Created with Sketch.
Marta Ramos

Wise words: Relax!

Amanhã começam as férias no Simplesmente Branco e um pouco por todo o país, também. A Susana já aqui vos deixou as despedidas da época com uma mão cheia de bons conselhos para desacelerar. Hoje é a minha vez e, sendo segunda-feira, dia de wise words, fui à procura de um especialista na matéria para vos ajudar a tirar o maior partido possível dos momentos de pausa – nas férias e no dia-a-dia. Não foi difícil encontrá-lo: a Ana Soares é amiga desta casa e mudou de vida no início deste ano, ao trocar uma carreira em design gráfico na imprensa diária pelo ensino de yoga integral. Hoje, o seu tempo divide-se entre o Dhara Yoga & Mind Center, as aulas particulares (também ao domicílio) e o voluntariado na SPEM – e está muito feliz com a nova rotina. Trocámos dois dedos de conversa com ela e o resultado é um manual de instruções para uma vida mais focada, pausada, feliz.

 

Como é que devemos fazer a transição do ritmo acelerado do dia-a-dia para o desligar nas férias?

Para uma melhor transição, recomendo que mantenham, nos dois primeiros dias, os horários da ‘rotina de trabalho’ (no sono e nas refeições, sobretudo) mas que substituam a manhã atarefada por um grande pequeno-almoço sentado à mesa e sem quaisquer ‘ligações’ – ou seja, sem mensagens, e-mails, Facebook ou Instagram.
Aproveitem para ler o jornal ou pegar naquele livro que está já há tanto tempo à vossa espera. Depois, saiam para uma caminhada tranquila de 20 minutos.
Só então deverão espreitar as tecnologias – televisão incluída – e isto, claro, apenas se sentirem necessidade absoluta de o fazer.

 

E o inverso – como nos prepararmos para o regresso ao trabalho?

No fundo, o processo é semelhante. A chave para uma transição tranquila está nas rotinas. Assim, três dias antes do regresso ao trabalho, introduzam horários de sono e de refeições semelhantes aos que terão que adoptar no fim das férias, com especial atenção à hora de deitar. Outro aspecto importante tem a ver com os hábitos alimentares. É natural que em férias sejamos menos disciplinados não só no que toca às horas de ir para a mesa mas também àquilo que nos espera sobre a mesa; recuperem uma ementa mais saudável e leve com alguma antecedência (e estamos no verão, por isso encher o prato de legumes frescos e encontrar frutas deliciosas para a sobremesa não é nenhum quebra-cabeças!

 

O que é que podemos introduzir no nosso dia-a-dia que nos permita desligar sem estarmos sempre à espera das férias?

A meditação. Pelo menos 15 minutos por dia, todos os dias. Eu prefiro meditar de manhã, dá-me tranquilidade para a pressão do dia-a-dia. Basta sentarem-se de forma confortável, com as costas direitas, e dedicarem esse tempo a prestar a máxima atenção possível à vossa respiração. Observem o ar a entrar e a sair. Lá mais para a frente a experiência transforma-se, mas nada como experimentar. É um processo muito pessoal.

No fundo, trata-se de termos alguns minutos por dia em que estamos conectados connosco, focados no nosso interior, e de darmos assim um descanso à mente. Ela bem precisa, dado que tem muitas – demasiadas – solicitações e estímulos no dia-a-dia.

 

Como é que podemos dominar o stresse e focar a atenção em alturas de tomar decisões importantes?

O caminho é o mesmo: a meditação. Nestes casos pontuais, não são necessários os 15 minutos que recomendo diariamente, mas essa prática regular é o que permitirá que, durante o dia, em momentos-chave, consigamos travar o turbilhão de pensamentos em que estamos sempre mergulhados, parar a mente e dar-lhe uma tarefa simples: observar a respiração. Deste modo ficamos mais tranquilos e mais focados.

 

E no dia do casamento? Que sugere para deixar os nervos todos para trás das costas e usufruir em pleno de todos os instantes?

Vou-me repetir: meditar! Que tal começar o dia sem ligar o telemóvel e partir imediatamente para uma prática de yoga, seguida de 15 minutos de meditação? A seguir, um bom pequeno-almoço, um duche e só então a acção pode começar.
E num momento de aperto durante o dia, lembrem-se de focar a atenção na respiração e naquilo que realmente importa: ser feliz.

 

Obrigada, Ana. E boas férias a todos!

 

Relax na piscina, uma foto de Teresa Freitas

 

Foto de Teresa Freitas.

Marta Ramos

Wise words: Lembranças para os convidados

É mais um dos itens da lista de tarefas que parece coisa fácil de resolver e, por essa razão, costuma ser empurrado para baixo – e depois chega a hora H e entra-se em pânico: o que oferecer aos convidados que diga ‘obrigado por terem vindo’, que seja bonito e que demonstre que vocês pensaram de facto nas pessoas que irão receber as vossas lembranças? As nossas wise words são dedicadas a ajudar-vos a resolver este assunto com elegância e simpatia.

Os nossos fornecedores seleccionados têm várias opções de objectos bonitos que vocês podem personalizar, e que cumprirão muito bem a tarefa de agradecer a presença dos familiares e amigos que partilharam convosco o vosso dia feliz.

. Precisamos mesmo de oferecer alguma coisa aos convidados?
. Não, já lhes estão a proporcionar uma festa e pêras, refeição e baile incluídos. No entanto, agradecer a gentileza da presença é sempre simpático e há maneiras bonitas e simples de o fazer: a mais directa ao coração, é escolherem uma instituição e fazerem um donativo em nome dos convidados. Podem mencioná-lo num pequeno cartão que acompanha um bombom, ou na altura do brinde. – Queres casar comigo?

