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Marta Ramos

Wise words: é possível ter flores eco-friendly no casamento?

As flores deixam uma pegada ecológica bastante acentuada — isto é um facto. Quem o diz é Ema Mota Ramos, do Jardin d’Époque, com quem conversámos sobre o assunto de modo a podemos ajudar-vos a perceber como é que as flores se encaixam numa perspectiva de casamentos eco-friendly. É difícil imaginar um casamento bonito sem flores, claro. E depois há toda a aura da tradição, de que não quererão abdicar. Afinal, já na Grécia Antiga as noivas costumavam levar hera a caminho do altar, como símbolo de um amor eterno; e no Império Romano eram as ervas que cumpriam o duplo papel de fidelidade e fertilidade enquanto afastavam espíritos negativos. E, já agora, fiquem sabendo que as flores aparecem associadas também aos noivos desde o ido século XVI: a boutonnière tinha nessa altura o propósito de proteger o noivo de doenças, o equivalente ao uso do bouquet pela noiva.

Hoje, bouquet e boutonnière são essencialmente estéticos e harmonizam-se com a decoração do casamento, podendo, no entanto, incluir significados especiais na escolha de determinadas flores. O simbolismo, esse continua a ser forte.

 

Diz-nos a Ema que pensar em questões de sustentabilidade e no conceito eco-friendly no mercado de casamentos não é fácil, uma vez que os fornecedores estão a lidar com expectativas muito elevadas, concentradas no resultado de um único dia em que nada pode falhar e que, por isso, nada menos do que a perfeição é esperado. «No que toca às flores, a pegada ecológica é enorme. Na generalidade dos casos, enquanto fornecedores, não nos é possível utilizar apenas espécies autóctones e locais. Ou porque a dimensão do projecto requer grandes quantidades que a produção nacional não consegue garantir, ou porque as espécies que os noivos ambicionam nem sequer são produzidas no nosso país. Compramos nos grandes leilões da Holanda e esperamos que os camiões cheguem até nós depois de fazerem milhares de quilómetros. Para não falar do cultivo intensivo e na manipulação das espécies.
O desafio está em encontrar estratégias para contrabalançar este impacto.»

O conselho imediato a dar aos noivos é que escolham sempre espécies da época e que estejam disponíveis e abertos às sugestões dos fornecedores que seleccionam.

Já temos, então, dois aspectos em que a vossa escolha poderá ter um impacto muito significativo no resultado: sempre que possível, escolham flores da época e de produção nacional. Para além da evidente diminuição da pegada ecológica, não querem ter que passar pela angústia de ver a data aproximar-se e não ver a encomenda chegar. Aproveito para lembrar outra cautela importante, de que já vos falámos no nosso artigo de wise words sobre a escolha do bouquet: peçam sempre uma segunda opção ao vosso fornecedor de flores. O mercado floral é cheio de imprevistos (pragas, intempéries, greves de transportadores, aumentos nos combustíveis…), que se reflectem na disponibilidade e preço final do produto. O orçamento é pedido com meses de antecedência, mas encomenda é feita uma ou duas semanas antes do casamento, logo, as surpresas não são tão improváveis quanto isso.

 

Outra sugestão da Ema Mota Ramos é pensar fora da caixa: «Muitas vezes pergunto aos meus clientes se têm alguma memória de infância do jardim dos avós, dos pais, de uma tia… E se esse jardim ainda existe! Porque não usar uma selecção espécies provenientes desses espaços? Porque não aproveitar os desperdícios da poda de um jardim ou de um quintal?»

Substituir flores de corte por plantas que depois possam ser replantadas é uma outra opção. Curiosamente, em 2019 o Jardin d’Époque terá um casamento em que a noiva se recusa a ter “flores mortas”: diz-nos a Ema que o desafio é gigante mas amplamente suplantado pelo gozo de pensar todo um projecto de design floral com “flores vivas”.

 

Flores para casamento (17)Flores para casamento (19) Flores para casamento (16)

Mas a sugestão que, provavelmente, será mais fácil de aplicar tem a ver com a escolha dos fornecedores para o vosso casamento.  Percebam, verdadeiramente, o método e o processo de trabalho dos profissionais que avaliarem. «E nós fornecedores, estarmos disponíveis para trabalhar na redução da pegada ecológica do nosso negócio», garante Ema Mota Ramos. «Cá pelo estúdio começamos por fazer a separação das embalagens em que as flores vêm envolvidas. Quando processamos as espécies, recolhemos todas as folhas, caules, pétalas, pés partidos, etc.; e posteriormente encaminhamos estes desperdícios para a compostagem. Reutilizamos a água dos baldes e jarras para regar o jardim. Evitamos usar esponjas florais. E sempre que nos é pedida a recolha das flores no final de um evento, tentamos perceber se existem lares, centros de dia, hospitais ou outras instituições para os quais possamos encaminhar os arranjos e provocar ainda mais sorrisos. Há coisas que não conseguimos mesmo controlar, mas aquelas que dependem apenas de nós… É apenas uma questão de disciplina e de gestão do tempo.»

 

As imagens que ilustram este artigo são assinadas por Dreamaker e mostram um trabalho Jardin d’Époque para uma sessão fotográfica Romã Eventos.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: lua-de-mel eco-friendly

Quem nos acompanha, já sabe que o International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Depois de já vos termos trazido vários artigos de wise words com orientações práticas para organizar um casamento consciente, dedicamo-nos hoje à lua-de-mel: será possível viajar e aproveitar bem a experiência sem prejudicar o ambiente e as comunidades visitadas?

