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Susana Pinto

Dicas para casar: como encontrar o espaço certo para o casamento?

Hoje vamos dar sugestões para encontrar o espaço de casamento.

Depois de termos falado de orçamentos e de fornecedores, o passo que se segue é reservar o espaço que cumpre a visão que têm para o mais bonito dos dias. Nesta altura, já terão uma data preferida e um número de convidados alinhavado, o que ajuda a afinar as escolhas possíveis.

 

O espaço e o catering representam a fatia maior do orçamento, e isso pode ser um bocadinho assustador. Neste caso, a antecedência joga a vosso favor, não só porque há mais oferta disponível, como também vos permite ir reunindo um pé-de-meia com maior tranquilidade.

É muito comum planear este passo com um ano de antecedência. Se estão de olho num espaço particularmente concorrido e nas datas mais procuradas (como os dois primeiros fins-de-semana de Setembro), convém alargar esse timming, para garantir que conseguem o cenário que querem, como o querem.

Por outro lado, se a vossa agenda é mais apertada, uma das soluções passará por flexibilizar a data do grande dia: as sextas-feiras, os domingos, alguns feriados a meio da semana e os meses menos concorridos podem significar diferenças interessantes no orçamento final e assegurar a disponibilidade do espaço dos vossos sonhos – e tudo isto é, claro, válido igualmente para os restantes fornecedores.

 

Espaços para casar: Quinta do Hespanhol Espaços para casar: Quinta do Hespanhol Espaços para casar: Quinta do Hespanhol

Dominado este trio de agenda, data e número de convidados, passamos ao ambiente e decoração. O que procuram, qual é a vossa visão para este belo dia?

As possibilidades são quase ilimitadas: interior, exterior ou ambos? Um hotel urbano e moderno, um restaurante na praia, uma quinta rústica e com vinha, uma galeria  de arte ou sala bonita, um palácio, um jardim, uma casa de família, um monte no Alentejo?

Podemos dizer que qualquer sítio, desde que reúna as condições apropriadas, pode ser transformado no vosso local ideal para casar.

Mantemos a nossa recomendação de sempre, para qualquer tomada de decisão: saber é poder, por isso, façam as vossas pesquisas de fornecedores,  escolham cinco, contactem três. Se não encontram o que procuram à primeira, repitam o esquema.

 

O ponto de partida para sustentar a vossa decisão devem ser os números. A dimensão e tipologia da vossa lista de convidados irá, logo de início, excluir algumas opções, ou porque são muitos, ou porque são poucos. A seguir, o caminho divide-se, grosso modo, em dois: uma oferta do pacote completo ou um desafiante cenário em branco, onde a vossa visão e investimento (de tempo, dinheiro e energia) fará a magia. Ambos têm potencial e resultarão num dia espantoso, cabe-vos apenas perceber o que vos serve melhor, com mais conforto e menos dificuldades e angústias no processo.

 

Na hora de começar as visitas, não saiam de casa sem uma lista de perguntas e questões a esclarecer. Estas são algumas, que achamos fundamentais:

 

  • capacidade da sala;
  • o que está e não está incluído no valor;
  • hora de início e de fim de festa;
  • têm catering próprio ou permitem outros fornecedores da vossa escolha;
  • confirmem o que o espaço permite e o que proíbe (como decoração feita por terceiros ou aluguer de mobiliário extra, por exemplo). Se não gostam, não aceitem a “decoração da casa” com o argumento de que é tendência ou única opção, o diálogo e flexibilidade são sempre o melhor caminho;
  • se pretendem que a cerimónia decorra no mesmo espaço da festa, verifiquem a capacidade dos espaços exteriores, nomeadamente a oferta de sombra (façam contas à posição solar na hora da cerimónia);
  • inspeccionem casas de banho, acessos (estacionamento incluído) e espaços exteriores (sem esquecer, novamente, os pontos de sombra!) Tomem nota também do mobiliário de apoio, aquecimentos para as noites mais frescas, dimensões dos espaços e alguns detalhes de segurança, por causa dos mais pequenos e dos mais velhos;
  • peçam para ver as opções de atoalhados e loiça; caso tenham um ar desgastado, perguntem se é possível alugar outros (o custo deverá estar sempre do lado do fornecedor); e vejam também uma mesa montada, completa.
  • avaliem devidamente o espaço: se é escuro e está em mau estado, a decoração não resolverá tudo, há situações estruturais que não têm solução.

 

Esta visita deverá ser feita com tempo e calma, façam algumas fotografias e tomem notas. É fundamental que inquiram sobre todos os itens e anotem de tudo aquilo de que gostaram mais e menos. E, claro, estejam atentos à forma como vos recebem e como acolhem as vossas dúvidas e sugestões.

Uma boa equipa apresenta diferentes fórmulas e soluções: cada casal tem expectativas diferentes, vivências diferentes e culturas diferentes, e um bom profissional saberá ouvir, interpretar e ler o seu cliente.

E por falar em equipa, assegurem-se de que existe uma articulação bem oleada entre o espaço e todos os outros fornecedores envolvidos.

 

Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol Espaços para casamento: Quinta do Hespanhol

Se a decoração é por vossa conta (particular ou de um profissional contratado), sejam exigentes e claros, façam as devidas apresentações antecipadamente e afinem e promovam a sintonia entre todas as partes. Detalhar é importante, e por isso acertar responsabilidades, tarefas, timmings e contactos é fundamental para que tudo flua de modo sereno, profissional e ágil. Não se esqueçam de confirmar horários e disponibilidades para as montagens e desmontagens dos fornecedores externos.

E, claro, para que não haja surpresas desagradáveis, deverão sempre conversar sobre um plano B. Certamente estão a pensar em dias soalheiros e temperaturas amenas, mas se o plano principal é ao ar livre, certifiquem-se de que há uma opção alternativa no interior, à vossa disposição e em perfeitas condições de utilização. Confiram a meteorologia na semana anterior, não confiem demasiado na sorte, e se for caso disso, ponham em marcha as alternativas planeadas.

