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Marta Ramos

Wise words: e se o tempo mudar de repente?

Estamos a dois dias do Verão e ainda há dois ou três dias parecia Inverno. Se há ano que nos põe a duvidar da estabilidade das estações, é este! O que levanta uma questão preocupante em relação ao vosso casamento: e se o tempo mudar de repente? Para ficarem descansados, falámos com Joana Coelho, da Quinta da Quintã, que tem conselhos muito valiosos para vos dar – até porque a Quinta da Quintã tem um “plano de chuva” para que nenhuma surpresa climatérica possa estragar o brilho do vosso dia!

Hoje em dia, e cada vez mais, é complicado prever em antecipação o tempo que se vai fazer sentir na data escolhida com tanta antecedência para um evento. Mesmo os meses que costumavam ser garantia de dias de sol e noites agradáveis, já não são de fiar. – Joana Coelho

«O meu primeiro conselho para os noivos é que, na procura do local para a recepção, ponderem esta questão e escolham com alguma cautela um espaço que ofereça alternativas convenientes para um serviço ‘dentro de portas’, caso seja necessário. Espaços cobertos distintos para os vários momentos da festa, em que os convidados se sintam confortáveis, possam circular e mudar de cenário ao longo do dia (ou da noite, se for o caso), com boas condições térmicas e em que o espírito da festa que idealizaram seja penalizado o mínimo possível caso não possam depender do exterior.»

Assegurado este ponto, e se a previsão meteorológica não for favorável, Joana Coelho recomenda que se desenhe um plano B nas reuniões de planeamento do evento – «o que chamamos na Quinta da Quintã de “plano de chuva”» – para todos os momentos originalmente idealizados no exterior. O facto de se definir este plano com antecedência, e de se comunicar o mesmo aos intervenientes no evento, vai reduzir a tensão no dia e vai permitir que tudo se desenrole com a fluidez desejada. No caso de haver alguns serviços extra contratados exclusivamente para o exterior (como é o caso de fogo de artifício, sparklers, etc.), também é conveniente confirmar com antecedência quais as condições que os respectivos fornecedores oferecem para se alterarem ou até cancelarem os planos feitos. Assim, garante-se que não haverá dissabores no dia em que tudo se quer perfeito

«No caso de haver crianças na vossa lista de convidados, estas não deverão ser esquecidas no planeamento do dia. Pode ser desafiante organizar jogos, brincadeiras e dinâmicas que não necessitem de tanto espaço quanto o que as crianças, quando estão todas juntas, exigem. A melhor forma será contratar animadores infantis que ajudem nesta tarefa e que os orientem ao longo do dia, e pensar num recanto giro para os acomodar. Para os mais pequeninos recomendo um berçário onde os pais possam refugiar-se de vez em quando ao longo da festa e que permita aos mais novos dormir uma sesta longe da confusão.»

Outro ponto que Joana Coelho considera muito importante, senão o mais importante, é a atitude dos próprios noivos, os anfitriões da festa: «É essencial que se mentalizem de que o tempo é um factor que ninguém pode controlar e que não permitam que isso vos arruíne o dia. Antes pelo contrário, devem abusar da criatividade e boa disposição e tentar usá-lo como um ponto charneira para redefinir a festa e torná-la – porque não? – num casamento “de inverno” maravilhoso (os eventos de inverno são especialmente charmosos, acreditem!). Estou certa de que uma atitude positiva dos anfitriões perante a obrigatória mudança de planos vai ajudar e muito a que a festa seja um sucesso e a que os próprios convidados não sintam que se penalizou de alguma forma o plano original. Isto vai valer a recordação de uma festa fantástica, com uma excelente energia e algumas histórias divertidas de como o improviso tornou este e aquele momento ainda mais especial.»

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

 

Quinta da Quintã - espaço para casamentos

 

 

Este improviso refere-se a alguns detalhes ou apontamentos que se podem acrescentar à última hora e que podem contribuir bastante para um evento inesquecível, como por exemplo:
– contratar hospedeiros para receberem e acompanharem os convidados com guarda-chuvas até ao interior. Este detalhe vai conferir um toque extra de requinte à festa e os convidados vão sentir-se especialmente mimados;
– oferecer guarda-chuvas giros aos convidados e fazer com eles uma fotografia fantástica de grupo à chuva, ou mesmo desafiá-los para um ou outro momento no exterior;
– disponibilizar mantinhas que ajudam a contornar o frio num momento especial que se queira no exterior (Joana Coelho assegura, por experiência própria, que os convidados gostam mais das mantinhas do que dos chinelos de praia para o baile!);
– prever alguns aquecedores de exterior junto a conjuntos de sofás ajuda a criar recantos confortáveis de esplanada e a alargar o leque de espaços possíveis nos dias em que não chove mas está frio;
– por último, não há nada como exagerar na quantidade de velas dos centros de mesa para enaltecer o charme de um jantar brindado com a chuva que cai lá fora.

 

Obrigada, Joana! Sentem-se mais bem preparados agora? Claro que sim! Lembrem-se disto: se correr alguma coisa mal no vosso dia – ou se acontecer alguma coisa fora dos planos, como chuva, por exemplo – não é isso que vai definir as memórias que ficarão. O que as definirá será a forma como vocês lidarão com isso! Um pouco de preparação e muita boa disposição farão milagres.

