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Marta Ramos

Wise words: escolher os sapatos para o casamento

Depois de coleccionarem dezenas de imagens bonitas, como aquelas que partilhamos convosco todos os domingos, chega a hora de escolher os sapatos para o casamento. E porque os sapatos não são apenas forma, mas também função, pedimos à podologista Patrícia Pontes que nos ajudasse a perceber como é que a escolha do calçado influencia o conforto e o bem-estar dos pés, sobretudo sabendo que o dia do casamento será grandemente passado em pé – e, provavelmente, durante as últimas horas, a dançar!

Para mim, falar de sapatos é um verdadeiro universo que me fascina, é o meu mundo. Se me colocarem um par de sapatos nas mãos conseguem ter uma longa conversa comigo sobre estas obras de arte (risos). São vários os detalhes de que vos posso falar e cada noiva terá necessidades particulares, mas vou mencionar alguns dos quais não podem deixar de ter a vossa atenção.

Perguntámos à Patrícia se o mito da Cinderela faz sentido, ou seja, se há um sapato para cada pé. A podologista respondeu-nos que sim e que há que ter em conta três factores no momento da escolha do sapato: são ele o tamanho, a largura e a própria estrutura ou morfologia anatómica do pé.  Por exemplo, certo formato de sapato pode adaptar-se perfeitamente a um pé de tamanho 37 mas não ser adequado em termos de largura. Numa situação destas, esqueçam a ideia de comprarem os sapatos para os alargarem em casa. No momento da compra têm de sentir-se confortáveis, não pode existir dor nem desconforto – os pés falam convosco, escutem-nos. «Trazer os sapatos para alargar em casa é estar a provocar problemas nos pés que por vezes não surgem naquele momento exacto após os usarem mas vão dar um sinal mais tarde.» É também importante experimentarem os sapatos com o tipo de meia que vão usar no dia do casamento, não só pelo espaço que ocupa mas também pelas sensações que o pé vos vai transmitir. Há meias que em contacto com determinados materiais fazem o pé deslizar e não vos vão dar segurança a andar.
Quanto à escolha do tamanho dos sapatos, orientem-se pelo dedo mais comprido e não pelo dedo mais gordo. «Entre o sapato e o vosso dedo mais comprido deve existir cerca de 0,5cm de espaço livre para que, ao caminhar, o pé possa avançar livremente, impulsionando o passo seguinte sem baterem com os dedos ou as unhas na frente do sapato.»

Há sapatos com acessórios lindíssimos como laços, pedras ou brilhantes, que muitas vezes estão posicionados em zonas de conflito com pontos sensíveis à dor. Se for esse o vosso caso, escolham sapatos isentos destes adornos nessas zonas delicadas.

 

O design dos sapatos também é muito importante, claro. Sapatos stilleto são sempre mais desconfortáveis para um dia exigente, a sua própria forma é mais estreita. É preciso saber escolher muito bem este tipo de sapato caso contrário sofrem dores horríveis nos pés – e até dores de cabeça. Para além disso, lembrem-se de que farão quilómetros no dia do vosso casamento, e se estiver calor os pés tenderão a dilatar. «Costumo dizer que andar de saltos é uma arte. Há mulheres que naturalmente deslizam com saltos mas para outras a ligação não se faz, e pode ser uma autêntica tortura.» Os pés são todos diferentes e cada mulher tem o seu próprio estilo de andar. Também existem pés instáveis por natureza e com determinados problemas que naturalmente têm maior dificuldade com os saltos ou simplesmente não os conseguem usar. Os saltos finos oferecem mais instabilidade e provocam mais cansaço que os saltos mais largos. «Para mim é fundamental uma noiva manter a sua elegância sem perder o seu conforto e naturalidade.»

 

Temos também as plataformas, que estão muito na moda. Apesar de serem associadas a maior conforto, isso pode ser ilusão. «É verdade que não se sente a textura de uma calçada, mas a maior parte das plataformas bloqueiam os movimentos naturais do pé. Há plataformas tão exageradas e com materiais tão rígidos que impedem as mulheres de fazerem a flexão normal de que o pé precisa.»

Procurem um formato de sapato com bom apoio que respeite a largura, o volume e as necessidades dos vossos pés, proporcionando-lhes conforto. Os materiais também são de extrema importância para o conforto e a saúde do pé. Materiais naturais como a pele, algodões, sedas entre outros materiais inovadores já existentes no mercado são sempre boas escolhas, desde que sejam macios, confortáveis, com boa respiração do pé e absorção da transpiração.

«Uma outra palavra-chave é leveza: quanto mais leves forem os vossos sapatos, menos esforço terão que fazer e menos cansadas ficarão.»

 

 Ora bem, se tiverem em conta estes aspectos assinalados pela Patrícia Pontes na hora de escolherem os sapatos para o casamento, garantidamente que irão minimizar muitos dos problemas e situações indesejadas.

Uma escolha acertada é aquela em que nos sentimos tão confortáveis com os sapatos que podemos facilmente sair com eles calçados da loja.

Ainda assim, é aconselhável que usem os sapatos algumas vezes, antes do grande dia. Se não o quiserem fazer na rua, façam-no em casa para uma adaptação natural e gradual, ou até mesmo para ponderarem uma possível troca no caso de verificarem que não fizeram a compra mais adequada.

