Plano A, oferecem um serviço de organização de eventos e de aconselhamento personalizado e à medida de cada cliente. Trabalham lado a lado convosco na definição de prioridades, na selecção de fornecedores, na tomada de decisões, na gestão do orçamento, etc, desde o primeiro momento até ao grande dia. Contem com eles para vos ajudar a estruturar o sonho e a torná-lo realidade, aconselhando-vos, assegurando que fazem as melhores escolhas e criando a identidade visual e a decoração que serão a vossa cara.

 

Wedding Planner em São Miguel, Açores: Avva Eventos

A imagem que ilustra este artigo é do nosso fornecedor seleccionado AVVA-Eventos.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: 5 pequenos gestos para um casamento mais eco-friendly

A organização do casamento vai levantar muitas questões e obrigar-vos a fazer muitas escolhas. Nas nossas wise words de hoje, dedicamo-nos a ajudar-vos a fazer pequenas escolhas escolhas sustentáveis, para que o vosso dia feliz seja também leve, em termos ambientais. E não pensem que vos queremos complicar a vida, nada disso. Aliás, a palavra de ordem aqui é mesmo ‘simplificar’.

Vamos a isso?

 

. Tudo o que sobe, desce

Há dois momentos em que, provavelmente, vão querer que os vossos convidados lancem coisas ao ar: no fim da cerimónia, quando costumamos assistir a uma chuva de arroz e pétalas sobre os noivos, e no momento do corte do bolo, que muitos de vocês gostariam de ver acompanhado de uma largada de balões ou de lanternas chinesas.

O que há de errado nestes cenários? No primeiro caso, o uso de arroz já vem sendo há muito desaconselhado. Sim, é um material orgânico, mas não desaparece com facilidade, e entretanto cria sujidade, torna o chão perigosamente escorregadio e é prejudicial à saúde dos pássaros que se sentirem atraídos pelos grãos. Em nome dos pássaros, há quem prefira usar sementes próprias para a sua alimentação, porque cumprem o efeito visual do arroz e é garantido que desaparecerão num abrir e fechar de olhos. Estou a partir do pressuposto de que já ninguém usa confetti de papel – mas se a ideia vos passou pela cabeça, estejam descansados que há já muitas versões amigas do ambiente: espreitem estes bonitos Throw and Grow: pequenos corações ou flores carregadinhos de sementes de flores silvestres, para deixarem o sítio onde festejaram ainda mais bonito.

No segundo caso, o do lançamento de balões ou lanternas luminosas pelos céus – e todos nós sabemos que o efeito visual é forte – é possível que venha mesmo a ser proibido em Portugal em breve. Pelo menos, no caso dos balões. Vários são os estudos que comprovam que mesmo os balões em latex, ou seja, biodegradáveis, demoram seis meses a desaparecer e entretanto deixam o rasto impressionante de estragos, sobretudo quando chegam ao mar. Há várias alternativas para um efeito visual cinematográfico, como os pompons, as bandeirinhas, as fitas e os catavento em papel, com a vantagem que podem (e devem) ser guardados como recordação. Mas a minha preferida são as bolhas de sabão: basta ter o cuidado de preparar o líquido com um detergente biodegradável (mais água e um pouco de açúcar) e farão as delícias de todos os convidados, sem excepção.

 

. Contra as emissões, a favor das emoções

Todas as deslocações de carro que possam ser evitadas, é um ‘mais’ na caderneta. Não só cortam nas emissões de CO2 para a atmosfera, como trazem conforto acrescido aos vossos convidados. A solução ideal para este simpático compromisso é celebrar a cerimónia e a festa no mesmo local. No caso de casamento civil, isso é fácil. Se falamos de casamento pela Igreja, pode não ser tão fácil, mas não é, de todo, impossível – há vários espaços para casamento com capela própria ou muito próximos de igrejas. Falem com o vosso pároco atempadamente e verão que tudo se compõe.

Mas quando a deslocação é inevitável, há sempre a hipótese de proporcionar transporte colectivo aos convidados.

 

Meraki Studio-fotografia de casamento

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. Pensar global, agir local

Manifestem aos vossos fornecedores a vossa preocupação com a origem dos produtos a usar – como as flores e os alimentos. Reforcem a ideia de comprar a produtores locais e respeitem a sazonalidade de cada coisa. Esta pode ser, aliás, uma estratégia muito eficaz para vos ajudar nas vossas escolhas. Há naquela altura do ano, e ali perto? Óptimo. Não há? Passemos à hipótese seguinte.

 

. Palhinhas? Sim, mas não

Sabiam que as palhinhas (e os copos e pratos de plástico) não são reciclados, porque a qualidade do plástico com que são fabricados é demasiado baixa para compensar o custo da operação. Assim, usam-se uma vez, e ficam para sempre. Não faz sentido, pois não? O que vale é que têm os dias contados. A União Europeia quer que desapareçam de vez até 2021 e Portugal antecipou-se e vai já proibir a sua venda para o ano.

Então e o sim, perguntam vocês? O sim é para as palhinhas de bambu, que duram anos – e até dão um ar mais sofisticados aos cocktails. Falem neste assunto ao vosso fornecedor de catering.

 

. Lembranças solidárias (as mais ecológicas do mundo!)

Já conhecem os PARCEIROS SIMPLESMENTE BRANCO, certo? Foi uma das nossas novidades deste ano e é um prazer ver esta iniciativa crescer. Trata-se de uma porta aberta a instituições cujo trabalho admiramos e que vos recomendamos para que transformem as lembranças para os convidados do vosso casamento em contribuições para o bem-estar das pessoas que os nossos parceiros apoiam. Nas palavras da Susana: «É uma ideia genial, acreditem! Acabam com a pegada ecológica, facilitam alguma logística, ajudam quem precisa, à medida da vossa generosidade, sensibilizam os vossos convidados e amigos e podem, com isso, gerar toda uma cadeia de partilha de conhecimento e valor para com a instituição que escolheram, de forma pública, informada e, com uma dose de optimismo, viral (e que bonito que isso pode ser…!). AS QUE SUGERIMOS NA NOSSA LISTA partem de escolhas pessoais, minhas e da Marta: porque conhecemos pessoas envolvidas de ambos os lados (quem lá trabalha e quem foi ajudado), e por contactos profissionais que vamos tendo – todos estes projectos são valiosos e muito importantes nas comunidades que servem, e revemo-nos neles. Já o dissemos – é a nossa parte favorita do novo Simplesmente Branco.»

Um por cento do vosso orçamento é quanto basta para causar verdadeiro impacto na vida de algumas pessoas, com zero impacto ambiental. Juntem ao pacote um pequeno discurso que explique aos vossos convidados a vossa opção, um brinde, e pronto!

 

Agora já sabem: em caso de dúvida, escolham a opção mais sustentável. Fácil, não é?
Para aprofundarem este assunto, leiam também os outros artigos de wise words que já dedicámos à temática dos casamentos eco-friendly.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.
As fotos que ilustram este artigo são do nosso fornecedor Fresh: Novos talentos Meraki Studio.