Não deixem de consultar os nossos restantes artigos de wise wordsque vos ajudarão a sentir-se os anfitriões mais prevenidos do mundo! E se tiverem alguma dúvida, falem com a Quinta da Quintã. Eles são especialistas em fazer com que tudo corra maravilhosamente bem.

Marta Ramos

Wise words: 5 regras para gerir as redes sociais no vosso casamento

Este ano, a RTP emitiu um programa de conversas amenas filmado em casa do escritor Miguel Esteves Cardoso, com Bruno Nogueira e diversos convidados. Um deles foi a actriz Rita Blanco, que proporcionou uma das trocas de ideias mais interessante e pertinente de toda a série, e um dos assuntos mais abordados nesse dia foi a boa educação (ou a falta dela). Numa sucessão de raciocínios muito inteligente e abrangente, chegou-se à conclusão de que a vida em sociedade seria muito mais agradável, muito mais funcional e muito mais fácil se todos nos recordássemos das regras básicas da boa educação e da cortesia nos pequenos gestos quotidianos.
As redes sociais e a interacção na Internet em geral são bons espelhos disto mesmo. Digamos que não são exactamente as boas maneiras a nortear o comportamento da maioria das pessoas que, neste momento, está a umas teclas apenas de se exprimir online.

Lembrámo-nos de trazer esta questão para as nossas wise words agora que estamos a entrar em plena época de casamentos. Provavelmente ainda não vos teria ocorrido que este pode ser um assunto sensível, tanto para vocês como para os vossos convidados – normalmente as susceptibilidades relacionadas com publicações em redes sociais só se anunciam depois das coisas estarem à vista do mundo. Pois bem, para evitar situações desagradáveis e manter o espírito bom da vossa festa por muito tempo, o melhor é definirem as regras da gestão das redes sociais no vosso casamento de antemão – e partilharem-nas com todos os envolvidos, de forma clara e simpática.

Regra número um: se prevêem que haja algum buzz nas redes sociais durante os preparativos para o vosso casamento, seja da vossa parte, seja da parte dos vossos familiares e amigos, criem um site próprio e privado, acessível apenas a utilizadores convidados – ou então um grupo no Facebook, se quiserem simplificar. O que importa é que contenham a onda. Exprimam-se livremente e deixem que os outros também o façam, mas dentro de ‘quatro paredes’, onde só quem faz parte da festa terá acesso ao que é dito e partilhado.

Regra número dois: não usem as redes sociais para fazer comunicados importantes, como, por exemplo, anunciar o casamento, convidar pessoas ou transmitir informações acerca do grande dia. Para ir actualizando os vossos convidados acerca do programa da festa, usem o canal próprio referido no ponto anterior. Mas tudo o resto deverá seguir o protocolo estabelecido, que torna tudo muito mais bonito e emocionante.

Regra número três: decidam de antemão, entre os dois, se vão querer que os vossos convidados partilhem fotos do vosso casamento nas redes sociais próprias. Comuniquem a vossa decisão atempadamente a toda a gente, com delicadeza (sobretudo se quiserem pedir às pessoas que não o façam). Caso não tenham nada contra, então escolham uma hashtag e partilhem-na com todos, para que seja sempre associada às imagens divulgadas nas diferentes redes sociais. Assim, poderão todos divertir-se a revê-las mais tarde.

Regra número quatro: deixem claro o que pode e o que não pode ser partilhado. Por exemplo: fotos da noiva antes do sim? Não! Imagens potencialmente constrangedoras para alguém? Também não. Bom senso, acima de tudo, bem temperado com muito respeito.

Regra número cinco: há uma margem temporal razoável para partilhar fotografias do casamento, após o grande dia. É evidente que é um momento único e fabuloso das vossas vidas e que vos apetece prolongá-lo indefinidamente, mas deixem as memórias para os aniversários, por exemplo, e celebrem antes as pequenas alegrias do vosso novo quotidiano a dois. A festa não acabou ali, naquela data, continua todos os dias!

 

redes sociais no casamento

 

Se tiverem muitas dúvidas em relação a estas pequenas questões protocolares, falem com um wedding planner, que vos poderá aconselhar com clareza. Há tempos, reunimos 15 perguntas frequentes sobre a organização do casamento (e as respectivas respostas) – leiam o artigo, que poderá ajudar-vos a limar algumas arestas. E para receberem os vossos convidados com toda a hospitalidade que eles merecem, consultem as nossas dicas sobre aquilo que devem fazer para que no dia do casamento tudo corra sobre rodas.

Não se preocupem: tal como sublinhava Rita Blanco no programa que referimos no início deste artigo, não há nada que não se resolva se tivermos as nossas melhores maneiras à mão!

Marta Ramos

Wise words: receber convidados de quatro patas

Já têm a lista de convidados fechada, a maior parte das pessoas até já confirmou a sua presença, a data aproxima-se e tudo parece estar a compor-se para que o grande dia seja perfeito. E no entanto há ainda uma questão por resolver que vos preocupa: o que fazer em relação aos vossos melhores amigos de quatro patas? Custa-vos excluí-los de um dia tão especial, afinal são membros de pleno direito da vossa família! Mas como gerir as necessidades e os temperamentos de um ou mais cães num dia tão carregado de emoções?