E os homens, deverão ter também o mesmo tipo de preocupação com a escolha do calçado? «Sim, claro. Apesar de aparentemente os sapatos de homem serem mais confortáveis, nem sempre se faz a melhor escolha mediante aquilo de que os pés precisam.» Há sapatos masculinos com design bem estreito que não obedece à anatomia do pé.  Um noivo que esteja habituado a usar calçado mais casual ou desportivo, terá mais dificuldade adaptar-se ao calçado clássico. As solas em couro são menos flexíveis e sem amortecimento e por vezes o tipo de pele é mais dura. É aconselhável dar preferência a peles mais macias ou outros materiais flexíveis e que permitam a respiração. É também importante escolherem adequadamente o tamanho, tendo em conta a largura e a estrutura anatómica do pé. Sapatos com atacadores ou fivelas permitem que ao longo do dia do casamento possam reajustar os sapatos. Lembrem-se de ter em conta a dilatação ao calor e experimentem os sapatos com o mesmo tipo de meia que usarão no dia. Tal como as meninas, também os meninos devem usar os sapatos em casa, algumas vezes.

 

Agora que já vimos a questão do calçado, debrucemo-nos sobre os pés propriamente ditos. O que é que pode ser feito para prepará-los para o esforço do dia do casamento? «No caso de terem alguma dor ou problema de unhas, pele, calos ou calosidades, devem procurar um podologista com antecedência para tratarem devidamente os vossos pés. No caso de terem os pés saudáveis e sem problemas, aconselho o corte das unhas com cerca de uma semana de antecedência. Ao longo de pelo menos um mês, fazer uma esfoliação aos pés uma a duas vezes por semana, conforme a necessidade dos vossos pés, e todos os dias hidratá-los – excepto entre os dedos. Estes cuidados vão deixar os vossos pés bonitos, sedosos, perfumados e com um conforto maravilhoso.»

As meninas que queiram pintar as unhas dos pés tenham também em atenção as seguintes orientações: primeiro, garantir que as unhas estão saudáveis. Depois, cortá-las em formato recto. As cutículas não devem ser cortadas mas empurradas suavemente (aproveitem o momento da esfoliação de pés para esfoliar as cutículas e mantê-las sempre hidratadas). Apliquem previamente ao verniz de cor uma boa base protectora da unhas e escolham sempre vernizes de qualidade.

 

E depois do grande dia? Como ajudar os pés a recuperar de um esforço extraordinário? «Preparar um banho relaxante de pés com sal grosso, adicionar uma ervas de alfazema, alecrim e umas rodelas de limão e mergulhá-los por uns minutos, vão ficar rapidamente revigorados. Secar muito bem os pés, não esquecendo o meio dos dedos e unhas, e fazer uma boa hidratação acompanhada com uma boa massagem por todo o pé para aliviar todos os pontos de tensão. Aproveitem para desfrutar deste momento a dois. Se possível, andem algum tempo descalços pela casa, desde que não tenham o hábito de usar calçado de rua dentro de casa e que os vossos pés estejam de perfeita saúde. E para este dia larguem os saltos e usem sapatos bem confortáveis.»

 

As fotos que ilustram este artigo são assinadas pelo nosso fornecedor seleccionado Um Dia de Sonho.
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Marta Ramos

Wise words: já começaram a escrever os votos de casamento?

Já pensaram nisto? No meio de tanta azáfama, de tanta escolha, de tanta decisão, o mais importante do vosso grande dia é aquilo que sentem um pelo outro e a união que ali começa. Então e vão deixar o mais importante por dizer? Se ainda não meteram mãos à obra, não se preocupem: façam uma pausa para pensar com ternura nas coisas bonitas que fazem de vocês um casal. Depois, é só pegar na caneta (ou no teclado, embora eu ache que o coração se liga mais facilmente à escrita manual) e escrever.
Com as wise words de hoje, espero trazer-vos algumas luzes para que assumam a tarefa sem medos, com o coração.
Nos casamentos religiosos, os votos obedecem a uma estrutura fixa. Em Portugal, os votos de casamento escritos pelos noivos são mais comuns nas cerimónias civis, como uma forma de personalizar o acto e dar-lhe outro encanto. No entanto, nada vos impede de dizer os vossos votos pessoais caso optem por um casamento religioso. Antes de mais nada, coloquem a questão junto do padre ou ministro da vossa igreja ou comunidade religiosa, de modo a averiguar se existe alguma possibilidade de incorporarem os vossos textos na cerimónia. Caso isso não seja possível, criem o vosso próprio momento especial na altura do dia que vos parecer mais adequada. Por exemplo, caso estejam a planear incluir discursos na vossa festa, os votos poderão ser o culminar dos discursos, o momento alto das emoções, antes de um brinde (com a abertura do bolo, porque não) e celebrado em grande estilo logo a seguir, na pista de dança.
São mais cantores do que oradores? Então cantem os vossos votos: poderão escolher uma música que vos seja particularmente agradável e substituir a letra por palavras vossas; ou então, havendo talento para tanto, compor a música de raiz. Se precisarem de ajuda, falem com a Caramelo!

Independentemente da forma, nos votos de casamento é o conteúdo que conta. Não há fórmulas mágicas para esta coisa das palavras de amor, como vocês bem sabem: é abrir o coração e deixá-lo falar por vocês. Pode haver, no entanto, uma certa metodologia que vos ajude a arrancar e a não entrar em pânico com a página em branco:

. Imaginem que estão a escrever uma carta de amor à vossa cara-metade, em que lhe transmitem como se sentem com a aproximação do grande dia e aquilo que mais desejam para a vossa vida a dois.