Foi partindo desta premissa que abrimos criámos a secção PARCEIROS SIMPLESMENTE BRANCO, uma porta aberta a instituições cujo trabalho admiramos. Sabemos que vocês valorizam muito cada um dos convidados do vosso casamento e que lhes querem agradecer a presença com uma oferta de coração. O que melhor do que contribuir, em nome deles, para o bem de quem mais precisa? Quando os vossos convidados receberem um bonito cartão ou um objecto a dizer-lhes que, por intermédio vosso, ajudaram um boa causa, vão saber que o mundo está um bocadinho melhor graças a todos vocês. E isto, meus caros leitores, é amor.

 

 

 

 

«É uma ideia genial, acreditem! Acabam com a pegada ecológica, facilitam alguma logística, ajudam quem precisa, à medida da vossa generosidade, sensibilizam os vossos convidados e amigos e podem, com isso, gerar  toda uma cadeia de partilha de conhecimento e valor para com a instituição que escolheram, de forma pública, informada e, com uma dose de optimismo, viral (e que bonito que isso pode ser…!).

AS QUE SUGERIMOS NA NOSSA LISTA partem de escolhas pessoais, minhas e da Marta: porque conhecemos pessoas envolvidas de ambos os lados (quem lá trabalha e quem foi ajudado), e por contactos profissionais que vamos tendo – todos estes projectos são valiosos e muito importantes nas comunidades que servem, e revemo-nos neles. Já o dissemos – É A NOSSA PARTE FAVORITA DO NOVO SIMPLESMENTE BRANCO.

Considerem doar 1% do vosso orçamento a uma instituição à vossa escolha (é isso mesmo, unzinho!), como substituto das lembranças para os convidados. – Susana Esteves Pinto

Se a ideia vos faz sentido mas ainda assim vos deixa uma sensação de falta – gostavam mesmo de entregar algo de físico aos vossos convidados – juntem o melhor de dois mundos, pois então. Temos três sugestões para arrumarem com graça e com estilo a questão.

A primeira são os chocolates absolutamente divinais da Pedaços de Cacau: seja um bombom, uma pequena tablete, um lollipop – sob diversas formas, o chocolate belga com recheios sumptuosos como o limão, o mel ou – imaginem! – o manjerico, deixará garantidamente uma impressão inesquecível nos apreciadores de coisas verdadeiramente boas.

Outra ideia, que pode ser complementar à primeira, distribuindo ambas pela lista de convidados (mas com critério, e nada de divisões por género!) são as adoráveis garrafinhas de Licor Beirão. Os vossos amigos e familiares vão regressar a casa de coração cheio, um sentimento simbolizado neste brinde de casamento: uma pequena garrafinha que leva, no seu interior, anos e anos de afectos e paixão diluídos naquele que é unanimemente considerado como o licor de Portugal.

A nossa terceira sugestão volta a apontar o foco à instituição que vocês escolherem para brindar com 1% do vosso orçamento: peçam à Molde Design Weddings, à Diferente, à Amor à Portuguesa ou à Caramelo que vos desenhem um cartão bonito ou outro objecto gráfico em que agradecem aos vossos convidados a vinda ao vosso casamento e ainda lhes comunicam que, graças à presença deles, muitos sorrisos se acenderão. Podem também, claro, fazer a encomenda directamente ao vosso fornecedor de convites.

 

 

 

 

Seja qual for a vossa escolha, seja qual for a combinação por que optem, estarão garantidamente a fazer uma boa acção e a inspirar todos os vossos convidados a repetirem o gesto, a acompanharem o trabalho daqueles que vocês decidiram ajudar, e a passar a palavra – nas próximas celebrações, nos próximos casamentos, nos eventos empresariais, onde quer que esteja alguém que constasse da vossa lista, haverá uma possibilidade de que o vosso exemplo seja seguido. Pay it forward, uma receita de uma genialidade absolutamente simples, capaz de mudar o mundo!

Neste momento, encontrarão na nossa sala de visitas dedicada aos Parceiros SB cinco instituições cujo trabalho admiramos profundamente: o Olha-Te, sediado nas Caldas da Rainha, que apoia doentes oncológicos e os seus companheiros de luta com actividades de carácter artístico, lúdico e de desenvolvimento pessoal; a Operação Nariz Vermelho, que espalha alegria pelos nossos hospitais; a Make-a-Wish, que realiza desejos e enche corações; a ENCONTRAR+SE, que encontra caminhos para uma vida com qualidade apesar da doença mental; e a ASBIHP, que se dedica à capacitação e superação das dificuldades de pessoas com Spina Bífida e/ou Hidrocefalia.

Estes são os nossos Parceiros, so far; mas se tiverem algum projecto de estimação a quem queiram dedicar este gesto, força. Acompanhada de um chocolate, de um licor, de um cartão, seja como for, a notícia do vosso donativo em nome dos vossos familiares e amigos será mais um momento de amor no vosso dia. E que melhor lembrança de casamento do que um momento de amor?

Marta Ramos

Wise words: Planear a lua-de-mel

Quando começarem a organizar o casamento, a lua-de-mel irá parecer-vos uma coisa muito longínqua – e podem cair na tentação de adiar esse assunto, com tanta coisa para resolver entre mãos. O nosso conselho é que não o façam. Hoje as nossas wise words são dedicadas a ajudar-vos nessa tarefa, e contamos com a ajuda de uma especialista na matéria: a Andreia Augusto, da I Go Travel.

Poupem sabiamente na lua-de-mel! Muitas vezes, assoberbados com todas as decisões que têm que tomar para o grande dia, os casais escolhem o destino de viagem quase de véspera. Se decidirem isso logo no início do processo e fizerem as vossas reservas atempadamente, isso é dinheiro em caixa! – Queres casar comigo?