Hoje vimos aliviar-vos desta preocupação. Falámos com o Tiago Simões, da Sóanimarte, e com a ajuda da experiência dele e da sua equipa compusemos estas wise words dedicadas aos vossos convidados caninos. Isto porque a Sóanimarte dispõe de um inovador serviço de DogSitting:

Sim! Wedding DogSitting, ou seja, babysitting de cães. Os patudos são cada vez mais os filhos da relação e queremos que se sintam assim no dia mais feliz das vossas vidas. Agora já podem levar o vosso amigo mais fiel para a festa do vosso casamento. – Tiago Simões

Como é que isto se processa? O serviço da Sóanimarte é sobretudo direccionado para os cães dos noivos – mas pode ser aberta uma excepção para algum patudo demasiado próximo da família para ser deixado de fora num dia tão importante: «Tivemos, por exemplo, um DogSitting no Clube Universitário do Porto com quatro cães», conta-nos o Tiago. «Os dois cães dos noivos mais dois da mãe da noiva. Como já se conheciam todos, foi super tranquilo.»

Para que as coisas corram bem, há uma série de regras a cumprir e de precauções a tomar. O objectivo é garantir o bem-estar dos ‘patudos’, pelo que a Sóanimarte disponibiliza uma ou duas pessoas responsáveis e capazes de acompanhar os cães, garantindo que estes estejam atentos aos momentos-chave do grande dia. Mas o trabalho de casa começa antes do casamento propriamente dito. «É muito importante, e por isso obrigatório, conhecermos o cão antes do dia (e o cão conhecer-nos a nós!), para avaliarmos o seu nível de stress e para nos podermos todos acostumar uns aos outros, claro.» No caso de os vossos bichinhos estranharem sítios novos, sempre que possível deverão levá-los também a conhecer previamente o espaço onde decorrerá a festa. «Não excluímos nenhuma raça à partida, mas reforçamos sempre junto dos noivos, que conhecem o seu patudo como ninguém, que é importante manter toda a gente em segurança (convidados, o Dogsitter e o próprio cão). Se um cão demonstrar algum índice de agressividade, um tipo de evento desta envergadura só poderá potenciar essa tendência, pelo que aconselhamos os noivos a ponderar bem a sua presença.»

Cumpridos estes passos, chega a hora de preparar o cenário. Antes de mais nada, certifiquem-se sempre, junto dos responsáveis dos espaços onde decorrerá o vosso dia, se vos é dada permissão para levar cães convosco. No espaço da festa, será preparado um cantinho especial onde os animais se sintam mais do que em casa e ultra-mimados. Para tal, é importante que os donos levem os objectos pessoais dos cães: a cama ou manta preferidas, um ou outro brinquedo e a sua comida habitual.

Este serviço é disponibilizado num pacote de dez horas (que pode ser prolongado, mediante ajuste no orçamento, caso necessário). Podemos ir buscar o patudo a casa e devolvê-lo também a casa ou a um hotel, no final do dia. Ou podemos começar a nossa intervenção apenas na igreja ou no local da festa. Tudo isso será ajustado de acordo com a vontade dos noivos.

Por norma, o serviço inclui uma pessoa – apenas nos casos de mais do que um cão de porte médio ou grande é que a Sóanimarte sugere que estejam duas pessoas sempre presentes. E os DogSitters estarão sempre atentos às necessidades dos animais, quer seja protegendo-os do ‘assédio’ dos convidados, para que não se enervem, quer seja proporcionando-lhes momentos de passeio e mudanças de ambiente, sempre que sintam que há necessidade disso.

 

 

 

 

Há ainda alguns detalhes com uma graça extra: podem disponibilizar a trela e a coleira dos vossos amiguinhos à Sóanimarte para que sejam personalizadas, de acordo com as cores ou o tema da vossa festa; e existe também a possibilidade de, através de uma câmara GoPro, obterem um registo do vosso casamento como se fosse pelo olhar do vosso bichinho de estimação. Esta última oferta ainda está em fase de testes, mas estamos desejosos de ver os primeiros resultados.

Se se inscrevem na categoria de donos de patudos incapazes de deixá-los de fora de um momento tão marcante nas vossas vidas, falem com a Sóanimarte e combinem com eles todos os pormenores. Com a correcta preparação prévia e a articulação de todos, a vossa festa poderá ficar ainda mais completa – ainda mais feliz!

Marta Ramos

Wise words: noivas plus size

A ideia surgiu ao ler o blogue The Paper and Ink, a casa virtual de Joana Cardoso para assuntos variados, mas sobretudo para falar de moda, com especial foco no estilo com formas generosas. Acontece que a Joana é fotógrafa e trabalha também na área dos casamentos, pelo que nos pareceu a pessoa indicada para nos ajudar a preparar um artigo de wise words dedicado às noivas plus size.

«Penso que cada vez mais o mercado da moda responde às exigências da mulher real, ou seja, aquela que tanto veste um 34 como 54», diz-nos Joana Cardoso. «Claro que os modelos base são sempre pensados numa silhueta mais estreita, mais conforme os parâmetros dos desfiles de moda, mas quase todas as lojas e grande parte das marcas e estilistas acabam por, na área de vestidos de noiva, ter à disposição uma maior variedade de tamanhos. Há modelos que assentam melhor numa mulher mais magra, enquanto outros são escolhas mais seguras para mulheres com mais curvas – mas a verdade é que já encontramos uma boa variedade de vestidos em diversos tamanhos.»