 

Depois de visitarem os espaços que elegeram durante as pesquisas, listem prós e contras de cada um deles. Retomem o contacto com quem vos recebeu, para esclarecer dúvidas e considerar outras opções que não vos tenham ocorrido durante a visita. Façam-no por telefone, que é mais produtivo e poderão trocar ideias na hora, em vez de perder tempo a trocar e-mails.

Com a vossa decisão tomada, vamos às formalidades: confirmem que tudo o que negociaram está no papel, incluíndo informação detalhada sobre cancelamentos, imprevistos, responsabilidades de parte a parte e as condições e formato de pagamento. Se se sentem confortáveis com tudo o que está listado, assinem o vosso contrato.

 

Quinta do Hespanhol - espaco para casamentos

Espaço para casamentos - Quinta do Hespanhol

Na nossa romântica opinião, existe um espaço à medida de cada casamento, grande, pequeno, intimista, festivo, exuberante, singelo. E vocês vão encontrá-lo, não duvidem!
Estejam atentos a todos os detalhes de que falámos – é um investimento demasiado volumoso para ser decidido sem ponderação. Mas escutem, também, o bater dos vossos corações: se acelerar ao entrarem num espaço em particular, se conseguirem ver-vos, e aos vossos convidados, naquelas salas e naqueles jardins, se sentirem um aperto emocionado no peito ao imaginar a primeira dança daquele cenário, se é o sítio onde o “sim” vos põe uma lágrima no canto do olho… então, muito provavelmente, está encontrado o espaço dos vossos sonhos!

 

Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todas as dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

Estas imagens bonitas são da Quinta do Hespanhol, um magnífico espaço nos arredores de Lisboa. Espreitem a sua ficha de fornecedor e marquem uma visita com a Ana Thomaz.

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Susana Pinto

Dicas para casar: escolher os melhores fornecedores para o casamento

Como escolher os melhores fornecedores para para o casamento? Pois esta é a questão a que respondemos esta semana!

Depois do “Sim!”, depois de anunciada a grande novidade, depois de escolhida a data, depois de termos um valor redondinho no nosso orçamento, o que se segue?

A busca dessa equipa de sonho que são os vossos fornecedores seleccionados para o mais bonito dos dias, que se quer doce, feliz e sem solavancos.

 

O mercado nacional é vibrante, está repleto de novos talentos cheios de ideias frescas e também de profissionais maduros, experientes, que atravessaram todo o tipo de cenários. Uns comunicam melhor que outros, uns estão mais à vista do que outros, e nem toda esta informação visual – ou a sua ausência –  é um reflexo literal das suas capacidades profissionais. Há que olhar para as redes sociais com uma certa leveza a corroborar com uma visita e reunião ao vivo, e nunca como garantia absoluta, única e suficiente.

 

O vosso plano é encontrar bons fornecedores e, do outro lado, saibam que também se apreciam e procuram bons clientes, por isso, a procura deste par perfeito deve ser cuidada, inteligente e simpática.

Os casamentos são uma área de negócio muito exigente, com desgaste físico e grande investimento financeiro, sempre com nervos e emoções à flor da pele. Estamos a tomar decisões que afetam um grupo alargado de pessoas que são importantes para nós, cujo custo pode representar meses largos de poupanças e cujo resultado está num horizonte ainda distante.

Proporcionar, com gosto e competência, uma bela festa (da parte do fornecedor) e respeitar o custo e profissionalismo de quem executa (da parte dos noivos) são as duas faces da mesma moeda; quanto melhor e mais saudável for esta relação, mais perfeito será o dia, para todos.

 

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Vamos a isto?

 

Consultar sites especializados e amigos recentemente casados são os passos a dar e o caminho mais curto para perguntas e respostas consistentes.

No Simplesmente Branco, a lista de fornecedores é seleccionada em função da qualidade do portefólio e da prestação do serviço, mas também da presença online, organizada, profissional e clara. São factores que consideramos importantes e fundamentais para que a confiança exista: identificação do profissional e do serviço prestado, contactos detalhados e conteúdos actualizados. Quando alguém não investe no seu negócio e não o comunica com gosto, brio e profissionalismo, será que o vai fazer com a vossa festa? Temos dúvidas e não recomendamos.

 

Naveguem com calma, de forma organizada e alguma demora pelas listas de fornecedores seleccionados, procurem sinais do que mais se identifica com o vosso gosto e com o que estão à procura, e escolham até cinco candidatos (mais do que isso só vos trará confusão, angústias e perda de tempo). Feitas as listas de contactos, vamos iniciar a conversa.

E é mesmo disto que se trata, não de uma consulta anónima, curta e pouco simpática, mas do início de uma boa conversa, com a formalidade necessária e um belo sorriso… como quando apertamos a mão a alguém que acabámos de conhecer.

 

Peguem na vossa selecção de cinco fornecedores e contactem os três do topo. Preparem um email bem construído, com textos curtos e claros, algum detalhe e uma dose certa de simpatia – quem o receber terá gosto em responder e em conhecer-vos, garantidamente.

Apresentem-se de forma sucinta, indiquem a data e o local (geográfico), e listem, detalhadamente, o que procuram. Dêem o máximo de informações pertinentes (mas sem necessidade de se exporem em demasia), que ajudarão o outro lado a ter uma ideia mais clara do que pretendem, o que conduz a um orçamento mais rápido e menos abstracto. Poupar tempo a ambas as partes é um bónus valioso!

Escrevam um email-tipo, mas personalizem o envio. Se fizeram o vosso trabalho de casa, saberão os nomes dos profissionais que estão a contactar e o que gostaram no seu trabalho. Essa é uma óptima forma de entrar no assunto, sem esquecer uma despedida simpática e um agradecimento pelo tempo despendido (sem custos para vocês!). Inquéritos de grupo não são simpáticos. Quem passa dias a receber pedidos de cotação e a elaborar orçamentos com detalhe, aprecia saber que foi escolhido e que o seu trabalho está a ser valorizado.