Com que antecedência se deve reservar uma viagem de lua-de-mel? Segundo a Andreia, o ideal para aproveitar as tarifas especiais que as companhias aéreas, os operadores turísticos e os hotéis oferecem especialmente aos recém-casados é entre 9 a 6 meses da data de partida. Ou seja, quando fecharem a data do casamento podem começar a tratar do assunto. Reparem, até vos saberá bem intercalar a azáfama dos preparativos com umas idas à agência de viagens para ver imagens do destino paradisíaco que vos aguarda.
Há também outra forma de poupar (não só na lua-de-mel, mas em todas as rubricas do orçamento): casar fora de época. Ás vezes um mês a mais ou a menos pode fazer uma diferença muito assinalável É fazer as contas!
Há cerca de um mês publicámos um real wedding que trazia de bónus um conselho muito útil por parte da noiva:

«Não marcar a viagem de lua-de-mel no dia a seguir ao casamento! Um dia (pelo menos!) para recuperar, é fundamental!»

Tomem nota, que esta é uma óptima sugestão: porquê fazer uma longa viagem com o peso extra do cansaço da festa? Reservem um intervalinho na agenda para recuperar energias e aproveitar ao máximo a emoção da partida.

 

Lua-de-mel na República Dominicana

 

Lua-de-mel na República Dominicana

 

Depois de resolvido o quando, chega a hora de responder à million dollar question: onde?

Provavelmente já fizeram algumas viagens juntos e já conhecem bem os vossos gostos e as vossas preferências. Talvez tenham um destino de sonho guardado para esta ocasião especial. Se assim for, missão cumprida! Mas se estão completamente em branco, podem sempre contar com a opinião fundamentada da agência de viagens. Expliquem ao vosso agente de que é que mais gostam e, não menos importante, de que é que não gostam mesmo nada; descrevam aquilo que imaginam que seriam os vossos dias perfeitos – descanso à beira-mar ou aventura na natureza? Museus e compras ou contemplação zen? Gostam de sentir-se acompanhados ou preferem caminhos menos percorridos?

Estamos a falar no plural, mas vocês são duas pessoas diferentes, e aqui como em todos os outros aspectos da organização do casamento têm que fazer com que isso jogue a vosso favor e não que seja um obstáculo ao entendimento. Façam listas de prós e contras, escolham dois ou três aspectos de que nenhum dos dois quer abdicar, e reservem espaço mental para se deixarem influenciar um pouco também um pelo outro. O importante é que a vossa escolha recaia sobre um destino no qual os dois, juntos, se sintam completamente bem – e viajar é descobrir, não é verdade?

Se estiverem sem ideias, que tal encontrarem um ponto de referência – por exemplo, um livro ou um filme de que ambos tenham gostado e que vos tenha transportado para um lugar bom? Podem agora ser transportados para lá, de facto!

Segundo a I Go Travel, os destinos mais escolhidos pelos portugueses para as próximas luas-de-mel são Vietname, Maldivas, Seychelles, Polinésia Francesa, Maurícias, Tailândia e os tradicionais México e República Dominicana. Também são muitos os casais que optam por combinações de destinos, sendo o top 3 ocupado por Japão + Maldivas, Vietname + Cambodja + Tailândia, e EUA + Polinésia Francesa.

 

Lua-de-mel em Nova Iorque

 

 

Escolher (e pagar!) é convosco; o resto é com a vossa agência de viagens. Para que possam viajar descansados, a I Go Travel pesquisa as melhores ofertas para o itinerário que pretendem, proporciona-vos um serviço personalizado (e até privado, nalguns destinos e para determinadas experiências), dá-vos um número de contacto disponível 24 horas por dia durante toda a vossa viagem e põe-vos em linha com agentes locais que vos prestarão prestam apoio. E no que toca a contas? Bem, quando tiverem decidido o quando e o onde, fazem a reserva e são imediatamente emitidos os bilhetes, mediante o pagamento de 25% do valor total. Os restantes 75% deverão ser liquidados a 3 semanas da data da partida – o que quer dizer, a 3 semanas, mais dia menos dia, da data do casamento, pelo que convém marcarem este assunto a fluorescente na agenda!

É natural que escolham um destino mais ou menos exótico para a vossa lua-de-mel. Se assim for (e mesmo que não vos pareça que seja), é sempre aconselhável fazer algum trabalho de casa. Consultem publicações da especialidade, como a revista Volta ao Mundo, e escolham um bom guia de referência para terem sempre à mão, seja em papel ou em versão digital – como os da Lonely Planet. Isto serve não só para conhecerem um pouco melhor os tesouros, mesmo os mais escondidos, do lugar que irão visitar, mas também – e isto não é de todo menos importante – os hábitos, as tradições e as regras básicas de etiqueta que deverão respeitar. Uma viagem maravilhosa pode ser arruinada por um gesto mal interpretado e isso hoje em dia é tão fácil de evitar que não faz sentido correr riscos. Informem-se e ajam como visitantes, tal como o fazem quando são recebidos na casa de alguém. Serão tão bem recebidos quanto respeitadores se mostrarem por quem vos recebe – e provavelmente ainda farão amizades para a vida.

 

Lua-de-mel nas ilhas Maurícias

 

 

Agora que está tudo tratado, é tempo de relaxar: depois da grande festa (e, preferencialmente, após dia ou dois de descanso), pegam nas malas e rumam até ao vosso destino de sonho. Inevitavelmente, irão cheios de recordações boas e terão oportunidade de relembrar a dois os episódios mais marcantes, mais divertidos, mais emocionantes do vosso casamento.