Claro que sim. Este assunto tem vindo a ser estudado nos últimos anos e, sobretudo desde 2017, o ano que a ONU escolheu para dedicar-se ao Turismo Sustentável, já temos bastante informação disponível para nos ajudar a fazer melhores escolhas.
Informação é, de facto, a palavra-chave. Quer viajem em modo aventureiro, quer recorram aos serviços de profissionais, recolham o máximo de dados possíveis sobre o vosso destino previamente, de modo a poderem preparar-se convenientemente. Por exemplo, é um local rico em vida selvagem? Então, lembrem-se de não apoiar actividades que explorem os animais e que façam deles «entretenimento»; e evitem os produtos de origem animal, sejam souvenirs ou alimentos que incluam espécies ameaçadas.
Ainda à mesa, procurem informar-se acerca da gastronomia tradicional e dos locais onde poderão saboreá-la com autenticidade, apoiando, assim, as populações locais, e evitando recorrer a fast food. A água não é de confiança? Munam-se de filtros e garrafas reutilizáveis para não ficarem dependentes da compra de garrafas de água descartáveis. É possível trocar o avião pelo comboio? Se sim, aproveitem a tranquilidade sobre carris para relaxar, ler e admirar a paisagem — a viagem começa assim que se sai de casa!

Na bagagem, não se esqueçam de incluir sacos reutilizáveis, talheres e palhinhas não descartáveis, a imprescindível garrafa de água e sacos para o lixo. Devemos sempre evitar adquirir produtos com demasiado plástico nas embalagens, mas isto é ainda mais importante em locais com um tratamento de resíduos deficiente. Se for esse o caso, o esforço deverá ser redobrado.

Por último, uma palavra acerca das pessoas. Viajar de forma sustentável implica, também, respeitar os costumes locais e a privacidade de quem nos recebe. Não fotografar ou filmar sem autorização, não entrar em propriedade privada só por curiosidade, respeitar o silêncio nas horas de descanso e conhecer as regras básicas de etiqueta locais para um trato cordial e agradável com toda a gente. A experiência será tão melhor para vocês quão melhor for para todos.

 

Lua-de-mel eco-friendly

Para alojamento, prefiram unidades hoteleiras com certificação comprovada. Apostem em actividades na natureza, preferencialmente não motorizadas e que não perturbem a fauna e a flora locais (e lembrem-se de não trazer nada que não sejam fotografias e boas recordações, assim como de não deixar lá nada que não sejam pegadas). Nas cidades, os transportes públicos são sempre a escolha acertada — e, nos casos em que se aplica, a bicicleta, claro. Procurem saber quais são as manifestações culturais genuínas da região e apoiem esses criadores.

No fundo, poderemos resumir tudo a uma cena de um belíssimo episódio da série Northern Exposure, passada no Alaska. Uma das personagens reflectia sobre a sua passagem por aquele sítio inóspito e concluía que o que importa não é o tempo que estamos em cada lugar, mas sim se esse lugar fica melhor depois de por lá termos passado.
Boa lua-de-mel! E que o destino que escolherem fique ainda melhor depois de por lá passarem.

 

A imagem que ilustra este artigo é do nosso fornecedor seleccionado I Go Travel.
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Marta Ramos

Wise words: casar nos Açores, um destino magnífico e eco-friendly

O International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Temos vindo a trazer-vos vários artigos para vos ajudar a fazer escolhas mais sustentáveis, e é bom perceber que não só as opções se multiplicam a cada dia, como também são cada vez mais os casais que colocam esta preocupação na frente das decisões que têm que tomar durante a organização do casamento.
Ora, uma das decisões, uma das primeiras a tomar, é o local do casamento. Muitas vezes os dois membros do casal vêm de zonas distintas (do país ou do mundo) e precisam de encontrar um destino consensual, bonito e hospitaleiro para recebê-los e aos seus familiares e amigos nesse dia tão especial.

Esse destino pode muito bem estar no Atlântico: os Açores, as nossas ilhas-maravilha, estão cada vez mais próximos do continente, graças à abundância de voos e também de informação; são, indubitavelmente, um dos nossos recantos mais espantosos, o que deixa o assunto fotografias/filme extremamente bem arrumadinho; são muito hospitaleiros, com uma oferta hoteleira fantástica, sem ser massiva; e, retomando a temática das preocupações com o ambiente e com a sustentabilidade em geral, são “A” bandeira eco-friendly de Portugal. Unidas por laços fraternais, as ilhas açorianas são, no entanto, distintas entre si naquilo que lhes é essencial, logo, “invisível aos olhos”, como nos disse Saint-Exupéry. Mas o que é um facto é que, no seu conjunto, possuem características que fazem com que o arquipélago esteja prestes a ser o primeiro do mundo (sim, leram bem) com a certificação de turismo sustentável do Global Sustainable Tourism Council (GSTC), que tem a chancela das Nações Unidas. Para um destino obter esta certificação tem de cumprir mais de 40 critérios, que são avaliados periodicamente.  Existem apenas cinco locais em todo o planeta com este selo de turismo sustentável: Islândia, Nova Zelândia, Austrália, México e a zona de Huangshan, na China.
Para além disso, o arquipélago dos Açores é uma das duas únicas regiões do mundo (sim, leram bem) que possui todas as classificações atribuídas pela UNESCO (Património Mundial, Reservas da Biosfera, Sítios Ramsar e Geoparques) – a outra é Jeju, na Coreia do Sul. Poderão saber mais sobre este carácter absolutamente excepcional das nossas ilhas mais ocidentais na edição nº 4 da Revista Raízes, dedicada ao Turismo Sustentável, ou no site Visit Azores.