 

Estas boas práticas não são devidas apenas aos noivos, do outro lado também há preceitos e factores relevantes a ter em conta e expectativas a cumprir. Que tipo de respostas vos deram? A informação foi pouco clara ou evasiva, ficaram com mais dúvidas? Demoraram demasiado tempo a responder? Precisaram de colocar a mesma questão várias vezes? Contactaram por telefone para o único número indicado e ninguém vos atendeu ou ligou de volta? Existe apenas uma página de Facebook e um email impessoal? Pedem-vos para responder a um inquérito com detalhes pessoais de preenchimento obrigatório antes do envio de uma proposta com números? Se a resposta é sim a qualquer uma destas questões, é mau sinal.

Não vale a pena andar atrás de informação cruzada quando os sinais estão à vista e a natureza do negócio não é clara, pode resultar de uma ocupação temporária ou de uma postura pouco séria. Considerem o dinheiro que estão a investir e ouçam o vosso instinto, se detectam alguns sinais de alerta, encerrem o contacto. Se, por outro lado, a experiência foi positiva em todos os aspectos e a conversa agradável, então terão encontrado um bom fornecedor.

 

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Organização de casamentos em Lisboa: Boutique Weddings by Very Cool

Recebidos os orçamentos, organizem-nos no vosso arquivo de contas (acreditem, a organização é vossa aliada neste processo longo e cheio de informação!) e adicionem as vossas notas e dúvidas. Passada a primeira impressão e se os orçamentos são do vosso agrado e estão em linha com o budget, peguem nestas vossas questões e marquem uma reunião.

 

A probabilidade de terem uma boa dúzia de reuniões pela frente é grande, mas não marquem mais do que duas visitas de cada vez!

O que pode aparentar uma poupança de tempo, revela-se uma péssima ideia: o processo de selecção é cansativo, a informação é muita e a pressão é sempre má conselheira na negociação. Estejam disponíveis para ouvir, apresentem com simpatia e clareza as vossas questões, não fiquem com dúvidas, sejam objectivos. Não tenham receio de fazer perguntas, afinal de contas tudo isto é uma imensa novidade para vocês, enquanto que as respostas fazem parte da rotina do profissional que vos recebe. Prevejam um plano B para as escolhas que fizerem, sobretudo para as que dependerem das condições atmosféricas, aconselhando-se com os vossos profissionais.

Negociar faz parte do processo, assim como avaliar, perguntar, esmiuçar e afinar. Este é o momento de se ser firme, mas com mãos de veludo e uma educação à prova de bala. Um sorriso amável e um discurso assertivo são fundamentais para um bom negócio, mas lembrem-se de que as transacções terão que ser sérias, justas e trazer valor acrescentado para todas as partes. Peçam e sugiram alternativas, ofereçam e exijam flexibilidade; se alguma das partes se sentir a única ganhadora, não estão num bom caminho.

 

Com os detalhes devidamente afinados, é altura de assinar um contrato (sempre!), que servirá para definir as responsabilidades e certificar o que está a ser acordado. Esta assinatura nunca deve ser feita no momento. Peçam o envio da minuta por email, revejam com cuidado todos os itens incluídos e, caso esteja a faltar algo previamente conversado ou falte clareza, peçam por escrito que o texto seja revisto e acrescentado.

Quando se sentirem confortáveis com o que leram, assinem e devolvam uma cópia. Na ausência deste documento, comuniquem todas as vossas adjudicações por escrito, de modo detalhado: descriminem os fornecimentos item a item e descrevam o tipo de serviço que estão a escolher e a forma como o estão a pagar.

E, muito importante e igualmente simpático: comuniquem aos vossos fornecedores não seleccionados – os que apenas contactaram para solicitar um orçamento e aqueles com quem reuniram – que optaram por outro profissional, agradecendo o seu tempo e a atenção.

Este recadinho simples e atencioso serve para libertar a agenda de quem reservou previamente a data para trabalhar convosco.

 

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Sejam cordiais e gentis, do princípio ao fim: não deixem um contacto sem resposta, mesmo que negativa; alguém se disponibilizou, consumindo tempo e esforço, sem custos para vocês, para pensar, calcular e dar uma resposta – agradeçam a disponibilidade e interesse, sempre. Se o orçamento proposto é acima das vossas contas, não deixem o fornecedor sem resposta. Comuniquem-lhe isso mesmo, e perguntem se vos pode apresentar uma proposta mais em conformidade com o valor de que dispõem. Não fechem portas: um contacto simpático será sempre uma mais valia, e ter um plano B é fundamental.

Evitem o contacto telefónico aos fins de semana. São dias de reuniões e de eventos, os profissionais estão no terreno de quinta a domingo (com uma habitual pausa à segunda-feira) e, quando não é o caso, os serviços estarão encerrados para um merecido descanso.

Sintam-se à vontade para encerrar contactos que não vos transmitam confiança, que sejam demorados na resposta (mais de 48h sem razão aparente), ou menos correctos de uma forma geral. Da mesma forma, não se atrasem nas vossas respostas e decisões. 

 

O vosso casamento pode ser sofisticado e rico, como este que mostramos aqui, no Convento do Beato, singelo e caseiro como publicámos há dias, ou descontraído e ao ar livre como o da última sexta-feira – não importa o seu formato, espaço ou número de convidados. Importa que seja a vossa cara, à vossa imagem e como sempre sonharam. E o mercado está bem servido de profissionais capazes de acomodar desejos, sonhos e vontades, não tenham receio. O vosso par (profissional!) perfeito existe e vão encontrá-lo!

Com preparação, organização e cortesia, tudo correrá sobre rodas. Dizemos sempre aqui que conhecimento é poder: pois recolham toda a informação recebida, aconselhem-se junto de quem seja sabedor e durmam sobre o assunto, preparados para tomar decisões informadas.

 

Ainda sobram dúvidas? Falem connosco! E não deixem de acompanhar todas dicas para casar que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

 

As imagens bonitas são da Boutique Weddings by Very Cool. Espreitem o seu portefólio e conversem com a Vanda Chibeles.

Susana Pinto

Dicas para casar: estamos noivos, e agora…?

A pergunta foi feita e a resposta, emocionada, foi dada: sim!

E agora…? Como é que isto se faz? Por onde é que se começa?

 

Ora, não há que temer, e o nosso melhor conselho é este: conhecimento é poder!