Desafiámos a Jo (como é mais conhecida) a imaginar que estava de data de casamento marcada. Por onde começaria as suas pesquisas de vestidos de noiva? «Acho que sou aquele tipo de mulher que já tem uma ideia bastante fixa do que quer usar e procurar, mas mesmo assim acredito que muitas vezes somos surpreendidas por aquele vestido ou corte que nunca nos passaria pela cabeça. Sem dúvida que o meu primeiro instinto seria procurar inspirações em sites do género do Pinterest ou até mesmo no Instagram. Faria pesquisa online nas lojas multimarca mais conhecidas e também por pequenas boutiques e designers independentes, algo que começa a ser bastante comum nos dias que correm. Acho que tudo depende do nosso gosto e orçamento, mas acredito que a pesquisa deve ser extensa e termos a certeza de onde estamos a comprar e de realmente escolhermos algo que nos faz feliz. No Porto, onde resido, não perderia as lojas físicas como a Rosa Clará, a Pronovias, Jesus Peiro, Gio Rodrigues ou a Penhalta Novias.
É sempre mais difícil comprar um vestido de noiva online, mas ainda assim pesquisar também lá fora é uma óptima ideia para encontrar marcas e designers que trabalham com tamanhos grandes, sendo que há a possibilidade de algumas lojas em Portugal receberem artigos de marcas internacionais com essa especificidade, como a Kenneth Winston ou a Laure de Sagazan

Para a Joana, a regra número um será fugir aos cortes comuns, isto é, ao estilo princesa, com grandes saias, vestido com decotes cai-cai, alças muito finas. Muitas vezes os modelos mais justos e até estruturados acabam por cair muito melhor num corpo mais volumoso, fazendo sobressair uma maravilhosa forma ampulheta. Cada pessoa tem as suas características, mesmo que duas mulheres vistam o mesmo tamanho isso não significa que tenham a mesma forma. Daí que não pode haver uma fórmula para vestir todas as noivas plus size. «Não tenham medo de experimentar um corte sereia, ou um corte fit and flare, ou algo que nunca vos passaria pela mente sequer. Pensem no tom do vestido, no tecido em si – adoro rendas e sedas ou cetins mais estruturados – e combinem todos os pormenores de modo a ter um vestido coeso, no qual se sintam bem e bonitas. Por vezes os vendedores têm a melhor intenção possível mas acreditem que a decisão final deve ser sempre vossa e se se sentirem bem é o que importa. De que vos vale todos dizerem que estão lindas se não gostam do vestido? O dia é vosso, mantenham isso em mente.»

Quanto a acessórios, a preferência da Jo recai sobre os toucados, embora reconheça que os véus têm um efeito fotogénico muito especial. Uma bonita pulseira, um anel de família ou uns brincos simples são as suas apostas em termos de jóias (sobretudo, em vestidos muito complexos ou com decotes altos). E quanto a sapatos? Elegância, claro, mas conforto, sempre. Se não resistem a uns saltos super altos para arrasar, contemplem a hipótese de ter um segundo par de sapatos para as horas mais agitadas da festa. Podem ser igualmente bonitos e vocês agradecerão muito terem-se lembrado disso, depois de várias horas em pé. E para conselhos sobre lingerie, recomendamos o nosso artigo de wise words com o contributo da Dama de Copas.

 

 

 

 

 

 

 

É então que chega o grande dia, em que a noiva é o centro das atenções, com câmaras apontadas para si a toda a hora. «O modo como nos vemos é sempre diferente daquele que é retratado, temos tendência a ver coisas a mais ou a menos, a fazer poses que resultam bem ao espelho mas que são impossíveis de replicar fotograficamente. Também o ângulo da fotografia nunca será o mesmo de quem se olha a si mesma num espelho. Enquanto que eu olho de cima para baixo num espelho, com a altura dos meus olhos a cerca de 1,60m do chão, já a partir de uma lente o ângulo é posicionado mais abaixo ou mais acima, e a própria abertura angular da lente faz com que pequenas deformações existam o que leva a que acabemos por parecer ou mais gordinhas ou mais magras.»

A verdade é que um bom fotógrafo, quer seja no casamento ou numa sessão, irá ajudar-vos a encontrar o ângulo certo, especialmente se já vos conhecer e tiver trabalhado convosco – algo que acredito ser sempre muito benéfico – e assim dar-vos uma fotos de sonho que vos irão fazer ver o quão bonitas realmente são, algo que nem sempre conseguimos apreciar em nós mesmas.

Um dica da Jo que vale mesmo a pena pôr em prática: experimentem ter uma amiga a tirar-vos fotos na prova dos vestidos, de vários ângulos, sentada, em pé, a andar, e assim conseguirão ter uma melhor percepção de como tudo irá correr no dia e se o vestido fica tão bem – ou não – como vos parece quando se vêem ao espelho.

«Se não gostam de ver os braços nus, optem por um vestido com manga. Se não querem realçar a barriguinha, optem por usar uma cinta modeladora ou um vestido em que o corte não evidencie a zona abdominal. A verdade é que, como mulher e fotógrafa, ouço clientes dizer que não gostam disto ou daquilo nas suas silhuetas e, no dia do casamento, aparecem com vestidos que evidenciam todos essas partes que menos apreciam. Pedem-nos “milagres”, pedem-nos Photoshop – não é viável editar 1000 fotos de um casamento de modo a dar uns braços mais magros, uma barriga mais definida. Isto não é de todo uma crítica, é mesmo um conselho, como fotógrafa e como mulher plus size que começou a perceber os truques que a roupa nos permite fazer.»