. Comecem por responder a meia-dúzia de perguntas, que reunirão material mais do que suficiente para descolar: ‘o que é que eu senti quando te conheci’, ‘quando é que eu soube que era amor’, ‘quais são as tuas características que me fazem querer ter-te ao meu lado para sempre’, ‘o que é que mudaste em mim’, ‘o que quero fazer por ti’, ‘como nos imagino daqui a dez anos’… Esta amostra dará um bom ponto de partida.

. Usem auxiliares: ouvir as vossas músicas, rever as vossas fotografias e relembrar alguns dos presentes que já trocaram, por exemplo, trará as emoções à superfície.

. Não tenham receio de pedir palavras emprestadas àquela canção especial, ao livro que não esquecem ou ao filme que parecia estar a contar a vossa história. Vale tudo, desde que seja de coração!

. Por fim, treinem a leitura. Há palavras e construções frásicas que resultam muito bem no papel mas que depois se atrapalham na oralidade. Simplifiquem e clarifiquem. E pronto!

 

Casamento a dois, na Costa Alentejana, por Adriana Morais Photography Casamento a dois, na Costa Alentejana, por Adriana Morais Photography Casamento a dois, na Costa Alentejana, por Adriana Morais Photography

As imagens que ilustram este artigo são da autoria do nosso fornecedor seleccionado Adriana Morais – Fotografia.
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Marta Ramos

Wise words: já organizaram os discursos do vosso casamento?

A tradição dos discursos de casamento é muito mais acentuada nos países anglo-saxónicos do que entre nós, mas como é precisamente desses países que vem muita da inspiração que todos nós consultamos na hora de organizar o casamento, também este hábito tem vindo a tornar-se cada vez mais comum por cá. Eu sou particularmente apreciadora de discursos e de votos de casamento: acrescentar palavras bem medidas e anda mais bem sentidas num dia de tantas emoções parece-me uma combinação extremamente feliz.
Assim sendo, recomendo que considerem introduzir discursos de casamento no vosso grande dia – é sobre eles que falam as nossas wise words de hoje.
Reconhecendo que existe uma tradição e um figurino no que respeita aos discursos, irei abordá-los, mas, como em tantos outros aspectos da organização do vosso casamento, a palavra de ordem é «vosso». Adaptem, moldem, ajustem à vossa vontade e à vossa realidade. O que importa verdadeiramente é que possam todos ouvir as palavras de algumas das pessoas mais importantes para o casal, momentos que ficarão registadas para sempre em fotografias e vídeo. Garantidamente alguns dos minutos mais preciosos que ficarão para sempre nas vossas memórias, assim como nas de todos os presentes.
Convencionalmente, os principais oradores são o padrinho do noivo e a madrinha da noiva, os pais dos noivos e, claro, o próprio casal. Agora, estamos a falar do padrão. Os discursos decorrem pelo final da refeição, momento propenso a brindes, e quem abre o palco, digamos assim, é o anfitrião. Lá está, tradicionalmente este papel cabe aos pais da noiva, mas se são vocês os responsáveis máximos pela festa, então deverão ser vocês os primeiros a falar. A ideia é celebrar a união das duas famílias, agradecer a presença dos convidados e dizer algumas palavras simpáticas sobre os recém-casados. Passa a palavra para o padrinho do noivo, seguido da madrinha da noiva e, a finalizar, fala o noivo (ou ambos). Padrinhos e madrinhas contam, normalmente, histórias divertidas sobre o casal, rematando com algum sentimentalismo. E a vocês cabe-vos fechar o microfone com agradecimentos generalizados, algumas respostas aos desafios deixados nos discursos anteriores, e palavras doces para a vossa cara-metade. Podem finalizar com o convite para o corte do bolo, por exemplo.
Este é o croquis de base. A partir daqui, risquem e reescrevam o que for necessário para terem um plano que seja a vossa cara. Se precisarem de ajuda, qualquer wedding planner experiente saberá como vos organizar este momento tão sensível e tão bonito.

 

discursos de casamento discursos de casamentodiscursos de casamento

Algumas regras para que tudo corra sobre rodas:
. Convidem as pessoas que gostariam que discursassem no vosso casamento com muita antecedência, isso dar-lhes-á tempo de sobra para se prepararem, para vencerem alguma resistência inicial, para comporem o seu texto e para praticarem, caso sintam necessidade.
. A quem tiver muita dificuldade em falar em público, sugiram a leitura de um texto pré-escrito (pode até ser uma peça literária); ou, no limite, façam-lhe a gentileza de dispensar os seus serviços e peçam-lhe que recomende outro orador para falar no seu lugar.
. Organizem bem a sequência dos discursos e informem cada interveniente acerca dessa mesma sequência: quando falarão, quem falará antes e depois, durante quanto tempo deverão discursar.
. Informem previamente os vossos fotógrafos e videógrafos do quando e do quem, para que estejam a postos.
. Estabeleçam um limite: não é à toa que uma canção ronda os três minutos de duração. Entre três e cinco minutos deverá ser o tempo ocupado por cada discurso ou brinde. Não tenham receio de deixar isso bem claro, para que não haja grandes desequilíbrios entre os diversos intervenientes e também para que toda a gente consiga manter a atenção do público do início ao fim.
. Façam a ponte entre os vários intervenientes, de modo a que possam trocar impressões entre si: por exemplo, para acertarem o tom de cada discurso, para confirmar se não irão repetir histórias, para esclarecer o que é que pode e deve ser mencionado e o que é que deve ficar de fora.
. Nomeiem alguém da vossa inteira confiança para articular tudo isto no dia: um padrinho ou uma madrinha, a pessoa que vos pareça mais indicada para ir regendo a orquestra e para garantir que tudo acontece nos timmings previstos.
. Last but not least… tenham lencinhos à disposição, porque há sempre quem não aguente as lágrimas nestes momentos.