E agora perguntam vocês: mas anda toda a gente a dizer que precisamos de voar menos para conter a poluição causada pelo excesso de aviões nos céus desta nossa Terra, e vocês vêm falar-nos dos Açores? Sim, é verdade que existe essa preocupação — mas, para distâncias superiores a mil quilómetros, o avião continua a ser o meio de transporte mais razoável.

Para vossa sorte, imaginem que temos dois fornecedores seleccionados fantásticos nas duas maiores ilhas do arquipélago, prontinhos para vos receber e vos proporcionar um casamento de sonho: a AVVA Eventos, em São Miguel, e o Plano A, na Terceira.

Casar na ilha de São Miguel já é, só por si, uma ideia idílica. Com o apoio da equipa wedding planner da AVVA-Eventos, todo o encanto dessa ideia é reflectido nos detalhes do vosso casamento, para um resultado que supera as expectativas mais elevadas. Assumidamente românticos e orgulhosamente autênticos, os profissionais da AVVA-Eventos adoram o que fazem e fazem-no com classe. Inspirados na história de cada casal e nos encantos da ilha de São Miguel, dedicam-se inteiramente a construir cada casamento como se fosse o único. A decoração é um dos seus pontos fortes, assente na personalização completa e no detalhe. Mas a cozinha é outro dos seus trunfos, baseada nos produtos frescos e locais. Seja qual for a vossa ideia (uma festa intima ou gigante, um sítio badalado ou escondidinho), desafiem-nos!

Na maravilhosa ilha Terceira, a Cátia e o João (com o apoio insubstituível da filhota Francisca e do gato Café) trabalham diariamente para criar dias inesquecíveis. Através do seu Plano A, oferecem um serviço de organização de eventos e de aconselhamento personalizado e à medida de cada cliente. Trabalham lado a lado convosco na definição de prioridades, na selecção de fornecedores, na tomada de decisões, na gestão do orçamento, etc, desde o primeiro momento até ao grande dia. Contem com eles para vos ajudar a estruturar o sonho e a torná-lo realidade, aconselhando-vos, assegurando que fazem as melhores escolhas e criando a identidade visual e a decoração que serão a vossa cara.

 

Wedding Planner em São Miguel, Açores: Avva Eventos

A imagem que ilustra este artigo é do nosso fornecedor seleccionado AVVA-Eventos.
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Marta Ramos

Wise words: 5 pequenos gestos para um casamento mais eco-friendly

A organização do casamento vai levantar muitas questões e obrigar-vos a fazer muitas escolhas. Nas nossas wise words de hoje, dedicamo-nos a ajudar-vos a fazer pequenas escolhas escolhas sustentáveis, para que o vosso dia feliz seja também leve, em termos ambientais. E não pensem que vos queremos complicar a vida, nada disso. Aliás, a palavra de ordem aqui é mesmo ‘simplificar’.

Vamos a isso?

 

. Tudo o que sobe, desce

Há dois momentos em que, provavelmente, vão querer que os vossos convidados lancem coisas ao ar: no fim da cerimónia, quando costumamos assistir a uma chuva de arroz e pétalas sobre os noivos, e no momento do corte do bolo, que muitos de vocês gostariam de ver acompanhado de uma largada de balões ou de lanternas chinesas.

O que há de errado nestes cenários? No primeiro caso, o uso de arroz já vem sendo há muito desaconselhado. Sim, é um material orgânico, mas não desaparece com facilidade, e entretanto cria sujidade, torna o chão perigosamente escorregadio e é prejudicial à saúde dos pássaros que se sentirem atraídos pelos grãos. Em nome dos pássaros, há quem prefira usar sementes próprias para a sua alimentação, porque cumprem o efeito visual do arroz e é garantido que desaparecerão num abrir e fechar de olhos. Estou a partir do pressuposto de que já ninguém usa confetti de papel – mas se a ideia vos passou pela cabeça, estejam descansados que há já muitas versões amigas do ambiente: espreitem estes bonitos Throw and Grow: pequenos corações ou flores carregadinhos de sementes de flores silvestres, para deixarem o sítio onde festejaram ainda mais bonito.

No segundo caso, o do lançamento de balões ou lanternas luminosas pelos céus – e todos nós sabemos que o efeito visual é forte – é possível que venha mesmo a ser proibido em Portugal em breve. Pelo menos, no caso dos balões. Vários são os estudos que comprovam que mesmo os balões em latex, ou seja, biodegradáveis, demoram seis meses a desaparecer e entretanto deixam o rasto impressionante de estragos, sobretudo quando chegam ao mar. Há várias alternativas para um efeito visual cinematográfico, como os pompons, as bandeirinhas, as fitas e os catavento em papel, com a vantagem que podem (e devem) ser guardados como recordação. Mas a minha preferida são as bolhas de sabão: basta ter o cuidado de preparar o líquido com um detergente biodegradável (mais água e um pouco de açúcar) e farão as delícias de todos os convidados, sem excepção.