A confiança também é dos pontos mais importantes. Se uma mulher se sente bonita, sem medos, sem preocupações estéticas face ao seu corpo e ao que veste, isso transparece. A confiança é uma base importante da beleza. «Para as pessoas mais tímidas, acreditem que nós – fotógrafos – temos a nossa maneira de vos deixar mais à vontade. Eu, pessoalmente, adoro conhecer os meus clientes antes, talvez até fotografar com eles antes do casamento para entender toda a nossa dinâmica. Não tenham medo de dizer aquilo de que gostam, não gostam, o que querem ou não querem.»

Da minha parte, eu vou tentar fazer-vos rir, pedir para olharem um para o outro e dizerem o motivo que vos levou a amar, que vos levou àquele dia, e é a partir desses momentos que os olhos brilham, os abraços surgem, os beijos acontecem e eu consigo captar a essência do vosso amor, de modo muito natural, puro e sem grandes poses. O amor torna tudo mais bonito, incluindo as pessoas.

Obrigada, Jo! Não deixem de acompanhar o blogue The Paper and Ink e coloquem as vossas dúvidas à Joana Cardoso, que terá muito gosto em aconselhar-vos.

Fotos: casamento da plus size blogger Callie Thorpe, fotografado por Kirsty Mackenzie.

Marta Ramos

Wise words: transportar e conservar o vestido de noiva

Na semana passada falámos aqui de como se deve cuidar do fato do noivo para que esteja impecável no dia do casamento e para que se mantenha no seu melhor por muito tempo. Esperamos que os nossos conselhos vos sejam úteis. Hoje as nossas wise words são dedicadas ao mesmo assunto, mas desta feita no feminino. Depois de cumprida a missão de escolher o vestido de noiva perfeito, há que ter certas precauções para que chegue no seu máximo esplendor ao grande dia – e que assim se mantenha para sempre!
Vamos então falar-vos de como deverão transportar e conservar o vestido de noiva – e, para nos ajudar, nada melhor que uma especialista no assunto: a Sara Silva, da Vestidus.

Primeiro passo, o transporte do vestido de noiva da loja para casa: «Na Vestidus, o vestido vai acondicionado num saco próprio, com cabide, pelo que é muito fácil pendurá-lo na pega que se encontra por cima do vidro traseiro do carro e deitá-lo ao longo do banco. Ao chegar a casa, deverão colocar o vestido – ainda dentro do saco – pendurado num local alto e seguro, como no varão do cortinado ou na ombreira da porta. São de evitar suportes frágeis, como candeeiros, por exemplo, que poderão não aguentar o peso extra.»

É importante manter o vestido fechado dentro do saco para que fique protegido do pó ou de algum insecto que possa sujá-lo. Tenham especial atenção aos vossos animais de estimação, sobretudo aos gatos, que adoram explorar as novidades que encontram por casa – nestes casos, é preferível manter o quarto onde penduraram o vestido fechado. Caso o vosso vestido tenha uma cauda comprida, deverão dar-lhe espaço para que não fique amachucada. O ideal será, depois de pendurarem o cabide num suporte alto e seguro, colocarem um lençol branco por baixo do saco e abrirem o suficiente para que a cauda fique estendida. Atenção a um pormenor muito importante: deverão ter sempre cuidado ao abrir o saco, colocando a mão entre o fecho e o vestido, para garantir que nenhum tecido fica preso.

Cumprindo estas recomendações, sobretudo se o trajecto entre loja e casa for pequeno, é muito provável que o vestido esteja perfeito para o vestir no dia do casamento. «Engomar o vestido deve ser feito apenas em último caso, como tendo viajado longas distâncias (por exemplo de avião)», recomenda a Sara. «Se não tiverem oportunidade de entregar esse serviço às mãos de um profissional (que recomendamos sempre!), tenham o cuidado de nunca colocar o ferro directamente sobre o tecido, utilizando um lençol branco entre ferro e vestido. O vapor deverá estar no mínimo nos tecidos mais finos, como chiffon, organza, crepe, georgette ou renda chantilly. Vapor médio apenas para tecidos mais estruturados, como cetim ou mikado. O movimento deverá ser suave e sempre, sempre, com o lençol branco entre o ferro e o vestido, para não danificar o tecido.»

Chegámos ao vosso grande dia. O vestido de noiva deve ser a última coisa a vestir. Façam a maquilhagem e o penteado antes, coloquem o perfume antes e, se não tiverem ajudantes para calçar os sapatos, façam-no antes também. Vão usar saiote? Exactamente, vistam-no antes do vestido.
Se for preciso retocar cabelo ou maquilhagem depois de estarem completamente vestidas, coloquem uma toalha em volta dos ombros para se protegerem de manchas.

Et voilá, estão prontíssimas!

 

 

 

 

E depois da festa? «O primeiro passo para uma boa conservação do vestido de noiva será enviá-lo para limpeza profissional a seco numa lavandaria, logo após o casamento. Ainda subsistem algumas superstições, como a de não limpar o vestido até ao primeiro aniversário do casamento, mas a verdade é que após a grande festa (que queremos que seja bem celebrada!) o vosso vestido pode ficar irreconhecível. Entre suor, maquilhagem, comida, relva, são várias as nódoas que se podem fixar nos tecidos e instalar-se permanentemente, se o vestido não for limpo de imediato. No caso de não o poderem enviar logo para uma lavandaria, mantenham-no no saco próprio, que não deve ser de plástico para que os tecidos possam “respirar” adequadamente.»