As fotos que ilustram este artigo são do nosso fornecedor seleccionado Hugo Coelho Fotografia.
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Marta Ramos

Wise words: 5 regras para gerir as redes sociais no vosso casamento

No ano passado, a RTP emitiu um programa de conversas amenas filmado em casa do escritor Miguel Esteves Cardoso, com Bruno Nogueira e diversos convidados. Um deles foi a actriz Rita Blanco, que proporcionou uma das trocas de ideias mais interessante e pertinente de toda a série, e um dos assuntos mais abordados nesse dia foi a boa educação (ou a falta dela). Numa sucessão de raciocínios muito inteligente e abrangente, chegou-se à conclusão de que a vida em sociedade seria muito mais agradável, muito mais funcional e muito mais fácil se todos nos recordássemos das regras básicas da boa educação e da cortesia nos pequenos gestos quotidianos.
As redes sociais e a interacção na Internet em geral são bons espelhos disto mesmo. Digamos que não são exactamente as boas maneiras a nortear o comportamento da maioria das pessoas que, neste momento, está a umas teclas apenas de se exprimir online.

Lembrámo-nos de trazer esta questão para as nossas wise words agora que estamos a entrar em plena época de casamentos. Provavelmente ainda não vos teria ocorrido que este pode ser um assunto sensível, tanto para vocês como para os vossos convidados – normalmente as susceptibilidades relacionadas com publicações em redes sociais só se anunciam depois das coisas estarem à vista do mundo. Pois bem, para evitar situações desagradáveis e manter o espírito bom da vossa festa por muito tempo, o melhor é definirem as regras da gestão das redes sociais no vosso casamento de antemão – e partilharem-nas com todos os envolvidos, de forma clara e simpática.

Regra número um: se prevêem que haja algum buzz nas redes sociais durante os preparativos para o vosso casamento, seja da vossa parte, seja da parte dos vossos familiares e amigos, criem um site próprio e privado, acessível apenas a utilizadores convidados – ou então um grupo no Facebook, se quiserem simplificar. O que importa é que contenham a onda. Exprimam-se livremente e deixem que os outros também o façam, mas dentro de “quatro paredes”, onde só quem faz parte da festa terá acesso ao que é dito e partilhado.

Regra número dois: não usem as redes sociais para fazer comunicados importantes, como, por exemplo, anunciar o casamento, convidar pessoas ou transmitir informações acerca do grande dia. Para ir actualizando os vossos convidados acerca do programa da festa, usem o canal próprio referido no ponto anterior. Mas tudo o resto deverá seguir o protocolo estabelecido, que torna tudo muito mais bonito e emocionante.

Regra número três: decidam de antemão, entre os dois, se vão querer que os vossos convidados partilhem fotos do vosso casamento nas redes sociais próprias. Comuniquem a vossa decisão atempadamente a toda a gente, com delicadeza (sobretudo se quiserem pedir às pessoas que não o façam). Caso não tenham nada contra, então escolham uma hashtag e partilhem-na com todos, para que seja sempre associada às imagens divulgadas nas diferentes redes sociais. Assim, poderão todos divertir-se a revê-las mais tarde.

Regra número quatro: deixem claro o que pode e o que não pode ser partilhado. Por exemplo: fotos da noiva antes do sim? Não! Imagens potencialmente constrangedoras para alguém? Também não. Bom senso, acima de tudo, bem temperado com muito respeito.

Regra número cinco: há uma margem temporal razoável para partilhar fotografias do casamento, após o grande dia. É evidente que é um momento único e fabuloso das vossas vidas e que vos apetece prolongá-lo indefinidamente, mas deixem as memórias para os aniversários, por exemplo, e celebrem antes as pequenas alegrias do vosso novo quotidiano a dois. A festa não acabou ali, naquela data, continua todos os dias!

 

Instagram Simplesmente BrancoSe tiverem muitas dúvidas em relação a estas pequenas questões protocolares, falem com um wedding planner, que vos poderá aconselhar com clareza. Há tempos, reunimos 15 perguntas frequentes sobre a organização do casamento (e as respectivas respostas) – leiam o artigo, que poderá ajudar-vos a limar algumas arestas. E para receberem os vossos convidados com toda a hospitalidade que eles merecem, consultem as nossas dicas sobre aquilo que devem fazer para que no dia do casamento tudo corra sobre rodas.

Não se preocupem: tal como sublinhava Rita Blanco no programa que referimos no início deste artigo, não há nada que não se resolva se tivermos as nossas melhores maneiras à mão!

 

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Marta Ramos

Wise words: lua-de-mel eco-friendly

Quem nos acompanha, já sabe que o International Wedding Trend Report para 2019 aponta a abordagem eco-friendly como uma das grandes tendências para os casamentos daqui em diante – e isso deixa-nos muito felizes. Depois de já vos termos trazido vários artigos de wise words com orientações práticas para organizar um casamento consciente, dedicamo-nos hoje à lua-de-mel: será possível viajar e aproveitar bem a experiência sem prejudicar o ambiente e as comunidades visitadas?