 

. Contra as emissões, a favor das emoções

Todas as deslocações de carro que possam ser evitadas, é um ‘mais’ na caderneta. Não só cortam nas emissões de CO2 para a atmosfera, como trazem conforto acrescido aos vossos convidados. A solução ideal para este simpático compromisso é celebrar a cerimónia e a festa no mesmo local. No caso de casamento civil, isso é fácil. Se falamos de casamento pela Igreja, pode não ser tão fácil, mas não é, de todo, impossível – há vários espaços para casamento com capela própria ou muito próximos de igrejas. Falem com o vosso pároco atempadamente e verão que tudo se compõe.

Mas quando a deslocação é inevitável, há sempre a hipótese de proporcionar transporte colectivo aos convidados.

 

Meraki Studio-fotografia de casamento

Meraki Studio-fotografia de casamento Meraki Studio-fotografia de casamento

 

. Pensar global, agir local

Manifestem aos vossos fornecedores a vossa preocupação com a origem dos produtos a usar – como as flores e os alimentos. Reforcem a ideia de comprar a produtores locais e respeitem a sazonalidade de cada coisa. Esta pode ser, aliás, uma estratégia muito eficaz para vos ajudar nas vossas escolhas. Há naquela altura do ano, e ali perto? Óptimo. Não há? Passemos à hipótese seguinte.

 

. Palhinhas? Sim, mas não

Sabiam que as palhinhas (e os copos e pratos de plástico) não são reciclados, porque a qualidade do plástico com que são fabricados é demasiado baixa para compensar o custo da operação. Assim, usam-se uma vez, e ficam para sempre. Não faz sentido, pois não? O que vale é que têm os dias contados. A União Europeia quer que desapareçam de vez até 2021 e Portugal antecipou-se e vai já proibir a sua venda para o ano.

Então e o sim, perguntam vocês? O sim é para as palhinhas de bambu, que duram anos – e até dão um ar mais sofisticados aos cocktails. Falem neste assunto ao vosso fornecedor de catering.

 

. Lembranças solidárias (as mais ecológicas do mundo!)

Já conhecem os PARCEIROS SIMPLESMENTE BRANCO, certo? Foi uma das nossas novidades deste ano e é um prazer ver esta iniciativa crescer. Trata-se de uma porta aberta a instituições cujo trabalho admiramos e que vos recomendamos para que transformem as lembranças para os convidados do vosso casamento em contribuições para o bem-estar das pessoas que os nossos parceiros apoiam. Nas palavras da Susana: «É uma ideia genial, acreditem! Acabam com a pegada ecológica, facilitam alguma logística, ajudam quem precisa, à medida da vossa generosidade, sensibilizam os vossos convidados e amigos e podem, com isso, gerar toda uma cadeia de partilha de conhecimento e valor para com a instituição que escolheram, de forma pública, informada e, com uma dose de optimismo, viral (e que bonito que isso pode ser…!). AS QUE SUGERIMOS NA NOSSA LISTA partem de escolhas pessoais, minhas e da Marta: porque conhecemos pessoas envolvidas de ambos os lados (quem lá trabalha e quem foi ajudado), e por contactos profissionais que vamos tendo – todos estes projectos são valiosos e muito importantes nas comunidades que servem, e revemo-nos neles. Já o dissemos – é a nossa parte favorita do novo Simplesmente Branco.»

Um por cento do vosso orçamento é quanto basta para causar verdadeiro impacto na vida de algumas pessoas, com zero impacto ambiental. Juntem ao pacote um pequeno discurso que explique aos vossos convidados a vossa opção, um brinde, e pronto!

 

Agora já sabem: em caso de dúvida, escolham a opção mais sustentável. Fácil, não é?
Para aprofundarem este assunto, leiam também os outros artigos de wise words que já dedicámos à temática dos casamentos eco-friendly.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.
As fotos que ilustram este artigo são do nosso fornecedor Fresh: Novos talentos Meraki Studio.

Marta Ramos

Wise words: casar sem desperdiçar, com a ajuda da ReFood

Este ano os casamentos eco-friendly entraram decididamente para o top das tendências. Nós já o tínhamos verificado por experiência, e temos vindo a publicar alguns artigos para vos ajudar a tornar o vosso dia feliz sustentável sem que deixe de ser uma grande festa: no ano passado trouxemos-vos cinco ideias fáceis de colocar em prática e ainda a visão de um dos nossos fornecedores seleccionados, Silva Carvalho Catering, sobre como gerir a cozinha e o serviço em festas de modo a evitar o desperdício. Já em 2019, compusemos um artigo de fundo dedicado a perceber como é que, na prática, estes princípio se aplicam às várias áreas envolvidas na organização do casamento.

Hoje o foco incide no fim da festa: o que fazer se, apesar de todos os cuidados, sobrar comida? Perguntámos à ReFood Coimbra, um dos núcleos desta organização que se dedica a fazer chegar os excedentes alimentares de várias proveniências onde fazem falta. Já conhecem o trabalho da ReFood?