Esta recomendação contra o uso de plástico é muito importante – não se esqueçam de, no regresso da lavandaria, retirarem o vestido do saco em que será lá colocado e devolvê-lo ao seu saco próprio. Está agora na altura de escolher o melhor lugar para guardarem este tesouro. Três palavras-chave: resguardado, fresco e seco. Mantenham o vestido afastado de outras roupas, para evitar contacto com tecidos que possam tingir, com o passar do tempo, e afastado da luz, que amarelece os tecidos. Evitem sótãos ou arrecadações. A humidade, os insectos ou mesmo o calor podem ser prejudiciais. Mantê-lo dentro do saco próprio num roupeiro fechado que não se use com frequência será a melhor opção.
Lembram-se da magnífica caixa que a Sílvia Pontes fez para guardar um vestido de noiva? Também pode ser uma ideia interessante, leiam o artigo e falem com ela.

E depois? «Será importante rever o vestido uma vez por ano, por exemplo, no dia do aniversário do casamento. Procurem vestígios de manchas, humidade, desgaste ou envelhecimento do tecido. Poderão, caso necessário, levá-lo a recuperar numa lavandaria especializada ou numa cerzideira.»

 

Obrigada, Sara!
Se tiverem alguma questão adicional, contactem a Vestidus – e vale a pena navegar por todos os artigos que já publicámos sobre este nosso fornecedor seleccionado. Só coisas bonitas e conselhos valiosos!

Marta Ramos

Wise words: 5 regras para bem cuidar do fato do noivo

Num dos nossos artigos de wise words anteriores, ajudámos-vos na tarefa de escolher o fato do noivo. Para tal,  inspirámo-nos nos conselhos de um especialista na matéria, a Bespoke Edge, uma empresa familiar do estado norte-americano do Colorado que reúne o muito experiente pai, Ron Wagner, e os seus dois filhos empreendedores, Ryan e Brett Wagner, num negócio totalmente dedicado à personalização do vestuário masculino.

Hoje regressamos ao Colorado para vos transmitir os conselhos da família Wagner no que diz respeito à conservação do fato do noivo. Queremos que estejam no vosso melhor no grande dia, e que possam manter o vosso fato impecável durante muito tempo. Para conseguirem isso, todos os pormenores contam!

Podemos resumir os cuidados essenciais para uma vida longa e saudável do vosso fato especial em 5 regras:

. Pendurar o fato num cabide de madeira bastante robusto;

. Não recorrer à limpeza a seco (pelo menos, não com frequência, e sobretudo do casaco);

. Escovar o fato regularmente e usar um rolo adesivo para completar a limpeza do fato;

. Arejar o fato;

. Usar uma máquina de engomar a vapor para eliminar vincos (e não um ferro de engomar).

Se cumprirem estas linhas de orientação, estarão garantidamente impecáveis no dia do casamento e em todas as ocasiões em que queiram voltar a usar o vosso fato, durante muito tempo.

Vejamos então estas regras com mais atenção. O cabide no qual penduram o vosso fato é extremamente importante, porque sustenta os ombros, que são como que a estrutura essencial para garantir a elegância do vosso casaco. Garantam que o cabide que escolhem é suficientemente largo para chegar mesmo até ao fim dos ombros do casaco – isto é fundamental -, e que é robusto, para ocupar espaço dentro do casaco, distribuindo correctamente o peso do tecido. Assim, evitam desequilíbrios que podem criar foles e marcas no casaco. Também será importante deixar alguns centímetros de intervalo entre o fato e as restantes roupas penduradas, de modo a que possa respirar. E escolham sempre o cabide, mesmo que seja apenas por umas horas, em vez das costas de uma cadeira ou de outro repouso provisório improvisado. Só assim o vosso casaco estará direito na altura de voltar a vesti-lo.
Se não usarem o fato com regularidade, será importante retirá-lo ocasionalmente do roupeiro para o inspeccionar e para que possa apanhar ar.

Conhecem as máquinas de engomar a vapor? Pode ser um bom investimento agora que estão a começar uma vida nova a dois – e a vossa cara metade também lhe dará muito uso, acreditem! Estas máquinas permitem eliminar rugas e vincos da roupa apenas com o contacto com o vapor, sem terem que lhes encostar um ferro de engomar quentíssimo, que pode causar danos irreparáveis aos tecidos (e deixar aquele brilho irritante). Para além disso, opera-se como se fosse uma espécie de mangueira, o que permite chegar a todo o lado e «engomar» a roupa pendurada num cabide. É perfeito para manter o vosso fato longe da lavandaria o máximo de tempo possível, e ainda refresca os tecidos, graças à acção do vapor. E porque é que insistimos na questão de evitar a lavandaria? Claro que terão que recorrer à limpeza a seco de vez em quando, mas a ideia é reduzir essas visitas ao mínimo indispensável. Os produtos químicos usados nestes sistemas de limpeza danificam as fibras naturais dos tecidos, pelo que quanto menos, melhor. O teste final para determinar se não há volta a dar é o cheiro. Se detectarem que o vosso fato tem um cheiro esquisito, mesmo depois de um dia inteiro a arejar, então está na altura de o levar a limpar a seco. As nódoas também serão um motivo de peso!