Claro que sim. Este assunto tem vindo a ser estudado nos últimos anos e, sobretudo desde 2017, o ano que a ONU escolheu para dedicar-se ao Turismo Sustentável, já temos bastante informação disponível para nos ajudar a fazer melhores escolhas.
Informação é, de facto, a palavra-chave. Quer viajem em modo aventureiro, quer recorram aos serviços de profissionais, recolham o máximo de dados possíveis sobre o vosso destino previamente, de modo a poderem preparar-se convenientemente. Por exemplo, é um local rico em vida selvagem? Então, lembrem-se de não apoiar actividades que explorem os animais e que façam deles «entretenimento»; e evitem os produtos de origem animal, sejam souvenirs ou alimentos que incluam espécies ameaçadas.
Ainda à mesa, procurem informar-se acerca da gastronomia tradicional e dos locais onde poderão saboreá-la com autenticidade, apoiando, assim, as populações locais, e evitando recorrer a fast food. A água não é de confiança? Munam-se de filtros e garrafas reutilizáveis para não ficarem dependentes da compra de garrafas de água descartáveis. É possível trocar o avião pelo comboio? Se sim, aproveitem a tranquilidade sobre carris para relaxar, ler e admirar a paisagem — a viagem começa assim que se sai de casa!

Na bagagem, não se esqueçam de incluir sacos reutilizáveis, talheres e palhinhas não descartáveis, a imprescindível garrafa de água e sacos para o lixo. Devemos sempre evitar adquirir produtos com demasiado plástico nas embalagens, mas isto é ainda mais importante em locais com um tratamento de resíduos deficiente. Se for esse o caso, o esforço deverá ser redobrado.

Por último, uma palavra acerca das pessoas. Viajar de forma sustentável implica, também, respeitar os costumes locais e a privacidade de quem nos recebe. Não fotografar ou filmar sem autorização, não entrar em propriedade privada só por curiosidade, respeitar o silêncio nas horas de descanso e conhecer as regras básicas de etiqueta locais para um trato cordial e agradável com toda a gente. A experiência será tão melhor para vocês quão melhor for para todos.

 

Lua-de-mel eco-friendly

Para alojamento, prefiram unidades hoteleiras com certificação comprovada. Apostem em actividades na natureza, preferencialmente não motorizadas e que não perturbem a fauna e a flora locais (e lembrem-se de não trazer nada que não sejam fotografias e boas recordações, assim como de não deixar lá nada que não sejam pegadas). Nas cidades, os transportes públicos são sempre a escolha acertada — e, nos casos em que se aplica, a bicicleta, claro. Procurem saber quais são as manifestações culturais genuínas da região e apoiem esses criadores.

No fundo, poderemos resumir tudo a uma cena de um belíssimo episódio da série Northern Exposure, passada no Alaska. Uma das personagens reflectia sobre a sua passagem por aquele sítio inóspito e concluía que o que importa não é o tempo que estamos em cada lugar, mas sim se esse lugar fica melhor depois de por lá termos passado.
Boa lua-de-mel! E que o destino que escolherem fique ainda melhor depois de por lá passarem.

 

A imagem que ilustra este artigo é do nosso fornecedor seleccionado I Go Travel.
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Marta Ramos

Wise words: preparar a pele para o dia do casamento

Já aqui dedicámos as nossas wise words à maquilhagem da noiva, com assessoria da Kabuki Makeup by Rita Amorim. Houve uma observação da Rita acerca da importância de preparar a pele com antecedência que nos ficou na memória desde então: «Acima de tudo, a minha primeira preocupação é perceber em que estado se encontra a pele da noiva e caso possamos melhorá-la até há data da cerimónia, iniciamos um tratamento aconselhado e dedicado caso a caso.»

Foi com esta preocupação em mente que decidimos pedir ajuda à Ana Alexandre, autora do blogue The Skin Game. Licenciada em Farmácia, a Ana é formadora e trabalha actualmente na área da dermocosmética. Coincidentemente, está também a muito pouco tempo de dar o nó, pelo que sabe exactamente de que estamos a falar quando lhe pedimos que nos ajude a elucidar as noivas quanto aos cuidados essenciais que devem ter para conseguirem uma pele fabulosa no dia do casamento. E para começar, convém saber ao certo o tipo de pele que se tem.

«A primeira coisa a ter em conta é que o tipo de pele está relacionado com a produção natural de gordura/sebo pela pele, portanto é esse o factor que usamos para distinguir. Uma pele equilibrada é uma pele normal; uma pele que na sua totalidade produz excesso de sebo é oleosa (gordurosa ao toque e brilhante); e uma pele que produz gordura a menos é uma pele seca (geralmente há uma sensação de desconforto permanente na pele e de repuxamento). Contudo, podem coexistir no rosto vários tipo de pele, tratando-se então uma pele mista (geralmente é oleosa na zona T, que é composta pela testa, nariz e queixo).