As pessoas que partilharam convosco o vosso dia feliz estarão, claro, presentes nessas recordações. Que tal aproveitar a oportunidade para enviarem alguns postais simpáticos? Afinal, toda a gente gosta de receber um postal na caixa do correio, com selos de um destino longínquo e imagens de uma paisagem inspiradora – e ainda mais com as palavras felizes de quem o enviou. Esta é uma simpática maneira de tratarem de alguns dos agradecimentos. Podem fazer circular um address book bonito durante a festa (peçam ao vosso fornecedor de convites que vos crie um com a imagem gráfica do vosso casamento) e assim ficam com as moradas de toda a gente – para enviarem os postais mas também para futuras ocasiões, como, por exemplo, o anúncio da chegada de um novo membro à família!

 

Fotos: 1 e 2, República Dominicana, via Dominican Republic Ministry of Tourism; 3 e 4, Nova Iorque, via NYC The Oficial Guide ; 5 e 6, ilhas Maurícias, via Mauritius Tourism.

Marta Ramos

Wise words: Como escolher o vestido de noiva?

Este é um dos assuntos que mais espaço mental vos ocupa desde o dia do pedido – ou, muito possivelmente, desde antes disso. O vestido perfeito – eis aquilo com que todas as mulheres sonham para o dia do seu casamento. Mas como encontrá-lo? Hoje as nossas wise words são dedicadas a essa tarefa, e contamos com a assessoria de uma especialista na matéria, a Sara Silva, da Vestidus, fotografada em acção pela Raquel da Atmosfia nas imagens que ilustram este artigo.

Ora bem, mesmo que já tenham uma ideia do estilo de vestido que gostariam de usar, mesmo que até já tenham acompanhado uma amiga ou uma irmã ao longo do processo de escolha, das provas, etc, esta é a vossa hora da verdade. E, como em todas as rubricas contidas nos preparativos para o grande dia, o primeiro passo é tudo menos romântico – mas é incontornável: o orçamento. O custo do vestido de noiva não deve ultrapassar 10% do vosso orçamento total e deve ser definido desde o primeiro momento em que começaram a fazer contas. Sejam fiéis a esse valor e resistam à tentação de transgredir – por exemplo, procurando apenas vestidos dentro dos valores previstos.

Já têm o quanto; agora vamos ao quando: 9 meses de antecedência para vestidos de catálogo e de 6 a 8 quando se tratar de um vestido feito de raiz. O processo incluirá sempre várias provas (duas ou três, pelo menos), com a última nas semanas que antecedem o grande dia.

Quanto, quando… e como? Responde a Sara«Pesquisar imagens, inspiração. É importante que pesquisem de forma a se identificarem com um determinado estilo ou corte. Numa primeira fase, não importa saber se esse é o estilo que mais a valoriza. Esse momento fica guardado para quando visitarem uma loja e tiverem oportunidade de experimentar os vestidos. Identifiquem o estilo que mais gostam e quais as lojas que têm esse tipo de modelo que vai ao encontro do vosso gosto, localização e orçamento. Depois é o momento de agendar visitas.»

 

 

 

 

Tenham presente que as colecções chegam às lojas no fim do verão, sendo essa a melhor altura do ano para lançar a ‘operação vestido’. Bem, então e que tipo de informações devem fornecer quando marcarem um atendimento numa loja da especialidade? Na Vestidus, eis o que vos pedirão:
1. Que tenham confirmada a data do casamento.
Pode parecer óbvio, mas é o factor que pode determinar se um modelo está disponível ou não para entrega a tempo do grande dia.
2. Qual o orçamento máximo que definiram para o vestido de noiva.
3. Quais os modelos de que mais gostaram no site ou nas redes sociais da loja.
«O site e as páginas de Facebook ou Instagram são hoje o cartão de visita de um empresa e torna-se ainda mais importante no caso de uma loja de noivas. Pedimos sempre que nos enviem as imagens dos modelos que mais gostaram do nosso site e tentamos mantê-lo atualizado. Fazer essa pesquisa, mesmo no caso das lojas em que não lhe pedem essa informação, ajuda-a a ter uma ideia do tipo de modelo que vai encontrar e dessa forma seleccionar os modelos e as lojas com que mais se identifica», explica a Sara.

Quando chegar o dia da primeira ida à loja, levem mente aberta e disponível para experimentar as sugestões que vos apresentarem.

Temos muitas noivas que nos agradecem por sugerirmos vestidos que à partida não fariam parte da sua escolha, mas que acabam por ser os eleitos. – Sara Silva

Levem companhia, se quiserem partilhar a emoção e se precisarem de segundas opiniões: a mãe, a irmã, a melhor amiga ou quem mais sentido fizer para vocês. «Na Vestidus, não recomendamos mais do que 3 pessoas por prova. Partilhamos a opinião de várias lojas de vestidos de noiva internacionais, como a Kleinfeld Bridal do programa ‘Say yes to the dress’: “Bringing more than 3 others can take the focus off of you.”»

Levem também uns sapatos com a altura de salto que pretendem usar no dia do casamento, e lingerie confortável, de preferência cor de pele, sem alças e sem costuras. Nas últimas provas já deverão usar os acessórios definitivos, mas sobre isso receberão o devido aconselhamento na loja.

 

 

 

 

O que é que devem ter em conta, sempre? Aquilo que mais vos favorece, claro, e um bom especialista poderá aconselhar-vos mesmo antes de experimentarem seja o que for; o vosso conforto (afinal, vai ser um dia longo e muito activo); e aquilo que não vos transforme em algo que não são. Procurem ver no espelho, como canta tão bem a Fiona Apple, a better version of me.