Falem connosco, falem com amigos que casaram recentemente, passem os olhos pelo nosso bonito livro e, sobretudo, procurem informação vinda de sítios e pessoas profissionais.

Por aqui, podem seguir a nossa rúbrica semanal dedicada a este assunto, sempre à segunda-feira. Arquivada com a etiqueta Wise Words, reúne dicas para casar, boas sugestões, conselhos úteis, palavras sábias e algumas ideias smart saving (as nossas favoritas) para vos ajudar de facto a pôr de pé, com equilíbrio e com prazer, o mais bonito dos dias.

 

Contamos, para isto, com a ajuda dos nossos fornecedores seleccionados – afinal, quem melhor para vos aconselhar do que os especialistas na matéria?

Respondemos às vossas questões mais comuns e a todas as outras que nos queiram colocar. No Simplesmente Branco reunimos cerca de uma centena de fornecedores de todas as áreas e a soma dos nossos conhecimentos profundos sobre este assunto é vasta e sustentada: aposto que, para qualquer pergunta que possam puxar da cartola, do lado de cá, entre todos, teremos uma bela e certeira resposta!

 

Estes são os ingredientes com os quais cozinharemos fornadas perfeitas de palavras sábias para vos servir aqui, sempre às segundas-feiras. Hoje, para começar pelo princípio, contamos com as wise words de Maria João Soares, da Design Events Weddings, e de Rita Soares-Alves, da Wedwings.

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Convite de casamento cortado a laser.

 

Sapatos de noiva compensados.

 

Casar é um projecto a dois.

Lembrem-se de que o vosso dia deve ser o reflexo de ambos e do que são enquanto casal. É este pressuposto que irá garantir a leveza e coerência do dia, o conforto e a a sensação de que está tudo certo, tudo flui e encaixa, sem esforço e sem atrito.

Depois do sim e desses primeiros dias mágicos em que o segredo é só vosso, chega o momento de partilhar a grande novidade.

Quando começarem a espalhar a palavra, o mais certo é que chovam as ideias, os conselhos, as sugestões. Apesar das boas intenções de todas as pessoas que vos querem bem, é provável que se sintam confusos e assoberbados com tanta informação e opinião.

 

A Rita Soares-Alves aconselha os noivos a ouvir e a agradecer gentilmente, mas, mais importante que tudo, a filtrar a informação que chega.

Sentem-se calmamente os dois e desenhem o vosso dia. Afinem a visão que têm para a cerimónia e para a festa, o que querem e o que, definitivamente, não querem, e listem aqueles aspectos fundamentais nos quais não vão querer ceder. Aqui, a nossa recomendação é que não sejam excessivamente intransigentes, tenham a capacidade de separar o que é fundamental e o que é acessório e pode ser negociado: há pequenas cedências que farão algumas pessoas muito felizes e que vendo bem, não são tão relevantes assim. Listem também estes assuntos, ficarão com uma noção mais clara e ponderada das vossas decisões, vistas no seu todo. Só pode ajudar!

 

A Maria João Soares reforça a importância das contas: existem dois números mágicos neste grande orçamento, que são o número de convidados e o tecto do valor disponível para gastar. Sem estas duas balizas, e alguma flexibilidade consciente para encolher ou esticar, não vale a pena começar a fazer escolhas, sob o risco de alguma coisa derrapar e se verem engolidos por contas por pagar, algumas discussões menos boas e muita tensão no ar – não é esta a forma de começar uma vida a dois, garantimos, e o preço a pagar por estas distracções e ingenuidade pode ser bem caro.

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Meter as mãos na massa a solo pode parecer divertido e romântico ao início, mas não é de todo o melhor caminho, se querem desfrutar do processo – e do noivado! Se são pessoas muito ocupadas, com profissões exigentes e muito pouco tempo livre, procurem ajuda!

Mesmo com algumas ideias definidas, um bom profissional de organização de casamentos pode ajudar a rentabilizar ainda mais as vossas escolhas, e a Maria João Soares sugere que assumam as rédeas do projecto, que se dediquem a alguns pormenores nos quais poderão imprimir o vosso cunho pessoal, mas que deleguem as ‘dores de cabeça’ a um profissional de organização de casamentos. E, ao contrário do que poderão pensar, esta é uma alínea do vosso orçamento que vos poderá ajudar a encurtar a soma final.

É um custo que se transforma em valor acrescentado, porque é alguém que procura, selecciona, negoceia e, sobretudo, navega pela lista de necessidades que vocês nem sabem que existe (como saberiam, se nunca casaram…?) e gere tensões e solavancos com uma agilidade e conhecimento muito valiosos.

 

Rita Soares-Alves partilha desta opinião, e lembra que os amigos com jeito para algo específico também não são a melhor opção. Poderão ajudar-vos a tomar certas decisões, mas deixem-nos ser vossos convidados no grande dia e evitem tensões desnecessárias. E, já que têm que começar por algum lado, Rita aconselha-vos a contactar em primeiro lugar os potenciais espaços, fotógrafos, videógrafos e profissionais de animação. Se tiverem dúvidas relativamente às respostas que vão obtendo, esclareçam-nas com um telefonema.

 

Para Maria João, uma enchente de e-mails gera caos – e há sempre o factor humano, que também conta: falar um pouco de viva voz pode ajudar-vos a medir melhor o grau de empatia com quem está do outro lado. Porque, na hora da decisão final, não é só o valor a pagar que deverão ter em conta, mas também a fiabilidade, o interesse, a disponibilidade. Confiem na vossa intuição e, caso haja algo que vos deixe desconfortáveis, façam por esclarecê-lo. Se ainda assim não estão seguros da escolha, deixem cair e contactem outro fornecedor profissional que transmita a segurança que procuram e merecem.

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Dicas para casar: ficámos noivos, e agora?

 

Para rematar, estejam atentos aos sinais: se começarem a sentir-se assoberbados e sem capacidade para tomar decisões claras, parem para respirar fundo. Desliguem durante uns dias, vão namorar e relembrem-se do caminho que vos levou ao “sim!”.