Há que citar, no entanto, outras duas situações, que são ambas estados e não tipos de pele. Uma pele desidratada é uma pele com falta de água e pode ocorrer em qualquer tipo de pele, sendo até muito frequente nas peles oleosas por causa da tendência a remover toda a oleosidade do rosto. Isto significa que se têm alguma descamação na pele, pele baça e excesso de produção de oleosidade, têm provavelmente uma pele oleosa desidratada (faço só uma adenda de que se a descamação na pele oleosa for localizada às sobrancelhas, nariz e linha do cabelo, então muito provavelmente será dermatite seborreica). Pele sensível também não é um tipo de pele, mas sim um estado geralmente transitório.»

 

Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim

Para a Ana Alexandre, o único passo de uma rotina de cuidados que depende do tipo de pele é o hidratante que se usa. De uma forma geral, estes são os passos que aconselha:
1. Produto de limpeza não agressivo: «podem escolher a textura que mais vos agradar, mas devem remover sempre o produto do rosto, mesmo que o produto diga que não é necessário, como o caso das águas micelares, já que deixar resíduos de detergente na pele conduz a sensibilização. Não sou fã de produtos de limpeza de pele oleosa, pois são geralmente muito agressivos e acabam por promover a desidratação da pele.»<
2.
Tónico exfoliante: «usar duas a três vezes por semana, para uniformizar a textura da pele e remover as células mortas».
3. Sérum: «adequado àquilo que sintam que precisam de corrigir (sinais de envelhecimento, desidratação, manchas, falta de luminosidade, excesso de oleosidade, etc.), pois os séruns são mais concentrados e têm uma melhor penetração na pele, o que ajuda a que sejam mais eficazes.»
4. Creme de contorno de olhos: «também aqui, escolham o produto mais adequado àquilo que pretendam tratar – olheiras, papos, sensibilidade, rugas, rídulas, etc.»
5. Hidratante adequado ao tipo de pele: «as texturas gel ou gel-creme são ideais para quem tem pele mais oleosa; as texturas tipo creme rico ou bálsamo são perfeitas para pele seca. Peles oleosas podem dispensar o hidratante se o sérum já for nutritivo o suficiente e peles muito secas podem optar por um óleo rico em substituição do creme, especialmente à noite. Também há óleos para peles oleosas e podem usar sem problemas se for esse o caso, mas deverá ter essa indicação na embalagem.»
6. Protector solar: «usem diariamente, com um mínimo de protecção de FPS15, já que a radiação solar é responsável por cerca de 80% dos sinais de envelhecimento.»

Para preparar um dia especial como o casamento, em que todas as atenções – e todas as câmaras – estarão focadas em vocês, o ideal será manter uma rotina adequada com pelo menos dois meses de antecedência. Mas, atenção: todos os dias contam. Por isso, se falta menos de dois meses para o vosso casamento, não vale desistir. Comecem já hoje e terão certamente benefícios. «Os dois passos que são completamente imprescindíveis são a exfoliação e a hidratação, porque vão fazer toda a diferença no dia do casamento. Uma pele exfoliada não só tem uma textura mais regular, que se torna perfeita para a maquilhagem assentar de forma uniforme, mas também ajuda a prevenir problemas como a acne e ajuda a potenciar os efeitos de todos os produtos que colocamos na pele. Uma pele hidratada não vai ter tendência de absorver toda a hidratação que a maquilhagem tem e faz com que dure mais tempo impecável, sem um acabamento seco ou poeirento. Recomendo sempre um tónico exfoliante com ácido glicólico ou ácido mandélico se a pele for sensível, e um sérum com ácido hialurónico. E, claro, nunca dispensar uma boa limpeza.»

E as noivas que preferem não usar maquilhagem? «Mais uma vez, uma pele exfoliada e hidratada faz logo toda a diferença. Além disso, aquilo que geralmente a maioria das pessoas procura é uma pele radiante. Aqui recomendo sempre que se use um bom sérum com Vitamina C, que é o melhor ingrediente em dermocosmética para deixar a pele com um ar luminoso e saudável. Ajuda sempre se se fizer uma máscara no dia anterior de forma a potenciar o melhor que a pele tem para dar, sendo que sou particularmente fã das máscaras de tecido ou de material equivalente, por permitirem uma aplicação uniforme e um momento mais zen antes de um dia que se prevê muito cheio.»

Perguntámos também à Ana Alexandre o que recomenda aos noivos, para que também eles estejam no seu melhor no grande dia: «Os noivos devem seguir os mesmos cuidados básicos – limpeza, exfoliação e hidratação – ou, de preferência, a rotina completa. Se tiverem barba, faz toda a diferença usarem um bom champô para a barba e um óleo de hidratação adequado para prevenir as pontas espigadas e deixar o pêlo mais luminoso.»

 

Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim

Já falámos sobre as principais coisas a fazer para preparar a pele para o dia do casamento. Mas também é importante sublinhar os erros mais comuns a evitar, segundo a Ana Alexandre:

– Achar que a maquilhagem resolve tudo: «por muito boa que seja a maquilhadora, se tiver de trabalhar com uma pele maltratada ao longo de anos, não vai sair dali um milagre. Uma maquilhagem precisa de uma pele com uma textura o mais lisa possível e o mais hidratada que se conseguir de forma a ter o efeito que se pretende e que se espera num dia tão importante»;

– Achar que bastam dois dias a usar um creme para a pele ir ao sítio: «dois dias ajudam sempre mais do que dia nenhum, mas o ciclo da pele dura 28 dias aos 20 anos e a partir daí só aumenta, por isso o melhor é começar com antecedência»;

– Usar produtos novos pouco tempo antes do casamento: «se houver uma reacção alérgica a um produto, a pele necessita de tempo para recuperar, por isso nunca aconselho a experimentarem produtos novos menos de duas semanas antes do casamento»;

– Fazer tratamentos estéticos pela primeira vez antes do casamento: «vejo sempre várias pessoas a investirem em limpezas de pele pela primeira vez antes do casamento. Isso pode ter maus resultados se nunca tiverem ido e não souberem o que podem esperar do tratamento – as extracções, por exemplo, podem deixar marca durante vários dias».