Se não acertarem à primeira, nada de nervos, e essa ideia feita de que quando vestirem o vestido certo, saberão, é um mito: o vestido certo é tão só e apenas uma segunda pele. E isto significa que flui convosco e que vos deixa um sorriso e brilho no canto dos olhos. Se acontece à primeira, se precisa de 7 provas ou vários dias para decidir, não conta na equação e é apenas a vossa personalidade (e instinto!), a funcionar.

Ao reservarem o vestido, é-vos solicitado um depósito. A loja fará a encomenda ao fabricante e dir-vos-á a data estimada de chegada. Podem ser rápido ou demorar alguns meses, por isso não desesperem. Assim que o vestido chegar, serão contactadas para agendarem a prova, os ajustes e a entrega.

Chegaram aqui e esta conversa toda só vos cria anticorpos? Tules, rendas e vestidos de princesa não vos dizem nada…? Repetimos, nada de nervos! Este é um dia especial, e o que se quer, são as melhores versões de cada um dos envolvidos. – Queres casar comigo?

Se as lojas de vestidos de noiva não são a vossa cara, então têm aqui uma oportunidade de ouro para mergulhar nas colecções de pronto-a-vestir que sempre desejaram conhecer melhor. Escolham algumas marcas mais sofisticadas e materiais de qualidade superior, façam o vosso trabalho de campo e depois é só ir experimentar. Basta caprichar nos acessórios, poucos e bons, para que a magia aconteça!

 

Bem, e os acessórios são, claro, todo um assunto que abordaremos numa próxima oportunidade. Deixamos apenas uma nota: menos é mais! Se vão usar uma peça de cortar a respiração, deixem-na cumprir a sua função e brilhar, de forma singular e única, seja um par de brincos, uma tiara, um colar, uma pulseira, um travessão, os sapatos, o próprio vestido. Essa será a peça dominante, as outras apenas acompanham e dão suporte. Save

Marta Ramos

Wise words: Como encontrar o espaço perfeito para o casamento?

A partir do momento em que têm uma data em mente e um número de convidados definido, é chegada a hora de escolher o espaço para a vossa festa. Hoje as nossas wise words são dedicadas a essa escolha – e contamos com a colaboração das Histórias com Alma, da Ana e do Francisco, que vos trazem conselhos úteis e imagens bonitas da sua Casa Grande do Fontão.
Já que começámos por falar na data:

Hoje, a grande maioria dos espaços já tem as principais datas de 2019 reservadas. – Histórias com Alma

Assustador? A verdade é que este é um dos casos em que a antecedência vale ouro. Normalmente, um ano é o tempo que deverão acautelar entre a vossa escolha de espaço e a data do vosso casamento. Haverá quem estique esse intervalo, sobretudo para casar no pino do verão e num local particularmente concorrido. Por isso, se o vosso calendário é curto, uma das soluções passará por flexibilizar a data do grande dia: as sextas-feiras, os domingos, alguns feriados a meio da semana e os meses menos comuns podem significar diferenças interessantes no orçamento final e assegurar a disponibilidade do espaço dos vossos sonhos – e tudo isto é, claro, válido igualmente para os restantes fornecedores.

Se têm a agenda com folga e o dia não está aberto a discussão, então comecem o quanto antes. Com data e número de convidados em mente, o passo seguinte será definirem o ambiente que mais vos agrada. As possibilidades são quase ilimitadas: um hotel, um restaurante, uma quinta, uma galeria ou sala bonita, um palácio, um jardim, uma casa de família, podemos dizer que qualquer sítio, desde que reúna as condições apropriadas, pode ser transformado no vosso local ideal para casar. Uma casa, dissemos nós? Sim, e falaremos detalhadamente sobre essa possibilidade num dos póximos wise words. Hoje focamo-nos mais nos espaços dedicados a receber eventos.

 

 

 

 

 

O método que temos vindo a aconselhar para outras tomadas de decisão aplica-se também aqui. Já sabem: pesquisar, escolher cinco, contactar o top 3.

A oferta é muita e quase sempre acompanhada do serviço de catering, o que faz desta a maior fatia do vosso orçamento. O processo merece, por isso, tempo e ponderação na mesma medida. – Queres casar comigo?

O ponto de partida são os números. A vossa lista de convidados irá, logo de início, excluir algumas hipóteses, ou porque são muitos, ou porque são poucos. A seguir, o caminho divide-se, grosso modo, em dois: uma oferta do pacote completo ou um desafiante cenário em branco, onde a vossa visão e investimento (de tempo, dinheiro e energia) fará a magia. Ambos têm potencial e resultarão num dia espantoso, cabe-vos apenas perceber o que vos serve melhor, com mais conforto e menos dificuldades e angústias no processo.

Na hora de começar as visitas, não saiam de casa sem a vossa lista de perguntas a fazer e questões a esclarecer:

. A capacidade da sala;

. O que está e não está incluído no valor;

. Trabalham em exclusividade com o serviço de catering próprio ou permitem outros fornecedores da vossa escolha?

. Confirmem o que o espaço permite e o que proíbe (como decoração feita por terceiros ou aluguer de mobiliário extra, por exemplo). Não aceitem a “decoração da casa” com o argumento de que é tendência ou única opção, o diálogo e flexibilidade são sempre o melhor caminho;

. Hora de início e de fim da vossa festa;

. Se pretendem que a cerimónia decorra no mesmo espaço da festa, verifiquem a capacidade dos espaços exteriores, nomeadamente a oferta de sombra (façam contas à posição solar);

. Inspeccionem casas de banho, acessos (estacionamento incluído) e espaços exteriores (sem esquecer, novamente, os pontos de sombra!) Tomem nota também do mobiliário de apoio, aquecimentos para as noites mais frescas, dimensões dos espaços e alguns detalhes de segurança, por causa dos mais pequenos e dos mais velhos;

. Peçam para ver as opções de atoalhados e loiça; caso tenham um ar desgastado, perguntem se é possível alugar outros (o custo deverá estar sempre do lado do fornecedor); e vejam também uma mesa montada, completa.