A ReFood é um movimento comunitário independente, 100% voluntário, conduzido por cidadãos e integrado numa IPSS, cujo fim consiste na recuperação de comida em boas condições para alimentar pessoas necessitadas. Totalmente voltada para a comunidade, opera a partir da própria comunidade, sem salários, com custos baixos e alta produtividade, não detendo bens ou investimentos que não sirvam a sua missão.

«O núcleo da ReFood de Coimbra tem poucos anos de existência (pouco mais de três anos), no entanto, já conta com pelo menos uma recolha num casamento, que decorreu com sucesso», contou-nos a equipa de coordenação. «Três voluntárias foram fazer esta recolha no dia seguinte a um casamento, na sequência de um pedido por chamada telefónica, à Quinta da Sobreira Quinhentista (em Ançã), onde foram recolhidos 50 pães pequenos, 2 caixas grandes com sopa, 25 caixas de alumínio de comida e 1 tabuleiro grande de alface preparada para temperar. O contacto foi feito pela noiva, que previamente comprou as embalagens para acondicionamento da comida e solicitou à Quinta que nos recebesse, na manhã seguinte, para efectuarmos a recolha dos excedentes. Desta forma, o nosso trabalho foi a recolha, transporte e contagem dos excedentes, já a parte do material (caixas) e do embalamento foi feita pela noiva e pela equipa de catering da Quinta.»

Em 2019 têm, para já, uma recolha agendada para um casamento a decorrer em julho numa quinta nos arredores de Coimbra: «Este agendamento foi feito através de uma chamada telefónica para perceber como funcionamos e posteriormente oficializado com um pedido por email.»

A antecedência é um factor decisivo aqui. Deverão contactar o núcleo da ReFood mais próximo do local do vosso casamento o quanto antes, para recolherem todas as informações necessárias e, em conjunto, elaborarem o melhor plano para o dia. Só dessa forma será possível garantir que tudo estará a postos e que haverá mão-de-obra disponível. Mas como saber se haverá, de facto, alimentos excedentários? Não se preocupem com isso: se não sobrar nada, estão de parabéns, fizeram um excelente trabalho, cumprimentem a vossa equipa de catering pelo feito e comuniquem isso mesmo à ReFood.

 

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

 

No caso do núcleo de Coimbra, com quem falámos, o ideal será contactarem-nos preferencialmente através do mail coimbra.refood@gmail.com, expondo a situação e indicando o dia e o local do evento. Serão contactados de volta e a estratégia será, a partir daí, delineada. Há um aspecto muito importante neste processo, que é o acondicionamento dos alimentos para transporte: «O ideal será que a empresa de catering consiga acondicionar os excedentes em embalagens, para que nós possamos chegar e, sem incomodar muito a logística do evento, possamos proceder à recolha, quer no próprio dia ou no dia seguinte (atendendo à hora), e posteriormente procedermos ao transporte e entrega junto de um beneficiário.»

E de que embalagens estamos a falar? «Se a empresa de catering tiver disponibilidade para aceitar as nossas caixas, e o puder fazer face às regras da ASAE, podemos eventualmente agendar a entrega dos nossos recipientes com antecedência – ou combinar com os noivos um dia e uma hora para que venha alguém às nossas instalações recolhê-las, uma situação que é sempre preferível para nós.» O recurso às embalagens fornecidas pela ReFood não é, no entanto, obrigatório. Se conseguirem organizar o acondicionamento dos alimentos em condições impecáveis em embalagens da empresa de catering ou outras, está o assunto tratado. Depois é só uma questão de combinarem com a ReFood a recolha posterior desses recipientes, caso isso seja necessário.

«Nós de momento vamos entregar os alimentos a instituições que são nossas beneficiárias, e são elas que servem as refeições aos seus utentes. No entanto, vamos neste mês de Fevereiro iniciar a remodelação de um espaço que será aquilo a que designamos Centro de Operações, onde acondicionaremos e dividiremos a comida que nos chega, para depois entregar directamente às pessoas/famílias. Estimamos que o volume de alimentos recolhidos e entregues suba muito após a abertura do Centro de Operações, pelo que que todos os apoios serão bem-vindos!»

Missão cumprida! Incluam mais este passo no esquema da organização do vosso casamento e garantam que tudo aquilo que escolheram com carinho e com cuidado para receber os vossos convidados no vosso grande dia terá um final feliz!

 

As fotos que ilustram este artigo são do nosso fornecedor seleccionado Quinta da Quintã.
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Marta Ramos

Wise words: casamentos eco-friendly, uma tendência que veio para ficar

No ano passado, já vos trouxemos algumas sugestões para tornarem o vosso casamento mais sustentável e amigo do ambiente: cinco ideias fáceis de colocar em prática e ainda a visão de um dos nossos fornecedores seleccionados, Silva Carvalho Catering, sobre como gerir a cozinha e o serviço em festas de modo a evitar o desperdício. Soubemos, há pouco, que o International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Nas nossas wise words de hoje, mostramos-vos como a postura consciente já é transversal às várias áreas que compõe a organização do casamento.