Então e depois de tantos cuidados pré-casamento, o que é que não deve faltar nos necessaires dela e dele para continuar a tratar bem da pele durante a lua de mel?

«Protector solar, sempre! Há imensas marcas que disponibilizam embalagens de protector com 100ml, por isso não há desculpas para não levar em viagem. Por hábito meu, sempre que viajo levo sempre um daqueles cremes que servem para tudo, a que na farmácia chamamos os “cica”, pelo facto de quase todos terem um nome começado por este conjunto de letras. Perdi a conta ao conjunto de situações em que já me ajudaram, desde picadas de insectos, queimaduras, pequenas feridas, pele “assada”, fricção de sapatos… É sem dúvida um indispensável em viagem no meu ponto de vista, porque resolve imensa coisa e poupa o trabalho e despesa de ter de comprar algo no local para resolver alguma destas situações.

Apesar de saber que é prática comum e que até se vendem embalagens com esse propósito, aconselho sempre a não colocarem os produtos em embalagens de viagem, pois a fórmula pode interagir com a embalagem e acabam com um produto alterado e uma embalagem esburacada (acreditem, já me aconteceu). Optem por levar os tamanhos habituais se conseguirem, ou por comprar produtos em embalagem de viagem. Se quiserem a abordagem minimalista, aqui vai: gel de banho, loção de corpo, gel de limpeza de rosto, hidratante, protector solar e creme “cica”.»

E pronto. Se vos restar alguma questão, consultem o blogue The Skin Game e falem com a Ana Alexandre, que está sempre disponível para esclarecer as vossas questões, seja através de comentários, e-mail ou redes sociais. Bons preparativos!

 

As fotos que ilustram este artigo mostram trabalhos do nosso fornecedor seleccionado Kabuki Makeup by Rita Amorim.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: a maquilhagem da noiva

Olhem-se ao espelho, bem de perto. Foquem-se no vosso rosto. É ele a estrela das nossas wise words de hoje, compostas com o contributo da Kabuki Makeup by Rita Amorim, em palavras e imagens. A maquilhagem da noiva é assunto sério e deve ser abordado com cuidado e com tempo. A nossa primeira recomendação é que escolham um profissional. As razões são várias e simples: é um dia muito longo, muito emotivo e com muitos beijos, abraços e algumas lágrimas. É um dia com muitos nervos e pouco tempo. São as imagens deste dia que vão ficar guardadas para sempre.
Razões muito razoáveis, verdade?
Acreditamos muito na ideia de que a maquilhagem nos dá uma versão polida, apurada, de nós próprios – isso de “dar um jeitinho” não existe e um resultado bonito, orgânico, confortável e duradouro só é proporcionado por quem sabe o que faz: resulta de formação específica, horas de prática, produtos de qualidade, um sorriso pronto, atitude positiva e uma calma e tranquilidade a toda a prova, capazes de acalmar os nervos da noiva mais sensível.

«Quando falamos de dias tão importantes, como a cerimónia de um casamento, tanto noiva, como as convidadas prestam uma atenção redobrada e primordial à sua pele e maquilhagem. Contudo, para não correrem qualquer tipo de risco, é essencial que recorram a profissionais na área. Não só porque é um factor de confiança no serviço e na qualidade dos produtos utilizados, como também haverá maior garantia da sua correcta aplicação, e isso irá favorecê-las tornando-as ainda mais bonitas.»

Acima de tudo, a minha primeira preocupação é perceber em que estado se encontra a pele da noiva e caso possamos melhorá-la até há data da cerimónia, iniciamos um tratamento aconselhado e dedicado caso a caso. – Rita Amorim

Os melhores profissionais serão sempre os primeiros a ser contratados, e mesmo sendo possível acomodar mais do que um cliente no mesmo dia, a antecedência será sempre uma boa companheira nesta aventura: com data marcada, e ideias principais em ordem, a procura da equipa de maquilhagem e cabelo acompanham a do vestido.

Vejamos quais as recomendações da Rita acerca deste processo:

«Muitas vezes as noivas, ao criarem o seu calendário para a organização do seu casamento, deixam a marcação de maquilhagem e/ou penteado para mais tarde, convencidas de que facilmente conseguem contratar profissionais destas áreas, mais perto da sua data de casamento. E podem ter sorte, mas nem sempre é assim. Idealmente, entre 9 a 12 meses de antecedência é sem dúvida o timming perfeito, mas há excepções e por vezes temos sempre horários nas marcações, possíveis de conciliar.

Contactar os profissionais e pedir orçamentos com mais antecedência só traz vantagens (pelo menos, comigo):

. analisar os diferentes valores propostos;
. questionar cada fornecedor acerca da sua experiência e formação;
. analisar o portefólio de trabalhos de cada profissional com tempo; 
. esclarecer possíveis detalhes ou dúvidas com várias maquilhadoras até tomar uma decisão;
. fazer uma escolha consciente, com calma, sem pressão, sem dúvidas e sem o receio de terem recorrido à única pessoa que estava disponível;
. iniciar um tratamento de pele e ver resultados, pedindo à maquilhadora ajuda ou algum aconselhamento.»