De cabeça fria, voltem a debruçar-se sobre este assunto, vão ver que tudo se começa a encaixar.

 

Para a semana falamos sobre o processo de escolha dos melhores fornecedores: aqueles que cumprem a vossa visão e orçamento. Juntem-se a nós!

 

Acompanhem os nossos bons conselhos e dicas para casar, sempre à segunda-feira, nas Wise Words.
As imagens bonitas são da dupla Um Dia de Sonho.

Marta Ramos

Wise words: como poupar no casamento, versão smart saver

Na semana passada iniciámos a conversa sobre as contas do casamento. Hoje, continuamos nesse terreno, mas com os olhos postos nas possibilidades de poupança.

Com certeza que já encontraram muitos artigos publicados sob o tema «casamentos low-cost». É seguramente uma expressão apetecível, um chamador de leitores, e tem feito correr muita tinta (ou muitos caracteres) sem que isso se traduza em informação verdadeiramente válida para vocês, que estão em processo de organização do vosso casamento. A Susana já aqui abordou este assunto, na altura com base num artigo da revista Sábado para o qual ela foi consultada mas cujos contributos não foram tidos em conta na hora da publicação: «A mensagem que passou, é que todo este mercado é um absurdo e que contratar um fotógrafo amador no Facebook e comprar um vestido numa loja chinesa são o caminho certo para domar o orçamento. Pois não é – isso é uma visão miserabilista de um dia memorável. Todos, noivos, família, amigos, profissionais, merecem melhor.»

Ora, para casar são precisos, exactamente, 220 euros, no mínimo, e 480 euros, no máximo, conforme as opções legais escolhidas. O resto? O resto é uma festa, apenas isso e é essa perspectiva sob a qual deve ser olhada e debatida. – Susana Esteves Pinto

Então mas não se pode querer poupar? Pode, claro que sim! Gostamos da expressão smart saver e é sobre esse assunto que nos debruçamos nas nossas wise words de hoje. Ser um smart saver implica que se compreenda as diferenças entre poupança, que diz respeito a um custo (baixar um orçamento, por exemplo) e ganho, que diz respeito a valor (ter mais qualidade ou serviço, pelo mesmo preço).

Este é o conceito que pusemos em prática numa lista de sugestões, algumas nossas e outras sugeridas por profissionais do sector, que esperamos vos ajudem a ajustar o vosso sonho ao vosso orçamento, sem nunca comprometer a qualidade. Parece-vos tarefa impossível? Mas não é – tomem nota:

 

Renato Ribeiro Photography-fotografia de casamentoRenato Ribeiro Photography-fotografia de casamentoRenato Ribeiro Photography-fotografia de casamento

. Contactem o fornecedor com antecedência e proponham uma forma de pagamento mais apelativa: ficarão numa posição interessante para negociar e fará de vocês clientes mais apetecíveis;

. Optem por uma festa pequena (exactamente à medida das vossas possibilidades) e com muito charme e qualidade. Para quem ficou de fora, e com muita pena, preparem mais tarde um mimo extra: um jantar num restaurante simpático e acolhedor (novamente, dentro do vosso orçamento), uma espécie de segunda festa mais descontraída mas igualmente feliz e comemorativa;

. Encurtem o tempo da festa e logo, o consumo: apenas um delicioso jantar, com um leve cocktail de boas vindas, bolo dos noivos servido como sobremesa e uma ceia simpática se os vossos convidados forem mexidos e noctívagos;

 

. Façam uma gestão criteriosa do menu e do bar, uma fatia generosa do vosso orçamento está aqui e qualquer poupança é multiplicada por muitas unidades. Construam um menu sensato, gostoso e equilibrado. Dispensem as variedades infinitas de doces, salgados, mariscos e aperitivos, e optem por produtos locais, de muita qualidade e apenas 2 ou 3 variedades. Será suficiente, não se preocupem! Se têm contactos privilegiados numa garrafeira, façam as contas às quantidades e levem o vosso próprio vinho: informem-se sobre a taxa de rolha (custo de abrir, preparar e servir). No bar, a mesma sugestão, pouca variedade e muita qualidade;

. Façam uma gestão criteriosa dos materiais gráficos: tirem partido da matéria prima (um belo fine paper) e usem apenas uma cor, o resultado é luxuoso! Simplifiquem nas ementas (1 ou 2 por mesa, ou nenhuma, trocada por um belo quadro caligrafado), nos marcadores (um cartãozinho com um número) e noutros extras, mas não dispensem uns bonitos cartões de agradecimento;

. Tirem partido de um espaço familiar ou de amigos que não se importem de o disponibilizar, esta é outra fatia gorda do orçamento. Garantam que o deixam impecável e gastem o que for necessário para que isso aconteça. Associações, jardins de museus e casas regionais serão também alternativas em conta;

 

. Trabalhem com fornecedores locais, sempre que possível, a poupança estará nas deslocações e estadias, mas também no conhecimento e agilidade que têm na comunidade ou junto dos restantes fornecedores;

. Façam algumas compras nos saldos, porque há oportunidades relevantes. Falamos da lingerie, da gravata, dos sapatos, acessórios e outras peças que não dependem de tendências ou colecções;

. Explorem outras opções: os vestidos de noiva não passam de moda assim tão depressa e as colecções anteriores podem ter preços competitivos e modelos igualmente maravilhosos. Considerem também pronto a vestir de qualidade e materiais nobres: invistam nos acessórios certos e todo o modelo ganha vida e estatuto. E já ouviram falar de vestidos de noiva em segunda mão por uma boa causa?