A preocupação com o meio ambiente tem vindo a aumentar e começa também a chegar aos casamentos, pelo que cada vez mais temos pedidos de noivos que estão genuinamente interessados em diminuir o desperdício. – Marta Lourenço, TALES

Começámos por pedir à TALES uma visão geral de como se pode abordar a organização do casamento tendo em vista a sustentabilidade do evento: «Para noivos que procuram uma decoração mais eco-friendly, a primeira sugestão que fazemos é sempre a das flores, sendo que o ideal seria substituir os elementos florais por decoração adicional. No entanto, para os casais que gostam de florar, é possível reduzir na quantidade ou contratar fornecedores que possam reutilizar os arranjos que foram feitos. Caso não queiram reutilizar, podem oferecer os arranjos a alguma associação solidária, porque dar não custa nada! Outra ajuda passa por alugar plantas em vasos, para que as mesmas possam ser depois devolvidas ao fornecedor quando o casamento tiver terminado. Se preferirem comprar, é sempre uma boa ideia trazerem para casa (um vaso de plantas fica bem em qualquer cantinho!)»

 

 

 

Falando de flores, chamámos à conversa Ema Mota Ramos, do Jardin d’Époque: «Pensar em questões de sustentabilidade e no conceito eco-friendly no mercado de casamentos não é fácil. Lidamos com expectativas muito elevadas, concentradas no resultado de um único dia em que nada pode falhar e que, por isso, nada menos do que a perfeição é esperado.
No que toca às flores, a pegada ecológica é enorme. Na generalidade dos casos, enquanto fornecedores, não nos é possível utilizar apenas espécies autóctones e locais. Ou porque a dimensão do projecto requer grandes quantidades que a produção nacional não consegue garantir, ou porque as espécies que os noivos ambicionam nem sequer são produzidas no nosso país. Compramos nos grandes leilões da Holanda e esperamos que os camiões cheguem até nós depois de fazerem milhares de quilómetros. Para não falar do cultivo intensivo e na manipulação das espécies.
O desafio está em encontrar estratégias para contrabalançar este impacto. O conselho imediato a dar aos noivos é que escolham sempre espécies da época e que estejam disponíveis e abertos às sugestões dos fornecedores que seleccionam.

Muitas vezes pergunto aos meus clientes se têm alguma memória de infância do jardim dos avós, dos pais, de uma tia… E se esse jardim ainda existe! Porque não usar uma selecção espécies provenientes desses espaços? Porque não aproveitar os desperdícios da poda de um jardim ou de um quintal?

Substituir flores de corte por plantas que depois possam ser replantadas é uma outra opção. Curiosamente em 2019 teremos um casamento em que a noiva se recusa a ter ‘flores mortas’ no seu casamento! O desafio é gigante mas o gozo que nos está a dar pensar todo um projecto de design floral com ‘flores vivas’ é incrível.
Mas a sugestão que acredito que possa ser aplicada mais facilmente é que percebam, verdadeiramente, o método e o processo de trabalho dos vossos fornecedores. E nós fornecedores, estarmos disponíveis para trabalhar na redução da pegada ecológica do nosso negócio. Cá pelo estúdio começamos por fazer a separação das embalagens em que as flores vêm envolvidas. Quando processamos as espécies, recolhemos todas as folhas, caules, pétalas, pés partidos, etc.; e posteriormente encaminhamos estes desperdícios para a compostagem. Reutilizamos a água dos baldes e jarras para regar o jardim. Evitamos usar esponjas florais. E sempre que nos é pedido para recolher as flores no final de um evento, tentamos perceber se existem lares, centros de dia, hospitais ou outras instituições para os quais possamos encaminhar os arranjos e provocar ainda mais sorrisos.Há coisas que não conseguimos mesmo controlar, mas aquelas que dependem apenas de nós… É apenas uma questão de disciplina e de gestão do tempo.»

Ainda no que diz respeito à decoração, uma das soluções mais importantes apontada pela TALES é a procura de fornecedores locais e a utilização de materiais orgânicos e amigos do ambiente: «Nestes fornecedores locais existem muitas vezes opções mais características, e que dão a vertente autêntica de que podemos estar à procura. Para além disto, há itens que podem ser transformados em 2 em 1 – por exemplo, um seating plan que se transforme em lembranças para os convidados. Já na iluminação, o ideal será sempre procurarmos um espaço com luz natural. No entanto, é importante certificarmo-nos que os fornecedores com quem trabalhamos utilizam iluminação LED. Bem, na realidade, é importante que todo o equipamento esteja actualizado, por causa da eficiência energética.»

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

A Pajarita - convites de casamento e decoração de casamentos e bouquet de noiva

 

E o que fazer em relação a todo o material produzido em papel, como convites, ementas, etc? A TALES sugere optar por versões digitais em vez de impressões em certos formatos, ou eliminar algumas peças (como os programas) que acabam por se traduzir em desperdício). E para os ‘obrigatórios’, o papel reciclado será sempre uma boa ideia.

Falar em papel é falar n’A Pajarita – não podíamos deixar de contar com o contributo de Alexandra Barbosa para este capítulo:

Eu tenho alguns problemas com o desperdício, evito-o tanto a nível pessoal como profissional, por isso, tenho sempre especial atenção à gestão dos materiais e à qualidade dos mesmos. No estacionário, só usamos papeis livres de ácidos e gerimos a produção de modo a minimizar ao máximo o desperdício de papel, aconselhando sempre medidas que optimizam a área de impressão.

«A quantidade de papel necessária também pode ser optimizada se os noivos solicitarem um orçamento de todos os elementos do estacionário que vão pretender. Desta forma, o que pode ser desperdício, bem gerido, transformam-se em dois ou três menus. Os noivos até podem não considerar algo relevante mas o ambiente agradece.