Para eliminar pó, cabelos, pelos dos animais de estimação, etc, a combinação entre um rolo adesivo e uma escova adequada tratará do assunto com eficácia. Bastará pendurar o casaco e percorrê-lo de cima a baixo com o rolo e a escova.

 

 

 

 

E no dia do casamento? Bem, o ideal será recorrer a uma combinação de todas estas regras – às quais acresce uma: a de usarem um saco para o transporte do fato que não seja de plástico, mas sim de um material respirável. Deixem o fato pendurado num cabide adequado – e fora do saco – durante a noite. Mesmo que vos pareça que se amarrotou no transporte, o mais provável é que recupere a sua forma durante a noite. Se restarem alguns vincos na manhã seguinte, pois então estará na altura de recorrer à vossa máquina de engomar a vapor novinha em folha!

Estão agora prontos para brilhar no vosso grande dia. Não se esqueçam de usar um belo sorriso a condizer com o fato novo. E lembrem-se de que, para as coisas durarem, temos que cuidar delas com atenção e carinho. Isto vale para o fato do noivo e para praticamente tudo!

Marta Ramos

Wise words: o bolo dos noivos

Começamos a semana em modo doce, com um artigo dedicado ao bolo dos noivos. Para vos explicar tudo sobre o processo e vos ajudar a tomar as melhores decisões, temos connosco a Cláudia Almeida, a cake designer por detrás do nosso fornecedor seleccionado Pitada d’Amor, apaixonada pela doçaria mas com um fraquinho especial pelos casamentos – provavelmente por ser uma romântica incurável!

Bem, começando pelo início: quando devem os noivos começar a pensar no bolo para o casamento? Segunda a Cláudia, logo que tenham marcado a data e definido o espaço onde irão celebrar o vosso dia. É frequente que este assunto seja um pouco descurado, mas a verdade é que um bom cake designer costuma ter a agenda bastante preenchida: no caso da Pitada d’Amor, há marcações feitas com um ano de antecedência – o que significa que a agenda para 2019 já começa a compor-se.

Lembram-se de vos termos já falado, nesta nossa rubrica de wise words, sobre como escolher os melhores fornecedores para o vosso casamento? Esse é um dos artigos que deverão ter sempre à mão. Também aqui será importante passar os olhos pelas orientações que lá vos deixámos, para que processo de escolha do vosso cake designer seja produtivo – e divertido. A partir do momento em que passarem à fase de contactos e pedidos de orçamentos, tenham presente que, para calcular um valor, é importante saber o número de pessoas que o bolo deve servir, a massa e recheio que preferem, e ainda o tipo de decoração que gostariam de ver no vosso bolo. Todos estes elementos podem fazer o valor variar muito.

Os cake designers não fazem orçamentos por kg (ou, pelo menos, não devem fazer). Estes bolos são obras de arte e o tipo de trabalho, as horas dedicadas, as técnicas aplicadas variam imenso. É possível um bolo para 50 pessoas ser mais caro do que um bolo para 80 pessoas, porque um pode ser todo trabalhado com flores de açúcar, com pintura manual, e o outro ser um simples naked cake. O valor é completamente personalizado e ajustado a cada caso. – Cláudia Almeida, Pitada d’Amor

O tamanho do bolo decide-se em função do número de fatias que deve servir: «Em termos de design, há quem prefira bolos mais altos e mais estreitos, enquanto que outras pessoas escolhem bolos mais baixos e mais largos… o importante é irmos de encontro aos seus gostos», lembra a Cláudia. «Acontece muito pedirem-me bolos de esferovite, em que só andar de cima é verdadeiro.
Em termos de sabores, gosto que os noivos façam prova para ambos concordarem quanto ao que pretendem. Quando querem um sabor mais fresco ou mais requintado eu faço as minhas sugestões, mas prefiro sempre que sejam os clientes a tomar a decisão final. O bolo deve reflectir a personalidade do casal, não só visualmente mas também no seu interior.»

 

 

 

 

Já que falamos de sabores e de preferências, aproveitamos para lembrar uma questão muito importante e que, muitas vezes, é subvalorizada: a adequação dos ingredientes do bolo ao clima. A Pitada d’Amor recebe muitos pedidos de bolos red velvet com recheio de queijo creme e cobertura de pasta de açúcar. Ora, o queijo creme, tal como a fruta fresca, necessita de frio, mas o uso de pasta de açúcar impede que seja conservado no frigorífico, o que torna esta combinação desaconselhada. De qualquer modo, lembrem-se de que se o bolo vai estar ao ar livre (sobretudo em dias de muito sol), o ideal é que seja mantido durante o máximo tempo possível no interior, num local fresco.

Apesar de ser normal que tenham as vossas ideias sobre aquilo que gostariam de ter no bolo do vosso casamento, é importante que ouçam os conselhos dos profissionais. A Cláudia Almeida, por exemplo, prefere não correr riscos com sabores ou ingredientes que não lhe sejam familiares: «Tenho primeiro de ter 100% certeza e confiança que é bom e que resulta. Faço primeiro, provo e os noivos provam também para me darem a sua opinião. Só quando todos concordam é que sigo em frente.»