Peçam conselhos às amigas que já passaram pelo processo e consultem os sites da especialidade, como o Simplesmente Branco. A partir daqui, presumo que já conheçam de cor e salteado o nosso road map: façam uma selecção de cinco fornecedores e consultem três, sem esquecer de especificar a data, local (cidade e onde a noiva se vai arranjar), horas e para quantas pessoas será o serviço (pode incluir, ou não, a mãe da noiva, a madrinha, a irmã, as amigas, e até o noivo – em caso de dúvidas sobre este assunto, basta perguntar, um tapa olheiras ou um hidratante podem fazer uma diferença substancial!).

 

Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim Makeup de noiva: Kabuki Makeup by Rita Amorim

Feita a escolha final, marca-se um teste, que é muito importante. É o primeiro contacto com o profissional que estará convosco umas boas horas, no início do processo, quando os nervos estão em crescendo.

É a oportunidade ideal para conversar um pouco, conhecer gostos, ficar a par de ansiedades e trabalhar pormenores mais técnicos: tipo de rosto, tipo de pele, tipo de cabelo, corte, cuidados necessários.

«Há diferentes tipos de rostos e o seu desenho depende do formato da face e da estrutura maxilo-facial. Em Portugal os tipo de rosto mais comum são o quadrado, redondo e triângulo invertido. E sobre cada tipo de rosto há que aplicar correctamente as tonalidades de base, blush, iluminador, de forma a tirar partido, da melhor forma, das suas características naturais– Rita Amorim
Vai falar-se de intimidades e delicadezas, de sonhos, de vestidos, de bouquets, da visão para o grande dia. Vão ser dados bons conselhos e instruções. Há espaço para experimentar e corrigir, e mostra-se (com garantias), o que será o resultado final.

«As tendências são importantes, mas não são de todo mandatórias. Estou e devo estar atenta às tendências (é imprescindível estar actualizada no mundo da maquilhagem, porque está em constante evolução), mas os factores decisores são o tom dos olhos, do cabelo e da pele, pois o equilíbrio e harmonia dos tons irão beneficiar o resultado final. Há que ter bom senso, não faz sentido sujeitar  uma noiva à tendência do momento, se isso não a favorece. As ideias servem como ponto de partida para uma boa conversa, cujo objectivo é elevar a beleza natural. É essencial que haja esta conversa, de forma sensata, saudável e frutuosa.

Ouvir e estar atenta às minhas clientes é fundamental para perceber os seus anseios. Saber interpretar o que pretendem requer este cuidado. Saber ouvir é fundamental. – Rita Amorim

Se a disponibilidade ou a distância não permitem este breve encontro, uma conversa séria e calma, com muitas perguntas e respostas, irá gerar a confiança necessária para que tudo corra como deve.
Portem-se bem e sigam as sugestões dadas, no que toca a cuidados de beleza: um bom produto faz magia, mas uma pele e um cabelo cuidados são a melhor matéria prima que se pode ter, o tempo para os tratar, cuidar e preparar pode ser muito relevante, com consequências visíveis no resultado e durabilidade da sua aplicação. Nas palavras da Rita:

«O aspecto mais desafiante, mas nem por isso difícil, é quando alguma noiva, logo no primeiro contacto, tem uma pele complicada a precisar de alguns cuidados. A solução é iniciarmos um tratamento ao longo dos meses que antecedem a data e aguardar o seu feedback e a satisfação ao ver que a pele responde com um aspecto mais saudável e equilibrada. Cuidar da pele é garantia de sucesso para uma maquilhagem magnífica no dia do casamento.»

Nas semanas anteriores, deliciem-se com um SPA integral num sítio com pinta (é meio caminho andado para se sentirem muito especiais, e é digno da ocasião): esfoliação corporal, limpeza de rosto, tratamento para o cabelo, tudo a que têm direito, seguindo as instruções dos vossos profissionais seleccionados. Mimem-se.
Nas vésperas, pés e mãos fecham o processo de beleza. Guardem tempo para uma massagem relaxante, fará diferença e é maravilhoso! Para fechar a lista, no dia, peçam à vossa melhor amiga que zele por vocês, relembrando, se for caso disso, para retocar o batom.

Relembramos a importância das sinergias bem sintonizadas: no dia, há vários profissionais a trabalhar em simultâneo, em espaços pequenos e muita emoção no ar. Recebam todas as partes, apresentem-nas, criem bom ambiente para que tudo flua e ninguém se atropele. Acertem os detalhes previamente, troquem horários, moradas, dicas de acesso e contactos entre as várias equipas. Tenham a vossa (fada) madrinha por perto (que poderá fazer as honras da casa), disponível, atenta e tranquila.

E, como na prova do vestido, mais do que três companhias durante os preparativos da noiva é uma multidão. Os profissionais precisam de estar concentrados – e vocês, de relaxar e dominar os nervos. Isolem-se numa divisão confortável e espaçosa da casa (ou do sítio escolhido para o efeito), escolham uma música simpática e gozem o momento.

As fotos que ilustram este artigo mostram trabalhos do nosso fornecedor seleccionado Kabuki Makeup by Rita Amorim.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.