Mas há mais para além do papel. Sempre que fazemos a decoração floral de um evento, para evitar o desperdício, gostamos de dar uma segunda vida às bonitas flores que tanto alegraram aquele dia. Fazer raminhos no final da festa e oferecer aos convidados é um bom continuar da festa e levar aquela alegria vivida para outros ambientes. Já nos outros detalhes também podemos ter este pensamento em conta: porque não um porta-alianças que se transforme em elemento decorativo?»
Porque não, de facto? E temos uma sugestão perfeita para isto mesmo, da Molde Design Weddings – ora espreitem o link!

No que toca à animação dos pequenotes, e porque quando pensamos nisso nos vêm logo à ideia balões e confettis, perguntámos à Andreia Fernandes, da FUNtoche, como fazem para que o cantinho dos miúdos também contribua para o equilíbrio ambiental dos casamentos: «Recomendamos logo retirar os balões de modelar que, apesar de serem biodegradáveis, são de látex. Depois há actividades que realizamos com as crianças que são em torno da responsabilização perante a atitude de reciclar e reutilizar: o jogo da reciclagem e o ateliê de  reutilização de vários materiais de desperdício. Só não poupamos na diversão!»

À mesa é, normalmente, onde mais se registam desperdícios em grandes celebrações, como nos casamentos. Sobre o catering, já sabem: leiam as nossas wise words escritas com a Silva Carvalho Catering. E sobre o bolo? Perguntámos à Susana Pinto e à Maria Silva, da Edelweiss Wedding Cakes: «No topo da preocupação de cada vez mais casais, a ecologia… Mas fazer escolhas eco-friendly não significa de modo algum comprometer a beleza, ou sabor, de um bolo de casamento. Afinal de contas, o bolo de casamento continua a ser um dos principais elementos desta festa. Vários são os aspectos a ter em consideração. Um dos principais, na nossa opinião, prende-se com o sabor. A melhor decisão: optar por produtores locais, de preferência com produção orgânica. Beneficiarão de produtos muito mais frescos, mais duráveis e com muito mais sabor! Estarão a contribuir para um movimento crescente em direccão a uma alimentação mais consciente, mais preocupada com a saúde e o com o meio ambiente. Paralelamente, estarão a reduzir o impacto dos combustíveis no ambiente, uma vez que comprando localmente os produtos não necessitam de ser transportados por longas distâncias. E reduzem ainda as embalagens… produtos locais são transportados em maravilhosas cestas! Para os produtos sem produção local (o chocolate e café serão dois bons exemplos) a escolha deverá sempre recair sobre produtos de comércio justo.»

 

 

 

«Uma escolha consciente é ainda a opção por um bolo vegan. Todos sabemos dos malefícios do consumo de produtos de origem animal quer a nível de saúde, quer a nível de impacto ambiental. Em qualquer uma destas escolhas estamos, sem sombra de dúvida, a impulsionar a economia local, a nacional por acréscimo, e a global! Já pensaram nisto?
Importante será não abdicarem do design, nunca. Com cobertura em creme de manteiga, optem por uma decoração com plantas herbáceas como a oliveira, hortelã, alecrim, alfazema. As frutas da época, ou mesmo flores naturais comestíveis de produção biológica, são outras opções. Deixem fluir a criatividade.
Se pretendem algo mais elaborado, não desanimem. A pasta de açúcar, bem como a pasta de flores, pode ser sempre produzida no próprio local. Minimiza o efeito do embalamento, neste caso não necessário, bem como assim do transporte deste tipo de bens. Na decoração do bolo, optem por flores não aramadas, nem feitas com recurso a esferovite. Existem tantas alternativas na decoração de um bolo, que provavelmente nem imaginam…
Os cake toppers também podem ser um elemento elegante e divertido. Opte por cake toppers de madeira reciclada, por exemplo.

Em Portugal, existe ainda muito esta tendência para servir de forma abastada, gerando sempre desperdício. O bolo de casamento não foge à regra, e é na maioria das vezes desajustado. Questões como o momento do corte do bolo e o número de crianças presentes na festa podem ajudar na determinação da quantidade de bolo ideal, não gerando sobras.

Na grande maioria das vezes temos bolos em altura, sendo a sua estrutura interior em plástico. Os bolos podem sempre ser estruturados com madeira reciclada, devidamente protegida, ou em material de longa duração, reutilizável e que no final de vida seja aptos a ser reciclado e gerar novo valor na economia. O mesmo acontece com o transporte dos bolos. Optem por caixas reutilizáveis e recicláveis, em detrimento das tradicionais caixas de cartão, ou mesmo das de plástico.»

E que tal planear o momento do corte do bolo ao ar livre e durante o dia? Estarão a poupar energia!

Já têm muito material para trabalhar. Ainda assim, acrescentamos duas pequenas sugestões que ajudarão a resolver dois problemas frequentes. Perguntámos à Uniplanet o que poderemos usar para substituir os tão adorados confettis, e a resposta não poderia ser mais adorável: fazê-los com folhas caídas de árvores. Podem usar um furador tradicional de papel ou então escolher um com formas bonitas, à venda em qualquer boa papelaria. E como garantir que os convidados fumadores não irão ‘perder’ beatas pelo chão? Ah, muito simples: distribuindo eco-cinzeiros de bolso! Para mais boas ideias, leiam a última edição da revista digital Raízes, publicada pela Uniplanet e pela Âncora Verde.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

Fotos: 1 e 2, Jardin d’Époque; 3 e 4, A Pajarita; 5 e 6, Edelweiss Wedding Cakes.