Isto não quer dizer que os vossos pedidos não sejam tidos em conta: «Lembro-me de uns noivos que me pediram bolo de laranja com curd de laranja e ganache de chocolate branco. Fiquei petrificada, tenho a certeza que foi essa a expressão que fiz! Disse-lhes que tinha de provar primeiro para ter a certeza e fiquei deslumbrada com o sabor. Não era de todo uma combinação que pensasse possível!»

Pode haver especificidades que vos obriguem a estreitar as opções do vosso cake designer – mas não temam, que um bom profissional saberá sempre como obter o melhor resultado possível dentro do universo em que estiver a trabalhar. Um exemplo disso é a alimentação vegan. A Cláudia Almeida costuma fazer pesquisa e testar receitas vegan, para ter a certeza de que estará preparada se alguém lhe pedir um bolo de casamento livre de ingredientes de origem animal.

Outro caso é o das intolerâncias alimentares ou alergias. «Esta é uma situação extremamente delicada», salienta a Cláudia. «É importante saber se estamos perante uma leve alergia ou uma intolerância grave. No caso da doença celíaca, por exemplo, o cake designer tem que garantir que o seu espaço está isento da contaminação com glúten. Todos os utensílios terão de ser exclusivos para o manuseamento de produtos sem glúten. O forno deve ser exclusivo também, caso contrário ocorre uma contaminação cruzada. Pode parecer exagero, mas o bem-estar do cliente é o mais importante. A segurança alimentar sempre em primeiro lugar!»

Definidos os sabores, passemos agora à decoração do bolo. Se há casos em que é válida a expressão “os olhos também comem”, certamente que o do bolo dos noivos é um deles!  «Geralmente os noivos trazem muitas ideias, sobretudo coisas de que gostaram num bolo ou noutro. Aviso sempre que nunca copio bolos, dou sempre o meu toque pessoal o que torna cada bolo único. Procuro perceber exactamente o que lhes agrada, conhecer um pouco da sua história, dos seus interesses. E depois tento chegar a um projecto harmonioso.»  

É sempre um bocadinho de mim que está naquele bolo. Dos melhores elogios que já tive foi quando me disseram que olham para um bolo e não precisam de ver a imagem do logótipo para saber que é uma criação minha. Acho que qualquer artista gostaria de ouvir estas palavras. É como se tivesse a minha assinatura e isso deixa-me extremamente feliz. – Cláudia Almeida, Pitada d’Amor

Uma questão com que a Cláudia Almeida se debate constantemente é o uso de flores verdadeiras e não comestíveis nos bolos. Muita gente não saberá, mas em Portugal é proibido usar flores naturais nos bolos, com excepção das certificadas para consumo – todas as outras são tóxicas e tornam o bolo tóxico. «Para mim não há nada como as flores de açúcar que são feitas à mão, pétala a pétala. Revelam imensa arte e, quando bem conservadas, duram muito tempo, servindo de recordação do dia do casamento.»

 

 

 

 

Já aqui dissemos mais de uma vez que é comum os noivos terem algumas ideias acerca do que pretendem para o seu bolo. Mas e se não tiverem nenhuma? Tudo bem na mesma: «Procuro entender aquilo de que o casal gosta, muitas vezes peço para ver os convites, o tipo de decoração que irão ter, qual o espaço, a paleta de cores. Inspiro-me em todos esses pormenores e mostro as minhas ideias. É um processo que demora um pouco, mas o bolo deve ser a caracterização dos noivos, de todo o seu amor e união. Deve reflectir a personalidade e identidade do casal.»

Quando se chega à forma e ao sabor final, está o assunto tratado – pelo menos, até à data do casamento. Porque no grande dia há outra questão muito importante que se levanta: o transporte: «Aviso sempre os noivos de que os bolos de casamento têm de ser montados no local», lembra a Cláudia Almeida. «O transporte é um enorme desafio, e o melhor caminho é transportar o bolo em partes e montá-lo já no espaço onde decorrerá a festa. Muitas vezes, a decoração também só é feita no momento, como é o caso de peças em glacé real.»
Todos os cake designers têm um “kit de emergência” para o caso de ser necessário algum retoque de última hora. Como já aqui referimos, o bolo deve ficar num local fresco e seco até ao momento do corte. Para que tudo corra na perfeição, deverá existir uma boa comunicação entre o cake designer e os elementos do espaço do vosso casamento – por isso, assegurem-se de que fazem as devidas apresentações e de que não há qualquer tipo de mal-entendido. Normalmente, os profissionais de catering sabem como cortar um bolo de casamento, mas a Cláudia Almeida procura sempre mostrar o seu esquema de corte: «Há bolos que são muito altos, com 15cm de altura ou mais, e não se cortam da mesma forma que um bolo com 7cm de altura.» 

Depois de garantido o transporte, o acondicionamento adequado e a melhor técnica para o corte, a missão do cake designer está cumprida.

Tenho consciência que que os bolos de casamento são os que mais gosto de fazer. Já me disseram que o auge do meu trabalho são os bolos de casamento. Gosto que o cake design transmita emoções. É tão bom marcarmos a vida das pessoas desta forma! Se posso fazer os outros um pouco mais felizes, então eu sou, sem dúvida, uma pessoa muito feliz. – Cláudia Almeida, Pitada d’Amor

Esperamos ter-vos despertado o apetite. Agora começa o vosso trabalho de pesquisa. Informem-se bem, contactem os profissionais com que mais se identificarem e sigam os conselhos de quem mais sabe deste assunto. Assim se reúnem os ingredientes para um doce resultado!