 

Fotos de casamento de Renato Ribeiro Photography Fotos de casamento de Renato Ribeiro Photography Fotos de casamento de Renato Ribeiro Photography

. Falando ainda dos sapatos (de ambos): façam compras com vida longa. Isto aplica-se igualmente ao fato do noivo. Um belo fato escuro, bem cortado, uma camisa branca elegante, uma gravata de seda, são clássicos intemporais – peças que poderão ser vestidas muitas vezes, em ocasiões relevantes, nos próximos 5 anos;

. Peçam emprestado (ou aluguem) pormenores secundários: um saiote, um véu;

. Sempre que possível, optem pelo que já existe e completem com alguns detalhes personalizados, que acrescentem valor: é relevante na conta final. Quando não há, aluguem, não comprem, e esta regra vale para tudo (das mesas aos talheres, às jarrinhas, molduras e sofás!);

 

. E uma nota que excede o dia do casamento: poupem sabiamente na lua-de-mel! Muitas vezes, assoberbados com todas as decisões que têm que tomar para o grande dia, os casais escolhem o destino de viagem quase de véspera. Se decidirem isso logo no início do processo e fizerem as vossas reservas atempadamente, isso é dinheiro em caixa!

. Por falar em lua-de-mel, lembram-se das vantagens de casar fora de época? Pois aqui está mais uma: viagens mais em conta, que podem permitir encurtar o custo ou alongar a distância ou a duração (ou seja, poupar ou ganhar).

«O meu melhor conselho é o mais simples de todos: saber é poder. A informação é o bem mais valioso, certifiquem-se de que estão bem informados, façam o vosso trabalho de casa com critério e discernimento. Perguntem, respondam. Parem para reflectir, não se deixem engolir pelo furacão das opiniões, pressões e aparências. Virem as costas ao absurdo, abracem o bom senso.» – Susana Esteves Pinto

 

É muito mais simples do que parece. Simples é, de facto, a palavra de ordem em todo o processo. Precisamos muito de lembrar-nos disso.
As fotografias deste artigo são da autoria do nosso fornecedor seleccionado Renato Ribeiro Photography.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: como desenhar o orçamento do casamento

Por onde é que se começa a fazer contas? Já decidiram casar, já contaram às pessoas que vos são mais chegadas, já confirmaram de quanto dinheiro é que dispõe para esta aventura e já sabem que contribuições poderão encaixar dos familiares, se for esse o (sempre simpático) caso. Está na hora de pôr tudo preto no branco. A bela e difícil arte de orçamentar é o tema das nossas wise words de hoje.

Neste assunto, como em tantos outros, uma das dúvidas costuma ser por onde começar. É fácil: definam o número máximo de convidados. Este valor irá crescer ou diminuir ao longo do processo, mas comecem com um número estável, redondinho e próximo da realidade.
Por esta altura, também já deverão ter tido umas belas conversas sobre a festa que querem, e algumas ideias já estarão mais fechadas e afinadas, como o ambiente desejado, extensível a toda a linha condutora do casamento.

 

Não se prendam a estilos, nesta fase, concentrem-se na visão geral, e definam genericamente o local: uma quinta em pleno campo, um restaurante à beira mar, um hotel de design contemporâneo e muito urbano, uma bela pousada, a casa de família no Alentejo? As escolhas são ilimitadas, mas o orçamento disponível encarregar-se-á de vos manter de pés bem assentes no chão. Atenção à geografia, que é um factor curioso, já que balança para os dois lados: fora dos grandes centros os valores são bem mais competitivos, mas cuidado com os custos associados e invisíveis (as necessárias deslocações frequentes, o desconforto para os convidados e menos oferta são alguns exemplos).

 

Com estas três ideias assentes – número de convidados, tipo de festa e de local – é o momento de reservar um bocado de tempo, pôr uma música simpática a tocar, pegar no Excel, na máquina de calcular e no caderno de notas.
Esta é a fase em que a clareza será uma imensa mais valia – cabeça fria e discernimento serão os vossos melhores companheiros. O que têm e o que podem gastar, se bem definidos, serão o vosso suporte nos momentos de dúvida, stresse e alguma frustração.  A melhor maneira de saborear o processo e de se divertirem na companhia dos queridos ajudantes, ou de desfrutarem da sábia contratação do vosso wedding planner, é estarem preparados e conscientes do que querem e do que têm. Encontrado o número mágico, reservem 10% do vosso orçamento para imprevistos. Se este valor vos sobrar no final, depois de fechadas todas as contas, pois então estarão de parabéns! E como prémio por bom comportamento, marquem uma escapadinha a um sítio simpático!

 

Mitt Fotografia - fotografia de casamento Mitt Fotografia - fotografia de casamentoMitt Fotografia - fotografia de casamento

Ora bem, então e como cortar as fatias do bolo? A sabedoria popular diz que 50% do orçamento do casamento deve ir para o espaço e comida, e que o resto deve ser devidamente distribuído de acordo com as prioridades.
A nossa sugestão é que listem as várias rubricas principais com algum detalhe: catering e espaço, decoração e flores, fotografia, vídeo, noiva, noivo e outros, e que definam, à frente de cada uma, o máximo a gastar.
Este acto tão simples tem uma importância fundamental – esta é a vossa “conta-ordenado”e convém que nada fique abaixo da linha de água, como dizem os comentadores da Bolsa. À medida que forem tendo respostas aos pedidos de orçamento e fechando os contratos, anotem tudo e confiram que, na soma final, nada fica a vermelho.

Tudo se começará a encaixar de forma harmoniosa e orgânica, sem grande esforço.

Importante: estabeleçam prioridades e limites no orçamento: o que é fundamental e o que é acessório; e detalhem o mais possível as várias parcelas, sem generalizar. Podem nomear um ‘árbitro’ com experiência, com bom senso e em quem ambos confiem plenamente, para os casos em que não estejam de acordo. Porque eles vão surgir, acreditem. E, vistos à distância, são pormenores insignificantes, mas na hora de pôr números definitivos tudo assume proporções gigantescas, com todo o stresse associado – de que vocês não precisam mesmo nada.

 

Até aqui, tudo bem? Óptimo, porque agora começa a parte divertida: vamos começar a procurar os fornecedores ideais. Se o vosso plano é encontrar bons fornecedores, do outro lado saibam que também se aprecia e procura os bons clientes. Este é um negócio muito exigente, com desgaste físico e grande investimento financeiro, sempre com nervos e emoções à flor da pele. Proporcionar com gosto e competência uma bela festa (da parte do fornecedor) e respeitar o custo e profissionalismo de quem executa (da parte dos noivos) são as duas faces da mesma moeda; quanto melhor e mais saudável for esta relação, mais perfeito será o dia, para todos. Vamos debruçar-nos sobre este assunto em detalhe para a semana.