. Avaliem devidamente o espaço: se é escuro e está em mau estado, a decoração não resolverá tudo, há situações estruturais que não têm solução.

 

 

 

 

 

Esta visita deverá ser feita com tempo e calma, máquina fotográfica na mão e caderno de notas a postos. É fundamental que inquiram sobre todos os itens e tomem nota de tudo aquilo de que gostaram mais e menos. E, claro, estejam atentos à forma como vos recebem e como acolhem as vossas dúvidas e sugestões.

Uma boa equipa de trabalho não é aquela nos que apresenta sempre as mesmas soluções e sempre as mesmas fórmulas. Para nós, cada cliente tem uma diferente expectativa, diferentes vivências e culturas e devemos saber ouvi-los e, a partir daí, começar a construir o seu evento, apresentando um projecto criativo e processos de personalização com os quais os clientes se identifiquem de forma gradual, profissional e simplificada. – Histórias com Alma

Uma coisa importante é também assegurarem a articulação entre o espaço e os outros fornecedores. Se a decoração é por vossa conta (particular ou de um profissional contratado), sejam exigentes e claros, façam as devidas apresentações antecipadamente e afinem e promovam a sintonia entre todas as partes. Detalhar é importante, e por isso acertar responsabilidades, tarefas, timmings e contactos é fundamental para que tudo flua de modo sereno, profissional e ágil. Não se esqueçam de confirmar horários e disponibilidades para as montagens e desmontagens dos fornecedores externos.

E, claro, para que não haja surpresas desagradáveis, deverão sempre conversar sobre um plano B. Certamente estão a pensar em dias soalheiros e temperaturas amenas, mas se o plano principal é ao ar livre, certifiquem-se de que há uma opção alternativa no interior, à vossa disposição e em perfeitas condições de utilização. Confiram a meteorologia na semana anterior, não confiem demasiado na sorte, e se for caso disso, ponham em marcha as alternativas planeadas.

 

 

 

 

 

Depois de visitarem os espaços que elegeram durante as pesquisas, pesem prós e contras de cada um deles. Retomem o contacto com quem vos recebeu para esclarecer dúvidas e considerar outras opções que não vos tenham ocorrido durante a visita; e façam-no por telefone, que é mais produtivo e poderão trocar ideias na hora, em vez de perder tempo a trocar e-mails.

Já decidiram? Óptimo! Confirmem que tudo o que negociaram está no papel. Se se sentem confortáveis com as propostas apresentadas, acertem e assinem o contrato.

Na nossa romântica opinião, pensamos que existe um espaço ideal para cada evento. Sentimos, quase de todas as vezes, que quem nos vem visitar e conhecer e se emociona com as nossas Histórias com Alma é o nosso cliente e vai eleger-nos como o seu espaço. – Histórias com Alma

Na nossa romântica opinião, concordamos com a Ana e o Francisco. Estejam atentos a todos os detalhes de que vos falámos – é um investimento demasiado importante para ser decidido de ânimo leve, claro. Mas escutem atentamente o bater dos vossos corações: se acelerar ao entrarem num espaço em particular, se conseguirem ver-vos, e aos vossos convidados, naquelas salas e naqueles jardins, se sentirem um aperto emocionado no peito ao imaginar a primeira dança daquele cenário… então, muito provavelmente, encontraram o eleito.

Save

Marta Ramos

Wise words: como escolher a banda sonora do dia do casamento?

As nossas wise words de hoje são musicais. A música é um dos principais ingredientes de qualquer festa que se preze, quanto mais de uma festa de casamento – até porque, neste caso, estamos a falar de uma banda sonora, com todo o compromisso que isso implica. O vosso dia terá vários momentos distintos, com mais ou menos formalidade, com mais ou menos emotividade, com mais ou menos intensidade. E claro que vão querer que a música seja adequada a cada um deles.

Assim sendo, não deixem este aspecto deslizar demasiado para o fim da lista de assuntos a tratar. Os bons profissionais de animação para casamentos têm a agenda bastante carregada, por isso vão querer começar a contactar os candidatos com antecedência; e, mesmo depois de feita a vossa escolha, há muitos pormenores a definir, pelo que convém começar o quanto antes.

E começar por onde? Pela pesquisa, aconselha a Jukebox, o nosso fornecedor seleccionado designado para nos guiar neste assunto:

Antes de dirigirem um pedido de informação aos profissionais que estão a considerar, façam uma pesquisa sobre os mesmos. Ao fazer a abordagem, demonstrem algum conhecimento e refiram precisamente quais foram os aspectos que despertaram o vosso interesse neste ou naquele projecto. Comuniquem de forma clara e objectiva quais são as vossas expectativas em relação à colaboração dos profissionais em questão na vossa festa.

Estamos a falar de uma actividade complexa e específica, rodeada de termos técnicos e de nuances – como os horários de participação dos profissionais numa festa, o tipo de equipamentos que têm disponíveis, o grau de alinhamento prévio da prestação do serviço versus os pedidos de última hora. A primeira coisa a fazer será, então, pesquisar, conhecer os diversos tipos de serviços existentes e dominar algum do vocabulário associado.

E a segunda? Definir exactamente aquilo que vocês querem. Um coro clássico na igreja, o trio de jazz a receber os convidados na festa, uma pista de dança a ferver pela noite dentro? E a abertura da pista? E o corte do bolo? Desenhem cada momento e visualizem (ou, melhor, ouçam com atenção) a música que os acompanhará na perfeição.