Marta Ramos

Wise words: catering consciente para um casamento sem desperdício

A organização do casamento vai levantar muitas questões e obrigar-vos a fazer muitas escolhas. Há uns tempos, escrevemos aqui sobre 5 pequenos passos para um casamento sustentável, com o objectivo de vos ajudarmos a fazer escolhas sustentáveis para que o vosso dia feliz seja também leve, em termos ambientais. Estamos todos muito conscientes do impacto que as nossas acções têm no planeta e todos os gestos, por mais pequenos que possam parecer, são importantes.

Mas nem só vocês, os noivos, estão atentos a estas mudanças de paradigma. Também os nossos fornecedores seleccionados se preocupam cada vez mais com os desperdícios (tão associados a este tipo de celebrações) e procuram formas de evitá-los. Para as nossas WISE WORDS de hoje, consultámos a Silva Carvalho Catering para sabermos mais sobre as estratégias da empresa no sentido de prestar um serviço tão eficiente quanto consciente.

Uma das maiores preocupações da Silva Carvalho Catering, como empresa socialmente responsável, é a de diminuir os excedentes de alimentos confeccionados nos eventos. Mas, ainda assim, acontece sobrar comida que não chega a ser consumida. Nesses casos, a nossa prioridade é encaminhar essa comida, que continua em perfeitas condições, para quem dela mais necessita.

Ou seja: para combater o desperdício alimentar, há que começar pelo início, isto é, produzir menos. É certo que, em dias de festa, e num casamento, sobretudo, gostamos de ver mesas bonitas e recheadas – a abundância está muito enraizada na nossa mentalidade como sendo condição sine qua non para que os convidados se sintam bem recebidos. «Há ainda alguns noivos que ficam receosos quanto à quantidade de comida», confirma Cristina Barros. «Este receio prende-se, sobretudo, com a ideia de que os bons anfitriões põem mesas fartas. Mas fará sentido aumentar as quantidades para lá do que se sabe que será, efectivamente, consumido, sabendo de antemão que grande parte do que esteve exposto irá para o lixo? Valerá a pena?»

Na nossa opinião, não – e acreditamos que concordam connosco. Tendo em conta que o catering corresponde à maior fatia do vosso orçamento para o casamento, vale a pena ponderar bem este assunto e fazer escolhas informadas e sensatas. Gastar dinheiro a mais e deixar que se desperdice comida são duas coisas a evitar.

Como é que a Silva Carvalho Catering vos pode ajudar a evitá-las? «Começamos por apresentar um aperitivo (volante e buffet) em que apostamos na variedade e na quantidade calculadas em função do número de pessoas esperado. Fazemos os cálculos internos com base num rácio de cerca de 12 peças (unidades ou gramas) por pessoa. Uma vez que apostamos num bom aperitivo, sugerimos um menu com uma entrada de peixe, um prato principal e o bolo dos noivos como sobremesa. Não nos parece necessário mais , temos buffets de frutas, queijos e doces de seguida e uma ceia para os mais resistentes! Não pode faltar bebida… et voilá: um casamento sem sobras!»

Exactamente porque produz q.b., a Silva Carvalho Catering tem conseguido evitar sobras exageradas nos seus serviços. No entanto, e porque ainda acontece restar alguma coisa (sobretudo, doces do buffet), existem algumas práticas a serem adoptadas, mas sempre com muito rigor, pois estamos a falar de alimentos, com tempos de exposição e intervalos de temperatura a cumprir.
Por exemplo, se os clientes quiserem levar consigo o que sobrar no final da festa, são convidados a fazê-lo, desde que tratem dos recipientes e assinem um termo de responsabilidade: «Somos uma empresa certificada em HACCP e não nos podemos responsabilizar pelo acondicionamento que noivos ou familiares farão dos produtos que recolherem.»

 

 

 

 

Quando há comida a sobrar e ninguém para a levar, então a estratégia da Silva Carvalho Catering passa por contactar uma instituição que possa fazer a recolha em boas condições e dar-lhe utilidade junto das populações mais carenciadas. Às vezes é possível prever isso bem cedo, quando há faltas de convidados (não é tão frequente nos casamentos, mas nos congressos, por exemplo, acontece com regularidade). Actualmente, a instituição com que trabalham é o Coração da Cidade.

E assim se consegue que tudo esteja bem quando acaba bem! A sugestão deixada por Cristina Barros para quem está agora a planear o casamento é a de que abordem este assunto junto das empresas de catering que contactarem. Acrescentem a preocupação com o desperdício à vossa lista de requisitos. Enquanto cidadãos, a nossa melhor ferramenta para melhorar o mundo é esta, precisamente: a de consumirmos com responsabilidade, privilegiando produtos e empresas conscientes.

Não deixem de ler o nosso artigo de wise words sobre a ementa do casamento e de conhecer os 5 pequenos passos para um casamento sustentável que já aqui vos sugerimos. E partilhem connosco as vossas ideias, também: boas ideias nunca são demais!