Até lá, boas contas!

 

As fotografias deste artigo são da autoria do nosso fornecedor seleccionado Mitt Fotografia.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. E não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: dicas para um casamento sustentável, da TALES

Continuamos a trazer-vos artigos dedicados a ajudar-vos com algumas escolhas durante a organização do vosso casamento, de modo a que consigam um bom compromisso entre a festa com que sonharam e a abordagem sustentável que todos sabemos ser «o» caminho a seguir.

Hoje, damos a palavra ao nosso fornecedor seleccionado TALES, uma equipa de wedding planners que acredita em autenticidade e não cria casamentos pela metade. Os seus noivos estão com eles por inteiro:

A preocupação com o meio ambiente tem vindo a aumentar e começa também a chegar aos casamentos, pelo que cada vez mais temos pedidos de noivos que estão genuinamente interessados em diminuir o desperdício. – Marta Lourenço

Começámos por pedir à TALES uma visão geral de como se pode abordar a organização do casamento tendo em vista a sustentabilidade do evento: «Para noivos que procuram uma decoração mais eco-friendly, a primeira sugestão que fazemos é sempre a das flores, sendo que o ideal seria substituir os elementos florais por decoração adicional. No entanto, para os casais que gostam de florar, é possível reduzir na quantidade ou contratar fornecedores que possam reutilizar os arranjos que foram feitos. Caso não queiram reutilizar, podem oferecer os arranjos a alguma associação solidária, porque dar não custa nada! Outra ajuda passa por alugar plantas em vasos, para que as mesmas possam ser depois devolvidas ao fornecedor quando o casamento tiver terminado. Se preferirem comprar, é sempre uma boa ideia trazerem para casa: um vaso de plantas fica bem em qualquer cantinho!»

 

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Ainda no que diz respeito à decoração, uma das soluções mais importantes apontada pela TALES é a procura de fornecedores locais e a utilização de materiais orgânicos e amigos do ambiente: «Nestes fornecedores locais existem muitas vezes opções mais características, e que dão a vertente autêntica de que podemos estar à procura. Para além disto, há itens que podem ser transformados em 2 em 1 – por exemplo, um seating plan que se transforme em lembranças para os convidados. Já na iluminação, o ideal será sempre procurarmos um espaço com luz natural. No entanto, é importante certificarmo-nos de que os fornecedores com quem trabalhamos utilizam iluminação LED. Bem, na realidade, é importante que todo o equipamento esteja actualizado, por causa da eficiência energética.»

 

E o que fazer em relação a todo o material produzido em papel, como convites, ementas, etc? A TALES sugere optar por versões digitais em vez de impressões em certos formatos, ou eliminar algumas peças (como os programas) que acabam por se traduzir em desperdício). E para os «obrigatórios», o papel reciclado será sempre uma boa ideia.
Sobram dúvidas? Falem connosco, têm a caixa dos comentários inteiramente à vossa disposição. Leiam também os outros textos que já aqui trouxemos sobre casamentos eco-friendly; e não deixem de acompanhar todos os artigos de wise words que vamos publicando, sempre à segunda-feira.

Marta Ramos

Wise words: 15 perguntas frequentes sobre a organização do casamento

Prontos para arrancar com a organização do casamento? Para quem vai agora começar, isto pode parecer intenso. Tanta coisa para decidir, tantas contas para fazer… Mas na verdade, tal como em todas as grandes tarefas com que nos deparamos, tudo se resolve com calma e organização. Nesta nossa rubrica de wise words encontrarão artigos detalhados sobre vários dos mais importantes capítulos da organização do casamento. Têm também o livro Queres casar comigo? – guia prático para um dia muito feliz, que será o vosso melhor amigo durante os próximos meses – foi lá que me inspirei para vos trazer estas perguntas frequentes, acompanhadas de respostas pertinentes. Espero que vos sirva de ponto de partida para começarem a sentir-se menos ‘perdidos’. Em muitas das respostas encontrarão links para poderem aprofundar melhor o assunto.

Ora então, vamos a isto:

 

Como escolher a data?
Um dos critérios será, claro, o de optar por datas que tenham a ver com a vossa história. Se o dia em que se conheceram vai calhar, para o ano, a meio da semana, ou se é num mês dos mais frios, não se atrapalhem. Há muitas vantagens em casar fora de época, só terão que avaliar e decidir. Saibam mais aqui.
No caso de vos faltar um número mágico, ou de este não calhar bem no vosso plano, então podem sempre pedir sugestões à família e aos amigos mais próximos. Evitem aniversários e outras datas relevantes.

 

A quem o devemos anunciar primeiro?
À família. Organizem um jantar com o núcleo mais próximo – pais, avós e irmãos. Leiam as nossas wise words sobre protocolo, está lá tudo.

 

Quais são os procedimentos burocráticos necessários?
Para casamentos civis, tudo começa na Conservatória do Registo Civil da zona onde pretendem casar. Marcam a data e definem o local.
Se também pretendem uma cerimónia católica, escolham a paróquia, marquem reunião com o padre e combinem data e hora. Habitualmente é a igreja que trata das papeladas com a Conservatória. Se não for esse o caso, logo vos informarão de que documentos terão que trazer da Conservatória para a Igreja. O importante é que o casamento civil é celebrado no mesmo dia do matrimónio, mediante umas assinaturas posteriores à cerimónia.

Esta ligação entre casamento civil e religioso (chama-se casamento civil sob a forma religiosa) estende-se também, desde 2007, a outros grupos religiosos radicados em Portugal: Comunidade Judaica de Lisboa, Comunidade Islâmica de Lisboa, Aliança Evangélica Portuguesa, Comunidade Bahá”í, União Adventista, Centro Cristão Vida Abundante e Assembleia de Deus de Viseu. (saibam mais aqui)

 

E se um dos noivos for estrangeiro?

Nesse caso, terá que apresentar na Conservatória uma certidão de nascimento e um certificado de capacidade matrimonial do país de origem, devidamente traduzidos e certificada a sua tradução.