 

 

 

Há ainda um outro aspecto que devem acautelar previamente: os valores. Façam um pequeno estudo de mercado, perguntem a quem tenha casado recentemente, contactem alguns profissionais apenas com a indicação de que precisam de conhecer as balizas dos orçamentos que se praticam nos dias de hoje para se poderem guiar. Só assim estarão verdadeiramente equipados para reagir aos números que os vossos preferidos vos apresentarem.

Está então na altura de fazer os contactos. Já sabem que o nosso conselho é sempre no sentido de afunilar. Não adianta nada enviar emails impessoais a vinte fornecedores, porque nem eles serão capazes de vos responder cabalmente sem informações detalhadas nem vocês poderão avaliar o grau de adaptabilidade, de sintonia e de empenho do lado de lá. Por isso, pesquisem, peçam referências, vejam vídeos, leiam testemunhos de clientes e fixem uma mão cheia de eleitos. E, desses, contactem os três primeiros da lista com um email atencioso e bem explicadinho. Por exemplo, se não incluírem a data e o local no primeiro contacto, os fornecedores não poderão garantir-vos a sua disponibilidade. Apresentem os factos e a vossa ideia para o dia e, idealmente, agendem uma reunião presencial.

Tendo em conta que haverá certamente muito vocabulário técnico nas trocas de impressões, uma boa solução pode passar por solicitar o agendamento de uma reunião e pedir ao profissional que explique, em linguagem comum, o que representam todos os aspectos da prestação de serviços. – Jukebox

Uma das variáveis que encontrarão neste tipo de serviços é a do horário de presença dos profissionais na festa. Isto é importante? Para a Jukebox, sim: «Em Portugal, dependendo de uma série de factores, um casamento terá cerca de 12 horas de período útil, ou seja, 12 horas de aproveitamento real pelos anfitriões e convidados. Tendo isto em mente, faz sentido estabelecer os períodos de participação e as fases em que se inserem os diferentes fornecedores, acautelando os tempos de cada um. E o facto de se ter um período acordado com um limite previamente definido pode até potencializar o melhor aproveitamento desse serviço, saindo assim valorizada a prestação dos vossos fornecedores e, em última análise, a vossa festa.»

Faz sentido, de facto. Estamos a falar de pessoas, logo, de recursos de energia limitados. Não adiantará grande coisa contratarem um serviço sem limite de horas se depois os profissionais estiverem exaustos e se tornarem mecanizados ou repetitivos. Planeiem o vosso dia tal como querem que aconteça, articulem com o espaço a questão dos horários (até que horas é possível ter uma pista de dança a bombar) e apresentem essa informação devidamente organizada aos profissionais de animação com que forem reunir. Não se esqueçam de incluir as vossas preferências musicais e a caracterização do conjunto dos vossos convidados. Quanto mais informação transmitirem aos profissionais, melhor eles poderão ajustar o seu alinhamento ao perfil da festa que vocês desejam.

Este esforço de planeamento é recompensado com tranquilidade, no dia do casamento. Quanto mais detalhado for o trabalho prévio, quanto mais sintonizados estiverem os animadores com as vossas expectativas, mais se poderão libertar de preocupações no grande dia e serem simplesmente os anfitriões simpáticos e felizes. O resto rola por si.

 

 

 

Preparem com esmero a primeira dança, dando o devido relevo ao momento – seja qual for o vosso gosto musical! Façam-se anunciar e ao fim de alguns momentos, chamem os convidados à pista, envolvam-nos de forma feliz e divertida. Que tal combinar com o DJ uma música para os pais, outra para os padrinhos e ainda para os amigos? Façam as devidas introduções e convites para dançar e apresentem-nos com umas palavrinhas simpáticas. – Queres Casar Comigo?

Os detalhes, claro! Ficou para o fim mas não é de todo um assunto menor. É apenas aquele a que se poderão dedicar com atenção, depois de contratado o vosso profissional de eleição e de definidas as guidelines para a animação musical de todo o dia. Se um de vocês quiser surpreender o outro com uma canção; se andaram a ensaiar uma dança de arrasar para supreenderem tudo e todos na abertura da pista; se têm uma memória bonita de um filme e querem reproduzir o mesmo ambiente numa ocasião que seja importante para vocês, como a entrada na igreja ou o corte do bolo; se gostavam de surpreender os vossos pais, convidando-os para dançar ao som da música ‘deles’… Vale tudo para que o sonho se concretize. Planeiem, planeiem, planeiem – improvisos de última hora e interrupções do alinhamento dos profissionais não são boa ideia para ninguém. Mas, com tudo devidamente arrumado com antecedência, o céu é o limite!

Uma última ideia, que não tem a ver com estes profissionais especificamente mas sim com a noção de banda sonora do vosso dia: não se esqueçam de conversar com os vossos videógrafos sobre o estilo de música a escolher para o vosso filme. Afinal, essa banda sonora é mesmo para sempre.

 

Ainda se lembram do primeiro passo? Pesquisar: e é aqui que devem começar.

Marta Ramos

Wise words: Como escolher os profissionais de fotografia e vídeo?

A fotografia e o vídeo serão das primeiras alíneas que quererão ver resolvidas na checklist de organização do vosso casamento. Percebe-se porquê: as imagens que daí resultarem serão as memórias palpáveis que vos ficarão para reviver o dia ano após ano, para partilhar com gerações futuras, para construir a história palpável da vossa família e poder contá-la a quem não tenha assistido a todos os episódios. Se vão investir, tanto em dinheiro com em tempo e dedicação, para que todos os detalhes do vosso casamento estejam perfeitos, quererão investir igualmente em guardiões desses detalhes que vos façam brilhar.

Há muitos bons profissionais da imagem a trabalhar em Portugal, é um motivo de orgulho para nós – só aqui na nossa lista de fornecedores seleccionados encontrarão mais de 50 fichas para analisar. Então, a questão que se coloca agora é: como escolher?

Para que possam desfrutar verdadeiramente do prazer de revisitar e de partilhar este breve dia um ano, dez anos, vinte anos depois, com a mesma emoção à flor da pele, recomendamos que escolham com o coração e a razão. – Queres casar comigo?

Para nos ajudar a compor este artigo, pedimos algumas dicas ao Luís e à Marta da Lounge Fotografia – e eles, já com a agenda cheia e à espera de gémeos, nem hesitaram em ajudar – com wise words e, claro, com as belas imagens que as acompanham.

 

 

 

 

Para começar, a antecedência! Os melhores profissionais são também os mais concorridos, e no caso dos fornecedores que terão que estar presentes no dia do casamento isso implica que ou vocês fecham a data primeiro, ou alguém o fará no vosso lugar. Seis meses no mínimo, mas um ano dá-vos mais folga. Comecem por analisar os vossos sites de referência com descontracção. Vão anotando os nomes que vos agradam e tomem notas para cada um deles. Lembrem-se de que a palavra-chave aqui é afunilar, por isso qualquer coisa que vos desagrade deve empurrar o nome correspondente para o fim da lista.

Lembra-nos a Lounge de que «muitas vezes as pessoas acham que os fotógrafos são todos iguais, e não são! Há estilos muito próprios, posturas diferentes, níveis de experiência diferentes.» Então, depois de verem e reverem os trabalhos dos vossos candidatos online, e depois de ordenarem e reordenarem a lista de preferências, peguem nos cinco primeiros nomes de fotografia e de vídeo e arrumem os restantes. Contactem o top 3 – com um email personalizado, simpático e já com muita informação relevante, para agilizar o processo. As respostas que receberem também vos ajudarão a confirmar se estão no caminho certo. É uma coisa que se sente, se a pessoa do lado de lá está verdadeiramente sintonizada convosco ou não. Próximo passo: agendar reuniões presenciais.

 

 

 

 

Levem uma listinha de assuntos essenciais convosco – não se preocupem que o Luís e a Marta ajudaram-nos a prepará-la para vocês:

. ver, pelo menos, um álbum/filme completo de um casamento (uma coisa é agrupar imagens fantásticas, outra contar a história inteira do dia com graça);

. confirmar quais são os membros da equipa a estar presentes no vosso casamento;

. acertar quais os graus de interferência no dia que são confortáveis para ambas as partes (pausas para sessões a dois, fotos de grupo, etc.);

. alinhar as fotografias que não podem faltar (dependendo da vossa vontade, claro, poderão ser fotos com os pais, com os avós, com os amigos – sejam quais forem as vossas escolhas, ponham-nas desde logo por escrito) e nomear um mestre de cerimónias, ou seja, o vosso braço direito que, no dia, ajudará os fotógrafos e videógrafos a encontrar as pessoas certas para as fotografias solicitadas, sem que tenham que ser vocês a preocupar-se com isso;

. definir bem prazos de entrega das fotos e do álbum final, e de vídeos highlights + filme completo;

. clarificar se os valores finais incluem IVA.

Se acham que se identificam com o trabalho apresentado mas resta ainda alguma dúvida, agendem uma sessão de noivado. É a melhor ocasião para quebrar o gelo e verem a forma de estar dos fotógrafos/videógrafos: se são descontraídos, afáveis, divertidos, se vos fazem rir, se vos direccionam muito ou pouco. E, no final, sentir se há magia nas imagens entregues! – Lounge

As e-sessions são, de facto, um factor importante neste processo. Mesmo que já tenham decidido, não saltem essa parte. Para além de serem memórias acrescida, é uma oportunidade de ouro para interagirem com os fotógrafos e videógrafos que estarão encarregues de registar o dia do vosso casamento. Ganha-se à vontade e descontração, que serão essenciais no grande dia; afinam-se vontades e expectativas; e, de repente, já vocês tratam as câmaras por tu e já elas vos conhecem de cor, de modo que tudo flui com muito mais naturalidade.

 

 

 

 

Este é o vosso dia. Gravem-no nos sentidos, da forma mais doce; e em imagens, da forma mais profissional. – Queres casar comigo?

Ora bem, então, recapitulemos. Analisem a oferta com antecedência e, na hora do aperto de mão, não descurem o contrato – leiam e confirmem cada detalhe. Desistam de quem não vos responde em tempo útil, ou o faz de modo pouco profissional, evasivo ou invasivo – e confiem no vosso instinto, dêem relevância à empatia, já que no dia do casamento vocês vão precisar de sentir que estão todos na mesma equipa. Certifiquem-se de que o profissional que estará presente no vosso casamento é mesmo aquele que vocês preferem, quando se trata de empresas com equipas grandes. Confiem nas dicas dos profissionais mas não se esqueçam de que a última palavra tem que ser a vossa. Se sentirem que de lado de lá estão a puxar numa direcção que vai contra a vossa natureza, acreditem, não vai resultar. A qualidade do trabalho dos fotógrafos e videógrafos que vocês escolherem deve ser, claro, um argumento de topo; mas valorizem igualmente a qualidade do atendimento. Se se sentirem acarinhados, certamente que o vosso casamento será filmado e fotografado na mesma medida.

Posto isto, a palavra final é… descontraiam! Sim, é possível. Vivam o vosso dia plenamente, sintam cada instante, saboreiem cada emoção, cada gargalhada. E depois deleitem-se com as imagens.

 

Agora, peguem nestas wise words e comecem já a pô-las em prática, passando a pente fino a nossa selecção de fornecedores de fotografia e de vídeo. Têm muito trabalho pela frente, é verdade: mas o resultado final será garantidamente espectacular.