 

Qual o papel dos padrinhos (na Igreja) e das testemunhas (no Registo Civil)?

É literal: testemunham a união. Em ambos os casos, apenas têm que estar presentes no dia marcado, com os respectivos documentos de identificação.

 

Fotógrafo de casamento em Viseu e Castro D'Aire: Manuel Oliveira Fotografia. Fotógrafo de casamento em Viseu e Castro D'Aire: Manuel Oliveira Fotografia.

Podemos casar onde quisermos?

No caso do casamento pelo Registo Civil, sim. Basta informar o Conservador da morada onde irá decorrer a cerimónia (e aqui incluímos a vossa própria casa, se for esse o plano). Não se esqueçam que as despesas de deslocação decorrem por vossa conta. Se quiserem casar numa Igreja fora da vossa zona de residência, terão que solicitar autorização ao padre da paróquia onde querem casar.

 

E a organização da festa, por onde devemos começar?
O primeiro passo deverá ser a definição do vosso orçamento. Estabeleçam o valor máximo a gastar e distribuam-no pelas diversas rubricas. E mantenham esse documento actualizado ao cêntimo.
São as opções que têm de adaptar-se ao orçamento e não o orçamento que tem de vergar-se às propostas! Leiam mais detalhes sobre o arranque aqui.

 

Como podemos ter a certeza de que não nos falta nada?
Estabelecer um orçamento e um cronograma é o método mais eficaz para estar em cima dos pormenores. Também podem optar por contratar um wedding planner. Na dúvida, peçam alguns orçamentos e recolham todas as informações que puderem acerca do seu trabalho. Se encontrarem um profissional que venha bem recomendado, com experiência, bom nome na praça e com quem tenham sentido sintonia, então estarão a um passo de poupar muita dor de cabeça, tempo e, muito provavelmente, dinheiro.
Em última instância, não se prendam à ideia de que devem ter o mesmo que os vossos amigos que casaram no verão passado. Só vos faz falta o que tem a ver convosco!

 

Gostávamos de convidar todos os nosso amigos e colegas, mas o orçamento não o permite. O que podemos fazer?
Descarrilar nas contas é que nem pensar, até porque esta é a parcela maior do vosso orçamento. Convidem os mais próximos e para os restantes enviem uma participação (um postalinho que participa o vosso casamento) e convidem-nos para um almoço ou jantar em vossa casa.

 

E se não nos conseguirmos decidir acerca do espaço, por exemplo?
São duas cabeças, pelo menos, e tudo se decide com uma boa lista de prós e contras. Respirem fundo, durmam sobre o assunto, ouçam o vosso instinto. Peçam ajuda a alguém experiente e da vossa confiança. (mais dicas aqui)

 

É obrigatório haver entretenimento na festa?

Depende da festa que planearam, da faixa etária dos vossos convidados, do horário alinhavado, etc. Se houver crianças na lista, não descurem o apoio de um serviço próprio: ficam os miúdos mais felizes e os pais deles também! Pensem nos vossos convidados, na duração prevista da festa, no encadeamento dos acontecimentos (cocktail, fotografias, refeição, corte do bolo, discursos e brindes, etc.). Este exercício dir-vos-á se precisam de completar os intervalos com algo mais especial e atractivo.

 

Os nossos pais é que pagam. Temos mesmo que deixá-los decidir tudo?
As palavras-chave aqui são as do título do clássico de Jane Austen: sensibilidade e bom-senso. Se encontrarem resistência, mostrem alguns exemplos do que será o resultado final, nada como umas belas imagens para explicar uma ideia.
Percebam o que é acessório e o que é fundamental: este equilíbrio será o vosso melhor amigo e pequenas cedências poderão fazer alguém muito feliz. E podem inclusivamente poupar – sempre de modo inteligente. Saibam como aqui.

 

Fotógrafo de casamento em Viseu e Castro D'Aire: Manuel Oliveira Fotografia.Fotógrafo de casamento em Viseu e Castro D'Aire: Manuel Oliveira Fotografia.

Não percebo nada de flores. Há algumas que sejam erradas para casamentos? De que tamanho deve ser o bouquet?
Flores são flores e serão sempre bonitas, podem no entanto ser mais ou menos adequadas, tendo em conta a sazonalidade, robustez e outras características pertinentes.
Na dúvida (esta ou outras), trabalhem sempre com profissionais e confiem no seu serviço. Estas preocupações não vos fazem falta! (leiam mais aqui)

 

É de mau tom se os noivos deixarem a festa antes do fim?
Se organizaram a vossa festa de sonho, não vão querer sair antes do fim! Mas se tiverem hora marcada para apanhar um avião ou, simplesmente, se estiverem felizes mas esgotados, é totalmente aceitável que se retirem. Façam-no em grande, despeçam-se com simpatia dos vossos convivas e peçam aos vossos pais e padrinhos que façam as honras da casa para os mais noctívagos. Temos um artigo wise words só sobre o protocolo no dia do casamento – e é simples. Ora leiam.

 

Precisamos mesmo de oferecer alguma coisa aos convidados?
Não, já lhes estão a proporcionar uma festa e pêras, refeição e baile incluídos. No entanto, agradecer a gentileza da presença é sempre simpático e há maneiras bonitas e simples de o fazer: a mais directa ao coração, é escolherem uma instituição e fazerem um donativo em nome dos convidados. Podem mencioná-lo num pequeno cartão que acompanha um bombom, ou na altura do brinde. Conheçam as instituições parceiras do Simplesmente Branco aqui.

 

Ainda se usa o envio de cartões de agradecimento?
A boa educação e a gentileza usam-se sempre. Têm tempo, mas quando regressarem da lua-de-mel ficar-vos-á bem agradecer os presente, a presença dos convidados e a belíssima prestação dos vossos fornecedores, todos em sintonia no vosso dia.
Juntem uma bonita fotografia, relembrem-se de alguns momentos especiais e inspirem-se para umas palavras bonitas. (mais sobre protocolo aqui)

 

As fotos deste artigo são assinadas pelo nosso fornecedor seleccionado Manuel Oliveira Fotografia.
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